“Explorando Dança e Tecnologia: Plano de Aula Criativo para o 6º Ano”

O plano de aula a ser apresentado aqui tem como tema central as Artes Integradas e as Tecnologias Digitais, com um foco específico na linguagem da dança. Essa disciplina busca explorar a relação entre as expressões artísticas e a tecnologia, possibilitando aos alunos do 6º ano do Ensino Fundamental 2 uma experiência enriquecedora em que arte e tecnologia se entrelaçam. A ideia é que os alunos desenvolvam sua criatividade e habilidades expressivas através de atividades práticas que promovam a integração de tais linguagens.

As atividades foram pensadas para estimular o envolvimento dos alunos com o tema, permitindo que eles se tornem agentes ativos em sua própria aprendizagem. O uso de tecnologias digitais nessa abordagem pode enriquecer o processo educacional, oferecendo novas formas de expressão e criação.

Tema: Artes Integradas e as Tecnologias Digitais
Duração: 50 minutos
Etapa: Ensino Fundamental 2
Sub-etapa: 6º Ano
Faixa Etária: 11 a 12 anos

Objetivo Geral:

Planejamentos de Aula BNCC Infantil e Fundamental

Fomentar a exploração das tecnologias digitais nas artes, permitindo aos alunos criar e expressar-se através da dança, integrando os saberes teóricos e práticos.

Objetivos Específicos:

1. Desenvolver a capacidade de improvisação e criação de movimentos de dança baseados em temáticas propostas.
2. Utilizar recursos tecnológicos para apresentar criações artísticas em dança.
3. Analisar e discutir as diferentes formas de representação na dança contemporânea, enfatizando a integração com as tecnologias digitais.

Habilidades BNCC:

(EF69AR09) Pesquisar e analisar diferentes formas de expressão, representação e encenação da dança, reconhecendo e apreciando composições de dança de artistas e grupos brasileiros e estrangeiros de diferentes épocas.
(EF69AR10) Explorar elementos constitutivos do movimento cotidiano e do movimento dançado, abordando criticamente o desenvolvimento das formas da dança em sua história tradicional e contemporânea.
(EF69AR11) Experimentar e analisar os fatores de movimento (tempo, peso, fluência e espaço) como elementos que, combinados, geram as ações corporais e o movimento dançado.
(EF69AR12) Investigar e experimentar procedimentos de improvisação e criação do movimento como fonte para a construção de vocabulários e repertórios próprios.
(EF69AR35) Identificar e manipular diferentes tecnologias e recursos digitais para acessar, apreciar, produzir, registrar e compartilhar práticas e repertórios artísticos, de modo reflexivo, ético e responsável.

Materiais Necessários:

1. Computadores ou tablets com acesso à internet.
2. Programas ou aplicativos de edição de vídeo e música.
3. Espaço adequado para a execução da dança (ginásio ou sala de aula ampla).
4. Música para as atividades de dança.
5. Câmeras ou smartphones para registro das danças.
6. Fichas para anotações e reflexões.

Situações Problema:

1. Como a utilização de tecnologias digitais pode transformar a forma de expressão na dança?
2. Quais artistas utilizam essas tecnologias em seus trabalhos e como se dá essa integração?
3. Como podemos criar uma obra de dança utilizando elementos digitais que representem uma temática atual?

Contextualização:

A dança tem sido uma forma de expressão cultural e artística ao longo das décadas e, com a ascensão das tecnologias digitais, novas formas de praticá-la e apresentá-la têm surgido. Os alunos serão convidados a refletir sobre como as tecnologias influenciam a dança contemporânea e a desenvolver suas próprias obras, considerando a interação entre o corpo, a tecnologia e a criatividade.

Desenvolvimento:

1. Introdução Teórica (10 minutos): Conversar sobre a importância da dança e como as tecnologias digitais podem ser integradas a essa arte. Apresentar exemplos de danças contemporâneas que utilizam tecnologia e discutir como isso impacta a percepção do público.
2. Atividade de Criação (25 minutos):
a. Dividir a turma em grupos de 4 a 5 alunos.
b. Cada grupo escolherá um tema (ex: meio ambiente, inclusão social, diversidade cultural) e criará uma coreografia utilizando elementos digitais (por exemplo, criando uma apresentação em vídeo ou uma gravação de som que acompanhará a dança).
c. Os alunos devem explorar movimentos que representem criativamente o tema decidido, utilizando dispositivos digitais para criar um elemento audiovisual para a apresentação.
3. Apresentação dos Grupos (15 minutos): Cada grupo apresentará sua coreografia e compartilhará o vídeo ou áudio que fizeram. O professor e os colegas farão perguntas e darão feedback construtivo.

