“Contação de Histórias: Estimulando a Imaginação na Educação Infantil”
A contação de histórias é uma prática rica e envolvente para crianças da Educação Infantil, proporcionando um espaço de contato com a linguagem e com a imaginação. Neste plano de aula, propomos um encontro onde as crianças poderão explorar o poema “As Borboletas”, de Vinicius de Moraes, e o conto “Leilão de Jardim”, de Cecília Meirelles. A intenção é que os pequenos não apenas escutem, mas também se conectem emocionalmente com os textos, estimulando a criatividade e a expressão.
Neste contexto, a contação de histórias se torna uma ferramenta poderosa para desenvolver a empatia, a imaginação e as habilidades comunicativas das crianças. Ao trabalharmos com poesias e narrativas, promoveremos um ambiente onde os alunos poderão expressar seus sentimentos e criar suas próprias versões das histórias. Assim, estimulamos tanto a escuta atenta quanto a expressão verbal e corporal, fundamentais para o desenvolvimento nessa fase da vida.
Tema: Contação de história
Duração: 40 minutos
Etapa: Educação Infantil
Sub-etapa: Crianças Pequenas
Faixa Etária: 4-5 anos
Objetivo Geral:
Proporcionar às crianças experiências significativas através da contação de histórias, que estimulem a imaginação, a expressão oral e a empatia.
Objetivos Específicos:
– Estimular a escuta atenta e a apreciação da poesia e da narrativa.
– Incentivar a expressão de sentimentos e ideias a partir dos poemas e histórias.
– Promover a interação entre as crianças enquanto compartilham suas interpretações.
– Desenvolver habilidades linguísticas, ampliando o vocabulário e a capacidade de contar histórias.
Habilidades BNCC:
– CAMPO DE EXPERIÊNCIAS “O EU, O OUTRO E O NÓS”
(EI03EO01) Demonstrar empatia pelos outros, percebendo que as pessoas têm diferentes sentimentos, necessidades e maneiras de pensar e agir.
(EI03EO04) Comunicar suas ideias e sentimentos a pessoas e grupos diversos.
– CAMPO DE EXPERIÊNCIAS “CORPO, GESTOS E MOVIMENTOS”
(EI03CG01) Criar com o corpo formas diversificadas de expressão de sentimentos, sensações e emoções, tanto nas situações do cotidiano quanto em brincadeiras, dança, teatro, música.
– CAMPO DE EXPERIÊNCIAS “ESCUTA, FALA, PENSAMENTO E IMAGINAÇÃO”
(EI03EF01) Expressar ideias, desejos e sentimentos sobre suas vivências, por meio da linguagem oral e escrita (escrita espontânea), de fotos, desenhos e outras formas de expressão.
(EI03EF04) Recontar histórias ouvidas e planejar coletivamente roteiros de vídeos e de encenações, definindo os contextos, os personagens, a estrutura da história.
Materiais Necessários:
– Livros “As Borboletas” e “Leilão de Jardim”.
– Imagens de borboletas e flores.
– Materiais para atividade artística (papel, lápis de cor, cola, tesoura).
– Um improviso para a contação (como fantoches ou elementos para teatro de sombras).
Situações Problema:
1. Como são as borboletas? Quais sentimentos elas despertam?
2. O que acontece no Leilão de Jardim? Quais objetos ou sentimentos são leiloados?
Contextualização:
As histórias e poesias que serão trabalhadas retratam a beleza da natureza e as interações entre seres e emoções. Por meio delas, as crianças terão a oportunidade de refletir sobre o mundo que as cerca e desenvolver uma conexão afetiva com o ambiente e com os outros.
Desenvolvimento:
1. Apresentação (5 minutos): Iniciar a aula apresentando os livros e os personagens. Mostrar as imagens de borboletas e flores, perguntando o que as crianças sabem sobre elas.
2. Contação de histórias (15 minutos): Narrar “As Borboletas”, incentivando as crianças a interagirem, fazendo perguntas e se expressando sobre o que sentem ao escutar a poesia. Em seguida, contar “Leilão de Jardim”, utilizando recursos visuais (como fantoches) para tornar a atividade mais dinâmica e cativante.
3. Discussão (10 minutos): Após a contação, promover uma conversa sobre as historias. Perguntar como as crianças se sentiram e o que mais gostaram. Incentivar a empatia, onde as crianças podem se colocar no lugar dos personagens.
