“Atividades Lúdicas: Rasgando e Aprendendo com Crianças Pequenas”
O plano de aula que apresentaremos a seguir é voltado para o trabalho com crianças bem pequenas, com idades entre 1 ano e 7 meses a 3 anos e 11 meses. Esta proposta envolve atividades de rasgar revistas, jornais e livros, proporcionando momentos de exploração sensorial e desenvolvimento motor. O objetivo principal é enriquecer as experiências de aprendizado em um ambiente seguro e estimulante, onde as crianças possam expressar sua criatividade e perceber as diferentes texturas e formas dos materiais.
O plano é dividido em atividades que serão realizadas durante dois dias, permitindo que as crianças se familiarizem com diferentes tipos de mídias impressas e promovendo a interação e a comunicação entre elas. As atividades são projetadas para alimentar a curiosidade natural dessa faixa etária, além de promover a socialização e o respeito às diferenças entre os colegas. Portanto, prepare-se para um momento de aprendizado enriquecedor e inclusivo!
Tema: Rasgar revistas e jornais
Duração: 20 minutos
Etapa: Educação Infantil
Sub-etapa: Crianças Bem Pequenas
Faixa Etária: 1 a 3 anos
Objetivo Geral:
Proporcionar às crianças a oportunidade de explorar diferentes materiais impressos, desenvolvendo habilidades motoras finas e sensoriais ao rasgar revistas e jornais, promovendo a socialização e a comunicação entre os colegas.
Objetivos Específicos:
– Estimular a curiosidade e a exploração sensorial através do rasgar de materiais.
– Promover a interação e a comunicação entre as crianças durante as atividades.
– Desenvolver a coordenação motora fina ao rasgar papéis com diferentes texturas.
– Incentivar a percepção das diferenças e semelhanças entre os objetos utilizados.
Habilidades BNCC:
CAMPO DE EXPERIÊNCIAS “O EU, O OUTRO E O NÓS”
(EI02EO01) Demonstrar atitudes de cuidado e solidariedade na interação com crianças e adultos.
(EI02EO02) Demonstrar imagem positiva de si e confiança em sua capacidade para enfrentar dificuldades e desafios.
(EI02EO03) Compartilhar os objetos e os espaços com crianças da mesma faixa etária e adultos.
(EI02EO04) Comunicar-se com os colegas e os adultos, buscando compreendê-los e fazendo-se compreender.
CAMPO DE EXPERIÊNCIAS “CORPO, GESTOS E MOVIMENTOS”
(EI02CG05) Desenvolver progressivamente as habilidades manuais, adquirindo controle para desenhar, pintar, rasgar, folhear, entre outros.
CAMPO DE EXPERIÊNCIAS “ESPAÇOS, TEMPOS, QUANTIDADES, RELAÇÕES E TRANSFORMAÇÕES”
(EI02ET01) Explorar e descrever semelhanças e diferenças entre as características e propriedades dos objetos (textura, massa, tamanho).
Materiais Necessários:
– Revistas, jornais e livros que possam ser rasgados.
– Tesouras de ponta arredondada (para uso supervisionado).
– Colas e papelão (opcional para montagem).
– Recipientes para armazenamento dos recortes.
– Textos coloridos e ilustrativos, se disponíveis.
Situações Problema:
– O que acontece quando rasgamos algo?
– Quais texturas conseguimos sentir ao tocar e rasgar os papéis?
– Como podemos usar os pedaços rasgados para criar algo novo?
Contextualização:
As crianças serão introduzidas ao conceito de materiais impressos e suas características. Durante a atividade, elas terão a oportunidade de explorar a diversidade de papel, notando diferentes cores, texturas e gramaturas. Essa exploração irá fomentar a curiosidade e a criatividade, permitindo que cada criança se expresse de maneira única.
Desenvolvimento:
O desenvolvimento das atividades ocorrerá em dois dias, onde cada dia terá um foco específico.
– Dia 1: Rasgar revistas e jornais. Aqui, as crianças serão incentivadas a rasgar o papel usando as duas mãos, explorando diferentes formas e texturas. O educador pode iniciar a atividade demonstrando como rasgar os papéis e, em seguida, convidar as crianças a experimentar, sempre supervisionando para garantir segurança.
– Dia 2: Montagem dos rasgos. Com o material do dia anterior, as crianças irão discutir o que se pode fazer com os pedaços rasgados. Elas poderão colar essas partes em um papel mais resistente, criando um mural coletivo ou mesmo colagens individuais. O educador deve orientar e encorajar a interação entre as crianças.
Atividades sugeridas:
Atividade 1 – O momento do rasgar
Objetivo: Desenvolver a coordenação motora fina e a percepção tátil.