Atividades sugeridas:

1. Aula 1 – Introdução à Dança e Tecnologia: Proporcionar um panorama sobre a história da dança e a influência da tecnologia. (Objetivo: Introduzir os alunos ao tema da dança contemporânea).
– Descrição: Uma apresentação sobre como a dança evoluiu com a introdução de tecnologias.
– Sugestões de Materiais: Vídeos de danças contemporâneas e artistas.

2. Aula 2 – Pesquisa de Artistas: Os alunos pesquisarão dançarinos e coreógrafos que utilizam tecnologia em suas obras.
– Descrição: Estudar as obras de artistas que combinam dança e tecnologia.
– Sugestões de Materiais: Acesso à internet.

3. Aula 3 – Criação de Coreografias: Encaminhar a criação coletiva.
– Descrição: Em grupos, criar uma dança com músicas selecionadas e elementos digitais, estimulando a criatividade.
– Sugestões de Materiais: Computadores, smartphones para gravação, músicas.

4. Aula 4 – Apresentação e Feedback: Apresentar as coreografias criadas.
– Descrição: Cada grupo apresenta sua dança e discute os elementos que usaram.
– Sugestões de Materiais: Espaço amplo para a apresentação.

5. Aula 5 – Reflexão Final: Uma reflexão em grupo sobre a experiência e o uso de tecnologias na dança.
– Descrição: Os alunos devem escrever um pequeno texto sobre o que aprenderam e como a tecnologia pode continuar influenciando a dança.
– Sugestões de Materiais: Papel e caneta.

Discussão em Grupo:

Após as apresentações, os alunos devem discutir em grupos sobre as experiências e as dificuldades encontradas, bem como o que aprenderam em relação à dança e a apoios tecnológicos.

Perguntas:

1. O que vocês acharam mais desafiador na criação de suas coreografias?
2. Como a tecnologia ajudou a expressar o tema escolhido?
3. Que outras formas de arte poderiam se beneficiar da integração com tecnologias digitais?

Avaliação:

A avaliação será contínua, levando em conta a participação nas atividades, a criatividade nas criações coreográficas, a colaboração em grupo e a qualidade das apresentações. O professor fará anotações durante as apresentações e discutirá os pontos fortes e as áreas para melhoria.

Encerramento:

Fechar a aula reforçando a importância da dança enquanto arte expressiva e como as tecnologias digitais podem ser aliadas na produção artística. Convidar os alunos a continuar explorando essas possibilidades fora do ambiente escolar.

Dicas:

1. Sempre incentive os alunos a serem criativos e expressivos em suas danças, lembrando que a dança é uma forma de se comunicar.
2. Proporcione um ambiente seguro onde os alunos se sintam à vontade para explorar seus movimentos.
3. Use referências de obras conhecidas que utilizem tecnologia para que os alunos se sintam inspirados.

Texto sobre o tema:

A dança, desde suas origens, sempre foi uma forma de expressão profundamente ligada às emoções humanas, ao contar histórias e ao celebrar diversas culturas. Quando refletimos sobre a integração da tecnologia na dança, observamos uma nova dimensão de possibilidades criativas que vão além do corpo em movimento, permitindo que artistas de diferentes partes do mundo se conectem e compartilhem suas experiências. A tecnologia digital não é meramente uma ferramenta, mas um componente essencial que transforma a forma como a dança é vivenciada e apreciada.

O uso de ferramentas digitais como vídeos, aplicações de áudio e plataformas online possibilita novas formas de composição e performance. Artistas contemporâneos têm utilizado projeções, gravações em tempo real e redes sociais para expandir sua arte para além do palco, democratizando o acesso à arte e permitindo que novas vozes sejam ouvidas. Essa influência se manifesta, por exemplo, em danças que incorporam elementos virtuais, interagindo com a audiência de maneiras inovadoras.

Além disso, a dança digital convida à reflexão sobre temas contemporâneos, como identidade, pertencimento e engajamento social. Os artistas podem utilizar a tecnologia para trabalhar com questões que ressoam com o público atual, tornando a experiência mais relevante e significativa. Neste ambiente, o aprendizado se torna não apenas uma atividade individual, mas uma oportunidade de colaboração e troca, onde a arte se transforma em um veículo para a transformação social.