4. Atividade artística (10 minutos): Pedir que as crianças desenhem uma borboleta ou uma flor que gostariam de “leiloar”. Depois, cada uma poderá apresentar seu desenho para o grupo, expressando porque escolheu aquilo e suas emoções associadas.
Atividades sugeridas:
1. Dia 1 – Escuta Atenta
Objetivo: Desenvolver a atenção e a empatia através da escuta.
Descrição: Realizar a leitura de “As Borboletas”, pedindo que as crianças compartilhem o que sentiram.
Materiais: Livro.
Adaptação: Para alunos que têm dificuldade verbal, permitir que eles desenhem em vez de falar.
2. Dia 2 – Criação Coletiva
Objetivo: Criar um ambiente de cooperação.
Descrição: Criar um mural coletivo de borboletas, onde cada criança contribui com uma.
Materiais: Papel colorido, cola, tesoura.
Adaptação: Para alunos que precisam de suporte, oferecer ajuda na colagem.
3. Dia 3 – Teatro de Sombras
Objetivo: Explorar a expressão corporal.
Descrição: Criar um teatro de sombras com as histórias narradas.
Materiais: Lâmpada, papel preto, parede.
Adaptação: Alunos mais tímidos podem ser parte da plateia.
4. Dia 4 – Recontando Histórias
Objetivo: Incentivar a comunicação e a expressão.
Descrição: Incentivar as crianças a recontarem a história em pares, fazendo gestos e sons.
Materiais: Espaço livre para interação.
Adaptação: Alunos que têm dificuldades podem focar em ilustrar a história.
5. Dia 5 – Música e Movimento
Objetivo: Integrar corpo e linguagem.
Descrição: Criar uma dança inspirada nas borboletas e nos sentimentos das histórias.
Materiais: Música e espaço para dançar.
Adaptação: Todos podem participar no ritmo que se sentirem confortáveis.
Discussão em Grupo:
Promover uma roda de conversa onde as crianças poderão compartilhar suas ideias sobre os poemas e sobre como se sentem ao fazer parte da atividade. Focar na expressão de sentimentos e na empatia com os colegas.
Perguntas:
1. O que vocês acham que as borboletas sentem quando voam?
2. Se você fosse um personagem do “Leilão de Jardim”, quais objetos você gostaria de leiloar?
3. O que vocês mudariam nas histórias?
Avaliação:
A avaliação será contínua e pode ser realizada observando a participação das crianças nas discussões, suas interações durante as atividades e a qualidade da expressão em suas Criações artísticas. Um termo simples de autovaloração também pode ser introduzido, onde a criança pode dizer como se sentiu em relação à atividade.
Encerramento:
Para encerrar, fazer uma roda de feedback com as crianças sobre o que mais gostaram e quais sentimentos vivenciaram nas atividades. Agradecer pela participação e reforçar a importância da escuta e da empatia nas interações do dia a dia.
Dicas:
– Incentive sempre a interação e o respeito mútuo.
– Mantenha a flexibilidade nas atividades, adaptando-as às necessidades do grupo.
– Utilize a música e a dança para energizar as atividades e manter o engajamento.
Texto sobre o tema:
A contação de histórias, especialmente na educação infantil, ocupa um espaço mágico no desenvolvimento das crianças. Quando nos aventuramos nas páginas de poemas como “As Borboletas” de Vinicius de Moraes, entramos em um universo de cores, movimentos e sentimentos que vão além das palavras. As borboletas, com sua beleza efêmera, tornam-se uma poderosa metáfora para a vida e as relações humanas, despertando nas crianças a reflexão sobre transformação, liberdade e expressão.
Por outro lado, a obra “Leilão de Jardim”, de Cecília Meirelles, instiga a curiosidade e a criatividade. Ao narrar o leilão de objetos, essa história sugere uma reflexão sobre o valor das coisas e dos sentimentos que nelas se manifestam. As flores, os passarinhos e os outros elementos do jardim são personagens que, ao serem “leiloados”, nos fazem compreender a riqueza das interações e a importância de valorizar o que temos ao nosso redor. Por isso, essa proposta de contação de histórias é uma oportunidade única para que as crianças se conectem com a arte e a literatura de maneira leve e gratificante.
