“Plano de Aula: Valorizando a Cultura Afro-Brasileira para Crianças”

Este plano de aula é projetado para a faixa etária de 2 a 3 anos, focando na importância da cultura afro-brasileira através da apresentação da atividade “Guerreiros Nagô”. O tema aborda a herança cultural e a identidade de um povo, através da adaptação de uma brincadeira ancestral: “Os Escravos de Jó”. Esse plano busca não apenas divertir, mas também ensinar sobre o respeito e a solidariedade, conceitos fundamentais para essa faixa etária, conforme as diretrizes da Base Nacional Comum Curricular (BNCC).

A proposta é envolver as crianças em atividades que estimulem a expressão corporal, a socialização e o respeito às diferenças. Brincar, cantar e se movimentar são ferramentas essenciais para o aprendizado nessa fase e, com elas, o educador poderá guiar os pequenos nas descobertas sobre suas próprias habilidades e a importância da convivência em grupo.

Tema: Guerreiros Nagô
Duração: 50 minutos
Etapa: Educação Infantil
Sub-etapa: Crianças Bem Pequenas
Faixa Etária: 2 a 3 anos

Objetivo Geral:

Planejamentos de Aula BNCC Infantil e Fundamental

Promover a valorização da cultura afro-brasileira, incentivando o cuidado e a solidariedade nas interações entre as crianças, além de desenvolver a consciência corporal, através da adaptação da brincadeira “Os Escravos de Jó”.

Objetivos Específicos:

Fomentar a socialização e o diálogo entre as crianças, explorando a união e o respeito às diferenças. Estimular o movimento corporal e a musicalidade local, contribuindo também para o desenvolvimento da coordenação motora e a criação de laços entre os participantes.

Habilidades BNCC:

Campo de Experiências “O EU, O OUTRO E O NÓS”:
(EI02EO01) Demonstrar atitudes de cuidado e solidariedade na interação com crianças e adultos.
(EI02EO03) Compartilhar os objetos e os espaços com crianças da mesma faixa etária e adultos.
(EI02EO05) Perceber que as pessoas têm características físicas diferentes, respeitando essas diferenças.

Campo de Experiências “CORPO, GESTOS E MOVIMENTOS”:
(EI02CG01) Apropriar-se de gestos e movimentos de sua cultura no cuidado de si e nos jogos e brincadeiras.
(EI02CG02) Deslocar seu corpo no espaço, orientando-se por noções como em frente, atrás, no alto, embaixo, dentro, fora, ao se envolver em brincadeiras e atividades de diferentes naturezas.

Materiais Necessários:

– Panos coloridos ou bandeirinhas
– Caixas de plástico ou cestas (para armazenar os objetos)
– Instrumentos musicais simples (como tambor, chocalhos ou pandeiros)
– Espaço adequado para movimentação (sala ou pátio)
– Música de referência da cultura afro-brasileira

Situações Problema:

Como as crianças podem trabalhar juntas para conseguir realizar a brincadeira dos “Guerreiros Nagô”? Como podemos respeitar as diferenças de cada um durante a atividade?

Contextualização:

Iniciar a aula com uma breve conversa sobre a cultura afro-brasileira, explicando que os Guerreiros Nagô são que representam um povo forte e solidário. Utilizar itens visuais, como imagens e objetos, para ilustrar a cultura e promover um entendimento mais palpável.

Desenvolvimento:

1. Roda de Conversa: Reunir as crianças em círculo e conversar sobre a importância de estarem juntos, falando sobre os guerreiros e o que eles representam.
2. Apresentação da Brincadeira: Explicar a atividade que será realizada – “Os Escravos de Jó”. Detalhar como a brincadeira envolve passar objetos uns para os outros, permitindo que as crianças trabalhem em equipe.
3. Divisão em Grupos: Formar pequenos grupos para que as crianças pratiquem a dinâmica, sempre supervisionando para promover a interação e a solidariedade.
4. Movimentos da Dança: Ensinar movimentos corporais que simbolizem a força e a união dos Guerreiros Nagô. Usar música de fundo para acompanhar a dança.
5. Desafio da Concentração: Incluir um momento em que as crianças devem passar objetos, mas agora utilizando apenas uma mão ou de olhos fechados, para estimular o cuidado e a atenção.

