“Aprendendo Seres Vivos e Não Vivos: Plano de Aula Criativo”

A criação deste plano de aula se concentra em proporcionar aos alunos do 1º ano do Ensino Fundamental uma compreensão clara sobre a diferença entre seres vivos e não vivos. A proposta busca despertar a curiosidade e o interesse das crianças de seis anos através de atividades lúdicas e dinâmicas, que estimulem seu engajamento e reforcem a aprendizagem de conceitos fundamentais na área das ciências. Ao longo de três dias, serão explorados conhecimentos que permitirão aos alunos identificar e classificar objetos, diferenciando aqueles que possuem vida e os que não têm.

Tema: Seres Vivos e Não Vivos
Duração: 3 dias
Etapa: Ensino Fundamental 1
Sub-etapa: 1º Ano
Faixa Etária: 6 anos

Objetivo Geral:

Promover o entendimento dos alunos sobre as características que diferenciam seres vivos de não vivos, desenvolvendo habilidades de observação e classificação, além de estimular a curiosidade e o respeito pela natureza.

Objetivos Específicos:

Planejamentos de Aula BNCC Infantil e Fundamental

– Identificar as características dos seres vivos e não vivos.
– Observar o ambiente que os cerca e classificar os objetos de acordo com suas características.
– Desenvolver habilidades de descrição e comparações.
– Incentivar o trabalho em grupo e a colaboração em atividades práticas.

Habilidades BNCC:

CIÊNCIAS: (EF01CI01) Comparar características de diferentes materiais presentes em objetos de uso cotidiano, discutindo sua origem, os modos como são descartados e como podem ser usados de forma mais consciente.
CIÊNCIAS: (EF01CI05) Identificar e nomear diferentes escalas de tempo: os períodos diários (manhã, tarde, noite) e a sucessão de dias, semanas, meses e anos.
CIÊNCIAS: (EF01CI06) Selecionar exemplos de como a sucessão de dias e noites orienta o ritmo de atividades diárias de seres humanos e de outros seres vivos.

Materiais Necessários:

– Cartolinas ou papel kraft
– Lápis de cor e canetinhas
– Imagens de seres vivos (plantas, animais) e não vivos (pedras, água, objetos diversos)
– Jornais e revistas para recorte
– Materiais naturais (folhas, flores, pedras)
– Caixas de papelão (para montar um mural)
– Cola e tesoura

Situações Problema:

1. O que acontece se deixarmos uma planta sem água por muito tempo?
2. Por que uma pedra não cresce ou não se move como um animal?
3. Como sabemos que um objeto é vivo ou não?

Contextualização:

Inicia-se a aula apresentando exemplos do cotidiano, como a comparação entre uma flor e uma pedra. Através de discussões em grupo, as crianças são incentivadas a observar as diferenças entre seres vivos e não vivos, estimulando a curiosidade sobre esses conceitos.

Desenvolvimento:

O plano de aulas será divido ao longo de três dias, conforme descrito a seguir:

DIA 1:
Introdução ao Tema: O professor apresentará imagens de seres vivos e não vivos, discutindo suas características.
Atividade de Observação e Classificação: As crianças serão levadas ao pátio da escola e deverão coletar objetos naturais (folhas, flores) e não naturais (pedras, plásticos) para classificar em duas caixas.
Roda de Conversa: Discussão sobre o que observaram na atividade e suas classificações, registrando as observações em uma cartolina.

DIA 2:
Explorando Características dos Seres Vivos: O professor apresenta uma planta e um animal em vídeo, destacando suas características.
Atividade Artística: As crianças deverão desenhar um ser vivo e um não vivo em papel kraft, apresentando o que desenharam à turma, justificando sua escolha.
Jogos de Perguntas e Respostas: Realização de um quiz onde os alunos devem responder se os itens apresentados são seres vivos ou não, estimulando o aprendizado de forma dinâmica.

