“Descubra Sons: Atividades Lúdicas para Crianças de 4 a 5 Anos”
A identificação de sons graves e agudos é uma atividade fundamental no processo de aprendizagem das crianças pequenas, especialmente quando se busca estimular a percepção auditiva e a capacidade de expressão através dos sons. Este plano de aula é voltado para crianças de 4 a 5 anos e tem como intuito promover a exploração dos sons em um ambiente lúdico e interativo, contribuindo para o desenvolvimento de habilidades fundamentais na educação infantil. Ao longo da aula, os educadores poderão explorar sons provenientes de diversos instrumentos, objetos e até mesmo da própria natureza, permitindo que as crianças façam associações e reconheçam a diferença entre sons de diferentes alturas.
Neste contexto, a proposta de uma sequência didática sobre a identificação de sons graves e agudos visa não apenas estimular a audição e o raciocínio lógico, mas também promover a interação social, a comunicação e a criatividade. As atividades aqui sugeridas alinham-se às diretrizes da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), estimulando as habilidades de percepção sonora e a expressão musical, além de fomentar a convivência e o respeito entre os colegas, características essenciais para o desenvolvimento integral da criança.
Tema: Identificação de sons graves e agudos
Duração: 60 minutos
Etapa: Educação Infantil
Sub-etapa: Crianças pequenas
Faixa Etária: 4 e 5 anos
Objetivo Geral:
Proporcionar experiências sonoras que permitam às crianças identificar e diferenciar os sons graves dos sons agudos, promovendo a percepção auditiva e a expressão artística.
Objetivos Específicos:
1. Incentivar a observação e a identificação dos sons produzidos por diferentes objetos e instrumentos.
2. Desenvolver a capacidade de expressão através do movimento e da musicalidade.
3. Promover a interação social e a cooperação entre as crianças durante as atividades propostas.
4. Estimular a criação e a improvisação musical a partir dos sons identificados.
Habilidades BNCC:
– Campo de Experiências “O EU, O OUTRO E O NÓS”
(EI03EO01) Demonstrar empatia pelos outros, percebendo que as pessoas têm diferentes sentimentos, necessidades e maneiras de pensar e agir.
(EI03EO03) Ampliar as relações interpessoais, desenvolvendo atitudes de participação e cooperação.
– Campo de Experiências “CORPO, GESTOS E MOVIMENTOS”
(EI03CG01) Criar com o corpo formas diversificadas de expressão de sentimentos, sensações e emoções, tanto nas situações do cotidiano quanto em brincadeiras, dança, teatro, música.
– Campo de Experiências “TRAÇOS, SONS, CORES E FORMAS”
(EI03TS01) Utilizar sons produzidos por materiais, objetos e instrumentos musicais durante brincadeiras de faz de conta, encenações, criações musicais, festas.
(EI03TS03) Reconhecer as qualidades do som (intensidade, duração, altura e timbre), utilizando-as em suas produções sonoras e ao ouvir músicas e sons.
Materiais Necessários:
– Instrumentos musicais (como tambores, maracas, pandeiros, etc.)
– Objetos de diferentes tamanhos (como potes, tampas de panela, garrafas plásticas)
– Caixas acústicas ou aparelhos de som para reproduzir músicas com diferentes tonalidades
– Papel e lápis para que as crianças possam desenhar suas impressões sonoras
Situações Problema:
1. Como podemos identificar se um som é grave ou agudo?
2. O que acontece quando tocamos diferentes instrumentos?
3. Será que podemos imitar sons com nosso corpo?
Contextualização:
As crianças são naturalmente curiosas e estão em uma fase exploratória intensa. Os sons estão presentes no cotidiano delas e, por meio de atividades práticas, é possível incrementar o conhecimento sobre a natureza do som. Espera-se que ao final das atividades, as crianças consigam não apenas reconhecer os sons, mas também expressar suas percepções e emoções ligadas a esses sons, estabelecendo uma conexão mais profunda com a música e a sonoridade ao seu redor.
Desenvolvimento:
1. Introdução: Inicie o momento falando sobre o que são sons e como eles estão presentes nas mais diversas atividades do dia a dia. Pergunte às crianças se elas conhecem sons graves e agudos.
2. Atividade de escuta: Utilize instrumentos como pandeiro e tambor para tocar sons graves e agudos, pedindo para que as crianças levantem as mãos para identificar qual som acham que é grave ou agudo.
3. Atividade musical: Proponha que as crianças experimentem fazer diferentes sons com os objetos ensaiados. Explique que diferentes objetos podem produzir sons distintos.
4. Identificação e expressão: Proponha um momento em que as crianças, em grupos, escolham um som que mais gostaram e expressem de forma livre através da dança ou gestos.
5. Criação musical: Divida a turma em pequenos grupos e peça que os alunos criem sua própria música utilizando os sons que produziram, enfatizando a escolha de elementos graves e agudos.
Atividades sugeridas:
1. Atividade “Sons do Mundo”
– Objetivo: Explorar a diversidade de sons encontrados ao nosso redor.
