“Exploração Sensorial: Aprendizagem Lúdica para Bebês”
O presente plano de aula foi elaborado para oferecer uma experiência rica e diversificada, utilizando as bandejas de exploração como ferramenta pedagógica. O foco é desenvolver a curiosidade e a criatividade das crianças, especialmente na faixa etária de 1 a 2 anos, tendo como proposta principal a exploração sensorial.
A utilização de bandejas de exploração promove não apenas o engajamento das crianças em atividades lúdicas, mas também contribui para um aprendizado significativo, uma vez que elas podem experienciar, manipular e interagir com diversos materiais e texturas. Esta proposta é ideal para a educação infantil, pois estimula o desenvolvimento integral das crianças de forma inovadora e envolvente.
Tema: Bandeja de Exploração
Duração: 2 semanas
Etapa: Educação Infantil
Sub-etapa: Bebês
Faixa Etária: 1 a 2 anos
Objetivo Geral:
Promover o desenvolvimento da curiosidade, criatividade e a percepção sensorial das crianças, através da exploração de diferentes materiais e texturas em um ambiente seguro e estimulante.
Objetivos Específicos:
– Fomentar a interação social entre as crianças e os adultos.
– Desenvolver a coordenação motora fina através da manipulação de objetos.
– Incentivar a exploração sensorial com diferentes texturas, cores e sons.
– Permitir que as crianças reconheçam seu corpo e suas sensações durante as atividades.
– Estimular a comunicação através de gestos e vocalizações.
Habilidades BNCC:
Campo de Experiências “O EU, O OUTRO E O NÓS”
– (EI01EO01) Perceber que suas ações têm efeitos nas outras crianças e nos adultos.
– (EI01EO02) Perceber as possibilidades e os limites de seu corpo nas brincadeiras e interações das quais participa.
– (EI01EO03) Interagir com crianças da mesma faixa etária e adultos ao explorar espaços, materiais, objetos, brinquedos.
Campo de Experiências “CORPO, GESTOS E MOVIMENTOS”
– (EI01CG01) Movimentar as partes do corpo para exprimir corporalmente emoções, necessidades e desejos.
– (EI01CG05) Utilizar os movimentos de preensão, encaixe e lançamento, ampliando suas possibilidades de manuseio de diferentes materiais e objetos.
Campo de Experiências “TRAÇOS, SONS, CORES E FORMAS”
– (EI01TS01) Explorar sons produzidos com o próprio corpo e com objetos do ambiente.
Campo de Experiências “ESCUTA, FALA, PENSAMENTO E IMAGINAÇÃO”
– (EI01EF06) Comunicar-se com outras pessoas usando movimentos, gestos, balbucios, fala e outras formas de expressão.
Campo de Experiências “ESPAÇOS, TEMPOS, QUANTIDADES, RELAÇÕES E TRANSFORMAÇÕES”
– (EI01ET01) Explorar e descobrir as propriedades de objetos e materiais (odor, cor, sabor, temperatura).
– (EI01ET03) Explorar o ambiente pela ação e observação, manipulando, experimentando e fazendo descobertas.
Materiais Necessários:
– Bandejas variadas (plásticas, de madeira, etc.)
– Materiais para exploração sensorial (areia, água, arroz colorido, espuma de barbear, tecidos de diferentes texturas, etc.)
– Objetos para manipulação (bolas de diferentes tamanhos, caixas de diferentes formas, instrumentos musicais simples como chocalhos, etc.)
– Espelho grande e seguro para exploração do próprio corpo.
– Fantoches ou pelúcias para interações.
Situações Problema:
– Como fazer a areia se mover ou se moldar?
– O que acontece quando misturamos diferentes texturas?
– Como produzimos sons com os objetos que encontramos?
Contextualização:
A aprendizagem na primeira infância deve ser rica e diversificada. As bandejas de exploração são uma forma prática e tangível de introduzir conceitos fundamentais de maneira lúdica. Além disso, essas experiências sensoriais ajudam a construir vínculos entre educadores e educandos, promovendo um ambiente acolhedor e estimulante, onde as crianças se sentem seguras para descobrir o mundo que as cerca.
Desenvolvimento:
As atividades realizadas nas bandejas de exploração serão organizadas em uma sequência que permite a progressão e o aprofundamento das experiências. Durante as duas semanas, as atividades serão distribuídas em cinco dias de exploração sensorial por semana, em um total de 10 diferentes experiências.
Atividades sugeridas:
Dia 1: Exploração com Arroz Colorido
Objetivo: Estimular a percepção de cores e texturas.
Descrição: Colocar arroz colorido em uma bandeja e oferecer colheradas e copos para as crianças.
Instruções: Mostre às crianças como usar a colher para pegar o arroz e transferir de um recipiente para outro.
Materiais: Arroz tingido com corante alimentar, colheres, tigelas.
