“Plano de Aula: Vozes Verbais e Gênero Jornalístico no 8º Ano”
A proposta deste plano de aula é abordar temas relevantes na área de Língua Portuguesa, voltados para o 8º ano do Ensino Fundamental II. Ao longo das aulas, os alunos terão a oportunidade de explorar a utilização das vozes analítica e sintética, o gênero jornalístico e questões relacionadas à acentuação e ortografia. As aulas incluem uma combinação de teoria e prática, permitindo que os estudantes não apenas aprendam os conceitos, mas também os apliquem em atividades que estimulam a reflexão crítica e o trabalho colaborativo.
Esses temas são fundamentais para a formação de um sujeito leitor e escritor competente, favorecendo a produção textual e a interpretação de diferentes gêneros. Os alunos desenvolverão habilidades importantes, como a análise crítica de textos, a compreensão dos elementos que compõem as vozes verbais e a produção de textos jornalísticos, tudo isso alinhado às diretrizes da Base Nacional Comum Curricular (BNCC).
Tema: Vozes analítica e sintética, gênero jornalístico, acentuação e ortografia.
Duração: 55 minutos por aula.
Etapa: Ensino Fundamental II.
Sub-etapa: 8º Ano.
Faixa Etária: 13 a 14 anos.
Objetivo Geral:
Desenvolver a compreensão e a aplicação das vozes analítica e sintética na construção de frases, bem como promover a análise crítica de textos jornalísticos e a correta aplicação da acentuação e ortografia em diferentes gêneros textuais.
Objetivos Específicos:
– Identificar e diferenciar a voz ativa da voz passiva entre textos jornalísticos e outros gêneros.
– Compreender a importância do gênero jornalístico e suas características.
– Praticar a ortografia e acentuação correta de palavras em contextos variados.
– Produzir um texto jornalístico a partir de um filme, explorando a estrutura e a linguagem adequadas ao gênero.
Habilidades BNCC:
– (EF08LP08) Identificar, em textos lidos ou de produção própria, verbos na voz ativa e na voz passiva, interpretando os efeitos de sentido de sujeito ativo e passivo (agente da passiva).
– (EF08LP03) Produzir artigos de opinião, tendo em vista o contexto de produção dado, a defesa de um ponto de vista, utilizando argumentos e contra-argumentos e articuladores de coesão.
– (EF08LP04) Utilizar, ao produzir texto, conhecimentos linguísticos e gramaticais: ortografia, regências e concordâncias nominal e verbal, modos e tempos verbais, pontuação etc.
– (EF08LP14) Utilizar, ao produzir texto, recursos de coesão sequencial (articuladores) e referencial (léxica e pronominal), construções passivas e impessoais, e outros recursos expressivos adequados ao gênero textual.
Materiais Necessários:
– Cadernos e canetas.
– Folhas impressas com textos jornalísticos e exercícios propostos.
– Projetor e computador (opcional).
– Excertos do filme “Cabeça de Nego” para análise.
Situações Problema:
Como podemos identificar a diferença entre voz ativa e passiva em textos jornalísticos? E como essa diferenciação afeta o entendimento e a recepção do texto pelo leitor?
Contextualização:
Nos dias atuais, a mídia e a comunicação têm um papel crucial em nossas vidas. Entender como um texto é estruturado e qual voz é utilizada pode mudar completamente a interpretação que temos sobre o que lemos. Nesta sequência de aulas, abordaremos a importância da voz analítica e sintética, a função dos textos jornalísticos em nossa sociedade e o cuidado com a acentuação e ortografia na construção da nossa identidade como leitores e escritores.
Desenvolvimento:
A sequência de aulas será dividida da seguinte forma:
02/09 – Aulas 1 e 2: Explicação sobre as vozes analítica e sintética utilizando as páginas 180 e 181 do livro didático. Para validar a compreensão, a atividade nas páginas 182 a 185 será realizada, onde as vozes devem ser identificadas em frases extraídas de textos diversos.
04/09 – Aula 3: Apresentação do gênero textual jornalístico. Análise do filme “Cabeça de Nego”, onde os alunos serão divididos em grupos para discutir os principais elementos que caracterizam o gênero. Cada grupo deverá identificar os pontos fortes do filme e como isso se traduz em um texto jornalístico.
05/09 – Aulas 4 e 5: Exploração da gramática em textos da página 110 e questões da página 119. Reforço de suas aplicações normativas e o contexto de uso.
09/09 – Aulas 6 e 7: Correção das atividades realizadas nas aulas anteriores. Será um momento de diálogo e compreensão dos erros frequentes e das dúvidas que surgirem. Também será um espaço para orientação sobre a apresentação para a feira do conhecimento.
