“Chapeuzinho Vermelho: Aprendizado Lúdico com Fantoches”

Este plano de aula visa proporcionar uma experiência lúdica e educativa para as crianças bem pequenas, utilizando a conhecida história de Chapeuzinho Vermelho. A ideia de usar fantoches de papel para o reconto da história incentivará a criatividade e a expressão oral dos alunos, além de promover a interação social e a cooperação entre eles. A dramatização da narrativa a partir de fantoches permitirá que as crianças se envolvam ativamente na construção da história, enriquecendo seu aprendizado de maneira divertida e instigante.

No ambiente escolar, promover esse tipo de atividade é fundamental, pois além de contribuir com o desenvolvimento cognitivo das crianças, também fortalece habilidades emocionais e sociais. Através do jogo simbólico, as crianças poderão explorar diferentes entendimentos da história, ajudando a consolidar o que aprenderam em sala de aula. Assim, tornamos o aprendizado mais significativo e prazeroso, conectando a literatura à prática pedagógica.

Tema: Chapeuzinho Vermelho com fantoches de papel para reconto da história
Duração: 90 minutos
Etapa: Educação Infantil
Sub-etapa: Crianças Bem Pequenas
Faixa Etária: 3 anos

Objetivo Geral:

Planejamentos de Aula BNCC Infantil e Fundamental

Estimular a criatividade, a expressão oral e o trabalho em grupo através da dramatização da história de Chapeuzinho Vermelho, utilizando fantoches de papel como ferramenta pedagógica.

Objetivos Específicos:

– Promover a interação e o diálogo entre as crianças através do reconto da história.
– Desenvolver a habilidade de criação e confecção de fantoches, estimulando a motricidade fina.
– Fomentar o gosto pela leitura e narração de histórias.
– Estimular a percepção de diferenças entre os personagens através da dramatização.

Habilidades BNCC:

Campo de Experiências “O EU, O OUTRO E O NÓS”
(EI02EO01) Demonstrar atitudes de cuidado e solidariedade na interação com crianças e adultos.
(EI02EO04) Comunicar-se com os colegas e os adultos, buscando compreendê-los e fazendo-se compreender.

Campo de Experiências “CORPO, GESTOS E MOVIMENTOS”
(EI02CG02) Deslocar seu corpo no espaço, orientando-se por noções como em frente, atrás, no alto, embaixo, dentro, fora etc., ao se envolver em brincadeiras e atividades de diferentes naturezas.

Campo de Experiências “TRAÇOS, SONS, CORES E FORMAS”
(EI02TS01) Criar sons com materiais, objetos e instrumentos musicais, para acompanhar diversos ritmos de música.
(EI02TS02) Utilizar materiais variados com possibilidades de manipulação (argila, massa de modelar), explorando cores, texturas, superfícies, planos, formas e volumes ao criar objetos tridimensionais.

Campo de Experiências “ESCUTA, FALA, PENSAMENTO E IMAGINAÇÃO”
(EI02EF01) Dialogar com crianças e adultos, expressando seus desejos, necessidades, sentimentos e opiniões.
(EI02EF04) Formular e responder perguntas sobre fatos da história narrada, identificando cenários, personagens e principais acontecimentos.
(EI02EF06) Criar e contar histórias oralmente, com base em imagens ou temas sugeridos.

Materiais Necessários:

– Papel colorido
– Tesoura (utilizada pelo educador)
– Cola
– Canetinhas e lápis de cor
– Fantoches de papel (personagens da história)
– Um espaço livre para encenação

Situações Problema:

Como as crianças lidam com as diferenças entre os personagens da história? A discussão sobre as características físicas e comportamentais dos personagens é importante na fase de interação e compreensão de si mesmas e dos outros.

Contextualização:

Durante a aula, vamos contar a história de Chapeuzinho Vermelho e falar sobre a importância de se cuidar e respeitar as instruções dos adultos. As crianças desenvolverão empatia ao entender as escolhas de Chapeuzinho, e poderão expressar como se sentiriam se estivessem em seu lugar.

Desenvolvimento:

1. Contação da História (30 minutos): O educador começará a aula com a contação da história de Chapeuzinho Vermelho, usando vozes diferentes para os personagens e gestos para ilustrar a narrativa. As crianças devem ser incentivadas a participar, repetindo partes da história e expressando o que acham que vai acontecer a seguir.

2. Confecção dos Fantoches (30 minutos): Após a contação da história, será a vez das crianças criarem seus próprios fantoches utilizando papel colorido. O educador deve apresentar os personagens e ajudar as crianças a desenhar e recortar as figuras. Cada criança deve ter seu próprio fantoche.

