“Desenvolvendo Oralidade e Noções de Capacidade em Crianças”
Introduzir o tema de história/reconto e oralidade com foco em notas básicas de capacidade, como cheio ou vazio, é essencial para o desenvolvimento integral das crianças de 2 a 3 anos. Nesta faixa etária, é fundamental que as atividades propostas sejam elaboradas considerando a curiosidade natural, bem como a capacidade de exploração e experimentação que caracteriza as crianças nesta fase. A aula deve não só proporcionar um ambiente lúdico, mas também instigar a participação ativa, promovendo a interação entre as crianças e os adultos, fortalecendo a comunicação e a expressão.
O plano de aula deverá ser planejado cuidadosamente para garantir que os objetivos e as habilidades da BNCC sejam alcançados de forma divertida e significativa. Ao longo dos 50 minutos de aula, pretende-se que os alunos estabeleçam noções sobre a capacidade de objetos, desenvolvam a coordenação motora fina e explorem as historinhas que estimulem suas imaginações. Para isso, serão utilizadas diversas práticas de leitura, narrativas orais e brincadeiras interativas que promoverão um aprendizado rico e engajado.
Tema: História/reconto e oralidade; Estabelecer noções básicas de capacidade: cheio ou vazio
Duração: 50 minutos
Etapa: Educação Infantil
Sub-etapa: Crianças Bem Pequenas
Faixa Etária: 2 a 3 anos
Objetivo Geral:
Promover o desenvolvimento da oralidade, da coordenação motora fina e do entendimento das noções de capacidade por meio de histórias, brincadeiras e interações.
Objetivos Específicos:
– Estimular a capacidade de comunicação através da contação de histórias e do diálogo.
– Introduzir as noções de cheio e vazio através de atividades práticas.
– Desenvolver a coordenação motora fina por meio de manipulação de objetos.
– Fomentar a interação social entre as crianças em atividades coletivas.
Habilidades BNCC:
– CAMPO DE EXPERIÊNCIAS “O EU, O OUTRO E O NÓS”
(EI02EF04) Formular e responder perguntas sobre fatos da história narrada, identificando cenários, personagens e principais acontecimentos.
– CAMPO DE EXPERIÊNCIAS “CORPO, GESTOS E MOVIMENTOS”
(EI02CG05) Desenvolver progressivamente as habilidades manuais, adquirindo controle para desenhar, pintar, rasgar, folhear, entre outros.
– CAMPO DE EXPERIÊNCIAS “ESPAÇOS, TEMPOS, QUANTIDADES, RELAÇÕES E TRANSFORMAÇÕES”
(EI02ET01) Explorar e descrever semelhanças e diferenças entre as características e propriedades dos objetos (textura, massa, tamanho).
Materiais Necessários:
– Livros de histórias ilustrados que tratem sobre noções de capacidade.
– Recipientes de diferentes tamanhos (exemplo: copos plásticos, caixas de diversos tamanhos).
– Areia ou massa de modelar para praticar o conceito de cheio e vazio.
– Materiais para desenho (papel, giz de cera).
– Brinquedos variados (bolinhas, bonecas, carrinhos) para manipulação.
Situações Problema:
Como as crianças podem demonstrar a diferença entre cheio e vazio?
Como as histórias podem ser contadas de maneira interativa para manter a atenção delas?
Contextualização:
Durante a infância, as crianças têm um apetite natural por histórias e narrativas, sendo essenciais para o desenvolvimento cognitivo e emocional. A introdução de conceitos como cheio e vazio pode ser facilitada através da manipulação de objetos, oferecendo uma compreensão através da experiência sensorial. Criar um ambiente rico em interações e diálogos promove a socialização e a construção da identidade.
Desenvolvimento:
1. Abertura (10 minutos):
Iniciar a aula com uma breve interação, utilizando um livro de histórias ilustradas. Contar uma história que envolva objetos como cheios ou vazios, perguntando às crianças o que elas veem nas ilustrações. Incentivar as crianças a expressarem o que entendem sobre os objetos e colocar-se na narrativa. Esta atividade estimulará a habilidade de comunicação e expressão.
