“Plano de Aula: Construindo Casas e Amizades na Educação Infantil”

A proposta desse plano de aula é proporcionar uma experiência divertida e educativa às crianças de 6 anos, em que elas possam explorar o tema da construção de uma casa. Aprender sobre a construção vai além de simplesmente juntar tijolos; é uma oportunidade para que as crianças compreendam conceitos de espaço, forma, quantidade e, acima de tudo, socializem e colaborem entre si. Neste contexto, a arte da construção pode servir como um ótimo caminho para desenvolver não apenas habilidades motoras, mas também sociais e cognitivas, através das várias atividades que podem ser realizadas.

A abordagem deste plano de aula alinha-se às práticas da educação infantil, direcionando-se às crianças pequenas com o intuito de promover interações e aprendizagens significativas. Esperamos que as atividades incentivem a curiosidade, a criatividade e a imaginação dos alunos ao discutir e participar da construção de sua própria “casa”, tornando-se um espaço onde cada criança se sente valorizada em suas contribuições.

Tema: Construção de Casa
Duração: 1 Dia
Etapa: Educação Infantil
Sub-etapa: Crianças pequenas
Faixa Etária: 6 anos

Objetivo Geral:

Planejamentos de Aula BNCC Infantil e Fundamental

Proporcionar às crianças uma vivência prática sobre a construção de uma casa, estimulando a colaboração, a criatividade e a comunicação entre elas, ao mesmo tempo em que desenvolvem noções relacionadas a espaço, forma e quantidade.

Objetivos Específicos:

– Compreender os elementos básicos que formam uma casa.
– Estimular a empatia e a cooperação entre os colegas durante o trabalho em grupo.
– Desenvolver a linguagem oral, ao expressar ideias e sentimentos sobre a construção.
– Explorar a noção de forma e espaço através da manipulação de materiais diversos.

Habilidades BNCC:

– CAMPO DE EXPERIÊNCIAS “O EU, O OUTRO E O NÓS”
(EI03EO01) Demonstrar empatia pelos outros, percebendo que as pessoas têm diferentes sentimentos, necessidades e maneiras de pensar e agir.
(EI03EO03) Ampliar as relações interpessoais, desenvolvendo atitudes de participação e cooperação.
(EI03EO04) Comunicar suas ideias e sentimentos a pessoas e grupos diversos.

– CAMPO DE EXPERIÊNCIAS “CORPO, GESTOS E MOVIMENTOS”
(EI03CG01) Criar com o corpo formas diversificadas de expressão de sentimentos, sensações e emoções em brincadeiras.
(EI03CG05) Coordenar suas habilidades manuais no atendimento adequado a seus interesses e necessidades em situações diversas.

– CAMPO DE EXPERIÊNCIAS “TRAÇOS, SONS, CORES E FORMAS”
(EI03TS02) Expressar-se livremente por meio de desenho, pintura, colagem e escultura.

– CAMPO DE EXPERIÊNCIAS “ESPAÇOS, TEMPOS, QUANTIDADES, RELAÇÕES E TRANSFORMAÇÕES”
(EI03ET01) Estabelecer relações de comparação entre objetos, observando suas propriedades.
(EI03ET05) Classificar objetos e figuras de acordo com suas semelhanças e diferenças.

Materiais Necessários:

– Caixas de papelão de diferentes tamanhos
– Tesoura (com cuidado)
– Cola e fita adesiva
– Tinta para pintura
– Pincéis
– Papel colorido e giz de cera
– Materiais recicláveis (garrafas, tampinhas, etc.)
– Régua e lápis para marcação

Situações Problema:

As crianças serão apresentadas à seguinte situação problema: “Como podemos construir uma casa para abrigar nossos sonhos e ideias?” Essa pergunta irá direcionar as reflexões e ações durante a atividade.

