“Acolhida para Bebês: Contação de Histórias na Educação Infantil”
Este plano de aula é uma proposta de acolhida para bebês entre 0 e 1 ano e 6 meses na Educação Infantil, com uma ênfase especial na contação de histórias. A acolhida é um momento fundamental na rotina escolar, pois estabelece as bases para o desenvolvimento emocional e social dos pequenos. Por meio da contação de histórias, os educadores conseguem criar um ambiente de afetividade e segurança, estimulando a curiosidade dos bebês e promovendo a interação.
Durante esta semana, os educadores terão a oportunidade de apresentar diversas histórias de uma forma lúdica e interativa, usando elementos visuais e sonoros que intrigam e cativam as crianças. O objetivo é que os bebês sintam-se acolhidos e estimulados a explorar sua imaginação e sua capacidade de interação com o mundo ao seu redor.
Tema: Acolhida através da contação de histórias
Duração: Semanal
Etapa: Educação Infantil
Sub-etapa: Bebês
Faixa Etária: 0 a 1 ano e 6 meses
Objetivo Geral:
Proporcionar um ambiente acolhedor e estimulante que promova a interação e o desenvolvimento emocional dos bebês por meio de contação de histórias.
Objetivos Específicos:
– Estimular a comunicação e a expressão emocional através de histórias.
– Promover a interação social entre os bebês e os educadores.
– Desenvolver a escuta atenta e o interesse por histórias e ilustrações.
– Favorecer a exploração de sons e movimentos relacionados às narrativas.
Habilidades BNCC:
– Campo de Experiências “O EU, O OUTRO E O NÓS”
(EI01EO04) Comunicar necessidades, desejos e emoções, utilizando gestos, balbucios, palavras.
(EI01EO03) Interagir com crianças da mesma faixa etária e adultos ao explorar espaços, materiais, objetos, brinquedos.
– Campo de Experiências “CORPO, GESTOS E MOVIMENTOS”
(EI01CG01) Movimentar as partes do corpo para exprimir corporalmente emoções, necessidades e desejos.
– Campo de Experiências “ESCUTA, FALA, PENSAMENTO E IMAGINAÇÃO”
(EI01EF03) Demonstrar interesse ao ouvir histórias lidas ou contadas, observando ilustrações e os movimentos de leitura do adulto-leitor.
(EI01EF05) Imitar as variações de entonação e gestos realizados pelos adultos, ao ler histórias e ao cantar.
Materiais Necessários:
– Livros ilustrados adequados para a faixa etária.
– Fantoches ou bonecos que representem personagens das histórias.
– Material sonoro (instrumentos musicais simples como chocalhos, sinos).
– Espaço amplo e acolhedor para a realização das atividades.
Situações Problema:
Como criar um ambiente de acolhimento que estimule a interação dos bebês com as histórias?
Quais formas de contação podem prender a atenção de bebês tão pequenos?
Contextualização:
A acolhida é um momento que deve ser trabalhado com muito carinho, buscando proporcionar uma conexão entre os bebês e os educadores. O ato de contar histórias tem um impacto significativo no desenvolvimento emocional e cognitivo das crianças, além de incentivar o interesse pela leitura desde os primeiros anos de vida. As histórias, quando bem contadas, promovem a imaginação, a empatia e a linguagem, favorecendo o desenvolvimento das habilidades sociais.
Desenvolvimento:
Para um desenvolvimento eficaz e dinâmico do tema durante a semana, pode-se planejar atividades diárias que envolvam a contação de histórias de maneiras diferentes.
Atividades sugeridas:
– Dia 1: Contação com Imagens
Objetivo: Introduzir os bebês no mundo das histórias através das imagens.
Descrição: Escolher um livro ilustrado, mostrando as páginas aos bebês enquanto narra a história.
Instruções: Utilize uma entonação envolvente e aponte os elementos nas imagens.
Sugestões de materiais: Livros ilustrados.
Adaptação: Para crianças que ainda não se sentam, faça a contação enquanto estão em um cobertor, de modo que possam observar bem.
– Dia 2: Sons das Histórias
Objetivo: Associar sons às histórias lidas e contar.
Descrição: Escolher uma história que envolva animais e, ao longo da narração, imitar os sons dos animais.
Instruções: Incentivar os bebês a repetir os sons que você faz, sempre com alegria.