A contação de histórias vai além de simplesmente ouvir; trata-se de uma experiência sensorial e emocional. Ao criar um espaço onde as crianças possam não apenas escutar, mas também interagir, criar e compartilhar, estabelecemos um ambiente de aprendizado significativo. Esse intercâmbio é fundamental para o desenvolvimento da empatia, permitindo que as crianças entendam e valorizar as emoções dos outros, ajudando assim a formar cidadãos mais conscientes e respeitosos.
Desdobramentos do plano:
O plano de aula apresentado pode ser expandido para explorar temas relacionados às emoções, à natureza e à convivência em grupo. Um possível desdobramento é realizar um projeto de educação ambiental, onde as crianças poderiam aprender mais sobre as borboletas, seu habitat e a importância delas para o ecossistema, promovendo a consciência ambiental desde a infância. A partir desse tema, podem ser organizadas saídas de campo para observar borboletas e flores em um parque ou jardim, proporcionando uma vivência prática e significativa.
Além disso, pode-se incorporar as tecnologias digitais na contação de histórias, utilizando aplicativos de leitura interativa ou animações que ajudam a trazer as histórias à vida. Esses recursos multimídia podem engajar ainda mais as crianças, permitindo-lhes explorar os sentimentos e as narrativas de maneira lúdica e moderna.
Por fim, o plano também pode incluir uma ação comunitária, como a coleta de livros infantis para doação, enfatizando a valorização da leitura e do compartilhamento de histórias. As crianças poderiam se envolver em um projeto que as ensine não só a importância da literatura, mas também a empatia e o respeito pelos outros, reforçando a mensagem de que todos têm uma história para contar. Essas ações ajudam a solidificar os aprendizados e promovem um cidadão mais consciente e ativo em sua comunidade.
Orientações finais sobre o plano:
Ao implementar este plano, é fundamental que o educador mantenha uma abordagem lúdica e sensível, criando um espaço seguro onde as crianças se sintam à vontade para se expressar e participar ativamente das atividades. A contação de histórias não é apenas uma prática pedagógica; é um momento de conexão profunda entre educador e alunos, onde sonhar é tão importante quanto aprender.
Este plano deve ser revisto periodicamente, permitindo que o educador adapte as atividades conforme o fluxo da turma e as respostas das crianças. O feedback dos alunos deve ser considerado para ajustes, promovendo um ciclo contínuo de melhoria e adaptação que atenda às necessidades e interesses deles.
Por fim, ao trabalhar com as emoções e a expressão, lembre-se de que cada criança é única, e seus sentimentos e reações devem ser respeitados e valorizados. As histórias têm o poder de transformar e aproximar as pessoas, e, através delas, podemos incentivar uma geração mais empática, respeitosa e criativa.
5 Sugestões lúdicas sobre este tema:
1. Teatro de sombras: Utilizar uma caixa de papelão para montar um teatro de sombras, onde as crianças podem recriar as histórias contadas. Os alunos podem desenhar os personagens em cartolina e usar lanternas para projetar as sombras. Esta atividade estimula a criatividade e a expressão corporal.
2. Pintando com emoções: Após a contação das histórias, pedir que cada criança desenhe o que sentiu. As pinturas podem ser feitas com as mãos ou pincéis, utilizando cores que representem suas emoções. Essa atividade promove a expressão artística e a conversa sobre sentimentos.
3. Caça ao tesouro no jardim: Propor uma atividade de caça ao tesouro que envolva a pesquisa sobre borboletas e flores. Criar pistas que levem as crianças até diferentes pontos do pátio ou área verde da escola, onde encontrarão imagens ou objetos relacionados ao tema.
4. Música das borboletas: Criar uma canção simples e envolvente sobre a vida das borboletas, permitindo que as crianças participem da composição. Elas podem criar danças acompanhando a música, estimulando a atividade física e a interação social.
5. Contação em família: Dominar a contação de histórias para os familiares, onde as crianças podem apresentar o que aprenderam. Essa atividade permite que as famílias participem do processo educativo e fortalece os laços familiares, além de incentivar a leitura em casa.
Com essas sugestões, os educadores poderão ampliar a vivência das crianças com o tema, estimulando a criatividade e o aprendizado de forma divertida e envolvente.

