“Desenvolvendo Crianças: Contação de Histórias na Educação Infantil”

A representação e a contação de histórias são atividades fundamentais no desenvolvimento da cognição e das habilidades sociais das crianças na fase da Educação Infantil. Historicamente, as histórias têm sido um meio poderoso de transmitir valores, cultura e conhecimentos, além de estimular a imaginação e a criatividade dos pequenos. Este plano de aula visa proporcionar experiências enriquecedoras que favoreçam o desenvolvimento da linguagem oral, a escuta ativa e a expressão emocional por meio da contação e da representação de histórias.

Neste plano, serão exploradas diversas atividades que englobam a contação de histórias, desde a escolha do livro até a apresentação final das narrativas pelos alunos. A proposta favorece o envolvimento das crianças em um trabalho colaborativo, promovendo, assim, o alcance de diferentes habilidades sociais e artísticas. O objetivo é oferecer um ambiente lúdico e estimulante, onde cada criança possa descobrir e expressar suas próprias ideias de forma única.

Tema: Representação e Contação de Histórias
Duração: 30 minutos
Etapa: Educação Infantil
Sub-etapa: Crianças pequenas
Faixa Etária: 2 a 3 anos

Objetivo Geral:

Planejamentos de Aula BNCC Infantil e Fundamental

Desenvolver a capacidade de contação de histórias através da participação ativa das crianças, promovendo a expressão de sentimentos e a relação interpessoal.

Objetivos Específicos:

– Estimular a imaginação e a criatividade dos alunos.
– Fomentar a cooperação e a participação em grupo.
– Promover a valorização da diversidade cultural nas histórias contadas.
– Facilitar a expressão oral e comunicação de ideias e sentimentos.

Habilidades BNCC:

– (EI03EO01) Demonstrar empatia pelos outros, percebendo que as pessoas têm diferentes sentimentos, necessidades e maneiras de pensar e agir.
– (EI03EO02) Agir de maneira independente, com confiança em suas capacidades, reconhecendo suas conquistas e limitações.
– (EI03EF04) Recontar histórias ouvidas e planejar coletivamente roteiros de vídeos e de encenações, definindo os contextos, os personagens e a estrutura da história.
– (EI03EF06) Produzir suas próprias histórias orais e escritas (escrita espontânea), em situações com função social significativa.

Materiais Necessários:

– Livros ilustrados com contos adequados à faixa etária (preferencialmente com imagens grandes e vibrantes).
– Materiais de arte, como papel colorido, lápis de cor, giz de cera e tesoura.
– Fantasias ou objetos que representem os personagens das histórias (opcional).
– Um espaço amplo para a realização das atividades, com almofadas ou tapetes para o conforto das crianças.

Situações Problema:

– Como podemos contar uma história juntos?
– Quais sentimentos as histórias despertam em nós?
– Como podemos nos transformar nos personagens da narrativas?

Contextualização:

A contação de histórias é uma prática que pode ser inserida no cotidiano das crianças de forma lúdica. Tendo em vista a diversidade cultural, é importante que as narrativas escolhidas reflitam diferentes costumes e tradições. Contar histórias de várias culturas enriquece a experiência dos alunos, incentivando o respeito e a valorização das diferenças. Assim, neste plano, trabalhar com narrativas que contenham personagens diversos e situações cotidianas permite que as crianças se identifiquem e se expressem de maneira mais significativa.

Desenvolvimento:

A atividade será dividida em três momentos:
1. Escolha da História: O professor deverá apresentar aos alunos alguns livros ilustrados e permitir que escolham a história que gostariam de ouvir. A interação deve ser estimulada, com perguntas sobre o que as crianças esperam da história escolhida.
2. Contação da História: O professor faz a contação da história escolhida. É importante que ele utilize entonações de voz, gestos e expressões faciais para prender a atenção dos pequenos. Durante a contação, o professor pode incluir sonoridades e interações que façam as crianças se sentir parte da narrativa.
3. Representação da História: Após ouvir a história, as crianças serão convidadas a recontar pelo menos uma parte da narrativa utilizando desenhos ou pequenas representações. Elas podem usar os materiais de arte para ilustrar seus desenhos ou até mesmo encenar a história com os objetos disponibilizados. O professor pode auxiliar as crianças, ajudando-as a expressar suas ideias e sentimentos.