Atividades sugeridas:

Atividade 1: Pinta e Baila
Objetivo: Estimular a criatividade e liberdade de expressão.
Descrição: Com os panos coloridos e tintas em papel, as crianças podem criar designs que representam os Guerreiros Nagô.
Instruções: Cada criança usará o pano para fazer movimentos enquanto pinta, podendo dançar ao som de músicas típicas. Adaptar para crianças que têm dificuldade motora, permitindo que usem as tintas apenas em um determinado local ou de forma dirigida.

Atividade 2: Sons e Rítmos
Objetivo: Trabalhar a musicalidade e o ritmo.
Descrição: Utilizar os instrumentos musicais para criar uma “banda dos Guerreiros Nagô”.
Instruções: Cada grupo terá um instrumento e os educadores irão liderar uma “canção guerreira”. Adaptar para aquelas crianças que podem se sentir sobrecarregadas, permitindo que batam palmas ou arranquem sons.

Atividade 3: A Caminho da Força
Objetivo: Explorar o espaço físico com liberdade e criatividade.
Descrição: Criar diferentes estações de obstáculos que remetam a parte da história dos guerreiros.
Instruções: As crianças terão que se deslocar pelas estações, cada uma oferecendo um desafio, como passar por baixo de mesas, pular cordas. Adaptar para movimentos mais suaves ou menores, dependendo da capacidade de cada criança.

Discussão em Grupo:

Ao final da atividade, refazer a roda de conversa com as crianças, permitindo que compartilhem como se sentiram ao trabalhar em equipe e respeitar as diferenças dos colegas durante as atividades.

Perguntas:

– Como você se sentiu sendo um Guerreiro Nagô?
– O que você aprendeu sobre seus amigos hoje?
– Foi fácil ou difícil compartilhar os objetos? Por quê?

Avaliação:

A avaliação será contínua e feita a partir da observação das interações das crianças, com foco na solidariedade, cuidado e respeito durante as atividades propostas.

Encerramento:

Concluir a aula com uma canção que simbolize união e força, incentivando as crianças a se levantarem e dançarem juntas, celebrando a experiência e o aprendizado do dia.

Dicas:

Propor a criação de um mural com as produções das crianças, dando destaque para os trabalhos em grupo. Outra sugestão é envolver os pais, criando um momento de apresentação da dança e das canções aprendidas.

Texto sobre o tema:

Os Guerreiros Nagô representam muito mais do que uma simples referência cultural; eles simbolizam a luta e a resistência de um povo que se estabeleceu no Brasil. Este povo trouxe consigo as tradições, ritmos e histórias que formam a base da cultura afro-brasileira. Através do resgate desses elementos, como danças, músicas e brincadeiras, as crianças podem entender a importância da diversidade e da solidariedade no convívio social. Os guerrilheiros são um exemplo de união, força e cuidado não apenas entre si, mas também com todos ao redor. Este aprendizado, que se inicia na infância, pode criar uma base sólida de respeito e valorização da identidade cultural, tornando as futuras gerações mais conscientes e respeitosas.

A adaptação de brincadeiras como “Os Escravos de Jó” é uma maneira efetiva de trazer para a sala de aula histórias que permitam que as crianças desenvolvam suas habilidades motoras e sociais. O incentivo à colaboração e o jogo em equipe proporcionam oportunidades de aprendizado que vão além da sala de aula, contribuindo para a formação do caráter e da identidade da criança. Atividades lúdicas embasadas na cultura representam o caminho ideal para despertar o interesse dos pequenos pelo próprio patrimônio cultural e histórico, além de promover um ambiente de aprendizado inclusivo e respeitoso.

Vale destacar que ao proporcionar experiências que conectam as crianças com a história dos Guerreiros Nagô, não estamos apenas potencializando suas habilidades, mas também instigando uma reflexão sobre as diferentes realidades culturais e promovendo a empatia entre as crianças.

