“Plano de Aula: Consciência Negra para Bebês com Arte e Diversidade”

A proposta deste plano de aula é proporcionar a consciência negra através de uma atividade lúdica e sensorial para os bebês de 0 a 1 anos e 11 meses. Por meio do carimbo de mãos, as crianças poderão explorar a expressão artística e a importância da diversidade, despertando a curiosidade e o interesse pelo seu corpo e pela sua identidade cultural. Utilizando tintas e materiais que estimulem a percepção tátil e visual, esta atividade procura ser um espaço de alegria e aprendizado sobre a valorização da cultura negra.

A atividade é planejada para ser realizada em um ambiente seguro e acolhedor, permitindo que os bebês experimentem novas sensações e interajam com outros colegas e adultos. Espera-se que, ao final da aula, as crianças possam reconhecer a riqueza da diversidade cultural que compõe a sociedade brasileira, assim como as suas próprias raízes, através da atividade prática e do afeto compartilhado.

Tema: Consciência Negra
Duração: 30 minutos
Etapa: Educação Infantil
Sub-etapa: Bebês
Faixa Etária: 0 a 1 ano e 11 meses

Objetivo Geral:

Planejamentos de Aula BNCC Infantil e Fundamental

Promover a consciência negra através da exploração sensorial, artística e da interação social, utilizando o carimbo de mãos como meio de expressão e reconhecimento visível da diversidade cultural.

Objetivos Específicos:

– Estimular a percepção dos bebês sobre seu corpo e suas habilidades motoras.
– Incentivar a comunicação por meio de gestos e expressões.
– Promover a interação entre as crianças e os adultos durante a atividade.
– Desenvolver a concentração e a expressão artística dos bebês ao realizar o carimbo de mãos.

Habilidades BNCC:

Campo de experiências “O EU, O OUTRO E O NÓS”
– (EI01EO01) Perceber que suas ações têm efeitos nas outras crianças e nos adultos.
– (EI01EO03) Interagir com crianças da mesma faixa etária e adultos ao explorar espaços, materiais, objetos, brinquedos.
– (EI01EO05) Reconhecer seu corpo e expressar suas sensações em momentos de alimentação, higiene, brincadeira e descanso.

Campo de experiências “CORPO, GESTOS E MOVIMENTOS”
– (EI01CG02) Experimentar as possibilidades corporais nas brincadeiras e interações em ambientes acolhedores e desafiantes.
– (EI01CG05) Utilizar os movimentos de preensão, encaixe e lançamento, ampliando suas possibilidades de manuseio de diferentes materiais e objetos.

Campo de experiências “TRAÇOS, SONS, CORES E FORMAS”
– (EI01TS02) Traçar marcas gráficas, em diferentes suportes, usando instrumentos riscantes e tintas.

Materiais Necessários:

– Tintas atóxicas em diversas cores (preferencialmente nas cores do povo negro, como vermelho, preto e verde).
– Folhas de papel em branco.
– Bandejas ou pratos rasos para colocar as tintas.
– Borrifadores com água (para limpeza).
– Panos ou toalhas para secagem das mãos.
– Aventais ou capas de proteção (para os bebês e educadores).
– Música com temática da cultura afro-brasileira para criar um ambiente acolhedor e alegre durante a atividade.

Situações Problema:

Como podemos nos expressar de diferentes formas? O que acontece quando misturamos cores? Como nossas mãos podem criar coisas diferentes e mostrar a diversidade que existe no mundo?

Contextualização:

A atividade do carimbo de mãos, além de ser uma forma de expressão artística, possibilita a conexão dos bebês com suas identidades culturais. Ao trabalhar a Consciência Negra de forma lúdica, oferece-se aos pequenos a chance de explorar suas habilidades motoras, bem como a percepção sobre diferentes cores e texturas, relações que são fundamentais para o desenvolvimento dessa faixa etária.

Desenvolvimento:

1. Preparação do Ambiente: Organizar o espaço onde a atividade será realizada, garantindo segurança e conforto. Colocar mantas ou toalhas onde os bebês possam ser acomodados durante a atividade. Todos os materiais devem estar ao alcance do educador.

2. Apresentação da Atividade: Reunir os bebês e apresentar a atividade de forma simples e clara, utilizando gestos e expressões faciais. Explicar que eles irão usar as mãos para criar arte, carimbando papel.

3. Exploração das Cores: Antes de iniciar a atividade, permita que os bebês explorem as tintas com as mãos, sentindo as texturas. Incentive a exploração verbal, fazendo perguntas simples sobre as cores e sensações.

4. Execução do Carimbo de Mãos: Com um container de tinta a cada lado, incentive as crianças a mergulharem suas mãos na tinta e, em seguida, carimbarem no papel. O educador deve assisti-los atentamente para garantir que estão se divertindo e a atividade esteja acontecendo de maneira segura.

