“Vivenciando a Cultura Local: Aula para Bebês sobre Tradições”
Iniciar um plano de aula sobre a expressão cultural, especificamente voltada para a cultura local, é uma oportunidade valiosa de promover a conexão entre os pequenos e suas raízes, incentivando a vivência coletiva e o aprecio por tradições. Neste contexto, vamos explorar a festa de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos de Chapada do Norte, que é marcada por atos religiosos, a música do tambor e do congado, além da famosa quint feira de angu. Este plano de aula destina-se a bebês de 0 a 1 ano e 6 meses, com atividades que favorecem a interação e o desenvolvimento integral dessas crianças, respeitando a sua faixa etária.
Nosso objetivo é proporcionar um ambiente rico em sons, movimentos e interações sociais que, através de múltiplas experiências sensoriais, promovam a percepção da cultura local e suas manifestações artísticas. Através de atividades lúdicas e dinâmicas que promovem a escuta, a dança e a exploração de sons e ritmos, os bebês poderão vivenciar a cultura de forma significativa, facilitando a construção da identidade e do pertencimento.
Tema: Expressão Cultural e Cultura Local
Duração: 2h
Etapa: Educação Infantil
Sub-etapa: Bebês
Faixa Etária: 0 a 1 ano e 6 meses
Objetivo Geral:
Promover a vivência e a apreciação da cultura local através de atividades que exploram a festa de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos, utilizando músicas, danças e elementos sensoriais que favoreçam a interação social e o desenvolvimento das habilidades dos bebês.
Objetivos Específicos:
– Estimular a percepção sonora dos bebês através da música do tambor e do congado.
– Promover interações entre os bebês e os cuidadores através de danças e brincadeiras que envolvam o corpo.
– Fomentar a exploração de diferentes texturas e sabores com a temática da quita feira de angu, respeitando a curiosidade natural dos bebês.
– Incentivar a comunicação dos bebês utilizando gestos, balbucios e expressões corporais.
Habilidades BNCC:
CAMPO DE EXPERIÊNCIAS “O EU, O OUTRO E O NÓS”
– (EI01EO03) Interagir com crianças da mesma faixa etária e adultos ao explorar espaços, materiais, objetos, brinquedos.
– (EI01EO04) Comunicar necessidades, desejos e emoções, utilizando gestos, balbucios, palavras.
CAMPO DE EXPERIÊNCIAS “CORPO, GESTOS E MOVIMENTOS”
– (EI01CG01) Movimentar as partes do corpo para exprimir corporalmente emoções, necessidades e desejos.
– (EI01CG02) Experimentar as possibilidades corporais nas brincadeiras e interações em ambientes acolhedores e desafiantes.
CAMPO DE EXPERIÊNCIAS “TRAÇOS, SONS, CORES E FORMAS”
– (EI01TS01) Explorar sons produzidos com o próprio corpo e com objetos do ambiente.
– (EI01TS03) Explorar diferentes fontes sonoras e materiais para acompanhar brincadeiras cantadas, canções, músicas e melodias.
Materiais Necessários:
– Instrumentos musicais simples (como tambores, pandeiros e chocalhos).
– Bonecos e fantoches para representar personagens da festa.
– Tecido colorido para atividades de movimentação e dança.
– Elementos que simulem o angu, como massinha ou alimentos comestíveis (se apropriado).
– Espaço amplo e seguro para as atividades de dança.
Situações Problema:
– Como podemos fazer música juntos com nossos corpos e instrumentos?
– O que você sente ao ouvir o som do tambor?
– Como podemos dançar como pessoas da festa de Nossa Senhora do Rosário?
Contextualização:
A festa de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos é uma celebração rica em tradições que envolve música, dança e elementos religiosos que expressam a cultura local. Através da apresentação dos sons do tambor e do congado, os bebês podem vivenciar ritmos que falam sobre a história e identidade do povo. Além disso, a quinta-feira de angu pode ser um momento rico para explorar sabores e texturas, trazendo uma conexão ainda mais profunda com a cultura e as tradições de Chapada do Norte.
Desenvolvimento:
O desenvolvimento da aula acontecerá em três etapas fundamentais: introdução da cultura através de histórias e sons, exploração sensorial e finalização com dança e música.
1. Introdução da Cultura (20 minutos)
É fundamental apresentar a festa de forma acessível. O educador poderá contar brevemente sobre a celebração, mostrando um pano colorido que simboliza a festa. Além disso, pode tocar um pouco de música do tambor e do congado para que os bebês escutem e se familiarizem com os sons.
2. Exploração Sensorial (40 minutos)
Aqui, as crianças poderão ter um momento livre para explorar os instrumentos. Você pode dividir grupos onde os bebês possam tocar os tambores, chocalhos, e até mesmo fazer algumas atividades de imitação de sons. Outra sugestão é trazer panelas e colheres para simular a confecção do angu, permitindo que os bebês toquem e experimentem coisas novas.