DIA 3:
Discussão Final e Reforço: O professor revisa as características dos seres vivos e não vivos, usando exemplos práticos.
Criação de um Mural: Utilizando as imagens e objetos coletados, os alunos irão montar um mural, organizando os itens em categorias.
Reflexão: Finalização com uma roda de conversa onde cada aluno compartilha o que aprendeu e como podemos cuidar dos seres vivos, principalmente das plantas e animais ao nosso redor.

Atividades sugeridas:

1. Momentos de Observação: Durante os intervalos, leve os alunos a observarem a natureza no entorno da escola, registrando em um caderno de campo as observações sobre os seres vivos.
2. Contação de Histórias: O professor narra a história de um pequeno animal e suas aventuras, estimulando as crianças a pensarem sobre as necessidades dos seres vivos.
3. Experimento com Sementes: Plantar diferentes sementes e monitorar o crescimento, discutindo as condições necessárias (água, luz) para os seres vivos.
4. Criação de Cartazes: Os alunos podem criar cartazes informativos sobre como cuidar de plantas e animais, destacando a importância da preservação.
5. Música e Dança: Desenvolver uma música sobre os seres vivos e não vivos, onde as crianças criam movimentos representando os diferentes seres.

Discussão em Grupo:

Promova debates sobre a importância de cuidar dos seres vivos e como nossas ações podem afetar o ambiente. Estimule os alunos a pensar sobre o que podemos reciclar ou reutilizar no nosso dia a dia para proteger o meio ambiente.

Perguntas:

1. O que você acha que as plantas precisam para sobreviver?
2. Você consegue identificar algum ser vivo e um não vivo aqui na sala?
3. Como podemos ajudar os seres vivos em nossa comunidade?

Avaliação:

A avaliação deve ser contínua e formativa, baseada na observação do envolvimento e da participação dos alunos nas atividades. É importante considerar a capacidade de observação e a compreensão dos estudantes sobre o tema em questão.

Encerramento:

Finalizar as atividades reforçando a importância de respeitar os seres vivos e cuidar do ambiente, incentivando os alunos a divulgar o conhecimento adquirido com amigos e familiares.

Dicas:

– Utilize sempre uma linguagem acessível, adequada à faixa etária.
– Ofereça exemplos do cotidiano para facilitar o entendimento.
– Esteja aberto a perguntas e comentários, estimulando a curiosidade das crianças.

Texto sobre o tema:

Os seres vivos e não vivos estão presente em nosso cotidiano, constituintes essenciais do ambiente que nos cerca. Entender as diferenças entre a matéria viva e não viva é fundamental para o desenvolvimento da consciência ecológica entre as crianças. Seres vivos, como animais e plantas, têm a capacidade de crescer, reproduzir-se, e responder a estímulos de seu ambiente. Por outro lado, objetos como rochas, água e ar não possuem essas características. A observação atenta é uma ferramenta poderosa na aprendizagem, permitindo que as crianças desenvolvam habilidades críticas de análise e interpretação do mundo.

As crianças, ao reconhecerem essas distinções, são encorajadas a refletir sobre a importância da conservação dos seres vivos. Práticas simples, como plantar uma árvore ou cuidar de um animal de estimação, podem instigar a responsabilidade nas crianças desde tenra idade, influenciando sua formação como cidadãos conscientes. Além disso, a conexão com a natureza proporciona um espaço para a ludicidade, onde a descoberta e a curiosidade podem florescer naturalmente.

No contexto da educação em ciências, explorar os seres vivos e não vivos proporciona uma base sólida para aprendizagens futuras. As interações contínuas e práticas permitem que conceitos complexos sobre ecologia e sustentação ganhem vida. Com a abordagem correta, as atividades desenvolvem um respeito inato pela natureza. Os alunos tornam-se não apenas observadores, mas também protetores do ambiente, cultivando um futuro mais sustentável.