Sugestões de materiais: Instrumentos musicais simples.
Adaptação: Para bebês que não falam ainda, convidar os responsáveis a acompanhar fazendo os sons junto com seus filhos.
– Dia 3: Fantoches e Sombras
Objetivo: Usar fantoches para tornar as histórias mais interativas.
Descrição: Contar uma história utilizando fantoches, mudando a voz para cada personagem.
Instruções: Envolver os bebês na participação com gestos.
Sugestões de materiais: Fantoches de dedo ou de mão.
Adaptação: Usar bonés ou máscaras para adaptar a história, mantendo o interesse.
– Dia 4: História Musical
Objetivo: Integrar música e narrativa.
Descrição: Escolher uma história que possa ser cantada.
Instruções: Fazer movimentos acompanhando a canção da história.
Sugestões de materiais: CD com música infantil.
Adaptação: Para bebês que estão descobrindo os sons, deixe que toquem instrumentos enquanto os outros escutam.
– Dia 5: Contação ao Ar Livre
Objetivo: Introduzir um novo ambiente para a contação de histórias.
Descrição: Contar histórias ao ar livre, aproveitando o ambiente natural como parte da narrativa.
Instruções: Use plantas e objetos ao redor para ilustrar a história.
Sugestões de materiais: Um espaço externo seguro.
Adaptação: Para bebês que se distraiam facilmente, criar um pequeno círculo com cobertores para manter a atenção.
Discussão em Grupo:
Criar momentos de reflexão sobre as histórias lidas, estimulando os cuidadores e educadores a trocar experiências sobre como as histórias impactaram as reações dos bebês. Falar sobre quais personagens mais chamaram a atenção e os sons que mais geraram interação.
Perguntas:
– Qual foi a parte da história que mais chamou a atenção de vocês?
– Quais sons vocês mais gostaram de imitar?
– Que personagens vocês gostariam de ver em outras histórias?
Avaliação:
A avaliação será contínua e observacional. Os educadores devem observar a participação dos bebês nas atividades, a forma como interagem com as histórias, os sons e as imagens. Evaluar o interesse e a reação dos bebês às narrativas, bem como a capacidade de se comunicar e expressar emoções durante as atividades.
Encerramento:
Finalizar a semana de acolhida com uma roda de histórias onde cada bebê possa escolher um livro, permitindo que eles explorem suas preferências e expressem suas emoções. Encorajar cada cuidador a repetir a história em casa.
Dicas:
– Use sempre uma entonação vibrante ao contar histórias, isso ajuda a prender a atenção dos bebês.
– Procure sempre os momentos de interação e faça perguntas que estimulem a curiosidade, mesmo que eles não consigam responder verbalmente.
– É importante criar um ambiente tranquilo e seguro para as atividades, com espaço suficiente para os movimentos.
Texto sobre o tema:
A acolhida na educação infantil é um dos momentos mais sensíveis e importantes para o desenvolvimento dos pequenos. Essa prática não deve ser encarada apenas como uma formalidade, mas como uma oportunidade de criar laços de afeto e de segurança. Para os bebês, esse momento pode ser enriquecido com a contação de histórias, que possibilita diferentes formas de interação e aprendizado. As histórias despertam a imaginação e ajudam na construção da linguagem, além de serem um ótimo recurso para que os pequenos compreendam os sentimentos e as necessidades do próximo.
Ao contar histórias, os educadores criam um espaço mágico onde os bebês podem explorar novos mundos, personagens e cenários. As narrativas visuais criam oportunidades para que as crianças desenvolvam sua curiosidade, além de permitir que as interações sociais fluam de maneira mais natural. A contação de histórias torna-se um ritual prazeroso que não apenas incentiva a comunicação e a expressão verbal entre os bebês, mas também desenvolve a habilidade de escuta, essencial nesta faixa etária.
Observar como os bebês reagem às histórias é uma experiência enriquecedora. Os rostos iluminados quando um personagem faz uma ação surpreendente ou o riso espontâneo ao ouvir um som engraçado mostram que as histórias têm um impacto significativo em suas vidas. Isso reforça a importância de se criar um ambiente acolhedor e cheio de afetividade, no qual os pequenos possam explorar suas emoções e desenvolver habilidades sociais. Este é um capital afetivo que ajuda na formação de cidadãos mais empáticos e conscientes.
