“Aprenda Matemática com Soroban: Diversão e Raciocínio!”
Esta aula tem como foco a utilização do soroban como uma ferramenta efetiva para realizar cálculos. O soroban é um ábaco japonês que ajuda a desenvolver habilidades de raciocínio lógico, concentração e memória. No contexto da matemática do 8º ano, seu uso pode auxiliar os alunos a entender melhor as operações matemáticas de uma forma divertida e interativa. Além disso, a aula se alinha com as competências da BNCC, proporcionando um aprendizado significativo e envolvente.
O objetivo deste plano de aula é mostrar como o soroban pode ser incorporado ao processo de ensino-aprendizagem da matemática, trabalhando não apenas com cálculos, mas também com a história e a importância dessa ferramenta no cotidiano. A interação em grupo e a prática ativa garantirão um ambiente dinâmico e participativo.
Tema: Cálculo com Soroban
Duração: 50 minutos
Etapa: Ensino Fundamental 2
Sub-etapa: 8º Ano
Faixa Etária: 13 anos
Objetivo Geral:
Desenvolver habilidades matemáticas utilizando o soroban como ferramenta de cálculo, promovendo a compreensão de operações básicas e a agilidade mental dos alunos, enquanto se explora a história e a importância cultural dessa técnica.
Objetivos Específicos:
– Identificar as partes e a estrutura do soroban.
– Realizar cálculos simples de adição e subtração utilizando o soroban.
– Comparar a eficiência do soroban com métodos tradicionais de cálculo.
– Discutir a história e a importância do soroban na educação matemática.
Habilidades BNCC:
(EF08MA04) Resolver e elaborar problemas, envolvendo cálculo de porcentagens, incluindo o uso de tecnologias digitais.
(EF08MA06) Resolver e elaborar problemas que envolvam o cálculo do valor numérico de expressões algébricas, utilizando as propriedades das operações.
(EF08MA05) Reconhecer e utilizar procedimentos para a obtenção de uma fração geradora para uma dízima periódica.
Materiais Necessários:
– Sorobans para cada aluno ou grupo.
– Lousa e marcadores para explicações.
– Folhetos explicativos sobre a história do soroban.
– Exemplos práticos de problemas matemáticos.
Situações Problema:
– “Quantas contas você consegue fazer em um minuto usando o soroban?”
– “Qual a diferença de tempo que você leva para resolver um cálculo usando o soroban e uma calculadora comum?”
Contextualização:
Os alunos serão introduzidos ao soroban, que não é apenas uma ferramenta de cálculo, mas também um símbolo cultural do Japão. Utilizar o soroban para resolver problemas matemáticos os levará a entender não só a operação em si, mas a praticar suas habilidades cognitivas e a apreciar a história dessa método.
Desenvolvimento:
1. Introdução ao Soroban: Comece a aula apresentando o soroban e explicando a sua origem e importância na cultura japonesa. Esclareça como ele é utilizado para realizar cálculos com rapidez e precisão.
2. Treinamento das Operações: Demonstre como fazer adições e subtrações simples. Mostre cada etapa e incentive os alunos a seguir junto.
3. Exercício Prático: Após a demonstração, os alunos praticam em duplas ou trios, realizando cálculos entre si e comparando os resultados.
4. Desafio do Tempo: Realize um desafio onde os alunos terão que resolver o maior número possível de cálculos em um minuto, anotando os resultados.
5. Discussão: Após a prática, reúna a turma para discutir as experiências e as dificuldades encontradas durante as atividades.
Atividades Sugeridas:
1. Dia 1 – Conhecendo o Soroban:
– Objetivo: Compreender as partes do soroban e como ele funciona.
– Descrição: Apresentar o soroban, suas partes e os diferentes métodos de cálculo.
– Instruções: Divida a turma em grupos e forneça sorobans. Peça que identifiquem as partes e façam contas simples, como 1 + 1.
– Materiais: Sorobans, folhetos explicativos.
– Adaptação: Para alunos com dificuldades motoras, alternativas de contegem verbal ou desenhos ilustrativos podem ser usadas.
2. Dia 2 – Adição e Subtração:
– Objetivo: Aprender a adicionar e subtrair usando o soroban.
– Descrição: Ensinar e praticar adição e subtração simples.
– Instruções: O professor deve conduzir exercícios inicial e, em seguida, deixar que os alunos pratiquem em pares.
– Materiais: Sorobans.
– Adaptação: Para alunos que já têm conhecimento, desafiá-los com operações mais complexas, como 3 dígitos.
3. Dia 3 – Comparação com Calculadoras:
– Objetivo: Comparar o uso do soroban com calculadoras.