Desdobramentos do plano:

A proposta de investigar a relação entre Arte e Tecnologia no contexto escolar fortalece a capacidade dos alunos de pensar criticamente e de agir criativamente diante das situações. Ao integrar a dança com as tecnologias digitais, os alunos não apenas desenvolvem habilidades expressivas, mas também um olhar crítico sobre como essas ferramentas podem impactar suas vidas e suas comunidades. Essa perspectiva pode levar a projetos interdisciplinares que abrangem História, Ciências e Educação Artística, promovendo experiências de aprendizagem mais ricas e diversificadas.

Ainda, a discussão sobre as artes integradas pode abrir possibilidades para o desenvolvimento de outras linguagens artísticas, como teatro, música e artes visuais, promovendo uma aproximação entre diferentes formas de expressão. À medida que os alunos exploram essas relações, eles também podem ser incentivados a criar seus próprios projetos, culminando em apresentações para a comunidade escolar que envolvam a participação de outros estudantes e professores, fortalecendo o senso de comunidade e pertencimento.

Finalmente, o trabalho com as tecnologias digitais fornece aos alunos conhecimentos e habilidades que são indispensáveis no mundo contemporâneo. Aprender a utilizar essas ferramentas de forma crítica e criativa não só prepara os alunos para o futuro, mas também incentiva a formação de cidadãos mais conscientes e engajados com as questões sociais, ambientais e culturais que lhes cercam. Por meio dessa jornada, a arte se revela como um potente instrumento de transformação e formação, tanto pessoal quanto coletiva.

Orientações finais sobre o plano:

Ao desenvolver o plano de aula proposto, os educadores devem sempre estar atentos às necessidades e características específicas de seus alunos. A personalização das atividades, respeitando o ritmo e as habilidades de cada estudante, é fundamental para garantir um ambiente inclusivo e estimulante. A tecnologia, como mediadora do conhecimento, deve ser utilizada como uma aliada no processo de ensino-aprendizagem, proporcionando acesso a conteúdos e experiências que ampliem o repertório dos alunos.

O espaço físico também desempenha um papel vital na realização da proposta, devendo ser adaptado para garantir a segurança e o conforto durante as atividades. Um local adequado não apenas proporciona um ambiente mais agradável, mas também estimula a criatividade e o movimento. É aconselhável que os educadores visitem espaços pré-determinados antes da atividade, para garantir que tudo esteja em conformidade com as necessidades do plano de aula.

Por fim, a avaliação deve ser contínua e considerável, englobando não apenas a apresentação final, mas todo o processo de criação e colaboração entre os diferentes grupos. Encorajar a autoavaliação e a reflexão sobre o aprendfimempo em grupo permite que os alunos reconheçam suas conquistas e desafios, um passo essencial em seu desenvolvimento artístico e pessoal. Esse aspecto é crucial para a formação de estudantes críticos, capazes de se auto-analisar e aprimorar constantemente suas próprias práticas.

5 Sugestões lúdicas sobre este tema:

1. Dança Inclusiva: Organize uma workshop onde alunos com e sem deficiência participem juntos. Utilize adaptações para que todos possam se expressar através da dança, mostrando como a tecnologia pode ser inclusiva.

2. Caça ao Tesouro Digital: Crie uma caça ao tesouro onde os alunos precisam encontrar e registrar movimentos de dança em vídeos online. Cada descoberta pode ser compartilhada numa apresentação, fomentando a troca de experiências.

3. Criação de Vídeos: Os alunos devem filmar um vídeo em dupla apresentando uma coreografia que tenha um elemento de tecnologia. No vídeo, eles podem usar programas de edição para adicionar efeitos visuais.

4. Apresentação Digital: Proporcione um espaço onde os alunos possam criar uma apresentação em PowerPoint sobre os artistas que utilizam a tecnologia em suas danças, incluindo vídeos e análises.

5. Experiência em Realidade Aumentada: Utilize aplicativos de realidade aumentada para criar performances de dança interativas, onde os alunos possam interagir com elementos digitais enquanto dançam, experimentando uma nova forma de se expressar.

Com essas sugestões e um foco na interdisciplinaridade, o plano de aula se torna não apenas um espaço de aprendizado acadêmico, mas também uma experiência significativa que se conecta diretamente com o mundo contemporâneo.


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