“Plano de Aula: Identidade e Números com A Lagarta Comilona”

A elaboração deste plano de aula visa proporcionar uma experiência rica e envolvente para crianças pequenas na faixa etária de 4 a 5 anos, usando o tema identidade e o conto A Lagarta Comilona como ponto de partida. Além de trabalhar a história de forma lúdica e interativa, o plano de aula irá envolver atividades que incentivem o desenvolvimento de habilidades numéricas e a expressão da identidade, promovendo a descoberta e a construção do eu em relação ao outro e ao ambiente. Esta abordagem é essencial na formação integral das crianças, alinhando-se às diretrizes da BNCC.

O plano foi estruturado para ocorrer ao longo de uma semana, permitindo que as crianças explorem variados aspectos da identidade pessoal e coletiva a partir de suas experiências com a história da lagarta. Esses momentos de aprendizado coletivo e individual são fundamentais para que as crianças conheçam e respeitem suas próprias características e as dos outros, desenvolvendo habilidades de empatia e cooperação.

Tema: Identidade e Números com a história A Lagarta Comilona
Duração: Uma semana
Etapa: Educação Infantil
Sub-etapa: Crianças pequenas
Faixa Etária: 4 a 5 anos

Objetivo Geral:

Planejamentos de Aula BNCC Infantil e Fundamental

Promover a construção da identidade e o entendimento de relações numéricas a partir da história A Lagarta Comilona, desenvolvendo habilidades de expressão, socialização e matemática de forma lúdica e contextualizada.

Objetivos Específicos:

– Estimular a identificação das mudanças de forma e tamanho através da narrativa da lagarta.
– Promover a expressão dos sentimentos e o reconhecimento das próprias características e das dos colegas.
– Introduzir noções de quantidade e sequência a partir da contagem dos alimentos que a lagarta come.
– Incentivar a criação artística inspirada na história, explorando diferentes materiais e formas de expressão.

Habilidades BNCC:

– CAMPO DE EXPERIÊNCIAS “O EU, O OUTRO E O NÓS”
(EI03EO01) Demonstrar empatia pelos outros, percebendo que as pessoas têm diferentes sentimentos, necessidades e maneiras de pensar e agir.
(EI03EO05) Demonstrar valorização das características de seu corpo e respeitar as características dos outros (crianças e adultos) com os quais convive.

– CAMPO DE EXPERIÊNCIAS “CORPO, GESTOS E MOVIMENTOS”
(EI03CG01) Criar com o corpo formas diversificadas de expressão de sentimentos, sensações e emoções.

– CAMPO DE EXPERIÊNCIAS “TRAÇOS, SONS, CORES E FORMAS”
(EI03TS02) Expressar-se livremente por meio de desenho, pintura, colagem.

– CAMPO DE EXPERIÊNCIAS “ESCUTA, FALA, PENSAMENTO E IMAGINAÇÃO”
(EI03EF01) Expressar ideias, desejos e sentimentos sobre suas vivências.
(EI03EF04) Recontar histórias ouvidas.

– CAMPO DE EXPERIÊNCIAS “ESPAÇOS, TEMPOS, QUANTIDADES, RELAÇÕES E TRANSFORMAÇÕES”
(EI03ET07) Relacionar números às suas respectivas quantidades e identificar o antes, o depois e o entre em uma sequência.

Materiais Necessários:

– Livro A Lagarta Comilona.
– Cartolina e papéis de diferentes cores.
– Materiais para colagem (tintas, gliter, jornais, revistas).
– Fichas numeradas de 1 a 10.
– Frutas de brinquedo ou desenhadas em papel.
– Caixa de som para músicas relacionadas à história.

Situações Problema:

1. Como a lagarta muda ao longo da história?
2. Quais frutas a lagarta come e quantas delas?
3. Como as crianças podem expressar o que sentem sobre a mudança da lagarta?

Contextualização:

A história da Lagarta Comilona é uma narrativa que aborda temas de transformação e crescimento, essenciais para a construção da identidade infantil. Neste sentido, as crianças serão convidadas a contar suas próprias experiências de transformação diária, como mudanças de humor ou até mesmo o crescimento de suas habilidades. Deste modo, as crianças não apenas entenderão a narrativa, mas poderão se conectar com o conteúdo em um nível pessoal e afetivo.