11/09 – Aula 8: Organização para a feira do conhecimento. Os alunos deverão estruturar suas produções e se preparar para a apresentação, utilizando a linguagem adequada e os conhecimentos adquiridos.
12/09 – Aulas 9 e 10: Realização da feira do conhecimento. Apresentação dos trabalhos em forma de painéis e debates sobre os resultados das aprendizagens.
Atividades sugeridas:
1. Identificação de vozes (02/09):
– Objetivo: Compreender e identificar as vozes analítica e sintética em frases.
– Descrição: Após a explicação teórica, os alunos devem completar exercícios nas páginas 182 a 185.
– Instruções: Em grupos, discutam sobre a função de cada voz nas frases apresentadas.
– Material: Livro didático, canetas coloridas.
2. Criação de texto jornalístico (04/09):
– Objetivo: Produzir um texto jornalístico a partir do filme “Cabeça de Nego”.
– Descrição: Após análise em grupos, cada grupo redigirá um pequeno artigo.
– Instruções: Devem seguir a estrutura do gênero e utilizar vocabulário adequado. Após a produção, será feita leitura para a turma.
– Material: Textos do filme, papel e canetas.
3. Gramática em evidência (05/09):
– Objetivo: Aplicar conceitos gramaticais em frases próprias.
– Descrição: Resolução das questões da gramática em geral.
– Instruções: Trabalhar em duplas para discutir os erros.
– Material: Livro didático e dicionários.
4. Correção e debate (09/09):
– Objetivo: Reforçar a aprendizagem da gramática.
– Descrição: Correção guiada e debate sobre as dificuldades encontradas.
– Instruções: Apresentar as correções para a turma e enriquecer com discussões.
– Material: Livros e anotações pessoais.
5. Preparação para a feira do conhecimento (11/09):
– Objetivo: Estruturar e organizar as ideias para a apresentação.
– Descrição: Discussão das melhores formas de apresentar.
– Instruções: Criar um roteiro conjunto para as apresentações.
– Material: Materiais de apoio (cartolinas, canetas, etc.).
Discussão em Grupo:
– Como a voz utilizada (ativa ou passiva) pode mudar a interpretação de um texto?
– Qual a relevância do gênero jornalístico na formação de um leitor crítico?
Perguntas:
– Quais as principais diferenças entre a voz analítica e a sintética?
– Por que a ortografia e acentuação são essenciais em um texto jornalístico?
– Como você descreveria os elementos que compõem um texto jornalístico efetivo?
Avaliação:
A avaliação será contínua, levando em consideração a participação nas discussões, a elaboração das atividades propostas, a qualidade dos textos produzidos e a capacidade de trabalhar em grupo. Um feedback coletivo e individual será oferecido ao final de cada atividade. A avaliação final do projeto será realizada na apresentação da feira do conhecimento.
Encerramento:
Finalizando a aula, uma reflexão em grupo sobre as aprendizagens adquiridas ao longo das aulas será realizada. Este será um espaço para que os alunos compartilhem suas percepções e opinem sobre como podem aplicar esse conhecimento em sua vida cotidiana.
Dicas:
– Incentive a leitura de diferentes gêneros textuais para aprimorar a escrita e a interpretação.
– Utilize ferramentas digitais para criar um ambiente interativo durante as atividades.
– Ensine a importância do feedback na correção de erros para o desenvolvimento da escrita.
Texto sobre o tema:
A análise das vozes analítica e sintética é um aspecto crucial no entendimento das estruturas da língua portuguesa. A voz analítica é aquela em que o sujeito realiza a ação, enquanto na voz sintética, o foco se volta para a ação em si, despersonalizando o agente. Essa compreensão é fundamental não apenas na gramática, mas ela também influencia diretamente na forma como as informações são recebidas e compreendidas pelo leitor. Quando lemos um texto, a escolha entre utilizar uma voz ou outra pode mudar significativamente a mensagem que se pretende passar. Por exemplo, um artigo de jornal utilizando a voz passiva pode gerar um impacto diferente, tornando o autor menos visível e enfatizando mais os acontecimentos ou os fatos reportados.
Além disso, o uso correto da acentuação e ortografia também é imprescindível. Palavras mal escritas ou acentuadas de maneira inadequada podem levar a interpretações equivocadas e danificar a credibilidade do texto. A ortografia traz o caráter formal à escrita, essencial para textos que buscam a objetividade e a clareza na comunicação, como é o caso do jornalismo. Dentro dessa perspectiva, a produção textual a partir do gênero jornalístico propõe que os estudantes não apenas observem as características do gênero, mas que também aprendam a elaborar textos que informem, orientem e, em algumas vezes, persuadam o leitor, utilizando uma linguagem adequada e recursos linguísticos que valorizem o conteúdo.