Atividades sugeridas:

Atividade 1: Escuta Ativa e Desenho
Objetivo: Estimular a concentração e a compreensão da história.
Descrição: Após a contação, as crianças devem desenhar uma cena que mais gostaram da história.
Instruções: Proporcione tempo livre para que eles possam expressar sua interpretação da história através da arte.
Materiais: Papel colorido, lápis de cor, giz de cera.
Adaptação: Para alunos que podem ter dificuldade de se expressar por meio do desenho, o professor pode sugerir que eles escolham um amigo para explicar os sentimentos envolvidos na cena.

Atividade 2: Reconto em Grupo
Objetivo: Desenvolver as habilidades de comunicação e cooperação.
Descrição: Em pequenos grupos, as crianças devem recontar a história entre si com palavras e gestos.
Instruções: O professor deve circular entre os grupos, escutando e compartilhando orientações.
Materiais: O próprio espaço da sala, sem necessidade de materiais adicionais.
Adaptação: Para crianças tímidas, o professor pode incentivá-las a atuarem em parelha, dando segurança e confiança.

Atividade 3: Criação da História
Objetivo: Fomentar a criatividade e a invenção de narrativas.
Descrição: A turma, coletivamente, cria uma nova história, onde cada criança pode sugerir uma parte da narrativa.
Instruções: O professor anota as contribuições e ajuda a criar uma história coesa e divertida.
Materiais: Quadro branco ou mural para anotar as contribuições.
Adaptação: Os alunos que tiverem mais dificuldade para verbalizar podem participar desenhando seus personagens e cenas.

Discussão em Grupo:

No final das atividades, pode-se abrir um espaço para que as crianças compartilhem suas experiências sobre o que aprenderam ou sentiram durante a contação de histórias. O professor deve incentivar o respeito à opinião do outro, promovendo a empatia entre os alunos. Perguntas que podem ser feitas incluem: “Qual foi a parte da história que você mais gostou?” ou “Como você se sentiu quando o personagem estava triste?”

Perguntas:

– O que você aprendeu com a história?
– Como você se sentiu durante a contação?
– O que você teria feito se fosse um personagem da história?
– Quais outras histórias você gostaria de ouvir?

Avaliação:

A avaliação se dará através da observação contínua do envolvimento e participação das crianças nas atividades. O professor deverá observar se as crianças estão expressando suas ideias e sentimentos de forma adequada, bem como se estão demonstrando empatia e espírito colaborativo nas interações.

Encerramento:

O encerramento deve ser um momento de reflexão coletiva, onde os alunos podem compartilhar o que mais gostaram nas atividades e como se sentiram. O professor pode reiterar a importância de ouvir e contar histórias e como isso pode nos ajudar a entender melhor nossas emoções e as dos outros.

Dicas:

– Utilize recursos audiovisuais ou contadores de histórias convidados para tornar a atividade ainda mais interessante.
– Explore diferentes estilos de histórias, como fábulas, mitos ou contos populares, para ampliar a experiência cultural.
– Incentive os alunos a recontarem histórias em casa com suas famílias, promovendo uma maior interação entre a escola e o lar.

Texto sobre o tema:

A contação de histórias é uma prática que remonta às civilizações antigas, sendo uma ferramenta fundamental para a transmissão de sabedoria, valores e cultura. Ao contar histórias, facilitamos a criação de vínculos afetivos e propiciamos um espaço de reflexão sobre comportamentos e dilemas que as crianças podem enfrentar em seu cotidiano. As histórias exercem uma função social significativa, pois através delas as crianças podem se ver representadas e entender a diversidade que existe ao seu redor, promovendo assim o respeito entre diferenças.

Além disso, a escuta ativa e a fala expressiva propiciadas por essa prática contribuem para o desenvolvimento das habilidades linguísticas e emocionais. Quando as crianças têm a oportunidade de contar suas próprias histórias, elas não só praticam a linguagem oral, mas também exploram sua criatividade e sua capacidade de se expressar. Ao manipular as narrativas, elas aprendem sobre estrutura, personagens, conflitos e resoluções, desenvolvendo uma compreensão mais profunda da narratividade. A prática da contação e recontação de histórias, portanto, não é apenas uma atividade lúdica, mas uma experiência rica que agrega valores, conhecimentos e habilidades que acompanharão as crianças por toda a vida.