Descrição: Distribua revistas e jornais e incentive as crianças a rasgar. Pode-se criar um jogo onde cada criança compete para ver quem rasga mais rápido ou em formatos diferentes.
Instruções práticas: Forneça diferentes tipos de papel e permita que as crianças escolham. Observem e comentem sobre as texturas e cores.
Materiais: Revistas, jornais e uma caixa para guardar os rasgos.
Atividade 2 – Explorando os rasgos
Objetivo: Incentivar a criatividade.
Descrição: Após o primeiro dia, apresente os pedaços rasgados e peça que as crianças pensem em formas e figuras que podem montar.
Instruções práticas: Com os pedaços disponíveis, ajude cada criança a criar um desenho ou figura do que imaginam.
Materiais: Papéis de fundo, cola e os pedaços rasgados.
Atividade 3 – Papo entre amigos
Objetivo: Promover a comunicação e a socialização.
Descrição: Organizar um círculo onde as crianças possam se sentar e compartilhar o que elas fizeram.
Instruções práticas: Incentive-as a falar sobre suas criações e a escutar os colegas.
Materiais: Nenhum – um espaço tranquilo e confortável para as crianças sentarem.
Atividade 4 – Mural da Experiência
Objetivo: Criar um espaço coletivo e colaborativo.
Descrição: Usar todos os rasgos para criar um grande mural na sala.
Instruções práticas: Junte os papéis rasgados em um mural nas paredes da sala, permitindo que cada criança contribua com a sua parte.
Materiais: Cola, cartaz ou papelão.
Atividade 5 – Hora da criatividade
Objetivo: Estimular a imaginação e a espontaneidade.
Descrição: As crianças podem fazer desenhos com canetas ou lápis sobre as colagens.
Instruções práticas: Após concluírem as colagens, ofereça materiais de arte, como lápis de cor ou guache.
Materiais: Canetas, lápis e tintas.
Discussão em Grupo:
Promova um momento em que as crianças possam compartilhar seus sentimentos e descobertas durante as atividades. Pergunte-as sobre o que mais gostaram, como foi a experiência de rasgar e o que conseguiram fazer com os pedaços.
Perguntas:
– Qual parte foi mais divertida: rasgar ou juntar os pedaços?
– Que tipo de papel você gostou mais de rasgar?
– Você conseguiu fazer algo novo com os pedaços que rasgou?
Avaliação:
A avaliação será realizada através da observação das interações das crianças durante as atividades e suas participações nas discussões do grupo. É importante registrar como elas se comunicam e ajudam umas às outras, bem como sua autonomia ao usar os materiais.
Encerramento:
Para encerramento, faça uma roda de conversa em que cada criança possa compartilhar um pouco sobre o que aprendeu e fez. Isso promoverá a valorização das experiências e ajudará a criar um espaço de escuta respeitosa.
Dicas:
É essencial que o ambiente seja seguro e que os materiais utilizados não ofereçam risco para as crianças. Utilize papéis que não tenham partes pequenas que possam ser ingeridas. Além disso, sempre monitore as crianças de perto durante as atividades, principalmente devido ao uso de tesouras. O objetivo é criar um ambiente livre e favorável à exploração.
Texto sobre o tema:
O estímulo à criatividade e à autoexpressão nas crianças pequenas é fundamental para o seu desenvolvimento integral. Através das atividades de rasgar papéis, incentivamos não apenas a exploração do espaço e a manipulação de materiais, mas também promovemos habilidades essenciais, como a coordenação motora fina. Este tipo de atividade oferece oportunidades valiosas para o desenvolvimento da autonomia e confiança da criança, pois ao rasgar, elas experimentam a sensação de controle sobre o material, conseguindo gozar do prazer da descoberta.
Rasgar revistas e jornais é, portanto, mais do que uma simples atividade lúdica; é uma experiência rica e multifacetada que oferece uma série de benefícios para o desenvolvimento. Nesta faixa etária, onde a curiosidade é intensa e as habilidades motoras ainda estão em fase de desenvolvimento, as atividades de rasga são um veículo incrível que combina movimento, criatividade e comunicação. As crianças não apenas manipulam objetos, mas, ao fazê-lo, elas também aprendem a importância da interação social. As trocas de experiências e a comunicação durante as atividades são oportunidades para que as crianças desenvolvam sua habilidade de se expressar e compreender os outros.
Portanto, ao planejar e executar uma atividade desta natureza, é imprescindível que os educadores estejam cientes da importância de criar um ambiente seguro, estimulante e acolhedor. Os educadores devem ser guias e facilitadores, prontos para estimular a exploração, fazer conexões significativas e promover um espaço de aprendizado inclusivo, onde todas as crianças se sintam confortáveis para participar e se expressar. Através do rasgar, estamos ajudando a construir as bases para habilidades maiores que vão além da sala de aula, fomentando em cada criança o potencial de se tornarem aprendizes confiantes, críticos e criativos.