5. Apresentação dos Resultados: Após os carimbos estarem prontos, os educadores podem fazer uma exposição em um mural simples na sala, convidando as crianças a observarem suas obras. Nesse momento, pode-se conversar sobre a criatividade de cada um e a importância da diversidade.

Atividades sugeridas:

1. Exploração com Tintas: Permitir que as crianças explorem diferentes cores no papel antes de realizar os carimbos. Objetivo: Estimular o reconhecimento das cores e o contato com a tinta.
Descrição: As crianças podem usar os dedos para espalhar tinta nas folhas.
Materiais: Tintas atóxicas, papel, aventais.

2. Brincadeiras com Música: Colocar músicas de cultura afro-brasileira enquanto as crianças realizam a atividade. Objetivo: Estimular a interação por meio de ritmos e sons.
Descrição: Durante a atividade, possibilitar que as crianças dancem levemente enquanto carimbam.
Materiais: Aparelho de som, playlist de músicas.

3. Carimbos de Mãos e Pés: Além das mãos, permitir que os bebês utilizem os pés cubra com tinta e carimbe no papel. Objetivo: Explorar mais partes do corpo e seu potencial criativo.
Descrição: A atividade é semelhante à do carimbo de mãos, mas utilizando os pés.
Materiais: Tintas e papel.

4. Histórias Contadas: Ler histórias relacionadas à cultura negra com ilustrações coloridas durante a atividade. Objetivo: Integrar atividades de contação de histórias à expressão artística.
Descrição: Enquanto carimbam, os educadores podem narrar histórias.
Materiais: Livro de histórias sobre a cultura afro-brasileira.

5. Aperfeiçoamento da Comunicação: Ao final, promover um momento de conversa com os bebês, incentivando a comunicação com gestos e balbucios sobre suas experiências na atividade. Objetivo: Fomentar a habilidade de comunicação e expressividade.
Descrição: Conversar sobre as cores que utilizaram, o que sentiram.
Materiais: Nenhum material adicional.

Discussão em Grupo:

Ao final do plano de aula, promover uma discussão com os adultos presentes (pais e educadores) sobre a importância de ensinar sobre a consciência negra desde a infância e como as experiências sensoriais podem contribuir para as crianças se verem como parte de uma sociedade diversa e rica em cultura.

Perguntas:

– Quais cores você escolheu para fazer seu carimbo?
– O que você sentiu ao tocar a tinta?
– Como você se sente quando vê as obras de arte dos seus amigos?

Avaliação:

A avaliação ocorrerá de forma observacional, levando em consideração a participação e a interação das crianças durante a atividade. O educador deve notar se os bebês exploraram os materiais, se comunicaram de alguma forma e como reagiram aos estímulos propostos.

Encerramento:

Realizar um momento de agradecimento e celebração pela participação dos bebês. Convidar os pequenos a olhar para suas obras e se sentirem orgulhosos da expressão artística que produziram. Além disso, estimular a conversa sobre o que aprenderam sobre a diversidade e a cultura negra.

Dicas:

Inclusão: Sempre que possível, busque incluir a diversidade cultural nas atividades diárias.
Ajustes: Flexibilize as atividades conforme a resposta dos bebês, garantindo que todos se sintam confortáveis e engajados.
Interatividade: Incentive os adultos a participarem, criando um ambiente onde o aprendizado seja compartilhado.

Texto sobre o tema:

A consciência negra é um conceito que busca valorizar e reconhecer a importância da cultura afro-brasileira e a luta por direitos dos negros ao longo da história do Brasil. É fundamental que a educação infantil considere a diversidade étnica e cultural como parte integrante do desenvolvimento das crianças. Ao meter a inclusão e a conscientização desde tenra idade, estamos preparando os pequenos para serem cidadãos mais conscientes e respeitosos com as diferenças.

A atividade proposta do carimbo de mãos é uma forma simples, mas poderosa de trabalhar essa temática. Os bebês, ao manipularem tintas e explorarem as possibilidades de expressão artística, não apenas se divertem, mas também são apresentados a conceitos de identidade, cultura e diversidade. O uso das mãos para criar artísticas representa um símbolo de individualidade ao mesmo tempo que remete à importância da coletividade.

Evidentemente, o papel do educador é primordial nesse processo. Ele deverá conduzir a atividade com sensibilidade, observando as reações e buscando promover um ambiente acolhedor e seguro. Ao compartilhar informações sobre a cultura negra através da arte, histórias e músicas, estamos contribuindo para formação de uma sociedade mais igualitária que respeite sua diversidade étnica e, por consequência, promova um futuro mais justo.