2. Atividade prática (20 minutos):
– Propor uma atividade de manipulação com recipientes de diversos tamanhos e areia ou massa de modelar. Pedir que cada criança preencha um copo plástico com areia ou massinha e, em seguida, pergunte se está cheio ou vazio.
– A cada resposta, reforçar a palavra e resolver a dúvida das crianças, destacando a experiência com objetos e as propriedades deles.
3. Atividade de desenho (15 minutos):
Após as atividades práticas, oferecer materiais para que as crianças desenhem o que entenderam sobre cheio e vazio. Pedir que compartilhem suas ideias com os colegas, estimulando a interação social e a comunicabilidade.
4. Fechamento (5 minutos):
Reunir as crianças novamente e fazer uma breve recapitulação do que foi aprendido, reforçando os conceitos trabalhados.
Atividades sugeridas:
– História e interação: Leitura de um livro sobre cheio e vazio. Objetivo: Desenvolver escuta e comunicação, permitindo que as crianças compartilhem o que entenderam.
– Brincadeira sensorial: Manipulação de areia e recipientes, promovendo o entendimento de capacidade.
– Desenho livre: Criar representações gráficas de suas experiências, desenvolvendo a coordenação motora fina.
Discussão em Grupo:
Promover uma roda de conversa para que as crianças compartilhem suas experiências sobre as atividades. Perguntar como se sentiram ao ver os objetos cheios e vazios e o que mais aprenderam.
Perguntas:
– O que você acha que é cheio?
– E o que é vazio?
– Como podemos contar outra história sobre o que fizemos hoje?
Avaliação:
A avaliação será formativa, através da observação da participação e do envolvimento das crianças nas atividades. Analisar se as crianças conseguem identificar os conceitos de cheio e vazio, e se expressam bem suas ideias.
Encerramento:
Finalizar a aula chamando a atenção dos alunos sobre as novas aprendizagens, reforçando a importância da oralidade e da coordenação motora. Destacar que todos fizeram um ótimo trabalho e sugerir que continuem explorando o tema em casa.
Dicas:
– Adaptar as histórias e atividades de acordo com a dinâmica do grupo.
– Fomentar sempre a participação de cada criança nas brincadeiras.
– Utilizar materiais variados e de fácil manuseio, evitando objetos pequenos ou perigosos.
Texto sobre o tema:
A oralidade é um aspecto fundamental do desenvolvimento da criança, especialmente na fase que abrange de 2 a 3 anos. Nessa fase, a comunicação se torna mais complexa e as interações sociais ganham importância significativa. Contar histórias, recitar rimas e engajar-se em diálogos construtivos não apenas ajuda as crianças a expressarem seus sentimentos e pensamentos, mas também contribui para o aprendizado de conceitos fundamentais como cheio e vazio. Essas noções são essenciais e ajudam na formação de categorias mentais que serão utilizadas na vida cotidiana.
As atividades de manipulação de objetos são igualmente cruciais nesta faixa etária, pois introduzem importantes habilidades motoras. Ao manusear diferentes objetos, as crianças desenvolvem a coordenação fina que será básica para outras aprendizagens posteriores, como a escrita. Além disso, a exploração sensorial que esses brinquedos proporcionam oferece uma dimensão tátil que enriquece a experiência de aprendizado.
Finalmente, as dinâmicas de grupo e as rodas de conversa promovem não só o fortalecimento do vínculo entre as crianças, mas também ampliam a capacidade de compreensão das regras sociais básicas. Respeitar o turno de fala, ouvir o colega e compartilhar suas ideias são habilidades que estão em constante desenvolvimento e são fundamentais para a formação de cidadãos mais empáticos e colaboradores.