3. Reconto da História com Fantoches (30 minutos): Em um ambiente adequado para encenação, as crianças deverão usar seus fantoches para narrar a história de Chapeuzinho Vermelho. O educador fará a mediação, incentivando o diálogo entre as crianças, ajudando-as a se expressarem melhor e a se interagirem durante a narração.

Atividades sugeridas:

Ao longo de uma semana, as atividades podem ser distribuídas da seguinte maneira:

1. Dia 1 – Contação da História
Objetivo: Desenvolver a escuta ativa e a imaginação.
Descrição: O educador conta a história e usa diferentes entonações.
Instruções Práticas: Pergunte às crianças como elas se sentem em relação aos personagens.
Materiais: Livros ilustrados, figuras dos personagens.

2. Dia 2 – Criação de Personagens
Objetivo: Criar e desenvolver habilidades manuais.
Descrição: As crianças desenham e coloram seus personagens favoritos.
Instruções Práticas: Incentive-as a darem nomes diferentes aos personagens.
Materiais: Papel, lápis de cor.

3. Dia 3 – Ensaio dos Fantoches
Objetivo: Desenvolver habilidades de performance.
Descrição: As crianças usam os fantoches feitos para recriar a história.
Instruções Práticas: O educador orienta sobre como usar a voz e gestos.
Materiais: Fantoches de papel.

4. Dia 4 – Discussão em Grupo
Objetivo: Estimular a comunicação e respeito pelas opiniões.
Descrição: As crianças discutem variantes da história que gostariam de ver.
Instruções Práticas: O educador anota pontos interessantes e variados.
Materiais: Quadro branco para anotações.

5. Dia 5 – Apresentação Final
Objetivo: Aplicar a história na prática.
Descrição: As crianças apresentam a história para os colegas de outra turma e para os pais.
Instruções Práticas: Organizar um espaço para a apresentação.
Materiais: Fantoches, cenário simples criado na sala.

Discussão em Grupo:

Encorage as crianças a discutir como se sentiram durante a atividade, quais personagens mais gostaram e por quê. As trocas de ideias são fundamentais para desenvolver a empatia e o respeito às opiniões dos outros.

Perguntas:

– Qual personagem você mais gostou na história? Por quê?
– O que você faria se estivesse no lugar da Chapeuzinho Vermelho?
– Como você se sentiria se conhecesse o Lobo Mau?

Avaliação:

A avaliação se dará de forma contínua, observando a participação das crianças nas atividades e a interação entre elas. É importante notar o desenvolvimento da habilidade de lidar com emoções e a capacidade de expressar sentimentos e opiniões.

Encerramento:

Para finalizar, o educador pode retomar os principais pontos da aula, reforçando o aprendizado sobre a importância de ouvir os adultos e de cuidar de si mesmo. Uma reflexão coletiva sobre a experiência vivida também é enriquecedora.

Dicas:

Utilizar músicas relacionadas à história pode ser uma ótima maneira de envolver as crianças e tornar as aulas mais dinâmicas. Além disso, trazer elementos visuais, como ilustrações dos personagens, pode ajudar as crianças a se conectarem ainda mais com a narrativa.

Texto sobre o tema:

A história de Chapeuzinho Vermelho é um clássico que ressoa com muitas gerações. Pode ser abordada de diversas maneiras dentro da educação infantil, sempre focando em aspectos que perpassam a moral da história, como a importância de ouvir orientações e os comportamentos a serem evitados. O uso dos fantoches é uma ferramenta não só divertida, mas extremamente eficaz para a representação teatral da narrativa, permitindo que as crianças expressem suas emoções e compreendam melhor as dinâmicas da história. A arte do teatro de fantoches, por sua vez, melhora a percepção espacial das crianças e estimula a criatividade, pois, através da confecção dos próprios fantoches, elas podem exercitar sua motricidade fina e seu senso estético.

Além disso, o uso lúdico das histórias louva a tradição passada de contar histórias oralmente, onde as crianças se fazem parte da narrativa e podem exerçam seu papel ativo enquanto ouvintes e narradoras. Isso se torna crucial para desenvolver aspectos sociais, pois traz uma metodologia que encoraja o diálogo, a escuta atenta e o respeito pelas opiniões dos outros. Contextos semelhantes em sala de aula permitem construir uma rede de apoio mútuo entre os alunos, vital para o fortalecimento do convívio escolar saudável. Incorporar canções e outras formas de arte pode enriquecer ainda mais essa experiência, pois envolve diferentes linguagens de aprendizagem.

Ao final dessa atividade, o que realmente se deseja é que as crianças tenham uma experiência enriquecedora que leve a um entendimento mais profundo da história e de seus personagens, ao mesmo tempo em que desenvolvem habilidades sociais e motoras. O teatro de fantoches, portanto, representa um espaço para os pequenos expressarem suas interpretações e sentimentos, tornando o aprendizado significativo.