Desdobramentos do plano:
Ao final das atividades, os educadores poderão perceber que as crianças não apenas desenvolveram habilidades motoras, como também ampliaram sua capacidade de comunicação e interação social. O efeito destas atividades pode ser visto em interações futuras, já que as crianças estarão mais dispostas a compartilhar materiais e colaborar em projetos coletivos. Assim, a prática de rasgar não é apenas uma gestão do material, mas um passo em direção ao fortalecimento das relações interpessoais e à construção de um ambiente acolhedor.
Além disso, ao introduzir atividades que envolvem exploração sensorial, os educadores incentivam o desenvolvimento cognitivo. As crianças aprendem não apenas a função do material de maneira prática, mas também exercitam a observação e a verbalização das suas descobertas. Isso é extremamente vantajoso para a formação do sujeito em construção que está no início de sua trajetória escolar. Ao encorajá-las a descrever o que sentiram, o que viram e o que fizeram, os educadores contribuem para o desenvolvimento da linguagem e a expressão dos sentimentos e emoções.
Ademais, o plano pode ser desdobrado para incluir outras temáticas que envolvam o mesmo objetivo – a exploração de materiais diversos. Atividades como tornar as partes rasgadas em colagens ou mesmo em livros ilustrativos podem agregar valor à experiência, trazendo além de diversão, uma continuidade de aprendizado. Ao se aproximar da literatura, a prática do rasgar leva as crianças a também formarem vínculos com a leitura e o universo dos livros, contribuindo para um desenvolvimento mais amplo e significativo.
Orientações finais sobre o plano:
Ao elaborar planos de aula como este, é vital que o educador sempre antecipe e planeje o ambiente de maneira a garantir a segurança e acessibilidade a todas as crianças. Proporcionar um ambiente que favoreça a exploração contribui diretamente para o desenvolvimento da autonomia e da autoconfiança das crianças. A postura de observação atenta é fundamental, não só para assegurar a segurança, mas para registrar os avanços e necessidades de cada aluno, podendo assim ajustar e adequar as suas abordagens pedagógicas em diferentes momentos.
É igualmente importante que o educador esteja aberto ao diálogo com as crianças, escutando suas ideias e comentários e permitindo que elas também façam parte do processo decisório na hora de escolher como utilizar os materiais. Essa prática não só valoriza a voz da criança, mas também a fortalece como protagonista de seu aprendizado. Ao incluir a autonomia nas atividades, a criança se torna mais engajada e motivada, o que traz impactos positivos em sua trajetória educativa.
Por fim, considerar sempre a diversidade presente na sala é fundamental. Cada criança traz um histórico e uma cultura diferente, e as atividades oferecidas devem respeitar e celebrar essa pluralidade. O aprendizado é um processo contínuo, e o ambiente educacional deve ser um espaço de respeitabilidade, onde cada criança sinta que suas habilidades e particularidades são reconhecidas e valorizadas.
5 Sugestões lúdicas sobre este tema:
Sugestão 1: Caça ao Tesouro de Papéis
Essa atividade pode ser realizada em um espaço externo ou interno. As crianças vão explorar o ambiente em busca de papéis de diferentes materiais e texturas. O objetivo é ajudá-las a perceber a diversidade de papéis existentes. Ao encontrar, poderão rasgá-los e discutir suas características.
Sugestão 2: Criação de Fantasias
Com os recortes de papéis e alguns outros materiais (como fitas adesivas, colas, etc.), as crianças podem criar fantasias. Este exercício irá permitir o desenvolvimento da sua criatividade e também o trabalho em equipe, já que elas podem ajudar umas às outras.
Sugestão 3: Teatro de Sombras
Usando os recortes de papéis e uma fonte de luz, as crianças podem fazer um teatro de sombras. Onde irão contar histórias usando os cortes feitos. Essa atividade pode contribuir para o desenvolvimento da imaginação e da verbalização.
Sugestão 4: Criação de Livro Coletivo
Com os rasgos e colagens feitas nas atividades anteriores, as crianças podem ajudar a formar um livro coletivo com suas obras. Esse livro pode ser lido e revisto ao longo das aulas. Isso traz a sensação de pertencimento e de execução de um projeto coletivo.
Sugestão 5: Pintura com Rasgos
Utilizar os papéis rasgados como pincéis para uma pintura coletiva. As crianças poderão utilizar as partes de papel como se fossem pincéis, permitindo que explorem não só a pintura mas também o efeito do papel na tela.
Essas atividades lúdicas não só estimulam a criatividade, mas também promovem o aprendizado através do brincar, que é essencial na educação infantil, contribuindo ainda mais para o desenvolvimento integral das crianças.

