“Plano de Aula: Prevenção ao Suicídio e Saúde Mental Infantil”

A elaboração deste plano de aula tem como objetivo proporcionar um espaço seguro e acolhedor para discutir um tema sensível e de extrema relevância: a prevenção ao suicídio entre crianças de 7 anos, abrangendo questões de saúde mental e bem-estar emocional. A proposta é incentivar a expressão de sentimentos e promover habilidades essenciais para a vida, utilizando recursos pedagógicos adequados à faixa etária, facilitando tanto a compreensão quanto a reflexão sobre o tema.

Para tal, a abordagem inclui atividades lúdicas e práticas, favorecendo a interação e a reflexão em grupo, sempre pautadas no respeito e na empatia. Este plano considera a importância de formar cidadãos mais conscientes e solidários, capazes de identificar emoções e buscar apoio, quando necessário, além de contribuir para a construção de um ambiente escolar inclusivo e acolhedor.

Tema: Prevenção ao Suicídio
Duração: 50 minutos
Etapa: Ensino Fundamental 1
Sub-etapa: 2º Ano
Faixa Etária: 7 anos

Objetivo Geral:

Planejamentos de Aula BNCC Infantil e Fundamental

Promover a sensibilização das crianças sobre a importância de cuidar da saúde mental, identificando e expressando emoções de forma saudável, além de estimular a empatia e o acolhimento entre os colegas.

Objetivos Específicos:

– Incentivar os alunos a reconhecerem e verbalizarem seus sentimentos.
– Ensinar sobre a importância de conversar e buscar ajuda em momentos de tristeza ou dificuldade.
– Promover atividades que estimulem a empatia e a solidariedade entre os colegas.
– Utilizar a arte e a linguagem oral como meios para expressar sentimentos e emoções.

Habilidades BNCC:

(EF02LP12) Ler e compreender com certa autonomia cantigas, letras de canção, dentre outros gêneros do campo da vida cotidiana, considerando a situação comunicativa e o tema/assunto do texto e relacionando sua forma de organização à sua finalidade.
(EF02LP10) Identificar sinônimos de palavras de texto lido, determinando a diferença de sentido entre eles, e formar antônimos de palavras encontradas em texto lido pelo acréscimo do prefixo de negação in-/im-.
(EF12LP12) Escrever, em colaboração com os colegas e com a ajuda do professor, slogans, anúncios publicitários e textos de campanhas de conscientização destinados ao público infantil, dentre outros gêneros do campo publicitário, considerando a situação comunicativa e o tema/assunto/finalidade do texto.
(EF12LP19) Reconhecer, em textos versificados, rimas, sonoridades, jogos de palavras, palavras, expressões, comparações, relacionando-as com sensações e associações.

Materiais Necessários:

– Folhas de papel em branco
– Canetinhas coloridas
– Colas e tesouras sem ponta
– Alguns livros de histórias ou poesias sobre emoções
– Fichas de palavras (com emoções e sentimentos)
– Uma caixa ou recipiente para coleta de mensagens

Situações Problema:

– Como podemos identificar quando um amigo não está se sentindo bem?
– Quais são algumas maneiras de ajudar um amigo triste?
– Por que é importante falar sobre o que estamos sentindo?

Contextualização:

A saúde mental é um tema que vem ganhando destaque na educação, pois é essencial que as crianças aprendam desde cedo a reconhecer suas emoções e a importância de se sentirem seguras para expressá-las. Diante disso, a proposta é spur um espaço de conversa sobre sentimentos, onde os alunos possam entender que é normal sentir tristeza e que é importante buscar ajuda ou apoio quando necessário.

Desenvolvimento:

1. Após a introdução do tema, inicie um bate-papo sobre emoções, questionando as crianças sobre como elas se sentem em diferentes situações do cotidiano.
2. Divida os alunos em grupos e ofereça fichas de palavras com diferentes emoções. Cada grupo deve selecionar uma emoção e discutir como ela pode ser expressa e o que fazer quando alguém se sente assim.
3. Junte os grupos novamente e peça que compartilhem suas reflexões. Fomente a diálogo, valorizando a escuta ativa.
4. Em seguida, proponha a construção de um cartaz coletivo, onde cada aluno possa contribuir escrevendo ou desenhando algo sobre a arredores do tema abordado. Os cartazes poderão ser pendurados na sala como uma forma de campanha de conscientização.
5. Para encerrar a atividade, organize um momento de acolhimento, onde os alunos possam compartilhar mensagens de apoio em um recipiente, que podem ser lidas posteriormente.

