Desenvolvendo Coordenação Motora em Crianças de 4 a 5 anos

A presente proposta de aula é direcionada a crianças pequenas, especificamente aquelas com idade entre 4 e 5 anos. O foco deste plano é o desenvolvimento da coordenação motora, essencial nessa fase inicial do aprendizado, onde as crianças exploram suas capacidades físicas e motoras de forma lúdica e interativa. O objetivo é proporcionar atividades que estimulem a coordenação, a autonomia e a interação social, alinhando-se às diretrizes da Base Nacional Comum Curricular (BNCC).

Neste plano, utilizaremos o conceito de coordenação motora como um fio condutor para oferecer experiências educativas que promovam o bem-estar emocional e social das crianças. Através de atividades dinâmicas e interativas, as crianças aprenderão a se movimentar de maneira consciente, desenvolvendo habilidades essenciais que influenciarão seu crescimento físico e cognitivo.

Tema: Coordenação Motora
Duração: 30 minutos
Etapa: Educação Infantil
Sub-etapa: Crianças Pequenas
Faixa Etária: 3 anos

Objetivo Geral:

Planejamentos de Aula BNCC Infantil e Fundamental

Desenvolver as habilidades de coordenação motora por meio de brincadeiras e atividades lúdicas, promovendo a autonomia e a socialização das crianças.

Objetivos Específicos:

– Incentivar a expressão de sentimentos e emoções através do movimento.
– Promover a resolução de conflitos e interações sociais entre os alunos.
– Estimular o cuidado com o próprio corpo e o respeito às diferenças do corpo dos outros.
– Criar oportunidades para que as crianças explorem e demonstrem suas habilidades motoras em diversas atividades.

Habilidades BNCC:

Campo de Experiências “O EU, O OUTRO E O NÓS”
(EI03EO01) Demonstrar empatia pelos outros, percebendo que as pessoas têm diferentes sentimentos, necessidades e maneiras de pensar e agir.
(EI03EO02) Agir de maneira independente, com confiança em suas capacidades, reconhecendo suas conquistas e limitações.
(EI03EO03) Ampliar as relações interpessoais, desenvolvendo atitudes de participação e cooperação.
(EI03EO05) Demonstrar valorização das características de seu corpo e respeitar as características dos outros (crianças e adultos) com os quais convive.

Campo de Experiências “CORPO, GESTOS E MOVIMENTOS”
(EI03CG01) Criar com o corpo formas diversificadas de expressão de sentimentos, sensações e emoções, tanto nas situações do cotidiano quanto em brincadeiras, dança, teatro, música.
(EI03CG02) Demonstrar controle e adequação do uso de seu corpo em brincadeiras e jogos.
(EI03CG05) Coordenar suas habilidades manuais no atendimento adequado a seus interesses e necessidades em situações diversas.

Materiais Necessários:

– Bolas de diferentes tamanhos.
– Fitas coloridas ou cones para delimitar espaços.
– Música infantil animada.
– Scarves ou lenços leves para movimentação.
– Materiais de artesanato (papel colorido, tesoura sem ponta, cola).

Situações Problema:

– Como podemos usar nosso corpo para expressar o que estamos sentindo?
– O que fazemos quando queremos brincar juntos e alguém não sabe como?
– Como podemos respeitar nossos corpos e o dos outros durante as brincadeiras?

Contextualização:

A coordenação motora é crucial para a fase de desenvolvimento das crianças pequenas, pois permite que elas interajam com o mundo à sua volta, explorando novas habilidades. Através da brincadeira e do movimento, as crianças estabelecem um contato com suas capacidades físicas e emocionais, essencial para fomentar a autoconfiança e a empatia.

Desenvolvimento:

Iniciaremos a aula com uma roda de conversa, onde as crianças serão incentivadas a falar sobre como se sentem no momento. Perguntas como “O que você gosta de fazer quando está feliz?” podem ajudar a instigar a participação. Após essa interação, realizaremos uma atividade física que envolve dança e movimento, utilizando a música como estímulo.

Em seguida, dividiremos as crianças em grupos, onde cada grupo será responsável por criar uma forma de se expressar através de movimentos. Por exemplo, um grupo pode decidir representar a alegria, outro a tristeza, e assim por diante. Após essa fase, reuniremos todos para que cada grupo demonstre suas criações, promovendo a socialização e o respeito à diversidade expressiva.