Desenvolvimento:

A semana será dividida em cinco encontros, cada um focando em diferentes aspectos da história e objetivos específicos. As atividades promoverão a interação, a criatividade e a aprendizagem numérica.

Atividades sugeridas:

Dia 1: Contação da História
Objetivo: Introduzir a história e discutir suas transformações.
Descrição: Ler a história da Lagarta Comilona em um ambiente aconchegante. Após a leitura, promover um diálogo sobre o que as crianças perceberam, como a transformação da lagarta as fez sentir. As crianças podem expressar visualmente essas transformações usando papel e crayon.
Adaptação: Proporcionar livros ilustrativos para que crianças com diferentes habilidades possam se envolver na atividade de forma participativa.

Dia 2: Caça às Frutas
Objetivo: Relacionar números e quantidades.
Descrição: Criar uma atividade de caça às frutas com imagens ou objetos que representam as frutas que a lagarta comeu. Cada criança deverá coletar as frutas em uma cesta e contá-las. Após a contagem, registrar as quantidades em papéis.
Adaptação: Para crianças que tiverem dificuldades, o professor pode ajudá-las a contar ou usar frutas de brinquedo.

Dia 3: Arte e Movimento
Objetivo: Criar expressões corporais da lagarta.
Descrição: Propor uma atividade onde as crianças imitam a movimentação da lagarta. Elas podem desenhar com tinta suas interpretações da lagarta e, em seguida, fazer uma dança imitando os movimentos dela.
Adaptação: Para aqueles que têm dificuldades motoras, permitir que desenhem enquanto os outros dançam.

Dia 4: Recontando a História
Objetivo: Trabalhar a linguagem oral.
Descrição: As crianças se reúnem em um círculo e são guiadas a recontar a história. O professor pode auxiliar com perguntas que os incentivem a lembrar detalhes.
Adaptação: Crianças que estão em desenvolvimento podem usar fantoches para contar a história de forma mais interativa.

Dia 5: Explorando as Cores e Formação
Objetivo: Expressar-se artisticamente.
Descrição: Usar os trabalhos artísticos da semana para criar um mural. As crianças podem colar suas folhas de papel com as cores e desenhos que representam a lagarta e as frutas.
Adaptação: Para aqueles que têm dificuldades motoras, permitir o uso de ajuda para a colagem.

Discussão em Grupo:

Durante os encontros, a discussão em grupo será parte fundamental do processo, permitindo que as crianças discutam sobre suas emoções relacionadas a cada atividade e as transformações visto ao longo da história da Lagarta Comilona.

Perguntas:

1. O que você mais gosta na história da lagarta?
2. Como você se sentiria se fosse uma lagarta?
3. Quais sabores você gostaria de experimentar se fosse uma lagarta?

Avaliação:

A avaliação será feita de forma contínua, observando a participação, interação e a capacidade de expressar sentimentos e ideias de cada criança. Os docentes também poderão avaliar a habilidade de contar e recontar a história.

Encerramento:

No final da semana, abordaremos as transformações pessoais de cada criança e o que elas aprenderam sobre identidade e números. Podemos fazer uma roda de conversa onde teremos um momento de partilha e reflexão.

Dicas:

– Promova um ambiente acolhedor e de empatia, onde todas as crianças se sintam seguras para expressar suas ideias.
– Varie as atividades para atender as diferentes habilidades e preferências das crianças.
– Utilize recursos visuais e táteis para melhor compreensão dos temas abordados.

Texto sobre o tema:

A infância é uma fase repleta de descobertas e transformações. Durante os primeiros anos de vida, as crianças estão constantemente aprendendo sobre si mesmas, sobre os outros e sobre o mundo ao seu redor. A história da Lagarta Comilona é uma excelente ferramenta para abordar a construção da identidade, pois a narrativa explícita de transformação é uma metáfora poderosa para as vivências das crianças que estão em processo de autoafirmação. Ao se identificarem com a lagarta, as crianças podem refletir sobre suas próprias mudanças, tanto físicas quanto emocionais, e compreender as nuances de sua identidade.

Através da contação de histórias, as crianças são incentivadas não apenas a escutar, mas também a interagir, recontar e expressar seus sentimentos. Historicamente, histórias como a da Lagarta Comilona existem em muitas culturas, permitindo o contato com diferentes modos de vida e tradições. Assim, a inclusão de discussões sobre as culturas diferentes ao longo das atividades, enriquece o aprendizado e sensibiliza as crianças para a diversidade.