– Descrição: Levar as crianças a uma roda e pedir que cada uma faça um som que representa algo que escutam no dia a dia.
– Instruções: Incentive-as a usar seu corpo ou objetos para criar os sons e pedir depois que tentem classificar os sons como graves ou agudos.
– Materiais: Nenhum material específico, mas pode-se ter um gravador para registrar os sons.
– Adaptação: Para crianças que têm dificuldades motoras, ofereça apoio para criar sons com o corpo ou omitir o uso de objetos que exigem coordenação.
2. Atividade “Beat do Tambor”
– Objetivo: Identificar sons graves e agudos usando instrumentos.
– Descrição: Usar tambores ou outros objetos de percussão e pedir que as crianças toquem ritmos fazendo distinção entre os dois tipos de sons.
– Instruções: Crie ritmos variados e peça para que as crianças imitem esses sons.
– Materiais: Tambores ou objetos que façam sons.
– Adaptação: Para crianças com dificuldades auditivas, é possível estimular a atividade visualmente, mostrando a intensidade dos sons através de gestos.
3. Atividade “Desenho Sonoro”
– Objetivo: Relacionar sons com formas e cores.
– Descrição: Após a exploração sonora, as crianças desenham algo que imaginam quando escutam um som agudo ou grave.
– Instruções: Deixe que cada criança desenhe e, depois, compartilhem em roda as interpretações.
– Materiais: Papel, lápis de cor, canetinhas.
– Adaptação: Para crianças que não se sentem confortáveis desenhando, elas podem colar figuras de revistas que se relacionem aos sons.
4. Atividade “Movimento e Som”
– Objetivo: Expressar-se através do corpo em relação aos sons ouvidos.
– Descrição: As crianças irão interpretar sons com seus corpos, criando movimentos que sintetizem os sons ou as emoções que estes provocam.
– Instruções: Coloque músicas de diferentes gêneros que possuam elementos graves e agudos, proporcione liberdade de movimento.
– Materiais: Música em um aparelho de som.
– Adaptação: Para crianças menos ativas, envolvê-las no círculo e estimular os movimentos com gestos.
5. Atividade “Teatro da Música”
– Objetivo: Trabalhar a produção de histórias a partir de sons.
– Descrição: Dividir as crianças em pequenos grupos e propor que criem uma pequena encenação utilizando sons graves e agudos como elementos principais na narrativa.
– Instruções: Proponha que cada grupo apresente sua história para os colegas, inserindo os sons identificados.
– Materiais: Elementos de cena (lençóis, chapéus, etc.) podem ser utilizados para dar vida ao teatro.
– Adaptação: Ofereça apoio a crianças tímidas, ajudando a direcionar suas contribuições na apresentação.
Discussão em Grupo:
No final das atividades, reúna as crianças em círculo e incentive-as a compartilhar o que aprenderam sobre os sons. Pergunte como se sentiram ao identificar os sons graves e agudos e como isso pode influenciar a maneira como escutam as músicas no dia a dia.
Perguntas:
1. O que é um som grave e como você pode identificá-lo?
2. O que você sentiu quando ouviu um som agudo?
3. Como você pode fazer um som grave com seu corpo?
4. O que você mais gostou na atividade de hoje?
Avaliação:
A avaliação será contínua e baseada na observação do envolvimento das crianças nas atividades propostas. O professor deve observar aspectos como: a capacidade de identificação dos sons, a participação nas atividades em grupo, a criatividade nas expressões corporais e na produção musical, bem como o desenvolvimento da comunicação e interação entre os alunos.
Encerramento:
Finalizando a aula, reforce a importância da percepção sonora na vida cotidiana e como os sons podem ser expressões de sentimentos e emoções. Incentive as crianças a continuarem ouvindo e explorando os sons ao seu redor, aproveitando essa rica experiência de aprendizado.
Dicas:
– Crie um ambiente seguro e acolhedor onde as crianças se sintam livres para se expressar sem julgamentos.
– Esteja preparado para adaptar atividades de acordo com o envolvimento e as reações das crianças. Isso enriquecerá a experiência e garantirá maior aprendizado.
– Mantenha as atividades dinâmicas e lúdicas, utilizando diferentes abordagens para atender aos diferentes estilos de aprendizado dos alunos.
Texto sobre o tema:
Os sons fazem parte da vida cotidiana e estão presentes em todos os lugares, desde as músicas que ouvimos até os sons da natureza. A identificação de sons graves e agudos é uma habilidade fundamental no desenvolvimento das crianças, pois possibilita que elas ampliem suas capacidades auditivas e se tornem mais sensíveis aos estímulos sonoros que a cercam. Um som grave, por exemplo, é percebido como mais intenso e profundo, enquanto um som agudo é mais leve e pode ser associado a diversas sensações, como alegria ou até mesmo susto.
