“Plano de Aula: Consciência Negra e a Menina Bonita do Laço”

Este plano de aula aborda um tema de grande relevância e importância no contexto educacional, a Consciência Negra. Através da contação da história “Menina Bonita do Laço de Fita”, as crianças pequenas terão a oportunidade de explorar e refletir sobre a identidade, a diversidade cultural e a valorização das características individuais, alinhando-se às orientações da BNCC. A proposta de incluir atividades de linguagem, artes e ensino religioso reforça o respeito às diferenças, proporcionando às crianças um espaço seguro e estimulante para a expressão de suas emoções e vivências.

A aula será estruturada em diferentes momentos que promovem a interação, a criação e a reflexão. A contação de história irá incentivar o desenvolvimento da linguagem oral e escrita, enquanto a confecção da bonequinha africana permite que as crianças exercitem a criatividade e a motricidade. Este plano de aula se alinha ao objetivo de promover o respeito e a valorização das diferenças na criação divina e nas relações interpessoais, contribuindo para o desenvolvimento de uma sociedade mais justa e empática.

Tema: Consciência Negra: Contação de História (Menina Bonita do Laço de Fita)
Duração: 3 horas e 30 minutos
Etapa: Educação Infantil
Sub-etapa: Crianças Pequenas
Faixa Etária: 4 anos a 5 anos e 11 meses

Objetivo Geral:

Planejamentos de Aula BNCC Infantil e Fundamental

Promover a reflexão sobre a Consciência Negra e a importância do respeito às diferenças, utilizando a contação de história, atividades artísticas e discussões em grupo.

Objetivos Específicos:

– Desenvolver a empatia e o respeito pelas diferenças culturais através da escuta e recontação da história.
– Estimular a criatividade e as habilidades motoras por meio da confecção da bonequinha africana.
– Incentivar a expressão oral e escrita das crianças através de atividades relacionadas ao alfabeto e às letras de seus próprios nomes.
– Promover o respeito à diversidade como um valor fundamental na convivência social.

Habilidades BNCC:

– CAMPO DE EXPERIÊNCIAS “O EU, O OUTRO E O NÓS”:
(EI03EO01) Demonstrar empatia pelos outros, percebendo que as pessoas têm diferentes sentimentos, necessidades e maneiras de pensar e agir.
(EI03EO03) Ampliar as relações interpessoais, desenvolvendo atitudes de participação e cooperação.
(EI03EO06) Manifestar interesse e respeito por diferentes culturas e modos de vida.

– CAMPO DE EXPERIÊNCIAS “CORPO, GESTOS E MOVIMENTOS”:
(EI03CG02) Demonstrar controle e adequação do uso de seu corpo em brincadeiras e jogos, escuta e reconto de histórias, atividades artísticas, entre outras possibilidades.

– CAMPO DE EXPERIÊNCIAS “TRAÇOS, SONS, CORES E FORMAS”:
(EI03TS02) Expressar-se livremente por meio de desenho, pintura, colagem, dobradura e escultura, criando produções bidimensionais e tridimensionais.

– CAMPO DE EXPERIÊNCIAS “ESCUTA, FALA, PENSAMENTO E IMAGINAÇÃO”:
(EI03EF01) Expressar ideias, desejos e sentimentos sobre suas vivências, por meio da linguagem oral e escrita (escrita espontânea).
(EI03EF04) Recontar histórias ouvidas e planejar coletivamente roteiros de vídeos e de encenações.

Materiais Necessários:

– Livro “Menina Bonita do Laço de Fita”
– Papel sulfite e lápis de cor
– Materiais para a confecção da bonequinha africana (tecido, cola, tesoura, lã)
– Cartolina e canetinhas para a atividade de identificação do nome
– Música relacionada ao tema da consciência negra

Situações Problema:

– Como podemos aprender sobre a beleza das diferenças através de histórias?
– Qual a importância de respeitar e valorizar a cultura do outro?

Contextualização:

A proposta de aula se encaixa em um momento especial e significativo, onde as crianças são incentivadas a explorar suas identidades culturais e a entender a diversidade que nos cerca. Além disso, ao trabalhar aspectos ligados à Consciência Negra, busca-se valorizar a cultura afro-brasileira e proporcionar conhecimentos significativos sobre a igualdade e o respeito.

Desenvolvimento:

O desenvolvimento da aula será dividido em três momentos principais:

1. Roda de Leitura: O professor iniciará a aula com uma roda de leitura, apresentando o livro “Menina Bonita do Laço de Fita”. A leitura deve ser feita de forma expressiva, enfatizando os valores e as mensagens contidas na história. Após a leitura, os alunos serão convidados a compartilhar suas percepções e sentimentos sobre a história, seguindo o objetivo de expandir as relações interpessoais e promover a empatia.

