“MST e a Lei de Terras de 1850: Desafios da Estrutura Agrária”
Tema: Estrutura agraria do Brasil o MST e a lei da terra de 1850
Etapa/Série: 2º ano – Ensino Médio
Disciplina: Sociologia
Questões: 5
Avaliação de Sociologia – 2º Ano do Ensino Médio
Tema: Estrutura Agrária do Brasil, o MST e a Lei da Terra de 1850
- Questão 1:
Analise a estrutura agrária do Brasil antes da Lei de 1850. Quais eram as principais características das relações de posse e propriedade da terra? Em sua resposta, considere a influência histórica da colonização portuguesa.
- Questão 2:
O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) é uma das maiores organizações sociais do Brasil. Discuta como esse movimento surgiu, quais são suas principais reivindicações e qual é a sua importância para a luta pela reforma agrária no contexto brasileiro.
- Questão 3:
A Lei de 1850, conhecida como a Lei de Terras, trouxe mudanças significativas na estrutura agrária do Brasil. Explique como essa lei afetou a compra e venda de terras, bem como as consequências para os trabalhadores e as populações indígenas.
- Questão 4:
Com base nos dados apresentados no vídeo “Por que há poucos fazendeiros negros?”, analise como a estrutura agrária brasileira contribuiu para a desigualdade racial na propriedade da terra e qual é o papel do MST na tentativa de reverter esse quadro.
- Questão 5:
A partir de sua compreensão sobre a Lei de Terras de 1850 e sua relação com o MST, proponha um projeto social que poderia ser implementado para promover a equidade na distribuição da terra no Brasil. Quais seriam os principais objetivos e ações desse projeto?
Gabarito Detalhado
- Resposta da Questão 1:
A estrutura agrária do Brasil pré-1850 era marcada por uma concentração de terras nas mãos de poucos proprietários, oferecendo acesso limitado à propriedade para a população em geral. As relações de posse eram informalmente baseadas em práticas como a escravidão e a grilagem, promovidas pela colonização portuguesa que priorizava interesses econômicos das elites. Essa realidade gerou desigualdade e exclusão social na posse da terra.
- Resposta da Questão 2:
O MST surgiu na década de 1980, em resposta à concentração de terras e à desigualdade no acesso aos recursos. Suas reivindicações incluem a reforma agrária, justiça social, e a garantia de direitos aos trabalhadores rurais. O movimento é crucial para a visibilidade das necessidades dos sem-terra e atua na luta para democratizar o acesso à terra e transformar as relações rurais no Brasil.
- Resposta da Questão 3:
A Lei de 1850 instituiu a compra e venda formal das terras, limitando o acesso informal que existia anteriormente. Essa lei resultou em uma série de exclusões, afetando especialmente os trabalhadores rurais e as populações indígenas, que antes não precisavam recorrer a formalidades para acessar as terras. Consequentemente, a posse da terra passou a refletir a desigualdade social e econômica já existente.
- Resposta da Questão 4:
O vídeo indica que a estrutura agrária contribui para a exclusão racial ao favorecer a concentração de terras nas mãos de brancos. Os poucos fazendeiros negros são um reflexo desta desigualdade histórica. O MST, ao lutar pela reforma agrária, busca mudar essa dinâmica, promovendo a inclusão de grupos marginalizados, propondo a redistribuição de terras e criando cooperativas que envolvem esses setores.
- Resposta da Questão 5:
O projeto social proposto poderia se chamar “Terras para Todos”. Seu objetivo seria promover a equidade na distribuição de terras por meio da criação de cooperativas e programas de financiamento para negros e outras minorias. As ações incluirão a sensibilização para direitos fundiários, o desenvolvimento sustentável e a criação de políticas públicas que garantam acesso à terra, de forma a estimular a inclusão social e o fortalecimento da economia local.