Atividades sugeridas:

Atividade 1: “Dança dos Sentimentos”
Objetivo: Expressar emoções através do movimento.
Descrição: Os alunos dançarão livremente ao som de uma música infantil, mudando os movimentos de acordo com as emoções verbalizadas pelo professor (alegria, tristeza, coragem, etc.).
Instruções Práticas: Prepare uma playlist com músicas alegres e ative a participação em grupo.
Material: Música e espaço livre.
Adaptação: Crianças com mobilidade reduzida podem usar cadeiras para dançar com as mãos.

Atividade 2: “Arquivo dos Movimentos”
Objetivo: Desenvolver a coordenação motora grossa.
Descrição: Criação de uma sequência de movimentos a partir das sugestões de cada criança, formando uma dança coletiva.
Instruções Práticas: O professor deve organizar um espaço livre e convidar as crianças a criar sua sequência, adicionando movimentos de forma coletiva.
Material: Espaço livre.
Adaptação: Para crianças que enfrentam dificuldades motoras, usar movimentos mais simples e incentivá-las a participar.

Atividade 3: “Brincadeira da Corda”
Objetivo: Trabalhar a coordenação e o equilíbrio.
Descrição: A sala é dividida em duas, onde as crianças devem atravessar uma corda estendida no chão.
Instruções Práticas: Coloque uma corda ou fita no chão e incentive as crianças a atravessarem na corda, sem sair dos limites.
Material: Corda.
Adaptação: Usar cordas mais largas para facilitar o equilíbrio.

Discussão em Grupo:

Após as atividades, promovemos uma discussão em grupo sobre os sentimentos e emoções que as crianças expressaram. Questões como “Como vocês se sentiram ao dançar?” e “Alguém se sentiu triste durante a brincadeira? O que aconteceu?” podem ser exploradas entre os alunos.

Perguntas:

– O que você sentiu ao dançar?
– Como foi brincar em grupo? Você se divertiu?
– Você se sentiu diferente em alguma parte da atividade?

Avaliação:

A avaliação será realizada de maneira informal, observando como as crianças interagem entre si, a confiança que demonstram nas atividades e sua habilidade em expressar emoções. O professor pode anotar as observações e feedbacks das crianças após as atividades.

Encerramento:

Finalizaremos a aula com uma roda de conversa, onde cada criança poderá compartilhar o que mais gostou de fazer. Em seguida, podemos encerrar com uma pequena apresentação espontânea, onde elas poderão mostrar um movimento ou dança que criaram.

Dicas:

– Ofereça sempre segurança emocional, parabenizando as crianças por suas tentativas e conquistas.
– Esteja aberto a adaptações nas atividades, conforme a participação e o interesse das crianças.
– Utilize músicas e brincadeiras que já sejam familiares para as crianças, tornando as atividades mais engajadoras.

Texto sobre o tema:

A coordenação motora é um aspecto primordial no desenvolvimento infantil, especialmente durante os primeiros anos da vida. Nesta fase, as crianças estão em constante aprendizado e exploração do mundo ao seu redor. Através da prática de atividades que envolvam movimento, como correr, pular e dançar, as crianças não apenas desenvolvem suas habilidades físicas, mas também criam conexões emocionais e sociais que se tornam a base de suas interações futuras.

O ato de brincar, por exemplo, é mais do que uma forma de entretenimento; é uma poderosa ferramenta de aprendizagem. Por meio do movimento, as crianças aprendem a expressar seus sentimentos, a respeitar o espaço do outro e a se relacionar com eles. Essa forma de interação, mediada pelo corpo, é essencial para o desenvolvimento de um senso de comunidade e compreensão mútua, conforme colocado nos princípios da BNCC.

Ademais, a coordenação motora também está intrinsecamente ligada à autoimagem das crianças. Quando elas se sentem capazes e confiantes em seu corpo, elas assimilam isso em diversas áreas de sua vida. Portanto, promover atividades que incentivam a movimentação e a expressão corporal, como danças e jogos, contribui significativamente para o desenvolvimento integral da criança, uma vez que elas começam a se ver como participantes ativas na construção de sua própria identidade e de suas relações.