Desdobramentos do plano:

Os desdobramentos desta aula podem ocorrer a partir de novas atividades relacionadas, como a desenvolvimento de novos projetos que exploram outros aspectos culturais e sociais presentes no Brasil. Uma possível continuidade poderia ser a realização de uma exposição das obras do carimbo de mãos, transformando-as em parte de uma decoração cultural do espaço da sala, sempre incentivando que os adultos compartilhem com os bebês o significado de cada cor e cada forma.

Além disso, outras atividades que promovam as tradições afro-brasileiras, como danças, músicas e culinária, podem ser realizadas. Essas ações permitem que a aprendizagem seja multidimensional, conectando diferentes formas de expressão que reforcem a identidade cultural e social das crianças. É importante, assim, incluir as famílias nas atividades, estabelecendo um diálogo sobre as tradições que cada um carrega em sua história e a importância de respeitar e conhecer essas raízes.

Por último, ao trabalhar a consciência negra em um esquema de aprendizagem global, pode-se semear nas crianças um sentido de pertencimento e respeito por si mesmas e pelos outros. É uma oportunidade de começar a formar cidadãos críticos e sensíveis, prontos para atuar em uma sociedade cada vez mais consciente de suas diversidades e que promove o respeito e a inclusão para todos.

Orientações finais sobre o plano:

As orientações finais sobre o plano reforçam a importância de se criar um espaço inclusivo e acolhedor que celebre a diversidade e a cultura afro-brasileira. Ao abordar temas significativos como a consciência negra, é crucial que os educadores se sintam confiantes e bem informados para explicá-los, sempre com cuidado e delicadeza, principalmente considerando a faixa etária e o entendimento dos bebês.

Além disso, é essencial respeitar o tempo e as necessidades emocionais de cada criança, intervindo de forma respeitosa quando necessário. A contemplação pelas obras dos bebês deve ser encarada como um momento de reconhecimento e não como um julgamento sobre a produção artística. Cada traço feito representa uma expressão única e individual que deve ser valorizada.

Ademais, para garantir que a atividade seja realmente inclusiva e que abranja a vivência de cada bebê presente, as músicas, histórias e atividades precisam refletir diversas realidades culturais. A inclusão de familiares ou cuidadores nas atividades também pode enriquecer a experiência, convidando todos a compartilhar suas culturas e suas respostas emocionais às vivências artísticas propostas.

5 Sugestões lúdicas sobre este tema:

1. Atividade de Roda de Músicas: Promover um momento de roda com músicas tradicionais afro-brasileiras, permitindo que os bebês se movimentem e dancem livremente.
Objetivo: Trabalhar a identidade cultural através da música, proporcionando interação e sintonia entre as crianças.
Materiais necessários: Aparelho de som, CDs ou playlists com músicas.
Modo de condução: O educador poderá incentivar os bebês a se movimentarem de acordo com os ritmos e as batidas.

2. Quintal dos Sons: Criar um espaço com diferentes instrumentos musicais e objetos que possam ser tocados, explorando sons.
Objetivo: Estimular o reconhecimento dos sons e o prazer pela música, ligando à cultura negra.
Materiais necessários: Instrumentos como pandeiros, tambores, xilofones e objetos do cotidiano para criar ruídos.
Modo de condução: O educador deve incentivar esse momento, explicando a importância da música na cultura negra.

3. Histórias da Literatura Afro-Brasileira: Contar histórias que abordem a cultura e a história negra, utilizando fantoches ou objetos visuais.
Objetivo: Enriquecer o vocabulário e o entendimento das crianças sobre a cultura afro-brasileira.
Materiais necessários: Livros com histórias, fantoches, ilustrações.
Modo de condução: O educador pode criar um ambiente aconchegante para a contação de história e permitir que os bebês interajam com os objetos.

4. Explorações de Texturas: Propor uma atividade de exploração sensorial com diferentes materiais que representem texturas e cores da cultura negra.
Objetivo: Incentivar a percepção sensorial, promovendo o contato com elementos distintos da cultura afro-brasileira.
Materiais necessários: Tecido, pedras, penas, conchas.
Modo de condução: O educador deve guiar a exploração, sempre respeitando o tempo e as reações de cada bebê.

5. Caravaninha Cultural: Um passeio pelo ambiente escolar onde se explorem peças artísticas, músicas e danças da cultura africana.
Objetivo: Experimentar a diversidade cultural através de uma pequena viagem dentro da escola.
Materiais necessários: Espaço para movimentação.
Modo de condução: Os educadores guiam as crianças, parando para reconhecer e interagir com cada aspecto cultural exposto ao longo do caminho.

O compromisso com a liberdade e a inclusão deve sempre permear a educação infantil, fomentando o respeito pelas diferenças desde os primeiros anos de vida.


Botões de Compartilhamento Social