Desdobramentos do plano:
Ao finalizar esta aula, as atividades podem ser expandidas com o intuito de aprofundar o tema de cheio e vazio. As crianças podem realizar jogos que envolvam a classificação de objetos, onde elas separariam itens que se encaixam nos conceitos trabalhados previamente. Esses momentos de exploração lúdica permitirão que as crianças façam associações e compreendam o mundo ao seu redor de maneira mais profunda e significativa.
Além disso, contar e recontar histórias pode se tornar uma prática habitual na sala de aula. Incorporar essa atividade diariamente ajudará não apenas no enriquecimento do vocabulário das crianças mas também na construção de narrativas, proporcionando um espaço onde a criatividade é livre para fluir. As crianças podem ser incentivadas a criar suas próprias histórias, que podem incluir experiências pessoais, o que pode fortalecer sua identidade e autoconfiança.
Finalmente, é válido que a comunicação com os pais ou responsáveis seja intensificada. Envolvê-los na proposta de atividades em casa relacionada ao tema pode consolidar o que foi aprendido na escola e reforçar o aprendizado. Sugerir que os pais contem histórias em casa ou que façam atividades sensoriais com seus filhos pode criar laços mais fortes e um ambiente de aprendizado ainda mais enriquecedor.
Orientações finais sobre o plano:
Lembre-se de que o ambiente do educador deve ser sempre acolhedor, pois o estado emocional das crianças influencia diretamente na aprendizagem. Portanto, ao desenvolver esse plano, é essencial que o professor mantenha uma postura aberta, afetiva e constantemente motivadora, valorizando a participação de cada criança. Utilize um tom de voz gentil e expressivo ao contar as histórias, isso ajuda a criar um ambiente mágico e envolvente que poderá encantar e estimular a curiosidade das crianças.
Além disso, as interações devem ser respeitosas e centradas nas crianças, permitindo que cada uma delas tenha a oportunidade de se expressar. Um espaço de fala aberto fará com que as crianças se sintam aceitas e valorizadas, o que por sua vez incentivará a autoexpressão e a vontade de compartilhar suas experiências.
Por fim, esteja preparado para adaptar as atividades de acordo com a dinâmica e o interesse do grupo. Cada turma é única e a flexibilidade do professor é uma habilidade que fará toda a diferença na experiência de aprendizado. Acompanhe o fluxo das atividades e ajuste as propostas conforme necessário, valorizando sempre as interações e os aprendizados que surgem naturalmente.
5 Sugestões lúdicas sobre este tema:
1. Caça ao Tesouro Cheio/Vazio: Organize uma busca no ambiente em que as crianças deverão encontrar objetos cheios e vazios. Desta forma, aprenderão a classificar e identificar diferentes capacidades, além de se divertir com uma atividade de grupo.
2. Mímica dos Objetos: As crianças deverão fazer mímicas de objetos que estão cheios ou vazios. O educador pode ajudar no reconhecimento do que cada mímica representa, promovendo um momento de interação lúdica e divertida.
3. História Interativa: Escolha um livro que permita a participação das crianças com perguntas sobre o que está sendo lido. As perguntas devem estimular a compreensão de informações sobre cheio e vazio, e a alegria de estarem fazendo a leitura coletiva.
4. Artes Visuais com Areia: Usando areia, as crianças podem criar suas histórias, onde elas representarão visualmente os conceitos de cheio e vazio. Esse momento de criação é importante para a exploração sensorial e desenvolvimento da coordenação motora.
5. Construindo Histórias com Objetos: Com diversos objetos à disposição, as crianças podem criar suas próprias histórias, onde explorarão a quantidade de cada item (cheio/vazio). Essa atividade fomenta a criatividade e a expressão verbal, além de trabalhar em grupo para narrar a história.
Ao longo destas atividades, o educador pode observar e registrá-las, assim como incentivar as crianças a expressarem suas opiniões sobre o que aprenderam, reforçando a participação ativa e atribuindo significados a suas vivências.