3. Dança e Música (40 minutos)
Após a exploração, os bebês deverão ser convidados a dançar livres em um espaço seguro. O educador pode encourajar o movimento, instigando os pequenos a movimentarem os braços e pernas de maneira divertida, imitando um congado. Ao som da música, poderá apresentar uma dança envolvente, utilizando o tecido colorido para tornar a atividade mais atrativa.
Atividades sugeridas:
– Atividade 1: Sons do Tambor
Objetivo: Estimular a percepção auditiva e o movimento.
Descrição: Com vários tambores disponíveis, o educador tocará batidas e pedirá para os bebês imitarem com as palmas.
Instruções Práticas: Organizar os bebês em um círculo, tocar com variações e encorajar a imitação.
Materiais: Tambores.
Adaptação: Bebês que têm dificuldades em se movimentar podem participar usando a voz para imitar os sons.
– Atividade 2: Dançando com Panos
Objetivo: Estimular a movimentação dos corpos de maneira divertida.
Descrição: Oferecer panos coloridos aos bebês e colocar uma música de congado para eles dançarem.
Instruções Práticas: Incentivar os bebês a moverem os panos enquanto dançam, criando um ambiente alegre.
Materiais: Pano colorido e música.
Adaptação: Para bebês que não estão prontos para dançar, podem brinque dobrando os panos no chão.
– Atividade 3: Oficina de Texturas de Angu
Objetivo: Promover a experiência sensorial com comida.
Descrição: Crie uma simulação de fazer o angu usando massinha ou alimentos comestíveis.
Instruções Práticas: Oferecer a massinha e deixar que os bebês explorem as texturas.
Materiais: Massinha ou alimentos.
Adaptação: Para crianças com allergies, use apenas massinha.
– Atividade 4: Música e Movimento
Objetivo: Incentivar a expressão corporal através da música.
Descrição: O educador tocará músicas tradicional e convidará os bebês a se mover em um espaço.
Instruções Práticas: Criar um ambiente seguro e encorajar a expressão livre.
Materiais: Rádio ou celular para tocar música.
Adaptação: Bebês que estão em carrinhos podem ser puxados para o espaço da música.
– Atividade 5: Hora do Conto
Objetivo: Desenvolver a escuta e o interesse pela narrativa.
Descrição: Ler uma história curta sobre a festa, utilizando ilustrações e gestos para ilustrar.
Instruções Práticas: Utilizar figuras e expressões para envolver a atenção dos bebês.
Materiais: Livro ilustrativo.
Adaptação: Proporcionar versões sensoriais do livro, onde os bebês possam tocar.
Discussão em Grupo:
Após as atividades, é importante conduzir uma breve discussão, onde o educador pode compartilhar suas Observações sobre o que os bebês mais gostaram. Perguntas podem incluir: “O que mais chama sua atenção na música?”, “Esse tambor faz um barulho diferente do que você pensou?” ou “Como você se sente dançando com sua cor favorita?”
Perguntas:
– Que instrumento você mais gostou de tocar?
– Qual é a sua cor favorita dos panos?
– Você consegue dançar como o congado?
– Você se lembra do gosto do angu que experimentamos?
– Como nos sentimos ouvindo o tambor?
Avaliação:
A avaliação deve ser contínua e observacional. O educador deve atentar-se a como os bebês interagem com os materiais, observando a iniciativa deles de participar ou apresentações de alegria e interesse durante as atividades. Além disso, a comunicação através de gestos e balbucios também serve como um valioso indicador de que estão engajados com o tema.
Encerramento:
O encerramento pode ser feito com um momento de relaxamento, onde os bebês poderão escutar músicas suaves, desencorajando a agitação. Uma breve reflexão sobre o que aconteceu durante a aula pode ajudar a fixar as memórias. O educador pode agradecer a participação e reforçar o aprendizado sobre a cultura da festa de Nossa Senhora do Rosário.
Dicas:
– Sempre que possível, envolva os pais nas atividades, principalmente nas que envolvem comida, como a simulação do angu.
– Criar um mural na sala com fotos das atividades realizadas, permitindo que as famílias vejam a produção cultural.
– Mantenha o ambiente seguro e estimulante, permitindo que os bebês possam explorar livremente.
Texto sobre o tema:
A cultura é um aspecto vital da nossa existência e ganhar significado na medida em que nos conectamos com as tradições de nossos antepassados. A festa de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos, caracterizada por sua rica musicalidade, dança e espiritualidade, traz um retrato vibrante da identidade local que deve ser explorado desde os primeiros anos de vida. Através de brincadeiras e músicas, os bebês têm a oportunidade não apenas de aprender sobre a história e os costumes de sua comunidade, mas também de desenvolvê-la como parte de sua identidade.
As tradições culturais, como a inclusão do tambor e do congado, são ferramentas poderosas que podem ser utilizadas para o desenvolvimento integral das nossas crianças. O som do tambor, por exemplo, não é apenas uma expressão artística, mas um vínculo afetivo que conecta os indivíduos à sua história, fortalecendo os laços sociais. Quando os bebês ouvem esse som, eles não estão apenas se divertindo, mas também estabelecendo um espaço de pertencimento e reconhecimento cultural.