No contexto educacional, trabalhar questões de identidade e números não é apenas promover o reconhecimento de si, mas também entender o lugar que ocupamos no mundo. A conexão entre aprender a contar e apreciar as diferenças é o que realmente faz a educação infantil ser uma etapa tão valiosa. E ao proporcionar um espaço onde as crianças possam explorar essas temáticas, estamos ajudando a moldar cidadãos mais empáticos e conscientes.

Desdobramentos do plano:

Após a conclusão deste plano, os educadores podem expandir o trabalho sobre identidade e diferenças, explorando outras histórias que relatam transformações e experiências de vida. O uso de livros de diversas culturas pode enriquecer ainda mais a compreensão sobre identidades diversas, apresentando histórias que ensinam valores como respeito e aceitação.

Além disso, diferentes atividades podem ser integradas ao que foi ensinado. Por exemplo, as crianças podem ser incentivadas a trazer histórias de suas famílias, compartilhando vídeos ou fotos que mostrem suas próprias características e transformações. Essa prática construirá um ambiente que valoriza a individualidade e coletividade, reforçando o entendimento de que, embora cada um seja único, todos fazem parte de algo maior.

Por último, o uso de números poderá se transformar em uma linguagem universal entre elas. As crianças poderão participar de atividades práticas que envolvem a contagem de objetos ou pessoas em sala, o que não só fortalece a aprendizagem matemática, mas também promove o trabalho em equipe e a socialização, fundamentais nessa fase da vida. Assim, a jornada do aprendizado pode continuar se ampliando, reforçando a importância da identidade e as relações interpessoais.

Orientações finais sobre o plano:

Na aplicação deste plano de aula, é crucial que os educadores estejam atentos às reações e sentimentos das crianças. Fomentar um ambiente seguro e acolhedor permitirá que cada criança se sinta confortável para compartilhar suas ideias. Os momentos de partilha devem ser valorizados, pois são essenciais para o desenvolvimento da empatia e para a construção de vínculos entre as crianças.

Além disso, é fundamental que cada atividade seja vista como uma oportunidade para observar o desenvolvimento de habilidades, não apenas em números, mas também em linguagem, motricidade e emocional. Cada interação e atividade realizada deve servir como uma janela para o mundo interior de cada criança, permitindo que o docente compreenda melhor suas necessidades e interesses.

Por fim, ao encerrar a semana, o educador deve considerar maneiras de dar continuidade às temáticas abordadas. Criar um espaço permanente de discussão sobre identidade e mudança, onde as crianças possam continuar a trazer suas experiências e celebrá-las, transformará a sala de aula em um verdadeiro espaço de aprendizado colaborativo e significativo.

5 Sugestões lúdicas sobre este tema:

1. Jogo da Transformação: As crianças fazem uma roda, sendo uma delas uma lagarta que vai “comer” objetos (frutas de papel). Cada vez que uma fruta é “comida”, a criança se transforma em uma borboleta após contar quantas frutas comeu. Dessa forma, realiza uma contagem divertida e cognitiva.

2. Teatro de Fantoches: Criar fantoches de papel que representem a lagarta e os outros animais da história, promovendo encenações em que as crianças possam contar a história a seu modo, estimulando assim a criatividade e a comunicação.

3. Mural da Identidade: Criar um mural com as fotos e desenhos das crianças, onde elas podem descrever com uma frase ou palavra o que elas são para nutrir a autoestima de cada um e promover a valorização das diferenças.

4. Oficina de Culinária: Realizar uma atividade em que as crianças possam preparar uma “salada de frutas” – trazendo frutas verdadeiras ou de brinquedo – e a partir disso, relacionar a contagem das frutas aos números.

5. Dança da Lagarta: Organizar uma atividade onde as crianças podem se agachar como lagartas e, ao som de músicas alegres, elas podem ir se “transformando” em borboletas, promover a percepção corporal aliada à expressão artística e emocional.

Com essas sugestões, as crianças têm a oportunidade de aprender de forma dinâmica e divertida, reforçando a interdisciplinaridade e fortalecendo a construção da identidade através do lúdico.


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