“Descubra o Boi Tatá: Folclore Brasileiro na Educação Infantil”
A temática do plano de aula escolhido gira em torno do Boi Tatá, um personagem importante do folclore brasileiro. A introdução desse personagem com crianças bem pequenas permite que elas desenvolvam um interesse cultural desde cedo, além de estimular a observação, escuta e linguagem por meio de histórias e brincadeiras. A lenda do Boi Tatá traz elementos fundamentais para a formação de um sentido de pertencimento cultural, uma vez que esses personagens fazem parte da nossa identidade como sociedade.
Além disso, a atividade envolvendo origami não só proporciona o aprendizado sobre o Boi Tatá, mas também contribui para o desenvolvimento da coordenação motora fina das crianças. Converter a narrativa em uma forma prática permite que elas se envolvam de maneira ativa, ao mesmo tempo em que treinam habilidades manuais essenciais. A inclusão de uma lenda como a da cobra chitá enriquece a experiência e mantém as crianças curiosas e engajadas, oferecendo um fechamento que conecta diversas partes da cultura popular.
Tema: Personagem do folclore (Boi Tatá)
Duração: 40 minutos
Etapa: Educação Infantil
Sub-etapa: Crianças Bem Pequenas
Faixa Etária: 3 anos
Objetivo Geral:
Fomentar o interesse das crianças pelo folclore através da história do Boi Tatá, desenvolvendo habilidades de comunicação, coordenação motora e compreensão cultural.
Objetivos Específicos:
1. Introduzir a lenda do Boi Tatá de forma lúdica e interativa.
2. Ensinar sobre a letra inicial e final da palavra “Boi” e desenvolver a coordenação motora na prática da escrita.
3. Produzir um origami do Boi Tatá, estimulando a habilidade manual.
4. Enriquecer o conhecimento folclórico apresentando a lenda da cobra chitá.
Habilidades BNCC:
– CAMPO DE EXPERIÊNCIAS “O EU, O OUTRO E O NÓS”
(EI02EO01) Demonstrar atitudes de cuidado e solidariedade na interação com crianças e adultos.
(EI02EO04) Comunicar-se com os colegas e os adultos, buscando compreendê-los e fazendo-se compreender.
– CAMPO DE EXPERIÊNCIAS “CORPO, GESTOS E MOVIMENTOS”
(EI02CG05) Desenvolver progressivamente as habilidades manuais, adquirindo controle para desenhar, pintar, rasgar, folhear, entre outros.
– CAMPO DE EXPERIÊNCIAS “ESCUTA, FALA, PENSAMENTO E IMAGINAÇÃO”
(EI02EF01) Dialogar com crianças e adultos, expressando seus desejos, necessidades, sentimentos e opiniões.
(EI02EF03) Demonstrar interesse e atenção ao ouvir a leitura de histórias e outros textos.
Materiais Necessários:
– Folhas de papel colorido para origami
– Canetas coloridas e lápis
– Lousa ou papel grande para escrita
– Fantoches ou instrumentos sonoros para dramatização
Situações Problema:
O que acontece quando o Boi Tatá aparece nas histórias? Como ele é descrito pelas pessoas? Por que as lendas fazem parte da cultura?
Contextualização:
A lenda do Boi Tatá é uma narrativa que pode ser compartilhada em pequenos grupos, permitindo que as crianças façam perguntas e compartilhem suas experiências. O Boi Tatá, como personagem do folclore, simboliza elementos naturais e místicos, levando as crianças a refletirem sobre a natureza e a cultura.
Desenvolvimento:
1. Iniciar com uma roda de conversa onde a professora apresenta brevemente quem é o Boitatá e sua importância no folclore brasileiro. Perguntar aos alunos se já ouviram falar dele e quais histórias conhecem.
2. Mostrar a letra inicial e final da palavra “Boi”, utilizando a lousa para que as crianças possam ver e tentar escrever junto com a professora, praticando a coordenação.
3. Explicar como irá fazer um origami do Boitatá, mostrando o passo a passo de forma simples.
4. Ao longo da atividade, envolvê-los para que todos participem, ajudando com cores e dobraduras.
5. Finalizar a atividade contando a lenda da cobra chitá, relacionando-a ao Boi Tatá e incentivando discussões sobre suas diferenças e semelhanças.
