“Plano de Aula: Contação da História ‘A Margarida Friorenta’ para Bebês”

A seguir, apresentamos um plano de aula detalhado e personalizado para a faixa etária de bebês, focando na contação da história “A Margarida Friorenta” e em uma atividade artística relacionada. Este plano busca estimular as habilidades das crianças de forma lúdica e interativa, promovendo a interação, a expressão e o desenvolvimento motor. É essencial que os educadores se sintam seguros e preparados para implementar as atividades, tendo em mente a necessidade de adaptação conforme as particularidades de cada grupo.

Tema: A Margarida Friorenta
Duração: 60 min.
Etapa: Educação Infantil
Sub-etapa: Bebês
Faixa Etária: 0 a 1 ano e 6 meses

Objetivo Geral:

Compreender a importância da leitura e da expressão artística, promovendo a interação e a comunicação através da história “A Margarida Friorenta”, desenvolvendo habilidades motoras e sociais.

Objetivos Específicos:

Planejamentos de Aula BNCC Infantil e Fundamental

1. Promover a interação entre os bebês e o educador através da contação de histórias.
2. Estimular a sensibilização para as emoções descritas na narrativa.
3. Fomentar a expressão artística por meio de atividades manuais relacionadas à história.
4. Proporcionar momentos de escuta e atenção, desenvolvendo a linguagem e a comunicação.

Habilidades BNCC:

Para o desenvolvimento deste plano de aula, serão exploradas as seguintes habilidades da BNCC:
– Campo de experiências “O EU, O OUTRO E O NÓS”:
(EI01EO01) Perceber que suas ações têm efeitos nas outras crianças e nos adultos.
(EI01EO03) Interagir com crianças da mesma faixa etária e adultos ao explorar espaços, materiais, objetos, brinquedos.
(EI01EO04) Comunicar necessidades, desejos e emoções, utilizando gestos, balbucios e palavras.
– Campo de experiências “CORPO, GESTOS E MOVIMENTOS”:
(EI01CG01) Movimentar as partes do corpo para exprimir corporalmente emoções, necessidades e desejos.
(EI01CG02) Experimentar as possibilidades corporais nas brincadeiras e interações em ambientes acolhedores e desafiantes.
– Campo de experiências “ESCUTA, FALA, PENSAMENTO E IMAGINAÇÃO”:
(EI01EF03) Demonstrar interesse ao ouvir histórias lidas ou contadas, observando ilustrações e os movimentos de leitura do adulto-leitor.
(EI01EF09) Conhecer e manipular diferentes instrumentos e suportes de escrita.

Materiais Necessários:

– Livro “A Margarida Friorenta” (ou similar);
– Materiais artísticos (papel, tintas atóxicas, pincéis, esponjas, etc.);
– Aparelho de som com músicas suaves;
– Colchonetes ou tapetes para o momento de movimentação;
– Materiais sonoros (instrumentos musicais simples, como chocalhos).

Situações Problema:

A história “A Margarida Friorenta” aborda questões de identidade e emoções, proporcionando oportunidades para os bebês expressarem o que sentem ao ouvir a narrativa. Como eles reagem ao frio? Como se sentem quando estão felizes ou tristes? Essas questões podem gerar um espaço de reflexão e diálogo com o educador.

Contextualização:

Os bebês, nesta faixa etária, estão desenvolvendo habilidades motoras e sociais. A história “A Margarida Friorenta” é uma excelente introdução para que possam explorar sentimentos e emoções relacionadas ao ambiente. A contação da história e a atividade artística propõem um momento de expressão que é essencial para o desenvolvimento dessa faixa etária.

Desenvolvimento:

1. Acolhimento (5 minutos): Receber os bebês e os responsáveis, criando um ambiente acolhedor.
2. Contação da história (20 minutos): Ler ou contar a história “A Margarida Friorenta”, utilizando a entonação e inflexões para tornar a narrativa envolvente. Mostrar as ilustrações e incentivar a participação dos bebês, fazendo perguntas simples sobre a história (ex: “Olha, quem é essa?”, “Como a Margarida se sente?”).
3. Atividade artística (25 minutos):
a. Material: Disponibilizar papel e tintas atóxicas.
b. Procedimento: Solicitar aos bebês que utilizem os dedos para pintar, imitando elementos da história (como flores, temperatura do frio, etc.). O educador deve facilitar a exploração dos materiais, respeitando o ritmo e a espontaneidade de cada criança.
c. Encerramento da atividade: Disponibilizar um espaço para que as crianças exibam suas criações, motivando a comunicação e interação.
4. Momento de interação musical (10 minutos): Tocar músicas suaves enquanto os bebês exploram os materiais artísticos ou se movem, criando associações entre a arte e os sons.