2. Confecção da Bonequinha Africana: Em seguida, as crianças irão trabalhar com materiais diversos para confeccionar suas próprias bonequinhas africanas. Esta atividade visa estimular a criatividade e desenvolver habilidades motoras, além de ser uma forma de celebrar a cultura afro-brasileira. O professor deverá acompanhar o processo, auxiliando as crianças com as instruções e garantindo que todas possam participar ativamente.

3. Atividade do Alfabeto: A última parte da aula será dedicada ao reconhecimento das letras do alfabeto e a identificação do próprio nome. As crianças poderão criar cartazes que representarão suas iniciais e discutir o significado de seus nomes, promovendo a autovalorização e a expressão da identidade individual.

Atividades sugeridas:

Dia 1: Roda de leitura do livro “Menina Bonita do Laço de Fita”. Após a leitura, solicitar que as crianças compartilhem o que mais lhes chamou a atenção na história.
Dia 2: Iniciar a confecção da bonequinha africana. As crianças podem trabalhar em pequenos grupos, trocando ideias e auxiliando umas às outras no processo de criação.
Dia 3: Continuar a confecção da bonequinha africana, agora finalizando os detalhes como roupas e cabelo. As crianças podem criar uma história para suas bonecas, ressaltando as características de cada uma.
Dia 4: Introduzir a atividade de identificação do nome. Cada criança deve criar um cartaz escrito com suas iniciais, decorando da forma que preferir. O grupo deve se apresentar e falar sobre o significado de seus nomes.
Dia 5: Revisitar a história “Menina Bonita do Laço de Fita” com uma abordagem mais reflexiva. Propor que as crianças se imaginem como os personagens da história e criem suas próprias narrativas.

Discussão em Grupo:

Esse momento é crucial para permitir que as crianças desenvolvam suas habilidades de comunicação. As perguntas podem incluir:
– O que você mais gostou na história?
– Como você se sente em relação às diferenças entre as pessoas?
– Por que devemos respeitar a cultura dos outros?

Perguntas:

– Por que a menina bonita do laço de fita era especial?
– O que significa ter um laço de fita e como isso representa a beleza?
– Como podemos mostrar respeito às pessoas que são diferentes de nós?

Avaliação:

A avaliação pode ser feita de forma contínua, observando a participação das crianças nas atividades, as interações durante a roda de leitura e a entrega dos trabalhos realizados. Além disso, será importante avaliar como cada uma expressa suas ideias e sentimentos. A proposta é que a avaliação permita também que as crianças se sintam valorizadas em suas individualidades e em suas contribuições ao grupo.

Encerramento:

O encerramento da aula pode ser realizado com um círculo de partilha, onde cada criança pode apresentar sua bonequinha africana e falar um pouco sobre o que aprendeu com a atividade. Assim, promove-se a valorização das contribuições no coletivo e o reforço da importância da diversidade.

Dicas:

– Revisitar o livro em diferentes momentos, sempre promovendo discussões sobre suas mensagens centrais.
– Incentivar a escrita espontânea, permitindo que as crianças representem suas ideias gráficas na confecção do cartaz.
– Incorporar músicas afro-brasileiras ao ambiente escolar para tornar os momentos de aprendizado ainda mais ricos e significativos.

Texto sobre o tema:

A Consciência Negra é um tema que merece atenção especial no cenário educacional. O dia 20 de novembro é reservado para relembrar a luta dos negros pela liberdade e igualdade; no entanto, o ensino sobre a cultura negra e suas contribuições para a sociedade deve ocorrer durante todo o ano. Uma maneira rica e prática de trabalhar a consciência negra com crianças pequenas é através da contação de histórias. As histórias permitem que as crianças não apenas ouçam mas também construam significado a partir delas, relacionando-se com aspectos de suas próprias vidas e identidades.

A história da Menina Bonita do Laço de Fita é especialmente poderosa, pois conta a jornada de uma menina que é aprecia em sua beleza e valoriza a diversidade. Ela enfatiza a importância de reconhecer e respeitar as diferenças entre as pessoas, uma lição que é crucial para as crianças em fase de formação de suas identidades. Promover atividades relacionadas a essa temática não só enriquece o conhecimento cultural, mas também ajuda a formar cidadãos mais respeitosos e empáticos.

Ao integrar arte, linguagem e educação religiosa nas atividades vinculadas à consciência negra, o educador está ampliando as perspectivas de apreensão da cultura. As atividades artísticas, como a confecção de bonequinhas africanas, servem para que as crianças expressem suas vivências e percepções de forma visual e tátil, enquanto a discussão sobre valores cristãos e respeito às diferenças reforça a ética e a convivência pacífica. Enfatizar a confluência entre esses elementos oferece às crianças um espaço de aprendizado significativo, onde a confiança em suas próprias identidades será fortalecida.