Atividades sugeridas:
1. Atividade 1 – Roda de Conversa:
– Objetivo: Introduzir a história do Boi Tatá.
– Descrição: As crianças se sentam em círculo para escutar a professora contando a lenda. É uma oportunidade para formular perguntas.
– Instrução prática: Falar de forma clara e envolvente, utilizando entonação e gestos.
– Materiais: Nenhum.
2. Atividade 2 – Escrita na Lousa:
– Objetivo: Aprimorar a coordenação motora e reconhecer letras.
– Descrição: As crianças se revezam escrevendo a letra B na lousa.
– Instrução prática: Incentivar a participação de todos, pedindo ajuda ao descrever o formato das letras.
– Materiais: Lousa e giz ou papel grande com canetas.
3. Atividade 3 – Origami do Boi Tatá:
– Objetivo: Desenvolver habilidades manuais.
– Descrição: Criar um origami do Boi Tatá a partir de um passo a passo simples.
– Instrução prática: Demonstrar cada etapa, seguir com os alunos e auxiliá-los individualmente.
– Materiais: Papéis coloridos.
4. Atividade 4 – Roda de Escuta:
– Objetivo: Desenvolver a escuta atenta.
– Descrição: Contar a lenda da cobra chitá e pedir que as crianças compartilhem suas impressões.
– Instrução prática: Fazer perguntas durante a narração para garantir o envolvimento.
– Materiais: Nenhum.
Discussão em Grupo:
Gerar um espaço de fala onde as crianças possam compartilhar o que mais gostaram na atividade e discutir sobre a cultura do folclore, relacionando com suas próprias experiências.
Perguntas:
1. O que você mais gosta na história do Boi Tatá?
2. Como você acha que o Boi Tatá ajuda as pessoas?
3. Você já viu algo como o Boi Tatá em outras histórias?
Avaliação:
A avaliação será feita através da observação da participação ativa das crianças durante as atividades. É importante que elas expressem suas opiniões e consigam seguir as instruções da professora.
Encerramento:
Finalizar a aula revisitando os pontos principais aprendidos sobre o Boi Tatá e a cobra chitá. Encorajar as crianças a contar suas próprias versões ou histórias relacionadas.
Dicas:
Use fantoches para narrar a história, promovendo maior interação. Tenha sempre materiais acessíveis para que todos possam participar e contribuir individualmente.
Texto sobre o tema:
O Boi Tatá é um dos muitos personagens fascinantes do folclore brasileiro, retratando a rica cultura e a diversidade que há em nosso país. Ele é frequentemente descrito como um ser brilhante, simbolizando a luz e a proteção. Originário de relatos orais, sua narrativa tende a preservar elementos de moral e ensinamentos que refletem a convivência e o respeito à natureza. Assim, ao compartilhar a história do Boi Tatá com crianças tão pequenas, é essencial conectar-se a esses valores e criar um espaço de aprendizado afetivo e interativo.
Além disso, as lendas que envolvem o folclore também trazem a oportunidade de explicar fenômenos naturais que as crianças muitas vezes não compreendem, como as chuvas, os raios e o fogo. Essas narrativas ajudam a transformar o cotidiano em algo mágico, permitindo que as crianças visualizem e explorem suas curiosidades. Ao contar a história do Boi Tatá, o educador não apenas entretém, mas também educa sobre respeito e cuidado com o nosso ambiente e todos os seres que nele habitam.
Uma das formas mais eficazes de envolver as crianças é por meio de brincadeiras, como a dramatização dos personagens. Ao fazer isso, criamos um ambiente lúdico, onde as crianças podem expressar suas emoções e se conectar com criaturas e situações do passado. Para elas, o que é contado torna-se uma nova experiência que Elas podem viver. Isso ajuda a cultivar uma identidade cultural forte, onde cada criança se torna parte deste universo lúdico e educativo.
Desdobramentos do plano:
Ao trabalhar com o folclore e personagens culturais como o Boi Tatá, o educador poderá expandir a temática através de várias atividades complementares que toquem em diferentes aspectos da cultura brasileira. Um desdobramento natural pode ser a exploração de outras lendas ou personagens, como a Iara ou o Saci, sempre promovendo o respeito e a valorização das tradições orais. Assim, o professor pode criar uma sequência de aulas onde cada dia é dedicado a uma nova história, estimulando a curiosidade e a inclusão do conhecimento multicultural.