Atividades sugeridas:

1. Contação e dramatização da história: Criar um pequeno teatro com fantoches, incentivando os bebês a interagir e repetir palavras ou sons.
2. Exploração tátil: Utilizar diferentes texturas (tecido frio, frio da água, quente de panos quentes) e associá-las às emoções vivenciadas na história.
3. Brincadeira de movimento: Realizar uma sessão onde os bebês imitam gestos e movimentos da Margarida, como se estivesse agasalhando-se. Isso incentiva a expressão corporal.
4. Música e danças: Cantar músicas que remetam a sentimentos de frio e calor, envolvendo gestos simples que os bebês possam imitar.
5. Jogos de exploração sonora: Utilizar chocalhos ou instrumentos e permitir que os bebês explorem os sons, criando conexões com a história e suas emoções.

Discussão em Grupo:

Após as atividades, promover um momento de reflexão em grupo, onde os bebês podem mostrar o que fizeram, mesmo que apenas com gestos e balbucios, e o educador deverá fazer perguntas que incentivem a fala, mesmo que em forma inicial, como: “Você pintou algo bonito?” ou “Como se sente a Margarida?”.

Perguntas:

1. O que você acha que a Margarida sentiu quando teve frio?
2. Como nós podemos ajudar a Margarida?
3. O que você fez na sua pintura?
4. Qual cor você mais gostou de usar?

Avaliação:

A avaliação será contínua e acontecerá através da observação da interação e participação dos bebês nas atividades. Verificaremos se eles demonstram interesse pela história, se se comunicam através de gestos ou sons e como interagem com os materiais artísticos.

Encerramento:

Finalizar a aula de forma tranquila, agradecendo a presença dos bebês e dos responsáveis. Reunir os bebês em um espaço calmo, permitindo um momento de relaxamento e troca de experiências, como o que aprenderam e sentiram durante a atividade. Criar um ritual de despedida, como uma canção suave, reforçando o vínculo do grupo.

Dicas:

– Utilize tons de voz variados para a contação da história, isso pode ajudar a manter a atenção dos bebês.
– Se possível, utilize materiais que sejam seguros e não tóxicos para as atividades artísticas, garantindo a segurança dos pequenos.
– Esteja atento às reações e sentimentos dos bebês durante a atividade, adaptando o ritmo conforme a necessidade do grupo.

Texto sobre o tema:

“A Margarida Friorenta” é uma história que nos transporta para uma vivência rica em emoções e sensações. Através das páginas e ilustrações, conseguimos mergulhar nas aventuras de Margarida, uma flor que sentia frio. Essa narrativa é mais do que um simples conto: é um convite à reflexão sobre os sentimentos e as expressões que podem surgir com as mudanças de temperatura e ambiente. Os bebês, ao ouvirem a história, começam a desenvolver não só o vocabulário, mas também a capacidade de reconhecer e nomear suas emoções.

Além disso, ao explorar a arte, os pequenos têm a oportunidade de expressar seus sentimentos de maneira visual. O ato de usar as mãos para traçar cores e formas permite que eles contem suas próprias histórias. Nesse momento, a criatividade não tem limites, e a visão de um mundo colorido se forma a partir das suas experiências. Assim, a arte se torna uma linguagem universal que ultrapassa as palavras.

Portanto, promover a leitura e a interação artística, neste contexto, vai além do entretenimento; é uma maneira de educar e conectar a criança com seu eu interior e o mundo ao seu redor. Por meio da história e da criação artística, os bebês não só aprendem a se comunicar, mas também a sentir e a expressar suas emoções, essencial para seu desenvolvimento humano.