Ao final da análise dos elementos lingüísticos e estruturais dos textos, se faz necessário refletir sobre como essa experiência influenciará a capacidade do aluno de interpretar e produzir textos de maneira crítica e competente. Formar leitores e escritores conscientes é, sem dúvida, uma das principais contribuições do ensino da língua, que transcende a sala de aula e se instala na vida cotidiana de cada um.
Desdobramentos do plano:
A abordagem das vozes analítica e sintética pode levar a uma compreensão mais aprofundada das estruturas linguísticas, permitindo que os alunos tornem-se leitores críticos. Essa habilidade é essencial para o exercício da cidadania em um mundo em que as informações são disseminadas de maneira rápida e diversa. Compreender como a escolha de palavras e vozes pode alterar a interpretação de um texto é um passo importante para o desenvolvimento de uma postura crítica diante dos meios de comunicação, dando autonomia ao estudante para decifrar as intenções por trás das mensagens que consome.
Outro desdobramento importante é a habilidade de produzir textos jornalísticos. Ao longo das aulas, os alunos são convidados a participar ativamente, criando seus próprios textos, o que promove não só a prática da escrita, mas também a reflexão sobre a linguagem e sua adequação ao contexto. Essa prática pode contribuir para o desenvolvimento de futuras competências profissionais, uma vez que a capacidade de escrever bem é altamente valorizada no mercado de trabalho.
Por fim, a discussão sobre acentuação e ortografia não se limita apenas ao domínio da língua, mas se estende à compreensão da identidade cultural e da norma padrão. Com essa formação, espera-se que cada aluno se torne um agente crítico e consciente de sua própria expressão linguística, não se limitando a escrever, mas a se comunicar de forma efetiva e assertiva no mundo contemporâneo, onde a comunicação é chave para o exercício da cidadania.
Orientações finais sobre o plano:
As orientações finais para a aplicação deste plano de aula são direcionadas aos educadores que buscam consolidar a prática pedagógica de forma a engajar e motivar os alunos. É fundamental que as atividades propostas sejam adaptáveis, levando em consideração as diferentes habilidades e interesses dos alunos. Cada estudante deve se sentir parte do processo, sendo incentivado a questionar e interagir com os conteúdos apresentados.
A formação de grupos deve ser pensada de forma estratégica, priorizando a diversidade de habilidades, para que cada aluno contribua com o seu olhar e suas particularidades. Além disso, o uso da tecnologia pode ser um facilitador no aprendizado. Aplicativos e plataformas digitais podem ser utilizados para reforçar as lições e promover um ambiente interativo, permitindo um melhor entendimento das temáticas trabalhadas.
Por fim, é essencial que o educador esteja aberto a receber feedbacks dos alunos em relação às atividades e à metodologia aplicada. Esse retorno é vital para a melhoria contínua da prática educativa e para o fortalecimento do vínculo entre educador e aluno, criando um espaço de aprendizagem significativo e colaborativo.
5 Sugestões lúdicas sobre este tema:
1. Jogo da Voz: Criar um jogo em que os alunos devem formar frases utilizando a voz analítica e outra passiva, em grupos, competindo para ver quem consegue criar as sentenças mais criativas e originais.
– Objetivo: Estimular o conhecimento sobre vozes verbais de forma lúdica.
– Materiais: Cartões com frases a serem transformadas.
2. Notícias Invertidas: Propor que os alunos criem uma “notícia falsa” utilizando elementos de textos jornalísticos, mas com um toque de humor ou absurdos. Após isso, eles devem reescrever a notícia corretamente.
– Objetivo: Compreender a estrutura do gênero jornalístico, enquanto se divertem.
– Materiais: Acesso a computadores e internet para pesquisa.
3. Workshop de Ortografia: Organizar um campeonato de ortografia com palavras comuns e desafiadoras. Os alunos poderão competir em duplas ou grupos.
– Objetivo: Estudar a ortografia de maneira divertida.
– Materiais: Listas de palavras e prêmios simbólicos.
4. Debate Dinâmico: Promover um debate sobre um tema atual utilizando a estrutura de um texto jornalístico. Os alunos devem se dividir em equipes e usar a voz passiva para estruturar seus argumentos.
– Objetivo: Trabalhar a argumentação e a escrita direcionada.
– Materiais: Cartaz para anotações e apoio para as apresentações.
5. Teatro de Títulos: Pedir que os alunos escolham um evento atual e, em grupos, encenem a criação de uma matéria jornalística, incluindo a decoração de um cartaz que apresente a notícia.
– Objetivo: Compreender a estrutura de uma notícia e desenvolver habilidades de apresentação.
– Materiais: Materiais de artesanato e cartazes.
Esse plano de aula visa não só abordar aspectos técnicos da língua, mas proporcionar experiências significativas que contribuirão para uma formação integral dos alunos, instigando-os a serem pensadores críticos e proficientes na comunicação.