Outro desdobramento interessante é a iniciativa de fazer uma “semana do folclore”, onde as crianças possam se vestir como os personagens que aprenderam e trazer objetos ou brinquedos que representem essas figuras. Essa interação pode também gerar a criação de uma exposição onde os pais e a comunidade da escola possam vir e valorizar a cultura brasileira, refletindo sobre suas raízes e simbolismos.
Por fim, ao encorajar as crianças a não apenas ouvir, mas também contar suas próprias histórias, promovemos não apenas a escuta, mas também a oralidade e a expressão individual. Essa troca é essencial para que elas desenvolvam um senso de identidade e pertencimento, além de aprenderem sobre a importância da narrativa em nossa cultura e como todos são capazes de criar e compartilhar suas próprias narrativas.
Orientações finais sobre o plano:
É fundamental que o professor esteja sempre atento às reações e ao desenvolvimento dos alunos durante as atividades. O espaço destinado ao aprendizado deve ser acolhedor e inclusivo, permitindo que cada criança se sinta livre para se expressar. Ao planejar as histórias e cantigas, o educador deve se assegurar que os assuntos tratados sejam apropriados para a idade e palco adequado. Isso estimula um ambiente de confiança e aceitação.
Além disso, recomenda-se que o professor busque integrar elementos visuais e sonoros durante a narração das lendas. Incorporar sons da natureza ou instrumentação leve pode ajudar a criar uma atmosfera mais rica e envolvente para os pequenos, facilitando a relação entre a cultura e o conhecimento que se pretende transmitir. Utilize recursos como imagens ou fantoches, o que também ajuda a manter o foco e a atenção das crianças, tornando a história ainda mais vívida em suas imaginações.
Por último, sempre que possível, inclua a participação dos pais através de atividades que possam ser realizadas em casa. Isso não apenas fortalece o vínculo família-escola, mas também promove a continuidade do aprendizado, fazendo com que a cultura brasileira se perpetue em muitos lares. Que tal sugerir a eles que a cada nova lenda compartilhada, façam um drawing nas casas, ou ainda, preparem uma refeição típica inspirada na história? Não só envolve a comunidade escolar, mas também educa através da prática e da convivência familiar.
5 Sugestões lúdicas sobre este tema:
1. Teatro de Fantoches:
– Objetivo: Apreciar a narrativa do folclore através da encenação.
– Materiais: Fantoches ou figuras impressas do Boi Tatá e outros personagens.
– Passo a Passo: Após a apresentação da lenda, as crianças poderão se dividir em grupos e encenar a história, envolvendo-se ainda mais com o conhecimento.
2. Caça ao Tesouro Folclórico:
– Objetivo: Explorar o espaço escolar enquanto aprendem sobre personagens do folclore.
– Materiais: Imagens dos personagens espalhadas por diferentes lugares.
– Passo a Passo: As crianças recebem pistas relacionadas às lendas e precisam encontrar as imagens escondidas, o que facilita a memorização dos personagens.
3. Desenho Coletivo:
– Objetivo: Valorizar a criação artística e cooperação.
– Materiais: Papel grande e tintas.
– Passo a Passo: Montar um mural onde as crianças desenham seus personagens preferidos do folclore em conjunto.
4. Jogos Sensorial Musical:
– Objetivo: Enriquecer a percepção sonora.
– Materiais: Instrumentos de percussão ou objetos do cotidiano que fazem som.
– Passo a Passo: Enquanto a professora narra a lenda, as crianças manipulam os sons correspondentes a cada personagem ou situação, criando uma experiência sensorial.
5. Criação de Histórias:
– Objetivo: Estimular a criatividade das crianças.
– Materiais: Fichas com temas ou palavras-chave.
– Passo a Passo: As crianças deverão criar suas próprias histórias usando as palavras-chave e, em seguida, apresentá-las para os colegas, sempre mantendo um link com suas culturas.
Seguindo esses passos com atenção e dedicação, o professor pode promover um aprendizado eficaz, lúdico e profundamente significativo sobre o folclore brasileiro, instigando as crianças a tratarem a cultura com respeito e amor.