Além disso, o ato de compartilhar tradicionalismos como a feira do angu pode enriquecer a percepção sensorial das crianças, permitindo que elas experimentem novos sabores e texturas. É fundamental que essas experiências sejam incorporadas ao seu aprendizado cotidiano, pois a vivência de atos culturais torna-se uma ponte para a construção da identidade e para a valorização das raízes. Dessa forma, ao desenvolver atividades que conectam os bebês à sua cultura local, estamos não apenas respeitando suas origens, mas também ampliando suas possibilidades de expressões e interações no mundo.
Desdobramentos do plano:
O plano de aula proposto tem o potencial de se desdobrar para outros momentos e contextos, permitindo que a cultura local seja integrada de forma mais ampla ao cotidiano da educação infantil. Por exemplo, uma próxima atividade poderia ser um passeio em grupo até uma celebração cultural local, onde as crianças possam observar e vivenciar de perto as tradições que discutimos em sala. Esse contato direto é fundamental para o fortalecimento do vínculo afetivo e do pertencimento à cultura.
Além disso, o envolvimento das famílias nas atividades pode ser um desdobramento interessante. Ao convidar as mães, pais ou responsáveis para participarem e compartilharem suas próprias experiências relacionadas à cultura local, ampliamos a abordagem, criando um diálogo entre a escola e a casa. Assim, damos a oportunidade de que os pais se tornem os contadores de histórias para seus filhos, reforçando a tradição familiar e a vivência cultural no ambiente mais amplo da família.
A integração de diferentes expressões artísticas ao longo do ano pode também acontecer, por exemplo, através de programas regulares de visitas a grupos culturais que atuam na comunidade, que podem apresentar danças, músicas ou histórias de vida que viabilizem a aprendizagem de uma maneira dinâmica e lúdica. Encorajar a descoberta de novos ritmos, sons e tradições enriquece a vivência cultural das crianças, solidificando a importância de se reconhecer e respeitar a diversidade cultural presente em nossa sociedade.
Orientações finais sobre o plano:
É crucial que o educador esteja atento a cada criança, adaptando as atividades conforme suas particularidades e desenvolvimento. O plano deve ser flexível, permitindo que você possa ajustar o ritmo das atividades conforme as reações e interações dos bebês. Ter em mente que cada um deles está em uma fase única de crescimento e aprendizagem é essencial para garantir que todos se sintam confortáveis e engajados.
Recorde-se da importância de realizar um acompanhamento de perto das interações entre os bebês, incentivando-os a se expressarem, seja através de risadas, sons ou movimentos. Incentivar a comunicação, através de gestos ou balbucios, vai fortalecer suas habilidades e promover um ambiente social saudável, em que todos aprendem juntos.
Por fim, é vital que as experiências e aprendizagens obtidas no plano sejam sempre ressignificadas e celebradas, criando um ambiente de alegria. Desenvolver o senso de identidade e pertencimento das crianças ao contexto cultural em que vivem é um trabalho contínuo que deve ser realizado com carinho, atenção e dedicação.
5 Sugestões lúdicas sobre este tema:
– Vivenciando a Dança do Congado: Organizar uma roda de dança com os bebês, onde eles possam imitar os movimentos. O educador deverá tocar um tambor e ensaiar passos com os pequenos. Objetivo: incentivar a expressão corporal. Materiais: um tambor e espaço livre para dançar.
– Banho de Sons: Oferecer diversos instrumentos (caseiros) para as crianças. Ao som de uma música de congado, os bebês poderão explorar sons e ritmos. Objetivo: explorar a música do ambiente. Materiais: instrumentos variados feitos de garrafas com feijões ou arroz para chacoalhar.
– Ateliê de Arte com Tecido: Envolver os bebês em atividades onde eles possam colar retalhos de tecido em folhas coloridas, formando uma colagem que representa a festa. Objetivo: desenvolver a coordenação motora e a criatividade. Materiais: papel, retalhos de tecido e cola.
– Caminhada Sensorial da Feira do Angu: Criar um espaço onde os bebês possam tocar e sentir diferentes ingredientes que compõem o angu em uma mesa sensorial. Objetivo: explorar texturas e cheiros. Materiais: massinha simulando a massa do angu e aventais para mexer.
– Hora do Conto com Participação: Narrar uma história sobre a festa, utilizando fantoches e elementos da cultura local. Ao encontrar personagens, os bebês podem imitá-los. Objetivo: desenvolver a linguagem e a expressão artística. Materiais: fantoches e um livro ilustrado sobre a festa.
Este plano de aula visa não apenas abordar em si a cultura local, mas criar laços duradouros que fomentarão a identidade cultural nas próximas gerações, assegurando que as tradições vivam e se perpetuem através do aprendizado e da12 vivência sensorial.