Contextualização:

Iniciar com uma roda de conversa, onde as crianças são convidadas a compartilhar o que sabem sobre casas. Perguntar sobre suas próprias casas e o que torna cada uma delas especial. Essa abordagem prepara o terreno para a atividade prática, permitindo que as crianças conectem suas experiências pessoais ao tema.

Desenvolvimento:

1. Roda de Conversa (20 minutos): Iniciar a aula com uma roda de conversa sobre casas. As crianças podem falar sobre como as casas são diferentes em suas comunidades e o que elas possuem. O educador pode incentivar a troca de ideias e um olhar curioso, que vai além do físico, para incluir sentimentos.

2. Exploração de Materiais (30 minutos): Apresentar os materiais que serão utilizados para a construção da casa. As crianças devem tocar, sentir e, se possível, bolar suas próprias ideias de como poderiam usá-los. Aqui, é interessante observar as reações e interações entre elas.

3. Construindo a Casa (1 hora): Em grupos pequenos, as crianças começam a construir a casa com os materiais disponíveis. O professor deve circular entre os grupos, escutando, fazendo perguntas e incentivando a comunicação e colaboração (ex.: “Como você poderia ajudar seu amigo a colocar a janela?”).

4. Decoração da Casa (30 minutos): Após a construção da casa, o foco será a decoração. As crianças podem elaborar desenhos, colagens e usar pintura para tornar suas casas únicas. Incentivar a criatividade e o uso de diferentes materiais.

5. Apresentação dos Trabalhos (20 minutos): Cada grupo tem a oportunidade de apresentar sua criação para os colegas. Eles devem explicar o que construíram e o que tornará a casa especial. Essa etapa é essencial para desenvolver a fala e promover um espaço de escuta.

Atividades sugeridas:

1. Atividade de Desenho: Após a roda de conversa, peça que cada criança desenhe sua casa ideal. Essa atividade pode ser adaptada para que cada criança desenhe como gostaria que fosse a casa de um amigo, incentivando a empatia e a criatividade (materiais: papel, lápis de cor).

2. Construindo Caixas: Em grupos, desenvolver a construção de uma casa com boxes de papelão, onde deverão representar não só o espaço físico, mas também a divisão de ambientes. Utilize tesouras e fita adesiva, estimulando a coordenação motora (materiais: caixas e ferramentas de colagem).

3. Pintura Coletiva: Uma grande folha de papel pode ser colocada na parede e as crianças são convidadas a pintar a casa que construíram juntas, promovendo o trabalho colaborativo em larga escala (materiais: pincéis, tintas e papel).

4. Histórias de Casinhas: Depois das apresentações, cada grupo pode inventar uma história sobre sua casa e seus habitantes, proporcionando um espaço lúdico de criatividade e expressão oral (materiais: livros ilustrados para inspiração).

5. Musicalidade sobre as Casas: Utilizar canções que falem sobre casas ou lares, ensinando uma coreografia simples para que as crianças se movimentem ao ritmo das músicas, explorando o corpo e os gestos (materiais: músicas e espaço para dança).

Discussão em Grupo:

Promover discussões em grupo onde as crianças possam falar sobre o que aprenderam, o que foi mais divertido e como se sentiram trabalhando juntas. Esse momento é crucial para fortalecer laços entre elas e promover a empatia.

Perguntas:

– O que mais gostou de fazer na atividade de construção?
– Como você se sentiu ao trabalhar em grupo?
– O que sua casa construída tem de diferente das outras?
– Como você acha que a amizade pode contribuir para a construção de algo em conjunto?

Avaliação:

A avaliação será feita através da observação dos alunos durante as atividades, dos relatos e das apresentações. A intenção é avaliar não apenas o produto final, mas, principalmente, o processo de interação, colaboração e a disposição em compartilhar e expressar sentimentos.

Encerramento:

Para encerrar, reunir as crianças para uma pequena celebração das casas construídas. Este momento pode incluir a leitura de suas histórias, a apresentação de suas canções e um elogio coletivo, ressaltando a importância da colaboração e do respeito pelas ideias dos amigos.