Atividades sugeridas:

1. Histórias sobre Emoções
Objetivo: Compreender diferentes emoções através da literatura.
Descrição: Faça a leitura de uma história que envolva emoções, depois solicite que as crianças compartilhem como se sentiriam em situações semelhantes.
Dica: Escolha títulos como “A emoção que viajou” que fala sobre a trajetória das emoções.

2. Criação de Cartões
Objetivo: Praticar pequenas ações de empatia.
Descrição: Os alunos criarão cartões com mensagens positivas para colegas, que poderão ser entregues a quem eles perceberem que precisa de apoio emocional.
Dica: Estimule o uso de cores e desenhos que representem alegria.

3. Mímica Emocional
Objetivo: Reconhecer expressões faciais e corporais de emoções.
Descrição: Cada aluno deverá atuar uma emoção sem falar, enquanto os colegas tentam adivinhar qual é.
Dica: Utilize emojis para que eles possam apresentar suas mímicas.

4. O Jogo do Sentimento
Objetivo: Aprender a nomear e expressar sentimentos.
Descrição: Crie um círculo e passe um objeto. Quando a música parar, quem estiver segurando o objeto deve dizer um sentimento.
Dica: Isso pode ser feito com uma música que tenha letra relacionada a sentimentos.

5. A Caixa dos Sentimentos
Objetivo: Encorajar a votação como ferramenta de expressão.
Descrição: Ao final da semana, recolha os bilhetes de sentimentos, e abram juntos como forma de avaliação do aprendizado.
Dica: Promova um momento de reflexão após a abertura dos bilhetes.

Discussão em Grupo:

Reforce a importância de discutir sentimentos e ouvir uns aos outros. Pergunte como se sentiram durante as atividades propostas e se notaram a importância da empatia.

Perguntas:

– Como você se sentiu ao compartilhar seus sentimentos?
– O que podemos fazer para ajudar um amigo que se sente triste?
– Por que é importante falar sobre o que estamos sentindo?

Avaliação:

A avaliação pode ser contínua e baseada na participação dos alunos nas atividades, no envolvimento nas discussões e na qualidade das reflexões expressas nos cartazes e cartões. Avalie também a capacidade de cada aluno em identificar e verbalizar suas emoções.

Encerramento:

Finalize reafirmando que é sempre bom conversar e que em momentos difíceis, nossos amigos e professores estão dispostos a ouvir. Proponha um momento de acolhimento e de celebração da amizade.

Dicas:

– Utilize muitos recursos visuais para facilitar a compreensão.
– Esteja sempre aberto a escutar os alunos e acolher o que eles têm a compartilhar.
– Incorpore músicas que falem sobre sentimentos durante as atividades.

Texto sobre o tema:

A prevenção ao suicídio é um desafio complexo que exige atenção especial em todas as faixas etárias, sobretudo nas crianças. É fundamental entender que crianças de 7 anos, em fase de desenvolvimento emocional e social, precisam de suporte para identificar e expressar seus sentimentos. A comunicação aberta e o acolhimento de emoções são dicas essenciais neste processo. As crianças devem saber que não estão sozinhas em momentos difíceis e que é importante buscar apoio de amigos e adultos. O ambiente escolar é um espaço privilegiado para facilitar esses diálogos, onde professores e alunos podem construir juntos uma rede de apoio em torno da saúde mental.

Desenvolver a empatia e a solidariedade desde cedo é a chave para um futuro em que essas crianças sejam capazes de cuidar umas das outras, criando um ambiente mais saudável e acolhedor. O aprendizado sobre emoções vai além da sala de aula, impactando positivamente na vida pessoal e social delas. Além disso, deve-se incentivar as crianças a não apenas compreenderem suas emoções, mas também a praticarem atos de bondade e apoio ao próximo, fundamentais na prevenção a crises emocionais.