Desdobramentos do plano:

As atividades deste plano podem ser ampliadas e transformadas em uma série contínua de aprendizados que se complementam ao longo do ano letivo. Uma proposta interessante é a criação de um projeto em que as crianças atuem como “exploradores de culturas”, onde a cada semana uma nova cultura é apresentada e explorada. Podem incluir rituais, músicas, danças e tradições, permitindo uma imersão mais profunda nas realidades e belezas de diferentes grupos que compõem nosso país. As crianças, então, se tornam agentes de aprendizado, capazes de dialogar sobre diversidade de forma clara e crítica, sem preconceitos.

Outro desdobramento pode incluir a formação de um clube da leitura, onde a literatura negra e mais especificamente, autores que escrevem sobre a cultura afro-brasileira, sejam trazidos para o contexto das salas de aula. A formação de um acervo literário que reflete esta diversidade é um passo importante para formar leitores críticos e que respeitem as diferenças. Realizar uma rotação de livros, onde cada criança possa compartilhar um livro de sua escolha na sala, adaptando a leitura e a compreensão de acordo com suas realidades, pode também multiplicar as aprendizagens.

Por fim, iniciativas como exposições de trabalhos artísticos e compartilhamento de histórias e vivências nas festividades escolares promovem um ambiente acolhedor e inclusivo. Se os alunos puderem apresentar suas produções artísticas relacionadas ao tema, como as bonequinhas africanas e textos que elaboraram, será um momento de celebração da diversidade cultural e da valorização do que é produzido dentro das escolas. Essas experiências asseguram que a Consciência Negra não seja apenas uma parte do currículo, mas uma vivência que transforma as relações sociais cotidianas dentro e fora da escola.

Orientações finais sobre o plano:

Para que esse plano de aula tenha um alcance verdadeiramente significativo, é importante que o educador permaneça aberto às interações e ao surgimento de perguntas e diálogos espontâneos. A flexibilidade é essencial para assegurar que os interesses dos alunos sejam incluídos no fluxo da aula e que suas vozes e experiências sejam representados. Ao prestar atenção ao que eles dizem e como se expressam, o professor pode trazer novos desafios e aprofundar discussões de maneira orgânica.

Além disso, é vital lembrar que a diversidade cultural é um tema vasto e complexo, que deve ser tratado com sensibilidade. À medida que se envolvem em debates e reflexões, deve-se estar consciente das diferenças nas backgrounds das crianças e como elas percebem e recebem informações sobre temas como a Consciência Negra. Criar um ambiente onde todos se sintam seguros para compartilhar suas ilusões e desafios facilita um aprendizado mais rico e inclusivo.

Por fim, os recursos como histórias, atividades artísticas e a música são apenas ferramentas que ajudam os alunos a se conectar com o que aprendem. Assim, é importante que os educadores continuem a se informar e a se atualizar sobre as melhores práticas de ensino, garantindo que a inclusão e o respeito à diversidade sejam sempre a prioridade em suas abordagens. Entrelaçar teoria e prática ao longo do processo ensina às crianças as lições mais valiosas do mundo — a importância de respeitar e valorizar a beleza na diversidade que nos rodeia.

5 Sugestões lúdicas sobre este tema:

1. Teatro de Fantoches: Criar fantoches representando os personagens da “Menina Bonita do Laço de Fita”. As crianças podem encenar a história, estimulando a criatividade e o trabalho em grupo. Material: Meias coloridas, botões, papel e canetinhas. Objetivo: Estimular a expressão e a comunicação.

2. Jogo das Cores: Usar cartazes coloridos para que as crianças se movimentem conforme as cores mencionadas. Relacionar cada cor a uma cultura ou característica importante da diversidade brasileira. Material: Cartazes com cores diferentes. Objetivo: Aprender sobre cores e respeitar a diversidade cultural ao mesmo tempo.

3. Caça ao Tesouro Cultural: Organizar uma caça ao tesouro onde as pistas envolvem dados sobre culturas africanas e afro-brasileiras. Material: Pistas escritas e objetos relacionados. Objetivo: Fomentar o aprendizado sobre diversidade cultural de uma forma divertida.

4. Oficina de Música Afro-Brasileira: Convidar um músico para ensinar canções tradicionais afro-brasileiras. A atividade pode incluir danças e ritmos. Material: Instrumentos musicais simples como atabaques e pandeiros. Objetivo: Promover a valorização da música como forma de expressão cultural.

5. Jardinagem Cultural: Plantar uma horta com plantas que têm significados nas culturas africanas, como milho ou quiabo. Material: Sementes, vasos e terra. Objetivo: Conectar a natureza com a cultura, promovendo o respeito às tradições e práticas culturais relacionadas à agricultura.

Essas atividades visam não só divertir, mas também educar as crianças sobre a Consciência Negra, oferecendo um espaço seguro onde possam explorar e celebrar a diversidade de forma ativa e engajada.


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