Desdobramentos do plano:

As atividades deste plano podem ser adaptadas para diferentes contextos, como a semana da literatura, onde a escola pode promover uma série de eventos focados na leitura e contação de histórias. Também é possível integrar outras disciplinas, como a música e as artes plásticas, criando um ambiente propício para que as crianças expressem suas emoções de maneiras diversificadas. A realização de uma exposição ou um teatro de fantoches ao final das atividades pode fortalecer a experiência e transformar o aprendizado em um evento festivo, reunindo famílias e comunidade.

Outra possibilidade de desdobramento é incentivar as crianças a criarem suas próprias histórias em casa, podendo trabalhar com os familiares essa prática. Isso estimula a participação da família na educação da criança e cria espaço para a troca de experiências e saberes. Nesse processo, as feiras de troca de livros ou o incentivo à leitura em voz alta em casa podem e devem ser incentivados, promovendo a formação de leitores críticos e criativos.

Por fim, o plano poderá ser reaplicado com diferentes temas, a partir da escolha de livros que tratem de questões sociais, técnicas de convivência que abordem valores como respeito, generosidade ou solidariedade. Cada vez que uma nova história é explorada, novas discussões e reflexões são abertas, permitindo que os alunos não apenas ouçam, mas também se tornem protagonistas de suas narrativas, usando o poder da contação de histórias como ferramenta de transformação e aprendizagem.

Orientações finais sobre o plano:

É essencial que o professor esteja preparado para adaptar as atividades conforme as necessidades e interesses das crianças. A flexibilidade é a chave para o sucesso na Educação Infantil, permitindo criar um ambiente seguro e acolhedor que favoreça a liberdade de expressão e a participação ativa. Ser um mediador na atividade de contação de histórias significa também estar atento aos sinais das crianças, promovendo interações que estimulem a empatia e o respeito pela diversidade.

Durante o acompanhamento das atividades, é importante observar as diferentes formas que as crianças encontram para expressar suas sentimentos e ideias. Isso envolve reconhecer as contribuições individuais e valorizar cada pequeno avanço. Incentivar um clima de respeito e apoio mútuo será fundamental para que todos se sintam confortáveis em compartilhar e criar.

Por fim, ao implementar este plano, o professor atuará como facilitador do aprendizado, guiando as crianças pela jornada mágica da literatura com entusiasmo e criatividade. Cada sessão de contação de histórias é uma nova oportunidade de descobrir o mundo através da imaginação, da empatia e da colaboração, aspectos cruciais para o desenvolvimento social e emocional das crianças.

5 Sugestões lúdicas sobre este tema:

Atividade 1: A hora do conto animado
Objetivo: Transformar a contação de histórias em um momento interativo.
Descrição: Com o uso de bonecos e fantoches, encenar uma história conhecida. As crianças podem ajudar a movimentar os fantoches e interagir.
Materiais: Fantoches e bonecos.
Adaptação: Crianças que se sintam mais seguras com o drama podem ser convidadas a criar seus próprios fantoches.

Atividade 2: Desenho coletivo da história
Objetivo: Trabalhar a coletividade e a interpretação.
Descrição: Após uma história ser contada, as crianças devem juntos desenhar a cena final em um mural.
Materiais: Papel grande, lápis de cor ou tinta.
Adaptação: Crianças com dificuldades motoras podem trabalhar em grupos para facilitar a execução da atividade.

Atividade 3: Histórias cantadas
Objetivo: Estimular a musicalidade envolvendo narrativas.
Descrição: Escolher uma história e criar uma “canção” simples sobre seus principais pontos.
Materiais: Instrumentos musicais simples (pandeiros, maracas).
Adaptação: Permitir que as crianças criem rimas ou utilizem sons corporais para acompanhar a história.

Atividade 4: Teatro de sombras
Objetivo: Fomentar a criatividade e a interação.
Descrição: Usar lanternas e recortes de papel para representar personagens em uma tela de sombra.
Materiais: Lanternas, papel, parede ou tela.
Adaptação: As crianças podem expressar suas interpretações com gestos e sons, sem necessidade de falas.

Atividade 5: Caça às histórias
Objetivo: Explorar a narrativa através de pistas.
Descrição: Distribuir pequenos cartões com imagens ou descrições sobre livros que as crianças devem encontrar e atribuir à sua história correspondente.
Materiais: Cartões e espaço organizado.
Adaptação: Crianças com dificuldades podem ser mestras de cerimônias, ajudando outras a encontrar as pistas corretas.


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