O papel dos adultos é crucial, não apenas para educar, mas para modelar comportamentos de empatia e de escuta. Quando as crianças veem seus professores abordando temas como sentimentos e saúde mental com seriedade e atenção, elas se sentem mais seguras para expressarem suas próprias preocupações. Assim, o desenvolvimento de habilidades emocionais vai se tornando parte do cotidiano escolar, reforçando a importância desse aprendizado nas relações pessoais e, consequentemente, na sociedade como um todo.

Desdobramentos do plano:

A abordagem do tema da prevenção ao suicídio pode ser desdobrada em diversas disciplinas e atividades que envolvem a construção do ser humano integral. Nas aulas de Artes, os alunos poderão criar murais sobre emoções, utilizando pinturas e colagens para expressar como se sentem em diferentes situações. Isso não apenas promoverá a expressão artística, mas também será uma forma de reflexão sobre sentimentos. Nas aulas de Educação Física, os jogos podem incluir dinâmicas que estimulem a cooperação e o trabalho em equipe, fundamentais para fortalecer os vínculos de amizade e apoio.

No campo da Educação Religiosa, o foco pode ser a discussão sobre como diferentes religiões e culturas abordam a questão da vida e a importância de cuidar uns dos outros. Ao integrar esses temas, pode-se promover uma educação multidimensional, que permite que as crianças não apenas compreendam a importância de suas emoções, mas também desenvolvam valores como a empatia e o respeito à diversidade emocional e cultural.

Finalmente, o desdobramento desse plano pode resultar na criação de um projeto contínuo dentro da escola, envolvendo outras séries e até mesmo a comunidade. O envolvimento de pais e responsáveis se faz relevante, criando um espaço de diálogo fora da escola, onde também se possa discutir a saúde mental, construindo um verdadeiro suporte emocional coletivo.

Orientações finais sobre o plano:

Ao trabalhar com um tema tão delicado quanto a prevenção ao suicídio, é imprescindível que o professor esteja preparado e confortável em lidar com as emoções que podem surgir. A empatia e a disposição para ouvir são fundamentais, assim como a criação de um ambiente seguro onde as crianças se sintam à vontade para compartilhar seus pensamentos e sentimentos.

É bom lembrar que, ao abordar tais temas, é vital respeitar o ritmo e as particularidades de cada criança, proporcionando a elas a oportunidade de se expressar sem a sensação de pressão ou julgamento. A proposta de atividades deve ser vista como um suporte às suas necessidades, e os materiais utilizados devem ser acessíveis e relevantes, ajudando na criação de um espaço de aprendizado inclusivo.

Ademais, o acompanhamento contínuo do tema poderá incluir encontros periódicos e atividades de reforço que estimulem o espaço para conversas sobre saúde mental. Assim, é possível transformar a abordagem desse tema singular em uma prática constante que se espraia por toda a trajetória escolar das crianças, influenciando positivamente suas vidas e preparando-as para serem adultos mais conscientes e sensíveis às questões emocionais.

5 Sugestões lúdicas sobre este tema:

1. Teatro de Sombras: Organize uma apresentação de teatro onde os alunos possam representar a importância de conversar sobre os sentimentos através de sombras. Isso irá incentivar a colaboração e a expressão criativa.

2. Cartões de Afeto: Uma atividade onde as crianças criam cartões de afeto para cada colega de classe, cada cartão deve conter uma mensagem positiva. Isso promove o carinho e a fala sobre emoções.

3. Jogo Escola da Empatia: Realize um jogo de tabuleiro onde as casas contenham situações que exigem empatia, fazendo com que os alunos reflitam sobre as emoções dos amigos.

4. Dia da Emoção: Organize um Dia da Emoção onde todos devem vir vestindo a cor de uma emoção que escolheram. Além disso, compartilham em classe o porquê daquela escolha.

5. Histórias da Vida Real: Prepare para os alunos uma atividade onde cada um pode compartilhar uma situação real em que precisou de ajuda de um amigo. Essa atividade traz não só a narrativa, mas pode se transformar em lição compartilhada, mostrando-lhes a importância do apoio mútuo.


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