Desdobramentos do plano:

Com a realização dessas atividades, outras histórias podem ser discutidas e representadas de forma similar. O uso de fantoches pode se estender para outras narrativas literárias, permitindo que as crianças conheçam diferentes culturas e personagens. O contato com obras clássicas fomenta o gosto pela leitura desde cedo e enriquece o vocabulário e a imaginação dos pequenos. Além disso, ao introduzir práticas de contação de histórias variadas, o educador estará contribuindo para a formação de leitores críticos, que possam interpretar e questionar o conteúdo apresentado. Novas atividades podem ser desenhadas com o objetivo de criar histórias novas a partir dos fantoches, onde as crianças se tornem co-autoras das narrativas, abarcando exercícios de inventividade e criatividade.

Estímulos auditivos, visuais e táteis podem ser incorporados, favorecendo um ambiente de aprendizagem sensorial e integrado. A conexão com a música, dança e as artes plásticas gera um leque amplo de possibilidades que podem ser exploradas, permitindo que os alunos integrem conhecimento e habilidades enquanto se divertem. Este aspecto colabora consideravelmente para o desenvolvimento integral da criança, pois considera os múltiplos saberes culturais.

Em resultado, um plano como esse pode ser o ponto de partida para diversas outras experiências enriquecedoras, estimulando a criatividade, a autonomia e os laços sociais das crianças. Essas práticas ressaltam a importância da ludicidade no aprendizado e como ela é capaz de criar uma cultura escolar vibrante e participativa, onde cada membro da turma se sente parte de um todo.

Orientações finais sobre o plano:

É fundamental que o educador esteja sempre atento ao perfil da turma e ao interesse das crianças em adaptar o plano. Algumas crianças podem mostrar mais interesse em desenhar, enquanto outras podem se sentir mais à vontade narrando a história. O educador deve assegurar que a experiência seja inclusiva e que cada criança tenha a oportunidade de brilhar em sua individualidade. Um ambiente acolhedor e de respeito permitirá que todas as crianças se sintam seguras e motivadas a participar.

O uso de fantoches não só proporciona uma abordagem inovadora, mas também instiga a imaginação das crianças, ajudando-as a desenvolverem-se não apenas na parte cognitiva, mas também emocional. Encorajar as crianças a expressarem seus sentimentos e opiniões contribui para a construção de um espaço seguro onde a empatia e a solidariedade são promovidas. Propor atividades que ampliem a interação entre os alunos pode consolidar laços e fortalecer os valores da convivência.

Por fim, a inclusão de elementos culturais nas histórias encorajará uma compreensão mais ampla do mundo à volta das crianças, contribuindo para seu desenvolvimento socioemocional e cognitivo. Assim, a metodologia escolhida para o município pode ser um verdadeiro pilar de transformação pedagógica e social dentro da instituição, uma vez que prioriza a formação de cidadãos críticos e participativos desde a infância.

5 Sugestões lúdicas sobre este tema:

1. Teatro de Sombras: Objetivo é explorar a narrativa de forma visual. As crianças podem criar silhuetas de personagens em uma tela improvisada, utilizando lanternas.
– Materiais: Cartolina, lanternas, uma tela branca.
– Modo de condução: Após a confecção das silhuetas, os alunos podem contar a história enquanto as sombras são projetadas.

2. Música da História: Criar uma canção que narre a história de Chapeuzinho Vermelho.
– Materiais: Instrumentos musicais simples (pandeiros, tambores).
– Modo de condução: As crianças podem criar e apresentar a canção em pequenos grupos.

3. Desenterrando Personagens: Uma brincadeira de esconder e encontrar os personagens da história.
– Materiais: Fantoches ou desenhos dos personagens.
– Modo de condução: Esconda os personagens pela sala e faça uma busca ao ar livre, onde as crianças encontrarão e identificarão os personagens.

4. Roda de Histórias: Estimular cada criança a contar o que mais gostou na história ou criar uma parte nova.
– Materiais: Um cesto de fantoches ou objetos que representam a história.
– Modo de condução: A cada criança que pega um personagem, elas devem contar uma parte da história.

5. Desenho em Grupo: Depois da criação dos fantoches, as crianças podem ser divididas em grupos para desenhar cenários da história.
– Materiais: Papel grande, tintas e pincéis.
– Modo de condução: As crianças desenham coletivamente, e depois cada grupo conta para os colegas como foi sua interpretação da história.

Esse conjunto de atividades irá proporcionar um aprendizado completo e dinâmico, possibilitando que as crianças desenvolvam várias habilidades de forma lúdica e interativa.


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