Desdobramentos do plano:

Ao abordar a história “A Margarida Friorenta”, o educador tem a oportunidade de estabelecer um forte vínculo entre a literatura e as artes. Esse desdobramento é fundamental, pois instiga a curiosidade dos bebês sobre o conteúdo literário. A criação de uma narrativa como essa oferece um espaço para que os pequenos possam vivenciar diferentes formas de expressão. O uso de cores e texturas proporciona um ambiente rico para a exploração sensorial.

Além disso, a atividade artística relacionada à história não apenas massageia o desenvolvimento motor, mas também permite que os bebês descubram sua capacidade criativa. Essa interação com os materiais e as emoções vivenciadas na contação da história promove um aprendizado significativo. As crianças percebem que têm voz e que suas produções são únicas e valiosas. Trata-se de um processo de autoafirmação, onde cada traço e cada cor representam algo sobre elas mesmas.

Por fim, ao finalizarmos o plano, os desdobramentos incluem não só um aprendizado específico sobre a história, mas também aspectos sociais. O convívio entre as crianças durante as atividades artísticas e a contação da história fomenta um clima de coletividade. Ao compartilhar experiências, os bebês começam a entender sobre o outro e sobre si mesmos, construindo uma base sólida para o desenvolvimento emocional e social que os acompanhará ao longo da vida.

Orientações finais sobre o plano:

Ao implementar este plano, é de suma importância que o educador esteja atento às particularidades dos bebês, considerando seus ritmos e modos de interação. Cada criança traz um contexto único que deve ser respeitado e incorporado às atividades. A leitura é uma jornada que se transforma ao longo do tempo, e ao compartilhá-la com os pequenos, o educador torna-se um facilitador essencial nesse processo. É fundamental que haja flexibilidade durante a abordagem das atividades, permitindo que os bebês se sintam confortáveis em explorar e expressar seus sentimentos.

A metodologia aqui apresentada visa não apenas o conhecimento literário, mas também a promoção de um espaço seguro e acolhedor para o desenvolvimento emocional. Ao encorajar a interação e a comunicação, estaremos contribuindo para que os bebês reconheçam suas emoções e a dos outros, cultivando empatia e compreensão. Este pode ser um primeiro passo em direção à formação de cidadãos mais conscientes e sensíveis.

Lembre-se sempre de que o objetivo é criar ambientes ricos em experiências e aprendizado. Através de histórias como “A Margarida Friorenta”, estamos proporcionando às crianças uma oportunidade de conectar-se com o universo que as rodeia e que as afetará por toda a vida. A linguagem, a arte e a interação são pilares que permitirão que essas pequenas flores cresçam e se desenvolvam de maneira saudável e vibrante.

5 Sugestões lúdicas sobre este tema:

1. Caça ao Tesouro de Sentimentos: Crie pequenos cartões com imagens que representem diferentes sentimentos e esconda-os pela sala. Incentive os bebês a encontrá-los e expressar como elas se sentem em relação a cada um. Materiais: cartões de papel com expressões faciais.

2. Atividade Sensorial: Proporcione diferentes texturas (frio, quente, liso, áspero) em uma caixa sensorial e associe essas texturas a momentos da história. Materiais: objetos variados como feltro, papel celofane, algodão e gelo em um recipiente.

3. Dança das Flores: Com a música tema, os bebês podem dançar como flores se movendo ao som da música, expressando o tema da história. Materiais: tecidos coloridos como lenços, que podem simular pétalas de flores.

4. Oficina de Sons: Estimule a criação de um “orquestra” com os bebês, apresentando diferentes instrumentos por meio de batidas que imitam ambientes da história. Materiais: chocalhos, tambores de brinquedo, ou mesmo potes e colheres.

5. Jogo de Expressão: Utilize espelhos (ou superfícies reflexivas) onde os bebês possam observar suas expressões enquanto ouvem partes da história. Isso ajuda no reconhecimento e expressão das emoções. Materiais: espelhos seguros ou superfícies reflexivas.

Essas atividades podem ser adaptadas de acordo com o grupo e o espaço disponível, sempre considerando a segurança e o envolvimento das crianças. O foco deve estar na integração dos bebês com a narrativa e no desenvolvimento de suas habilidades motoras e sociais de forma lúdica.


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