Dicas:

– Sempre incentive as crianças a expressarem seus sentimentos e opiniões durante o processo.
– Esteja preparado para adaptar as atividades de acordo com o espaço disponível e o número de crianças.
– Focar em momentos de celebração após cada pequena conquista ao longo do dia.

Texto sobre o tema:

A construção de uma casa é, para muitos, um dos primeiros entendimentos sobre compartilhamento e cooperação. As casas são vistas como locais de afeto, segurança e abrigo. Mas além de serem caixas físicas, abrigam sonhos e memórias de quem nelas vive. A habilidade de construir — seja de maneira física ou emocional — enriquece a experiência de vida das crianças. Ao abordarmos o tema de construção de uma casa, falamos não só sobre os elementos materiais, como paredes e telhados, mas também sobre o que essas estruturas representam na vida cotidiana.

Através do brincar e da criatividade, as crianças não apenas se divertem, mas aprendem o valor de trabalhar juntas. Cada tijolo, cada papel ou cada collagem utilizada nas atividades de construção torna-se um símbolo de suas interações e aprendizagens. Afinal, construir é um ato que pode unir e transformar as relações. O conteúdo está repleto de significados que vão além do simples edificar e trazem à tona a principal habilidade que devemos desenvolver na infância: a capacidade de colaborar, de se colocar no lugar do outro e de apreciar a singularidade de cada um. Assim, ao ao ser desafiados a criar suas casas, as crianças vivenciam o valor de uma estrutura que vai além do material, mas é um símbolo de __afeto__, __compaixão e respeito__ pelo espaço e pelas pessoas.

Além de discutir sobre as estruturas de uma casa, é essencial refletir sobre como a construção exerce um papel importante na construção da cidadania. As casas são vistas como portais de identidade cultural e pertencimento. Assim, ao abordar este tema com as crianças, é imprescindível que elas sejam estimuladas a refletir e compartilhar suas ideias e sentimentos sobre o lar, sobre a família e a amizade, promovendo um espaço de __acolhimento__ e __valorização da diversidade__. Este reconhecimento contribuirá significativamente para o desenvolvimento da autoestima e do respeito à diversidade cultural, propiciando um ambiente escolar mais inclusivo e harmonioso.

Por fim, a ação de construir pode ser uma poderosa metáfora para as relações humanas e sociais que formamos ao longo da vida. Na infância, essa é uma etapa importantíssima para a aprendizagem e interiorização dos valores que permitirão não apenas construir casas, mas também construir relações de amizade e solidariedade. Trabalhar com o tema da construção de uma casa nas aulas de educação infantil possibilita que os pequenos entendam a importância de unir esforços e ideias, estimulando a criatividade e, principalmente, promovendo a reflexão sobre o que realmente é um lar. Um lar vai muito além da estrutura física; é onde reside o amor, a amizade e o respeito ao próximo.

Desdobramentos do plano:

Os desdobramentos desse plano são vastos e podem ser explorados, proporcionando um aprendizado contínuo. Primeiramente, a ideia da construção da casa pode ser ampliada para discussões sobre o significado de lar e o que ele representa para as crianças. Podem surgir novas atividades, como pesquisa sobre diferentes tipos de residências em diversas culturas, levando as crianças a um entendimento mais profundo sobre o tema e a valorização de diferenças. Assim, vamos criar um espaço rico para discutir a importância de respeitar as particularidades de cada cultura.

Em um segundo momento, a atividade pode ser ligada a uma discussão sobre as comunidades e os espaços públicos, ressaltando a importância de locais de convivência coletiva, onde a socialização ocorre. É uma oportunidade magnífica para que as crianças compreendam o que é vivir em comunidade e, portanto, desenvolver habilidades de socialização e empatia, colaborando para criar um espaço que respeita a diversidade cultural. Além disso, a avaliação desse processo pode incluir acompanhamento das relações interpessoais e as mudanças que são observadas depois da vivência das atividades.