– Descrição: Realizar o mesmo cálculo usando diferentes métodos.
– Instruções: Propor o mesmo problema para resolver com soroban e calculadora e discutir os resultados.
– Materiais: Sorobans e calculadoras.
– Adaptação: Usar uma calculadora simples ou uma versão digital, dependendo da familiaridade do aluno.
4. Dia 4 – O Desafio do Tempo:
– Objetivo: Medir a rapidez e precisão nos cálculos.
– Descrição: Propor um desafio de tempo para resolver o maior número possível de operações.
– Instruções: Crie um cronômetro e prepare os problemas de cada grupo.
– Materiais: Cronômetro, folha de problemas.
– Adaptação: Ajustar o nível de dificuldade dos problemas.
5. Dia 5 – Discussão e Conclusão:
– Objetivo: Reflexão sobre a experiência com o soroban.
– Descrição: Reunir a turma para discutir as dificuldades e conquistas da semana.
– Instruções: Pedir a cada grupo para compartilhar o que aprenderam e as maneiras que poderiam aplicar o que foi aprendido na vida real.
– Materiais: Quadro para anotações das reflexões.
– Adaptação: Promover a troca de ideias entre grupos diferentes, apresentando suas experiências.
Discussão em Grupo:
Os alunos podem discutir perguntas como: “O que vocês acharam da experiência com o soroban em comparação a outras formas de fazer cálculos?” e “Como vocês acham que essa técnica pode ajudar em outras áreas da matemática ou em suas vidas cotidianas?”
Perguntas:
1. O que você aprendeu sobre o soroban?
2. Você prefere usar o soroban ou uma calculadora? Por quê?
3. Como a prática com o soroban pode influenciar suas habilidades matemáticas no futuro?
4. Você vê algum uso semelhante do soroban em outras culturas?
Avaliação:
A avaliação poderá ser feita através da observação da participação dos alunos nas atividades, a resolução correta dos problemas e o envolvimento nas discussões e reflexões. Serão considerados também a habilidade em utilizar o soroban durante as operações e a capacidade de relacionar o que foi aprendido ao cotidiano.
Encerramento:
Para encerrar a aula, o professor destacará a importância do soroban e como ele se relaciona com conceitos matemáticos mais amplos. Pode-se também incentivar os alunos a continuarem a prática, propondo exercícios para casa. A turma será convidada a pensar em como o raciocínio e a lógica matemáticos são essenciais na vida diária.
Dicas:
1. Incentive sempre a prática em grupo, proporcionando um aprendizado colaborativo.
2. Ofereça suporte individual quando necessário, especialmente a alunos que apresentem dificuldade.
3. Crie um ambiente positivo e estimulante, reconhecendo os esforços dos alunos.
Texto sobre o tema:
O soroban é um instrumento tradicional de cálculo que merece destaque na educação matemática contemporânea. Originário do Japão, o soroban é um ábaco que permite a realização de cálculos de forma rápida e eficiente. A prática com o soroban não apenas agiliza o raciocínio, mas também desenvolve a memória e o foco. Essa ferramenta foi muito utilizada por estudantes em diversas culturas antes do surgimento das calculadoras eletrônicas.
A utilização do soroban nas aulas de matemática traz benefícios significativos, permitindo aos alunos compreenderem os fundamentos das operações matemáticas. Ao praticar a adição, subtração ou até mesmo multiplicação no soroban, os alunos podem visualizar as relações numéricas de uma forma mais clara do que ao utilizar apenas os métodos tradicionais. Isso proporciona uma base sólida para o entendimento dos conceitos matemáticos que serão abordados em níveis mais elevados na educação futura.
Além disso, o soroban é uma ótima maneira de estimular o trabalho em equipe e a interação entre os alunos. Ao praticar os cálculos em duplas ou pequenos grupos, eles não apenas aprendem com o outro, mas também desenvolvem habilidades sociais vitais, como a colaboração e a comunicação. A experiência prática com o soroban traz uma nova dimensão ao aprendizado da matemática, tornando-o mais acessível e envolvente.
Desdobramentos do plano:
A prática do soroban pode ser ampliada para incluir outros aspectos matemáticos e até mesmo disciplinas interdisciplinares. Uma ideia é integrá-lo ao ensino de história, examinando o impacto cultural e histórico do soroban e comparando-o com outras ferramentas matemáticas utilizadas em diferentes partes do mundo. Os alunos podem fazer pesquisas sobre a importância do soroban em outros contextos, discutindo como diferentes culturas abordam a matemática.