Desdobramentos do plano:

O plano de aula sobre seres vivos e não vivos não se limita à simples apresentação de conceitos. A experiência de aprendizagem é incrementada através da prática, que possibilita aos alunos vivenciar o conhecimento de maneira concreta. Esta abordagem promove o desenvolvimento de habilidades essenciais, como a observação crítica e a classificação, que são fundamentais para a educação científica. Ao usar objetos e seres do ambiente cotidiano, os alunos se sentem mais conectados às atividades, o que facilita a absorção do conteúdo.

Além disso, ao expandir as atividades para incluir projetos que envolvem a preservação ambiental, como plantar árvores ou desenvolver hortas escolares, os alunos aprendem sobre a importância de agir em prol da natureza. Este tipo de aprendizado prático os incentiva a aplicar o que aprenderam em suas vidas diárias, estimulando um comportamento responsável em relação ao meio ambiente.

Por fim, o desenvolvimento de projetos interdisciplinares, envolvendo arte, literatura, e matemática, também se mostra eficaz. Por meio de desenhos e contos, os alunos podem expressar sua compreensão acerca dos seres vivos e não vivos, enquanto exploram as características, dimensões e a importância de cada categoria de forma mais significativa.

Orientações finais sobre o plano:

É essencial que o educador esteja preparado para adaptar o plano conforme as necessidades e o ritmo da turma. Cada grupo traz diversidades e particularidades que devem ser respeitadas e que podem impactar a maneira como o aprendizado ocorre. Este planejamento deve ser flexível o suficiente para permitir alterações baseadas no envolvimento dos alunos e nas descobertas que surgem durante as atividades.

Incentivar a colaboração entre os alunos é um dos pilares desta ação pedagógica. As discussões em grupo e o trabalho em equipe favorecem o desenvolvimento social, além de propiciar o aprendizado mútuo. Criar um ambiente de sala de aula acolhedor e estimulante é fundamental para que os alunos se sintam à vontade para compartilhar suas ideias e perguntas.

Por fim, o impacto deste plano vai além do aprendizado imediato. O objetivo é criar uma base sólida para o desenvolvimento de cidadãos comprometidos e conscientes de sua responsabilidade não somente com o ambiente, mas também com a sociedade. As experiências proporcionadas por este plano de aula são o início da formação de uma consciência ecológica que perdurará na vida de cada criança.

5 Sugestões lúdicas sobre este tema:

1. Caça ao Tesouro da Natureza: Organize uma caça ao tesouro nas redondezas da escola, onde as crianças devem encontrar e identificar exemplos de seres vivos e não vivos, registrando suas descobertas em um caderno de campo. Essa atividade permite que explorem o ambiente e pratiquem o reconhecimento dos conceitos aprendidos.

2. Teatro de Fantoches: Utilize fantoches para encenar uma história que envolva um ser vivo em uma situação de ajuda ou cuidado, envolvendo as crianças na narração e fazendo com que elas se sintam parte da interação. Isso estimula a empatia e a compreensão sobre a importância dos seres vivos.

3. Fazendo um Terrário: Crie um terrário na sala de aula com plantas e pequenos animais (como insetos). As crianças poderão observar o crescimento e o comportamento dos seres vivos ao longo do tempo, desenvolvendo uma conexão prática com os conceitos abordados em sala.

4. Criação de Sinais de Trânsito para os Seres Vivos: Peça aos alunos para criar sinais de trânsito que poderiam ser úteis para plantas e animais, como “Pare para o crescimento” ou “Cuidado: Formigas à Vista”. Essa atividade combina criatividade com aprendizado sobre as necessidades dos seres vivos.

5. Desenho Coletivo: Organize um grande papel em que todos os alunos possam desenhar e colorir os diversos seres vivos e não vivos que conhecem. A atividade resulta em um mural coletivo que pode ser exposto na escola, celebrando o conhecimento ser vivo de maneira colaborativa e artística.

Este plano de aula proporciona uma rica e diversificada sequência de aprendizagem que estimula a curiosidade natural das crianças, promove a observação do mundo ao redor e instiga o desenvolvimento de habilidades importantes para a formação de cidadãos conscientes e respeitosos com o meio ambiente.


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