Finalmente, é possível ampliar ainda mais a atividade com a construção de um mini-projeto de cidade, onde as crianças irão desenhar e brincar com as casas que construíram e adicionar novos elementos, como escolas, parques, e estabelecimentos comerciais, criando assim um verdadeiro espaço de convivência em miniatura. Isso promove não apenas o entendimento de espaço e estrutura, mas também preenche uma lacuna acerca do que faz parte de uma vida comunitária. As observações e reflexões ao longo deste caminho trazem à tona a importância do respeito, da empatia e da construção de relações saudáveis desde a primeira infância, promovendo um futuro melhor e mais harmonioso.

Orientações finais sobre o plano:

As orientações finais deste plano visam assegurar que a atividade flua de maneira dinâmica e produtiva. É fundamental que a postura do educador seja sempre de apoio e mediação, estimulando a participação e expressão das crianças em todos os momentos. Lembre-se de que cada criança tem seu próprio tempo e ritmo, e o respeito por isso é primordial; todos os esforços devem ser concentrados em torná-las protagonistas de suas próprias criações.

Outra questão importante é a gestão do espaço durante as atividades de construção. Mantê-los organizados pode ajudar na segurança e proporcionar uma experiência mais fluída. O educador deve estar atento ao manuseio dos materiais, sempre garantindo a segurança e a facilidade das crianças em utilizar os recursos. É preciso orientar e apresentar os materiais com clareza, de forma que todos possam perceber os diferentes usos como parte do processo criativo.

A participação dos responsáveis também pode ser integrada, levando em consideração quando as crianças se sentem apoiadas em casa. Oferecer um retorno para as famílias sobre o que foi aprendido e como os pequenos se envolveram nas atividades, além de estimulá-las a dar continuidade a essas discussões em casa. Isso reforça a ideia de que a educação é um campo a ser construído em parceria, unindo a escola e a família em um só propósito de formação e aprendizado constante. Ao abordarmos a construção não apenas de casas, mas de relações e experiências de aprendizado, proporcionamos uma formação mais humana, inclusiva e preparada para enfrentar desafios futuros.

5 Sugestões lúdicas sobre este tema:

1. Teatro de Fantoches: Criar fantoches com materiais recicláveis e produzir pequenas encenações sobre a vida em diferentes tipos de casas (ex.: apartamento, casa de campo). As crianças podem utilizar seus fantoches para contar histórias sobre suas casas e o que elas guardam. Materiais necessários: meias, papel, tesoura, canetinha e cartolina.

2. Construção de Mini Casinhas: Utilizar massinhas de modelar para que as crianças construam suas mini casas. Isso pode ajudar as crianças a compreender melhor a forma e a estrutura, ao mesmo tempo em que se divertem modelando. Materiais necessários: massinha de modelar variada.

3. Jogo da Memória: Criar cartões com diferentes tipos de casa, visando a identificação e classificação. Esse jogo pode ser uma forma divertida de reconhecer as múltiplas realidades habitacionais. Materiais necessários: papel cartão e canetinhas.

4. Aula de culinária: Cozinhar uma receita que remeta à ideia de lar, como pãezinhos em formato de casinhas. Enquanto cozinham, os alunos podem conversar sobre o que a casa representa para eles. Materiais necessários: ingredientes para a receita, utensílios de cozinha.

5. Caminhada pelo bairro: Realizar uma caminhada pelo bairro em que a escola está inserida. A ideia é observar e respeitar os diferentes tipos de construção, conversando sobre eles ao longo do caminho. Essa atividade proporciona uma experiência prática de aprender e interagir com espaços habitacionais. Materiais necessários: cadernos para anotações e lápis.

Essas sugestões lúdicas promovem a interação, a aprendizagem através do jogo e a valorização do contexto social e cultural das crianças, garantindo que o aprendizado seja prazeroso e significativo.


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