Outra possibilidade é utilizar o soroban para resolver problemas mais complexos que envolvam frações e porcentagens, levando os alunos a aplicar os conceitos em situações reais. Essa prática ajuda a reforçar os conhecimentos desenvolvidos em sala e a incentivar a aplicação criativa da matemática no cotidiano dos alunos. Além disso, explorar o contexto histórico do soroban e convidar especialistas ou ex-alunos para compartilhar suas experiências pode aprofundar ainda mais o entendimento dos alunos.
Por fim, a utilização do soroban pode ser integrada a eventos da escola, como feiras de matemática ou olimpíadas de cálculo, onde os alunos podem demonstrar suas habilidades e até compartilhar técnicas com outros estudantes. Isso não apenas promove o aprendizado coletivo, mas também estabelecer um ambiente de celebração da matemática e do conhecimento em geral.
Orientações finais sobre o plano:
Este plano de aula sobre o soroban não apenas aborda a utilização prática dessa ferramenta, mas também procura desenvolver uma visão crítica e apreciativa dos processos de aprendizagem em matemática. É essencial que o professor crie um ambiente onde os alunos se sintam confortáveis para explorar, errar e aprender, visto que essas interações são fundamentais para todo o processo educativo.
Os alunos devem ser encorajados a refletir sobre suas próprias experiências e a compartilhar suas conquistas com os colegas, promovendo um aprendizado colaborativo e um reforço positivo. Esse ambiente de aprendizado deve celebrar a diversidade, reconhecendo que cada aluno tem seu próprio ritmo e estilo de aprendizado.
Concluindo, a experiência do soroban serve como um excelente exemplo de como a educação matemática pode ser rica e variada. Encorajamos os educadores a utilizar métodos que sintetizem o conhecimento teórico-comprendido com práticas significativas e envolventes, como o uso do soroban, de modo a instigar o interesse pela matemática e suas aplicações no mundo real. A reflexão e a integração de novas estratégias pedagógicas são vitais para a formação de uma educação matemática que não apenas ensina, mas inspira e empodera os alunos.
5 Sugestões lúdicas sobre este tema:
1. Jogo de Cálculo com Soroban:
– Objetivo: Tornar o aprendizado do soroban divertido e competitivo.
– Descrição: Os alunos se dividem em grupos para ver quem consegue resolver mais cálculos em um tempo determinado.
– Materiais: Sorobans e folhas de problemas.
– Etapa: 8º ano.
– Implementação: Guie-os, incentivando a turnos e marcando o tempo, criando uma competição saudável e estimulante.
2. Criação de Histórias com Soroban:
– Objetivo: Desenvolver habilidades criativas enquanto usam o soroban.
– Descrição: Alunos criam histórias onde precisam usar operações matemáticas para resolver os conflitos da narrativa com o uso do soroban.
– Materiais: Sorobans, papel e caneta.
– Etapa: 8º ano.
– Implementação: Depois de contarem suas histórias, peça que compartilhem com a turma, promovendo a criatividade e o uso da matemática em um contexto narrativo.
3. Ateliê de Soroban – Arte e Matemática:
– Objetivo: Integrar arte e matemática.
– Descrição: Criar representações artísticas utilizando sorobans e operações matemáticas, como padrões e sequências.
– Materiais: Sorobans, papel colorido e materiais de artes.
– Etapa: 8º ano.
– Implementação: Os alunos podem expor suas obras, promovendo uma conexão entre as áreas e valorizando a matemática através da arte.
4. Intercâmbio Cultural sobre o Soroban:
– Objetivo: Compreender a diversidade cultural.
– Descrição: Pesquisa sobre formas de cálculo em diferentes culturas, focando no soroban e outros métodos.
– Materiais: Acesso à internet e materiais de pesquisa.
– Etapa: 8º ano.
– Implementação: Os alunos podem apresentar suas pesquisas em sala, promovendo o respeito e a apreciação a diferentes modos de ensinar e aprender matemática.
5. Criatividade e Matemática – Escape Room:
– Objetivo: Integrar desafios matemáticos de forma lúdica.
– Descrição: Criar um “escape room” onde os alunos devem resolver uma série de problemas usando o soroban para avançar nas etapas do jogo.
– Materiais: Cartazes com dilemas matemáticos, sorobans.
– Etapa: 8º ano.
– Implementação: A sala pode ser transformada para criar ambientes que estimulem a criatividade e raciocínio lógico, funcionando como um verdadeiro desafio de escape.
Esse plano de aula proposto não só abrange as operações matemáticas do 8º ano, mas também abraça o desenvolvimento de habilidades socioemocionais, cognitivas e culturais, fazendo do aprendizado matemática uma experiência fascinante e dinâmica para todos os alunos.