Desdobramentos do plano:
Este plano de acolhida pode ser ampliado para incluir a participação dos familiares, criando um laço mais forte entre a escola e a casa. Os educadores podem sugerir que os pais leiam histórias em casa e compartilhem as experiências nas reuniões. Esta interação não apenas enriquece o ambiente educacional, mas também contribui para o fortalecimento da relação familiar. O envolvimento dos responsáveis pode proporcionar um espaço de leitura em casa que estimule o interesse pela literatura da forma mais lúdica possível.
Outra perspectiva interessante é adaptar as histórias para serem utilizadas em diferentes formatos. Por exemplo, é possível trabalhar com fantoches, contos interativos e até utilizar a tecnologia para apresentar histórias em formatos audiovisuais que dialoguem com a geração atual. Esses desdobramentos podem ser explorados em semanas posteriores, onde as histórias podem ser repetidas em diferentes formatos, despertando sempre uma nova atenção nas crianças.
Finalmente, é essencial criar um comitê de histórias, envolvendo educadores e familiares, onde as histórias escolhidas para a semana sejam discutidas e planejadas em conjunto, buscando atender aos interesses das crianças e reforçando a importância da literatura em suas vidas. O hábito de contar e ouvir histórias, aperfeiçoado por esta prática, não só enriquece o vocabulário e o desenvolvimento da linguagem, mas também favorece a construção de um conhecimento emocional significativo.
Orientações finais sobre o plano:
Este plano deve ser visto como um guia, permitindo a flexibilidade necessária para atender às necessidades dos grupos de bebês. A confiança dos educadores na realização das atividades é fundamental, pois os pequenos percebem a segurança nas interações. Criar um ambiente onde as histórias possam ser vivenciadas de maneira rica não é apenas um objetivo, mas um convite à descoberta e ao encantamento.
O espaço físico e emocional deve ser acolhedor e seguro, permitindo que os bebês explorem e interajam sem medo. Os educadores devem estar preparados para acolher as emoções que surgem durante as atividades, permitindo que as reações dos bebês sejam sempre respeitadas e consideradas. As histórias devem ser uma ferramenta que favoreça o desenvolvimento integral de cada criança, respeitando seu ritmo e seus interesses.
Por último, lembre-se de que cada bebê tem seu próprio modo de compreensão e interação. A aprendizagem deve ser encarada como um processo em que cada um é afetado de maneira diferente pelas histórias contadas. O papel dos educadores é observar, interagir e acolher, criando um ciclo de aprendizado em que todos possam se sentir confortáveis e confortados.
5 Sugestões lúdicas sobre este tema:
1. Jogo de Sons
Objetivo: Desenvolver a escuta atenta.
Materiais: Instrumentos de percussão simples.
Modo de condução: Ao contar uma história, associe sons a cada personagem ou ação, incentivando os bebês a imitar.
2. Roda de Histórias
Objetivo: Promover a interação em grupo.
Materiais: Livros de diferentes tamanhos e texturas.
Modo de condução: Sentar os bebês em círculo e incentivar que cada um escolha um livro para compartilhar, mesmo que apenas por meio de balbucios e gestos.
3. Máscaras de Personagens
Objetivo: Trabalho com a imaginação e a expressão corporal.
Materiais: Máscaras de papel dos personagens das histórias contadas.
Modo de condução: Utilizar as máscaras para recriar partes da história, permitindo que bebês ajam como os personagens.
4. Contação Sensorial
Objetivo: Estimular os sentidos.
Materiais: Texturas (tecido, papel bolha, pelúcia) que representem elementos da história.
Modo de condução: À medida que a história avança, os bebês podem tocar e explorar as texturas, para vivenciar a narrativa de forma mais sensorial.
5. Colagem de Histórias
Objetivo: Desenvolver habilidades motoras.
Materiais: Recortes de revistas, tesoura sem ponta, papel, cola.
Modo de condução: Após a leitura de uma história, proporcionar materiais para que eles ajudem a colar partes que representam a narrativa contada, estimulando a criatividade.
Essas sugestões são adaptáveis e podem ser ajustadas conforme o progresso e o desenvolvimento da turma, assegurando assim que cada bebê tenha uma experiência enriquecedora e prazerosa durante a semana de acolhida.