Desdobramentos do plano:

A coordenação motora não se limita apenas a atividades físicas; ela se desdobra em várias outras áreas de aprendizado, como matemática e linguagem. Ao inserir desafios motoras em jogos, por exemplo, podemos estimular a percepção espacial e o entendimento de conceitos como quantidade, formas e movimento. Crianças que têm oportunidades para interagir através do movimento são mais propensas a desenvolver uma mente criativa e aberta.

Além disso, as atividades propostas também podem ser levadas para o ambiente familiar. Ao incluir a família nas atividades motoras, seja através de jogos em família ou experimentos artísticos, podemos fomentar um espaço de conexão e aprendizado contínuo. Os pais podem acompanhar a evolução dos filhos e se tornam partes ativas do seu desenvolvimento, fortalecendo ainda mais os laços familiares.

Por fim, a criação de um ambiente escolar que valorize a movimentação e a expressão corporal é fundamental. Escolas que implementam atividades de coordenação motora regularmente ajudam a construir uma cultura de aprendizado prático, onde todos se sentem valorizados e motivados a participar. Essa abordagem também ajudará a criar um ambiente mais inclusivo nas escolas.

Orientações finais sobre o plano:

É essencial que, ao realizar atividades de coordenação motora, o educador esteja atento às necessidades individuais de cada criança. O reconhecimento e a valorização das diferenças são fundamentais para garantir que todos se sintam incluídos e estimulados de forma adequada. As atividades devem ser adaptáveis e os educadores devem estar abertos a flexibilidade no que diz respeito a como as crianças interagem e participam.

Outro ponto importante é a necessidade de criação de um ambiente seguro, onde as crianças possam se movimentar livremente sem medo de se machucar. É responsabilidade do educador garantir que todos os espaços utilizados estejam livres de riscos e que as atividades sejam supervisionadas da forma mais atenta possível.

Por último, a reflexão sobre os resultados das atividades deve ser uma prática constante. Seja através de feedbacks das crianças, conversas em grupo ou simples observações, é crucial que o educador utilize essas informações para aprimorar e ajustar suas abordagens nas futuras atividades. Com isso, cria-se um ciclo de aprendizado contínuo que beneficia tanto as crianças quanto a prática pedagógica como um todo.

5 Sugestões lúdicas sobre este tema:

1. Oficina de Pintura com os pés: Utilize tinta lavável e papéis grandes no chão, permitindo que as crianças pintem usando os pés.
Objetivo: Estimular a coordenação motora fina e grossa.
Material: Tintas, papel e espaço ao ar livre.
Modo de condução: Instrua as crianças a se moverem livremente com os pés na tinta, deixando marcas e criando arte.

2. Caminhada dos Animais: Crie um espaço que simule um ambiente com diferentes animais, onde as crianças deverão se movimentar imitando os movimentos desses animais.
Objetivo: Trabalhar a criatividade e a coordenação.
Material: Cones para demarcar territórios.
Modo de condução: O professor fala sobre cada animal, e as crianças imitam os movimentos enquanto atravessam o espaço.

3. Circuito de Obstáculos: Com objetos diversos, crie um circuito que as crianças devem atravessar, como rastejar por debaixo de mesas, pular sobre almofadas, entre outros.
Objetivo: Melhorar a coordenação e o equilíbrio.
Material: Almofadas, cones, mesas e cadeiras.
Modo de condução: Mostre primeiro como deve ser feito, e depois incentive as crianças a completarem o circuito.

4. Balões no Ar: Em uma sala bem espaço, distribua balões e incentive as crianças a manterem os balões no ar usando somente as mãos.
Objetivo: Promover a motricidade e a atenção.
Material: Balões coloridos.
Modo de condução: Explique que o balão não pode tocar o chão, estimulando as crianças a correrem e se movimentarem.

5. Carrinho de mão: Em duplas, as crianças se dividem entre “carrinhos” e “motoristas” enquanto os motoristas empurram o carrinho pelas laterais da sala.
Objetivo: Proporcionar um trabalho em equipe que desenvolva a força e a coordenação.
Material: Espaço livre.
Modo de condução: Um dos alunos irá se apoiar em suas mãos enquanto o outro carrega as pernas.

Com essas sugestões, o plano fica completo, garantindo que as crianças pequenas adquiram habilidades motoras essenciais por meio de atividades lúdicas e interativas que respeitem o seu estágio de desenvolvimento.


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