Desdobramentos do plano:

Após essa experiência, o ideal é que as atividades possam ser desdobradas em outras temáticas ligadas à cultura afro-brasileira, buscando sempre um aprofundamento no conhecimento cultural e social. A integração de outros temas por meio de novas dinâmicas pode ampliar as discussões sobre a importância da diversidade cultural e a formação da identidade. Incorporar a utilização de histórias, músicas e celebrações ligadas às influências africanas no Brasil pode enriquecer ainda mais a experiência deste público tão especial.

Além disso, as crianças podem ser incentivadas a trazer objetos que representem a cultura de suas famílias, estabelecendo uma ponte entre o aprendizado vivido na escola e suas realidades. A criação de um espaço cultural onde as experiências sejam compartilhadas por meio de exposições artísticas, apresentações de dança ou teatro pode tornar-se um projeto contínuo que reúne a comunidade escolar e promove um forte sentimento de pertencimento.

Finalmente, as interações promovidas vão além da sala de aula, pois o respeito às diferenças e o desenvolvimento de um ambiente colaborativo são habilidades que as crianças levarão para todas as áreas de suas vidas, contribuindo para a formação de cidadãos críticos e conscientes na sociedade.

Orientações finais sobre o plano:

Lembrar que, ao trabalhar com crianças dessa faixa etária, é essencial ter flexibilidade e estar aberto a adaptações, pois cada criança possui um ritmo próprio e interesses distintos. Os educadores devem estar atentos às necessidades de cada aluno, criando um ambiente que respeite as individualidades e proporcione segurança.

A proposta é despertar o gosto por aprender e explorar o mundo ao redor, usando o tema em questão como um catalisador para a curiosidade e a imaginação. As experiências práticas devem ser sempre acompanhadas de suporte e carinho, em um espaço seguro que permita às crianças expressar-se livremente.

Por último, a comunicação constante com os responsáveis é fundamental para entender como esses temas e experiências podem ser reforçados em casa. O trabalho conjunto entre escola e família promoverá um aprendizado enriquecedor e contínuo, respeitando sempre as diferenças e proporcionando um ambiente rico em conhecimento e respeito.

5 Sugestões lúdicas sobre este tema:

1. Brincadeira do Guerreiro
Objetivo: Estimular a interpretação de personagens.
Descrição: As crianças deverão imitar como os guerreiros se comportam ao se moverem de uma forma firme e resistente. Para isso, usar panos coloridos e criar um espaço de imitação e dança. O educador pode criar um cenário com música animada que representa a cultura.
Materiais: Panos e música típica.

2. Jogo das Sombras
Objetivo: Trabalhar percepção visual e formas.
Descrição: As crianças irão interagir com lanternas e suas sombras. O educador poderá moldar formas de guerreiros e pedir que as crianças imitem os movimentos que virem com suas sombras.
Materiais: Lanternas e espaçoso para sombras.

3. Mini Circo Cultural
Objetivo: Criar um ambiente de apresentação cultural.
Descrição: As crianças podem escolher um “número” para apresentar, como dança ou canção afro-brasileira, para os colegas. Esse momento permitirá que desenvolvam a expressão corporal e a confiança.
Materiais: Música, e figurinos simples.

4. Reciclagem de Sons
Objetivo: Estimular a criatividade com sons.
Descrição: Incentivar as crianças a utilizar materiais recicláveis para criar instrumentos (como tambor de caixas de papelão) e apresentar uma “orquestra dos guerreiros”.
Materiais: Materiais recicláveis.

5. Caminhada da Diversidade
Objetivo: Trabalhar as diferenças e a diversidade.
Descrição: Criar uma “trilha” que represente as diferentes culturas, com variações de texturas, cores e sons, permitindo que as crianças explorem cada elemento.
Materiais: Itens diferentes com texturas e sons.

Esses planos de aula proporcionam não apenas aprendizado, mas experiências significativas que promovem a formação de crianças mais conscientes, respeitosas e que se valorizam mutuamente.


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