Nesse sentido, ao trabalhar com sons graves e agudos, as crianças podem aprender a se expressar musicalmente e também a identificar as diferenças que existem entre os sons ao seu redor. Isso se conecta a uma ampla gama de experiências que envolvem a percepção, o controle do corpo e a comunicação. Explorando essas qualidades dos sons, as crianças começam a criar um repertório que as ajudará não só a entender a música e a arte, mas também a se relacionar melhor com as emoções, tanto as suas quanto as dos outros.
Dessa forma, a experiência de trabalhar com os sons deve ser constantemente revisitada, pois proporciona um campo fértil para o desenvolvimento da criatividade e da expressão individual. Atividades lúdicas e interativas são essenciais para que as crianças comecem a fazer conexões entre o que ouvem e como isso as afeta, tornando-se não só ouvintes, mas também participantes ativas no mundo sonoro em que vivem.
Desdobramentos do plano:
As atividades propostas neste plano de aula podem se desdobrar em diferentes contextos, uma vez que a investigação sonora é rica e variada. Após as experiências iniciais, os educadores podem promover um ambiente onde as crianças continuem a explorar a sonoridade de elementos do cotidiano, criando, por exemplo, um “jardim sonoro”, onde cada material utilizado produza um som, induzindo a um momento de criação coletiva. Essa prática pode se tornar uma atividade de longo prazo, onde as produções sonoras são constantemente revisadas e aprimoradas pelas crianças.
Outro ponto importante é que a exploração dos sons pode ser integrada a outras áreas do conhecimento, como a Linguagem e a Matemática, facilitando o entendimento de conceitos como ritmo e medição. Os sons podem ser usados para ilustrar contos, histórias e até mesmo para contar e classificar objetos. Brincadeiras e jogos que envolvam sons graves e agudos podem fomentar habilidades de cooperação e solidariedade, uma vez que trabalham em conjunto para alcançar um objetivo comum, como criar uma música ou uma história.
Além disso, a reflexão sobre as emoções despertadas pelos sons pode ser um passo enriquecedor para desenvolver a empatia. Ao discutirem o que cada som representa para elas, as crianças são convidadas a se conectarem com as experiências dos outros, promovendo assim uma maior compreensão das diferenças que existem entre seus sentimentos e os dos colegas. Isso permitirá um aprofundamento no campo das relações interpessoais, que é tão relevante para a formação da identidade infantil.
Orientações finais sobre o plano:
Ao finalizar a proposta de atividades, é fundamental que os educadores estejam atentos à flexibilidade na aplicação do plano de aula. Cada grupo de crianças trará suas próprias experiências e interpretações sobre os sons, e o educador deverá estar disponível para acolher e entender essas particularidades, auxiliando na construção do conhecimento de forma colaborativa. A escuta atenta ao que as crianças têm a expressar permitirá iluminar os caminhos mais ricos de aprendizado.
Outra orientação importante é que a utilização de diversos tipos de materiais e instrumentos pode ampliar significativamente a compreensão dos sons e das diferentes qualidades que eles possuem. Não hesite em explorar diferentes contextos de audição e produção sonora para que as crianças possam vivenciar uma experiência plural e criativa. Por fim, mantenha uma atmosfera de prazer durante as atividades; o riso e a brincadeira são essenciais para o aprendizado eficaz nesta faixa etária.
As práticas de musicalização devem ocorrer de forma regular, criando, assim, uma rotina que favoreça a familiarização das crianças com os sons e sua manipulação. Ao criar laços entre as atividades práticas e a exploração sonora, o educador ajudará as crianças a construir um repertório que facilitará o entendimento do mundo ao seu redor e a inserção das diferentes sensações que a música pode proporcionar. Essa abordagem lúdica e envolvente garantirá um aprendizado significativo e prazeroso.
5 Sugestões lúdicas sobre este tema:
1. A Caça aos Sons: Organizar uma série de atividades de caça ao som, onde cada criança tem que encontrar um objeto que produza um som grave ou agudo. O objetivo é reconhecer os diferentes materiais e como eles se relacionam com a sonoridade. As crianças podem explorar a sala e praias em busca de objetos fitrados por um painel que mostre uma lista de sons graves e agudos.
2. Como Sou Eu: Criar uma atividade onde as crianças podem usar seu próprio corpo para fazer sons. Elas devem pensar em movimentos e gestos que se relacionem com o som que estão tentando criar. Essa ação poderá levá-las a desenvolver a coordenação motora de forma divertida, além de entenderem os sons que seu corpo consegue produzir.
3. Objetos Musicalizados: Convide as crianças a trazem objetos de casa que possam fazer sons e montar uma “orquestra de objetos”. Cada um deve indicar se seu som é agudo ou grave e apresentar aos colegas. Essa atividade promove o sentimento de pertencimento e cooperação.
4. Contação de Histórias Musicais: Este planejamento envolve a criação de histórias onde as crianças devem adicionar sons, utilizando instrumentos e sua própria voz. Isso estimula a criatividade e permite que explorem a narrativa junto à sonoridade.
5. Dança dos Sons: Realizar uma atividade em que as crianças têm que dançar ao som de músicas que contenham elementos de sons graves e agudos. A proposta aqui seria alternar as músicas e observar como a dança muda com os diferentes sons.