Adaptações: Para crianças que não conseguem usar a colher, ofereça copos menores ou permita que elas usem as mãos.
Dia 2: Atividades com Água e Espuma
Objetivo: Desenvolver habilidades sensoriais e motoras.
Descrição: Criar uma bandeja com água e espuma de barbear, incentivando a exploração.
Instruções: Deixá-las brincar, tocar e explorar a espuma, usando pequenos objetos e brinquedos.
Materiais: Bacia com água, espuma de barbear, pequenos barcos e brinquedos.
Adaptações: Para crianças que podem engatinhar, crie um espaço seguro ao redor da atividade.
Dia 3: Jogo de Som com Instrumentos
Objetivo: Estimular a exploração auditiva.
Descrição: Oferecer uma bandeja com diferentes instrumentos musicais simples.
Instruções: Incentive as crianças a tocar os instrumentos e ouvir os sons.
Materiais: Chocalhos, instrumentos de percussão pequenos.
Adaptações: Estimule também a comunicação gestual, pedindo que a criança mostre qual som gostou mais.
Dia 4: Manipulação do Corpo com Espelho
Objetivo: Reconhecimento e percepção do próprio corpo.
Descrição: Criar um espaço com um espelho grande para as crianças se observarem.
Instruções: Incentive a olhar para si mesmas, tocar no próprio rosto e expressar emoções.
Materiais: Espelho seguro, fantoches ou bonecos.
Adaptações: Para os que não conseguem ficar em pé, ajuste o espelho para que fique acessível ao seu nível.
Dia 5: Exploração com Areia
Objetivo: Estimular a coordenação motora fina e a consciência tátil.
Descrição: Criar uma bandeja com areia, oferecendo diferentes formas para moldar.
Instruções: Deixe as crianças manipularem a areia, criando formas e texturas.
Materiais: Areia, moldes de plástico, pequenas pás.
Adaptações: Supervisione para evitar que coloquem areia na boca.
Dia 6: Banho de Fitas Coloridas
Objetivo: Desenvolvimento da motricidade e da percepção visual.
Descrição: Criar uma bandeja com fitas coloridas de diferentes comprimentos e texturas.
Instruções: Deixe as crianças explorarem as fitas com suas mãos.
Materiais: Fitas de cetim, papel crepom, retalhos de tecido.
Adaptações: Ofereça alternativas de texturas se uma das fitas causar desconforto.
Dia 7: Pintura com os Dedos
Objetivo: Estimular a criatividade e a exploração artística.
Descrição: Oferecer uma bandeja com tinta atóxica para pintura.
Instruções: Incentive as crianças a usarem as mãos para criar desenhos.
Materiais: Tintas atóxicas, folhas de papel.
Adaptações: Ofereça esponjas ou carimbos para as crianças que preferem não usar as mãos.
Dia 8: Bolhas de Sabão
Objetivo: Estímulo à coordenação e à diversão em grupo.
Descrição: Criar uma bandeja com solução de bolhas e varinhas.
Instruções: Demonstre como fazer bolhas e deixe as crianças tentarem.
Materiais: Solução de bolhas, varinhas.
Adaptações: Para as crianças que têm dificuldade de segurar a varinha, ajude demonstrando como fazer as bolhas.
Dia 9: Caça ao Tesouro com Texturas
Objetivo: Estimular a curiosidade e a exploração.
Descrição: Criar uma bandeja com diferentes objetos e texturas para descobrir.
Instruções: Deixe as crianças explorarem os objetos escondidos.
Materiais: Caixas com texturas variadas (lixa, papel bolha, algodão).
Adaptações: Para aqueles com dificuldades motoras, facilite a interação com os objetos.
Dia 10: Brincadeira com Luz e Sombra
Objetivo: Explorar a percepção visual e sensorial.
Descrição: Oferecer uma bandeja com lanternas e objetos para projetar sombras.
Instruções: Permita que as crianças brinquem de projetar as sombras na parede.
Materiais: Lanternas, objetos de formas variadas.
Adaptações: Para crianças que não conseguem usar lanternas, ajuste a iluminação da sala para criar efeitos de sombra.
Discussão em Grupo:
Propor perguntas sobre as experiências vividas nas atividades. Analisar o que as crianças gostaram mais e o que mais chamou sua atenção. Trocar ideias sobre os diferentes sons e texturas que experimentaram, incentivando a expressão e a comunicação.
Perguntas:
– O que você sentiu ao tocar na areia?
– Que cor você viu mais bonita no arroz?
– Como você fez bolhas?
– O que você mais gostou de tocar na bandeja de fitas?
Avaliação:
A avaliação será contínua durante as duas semanas. A observação da interação das crianças com os materiais, a comunicação que estabelecem e a forma como exploram as atividades permitirá ao educador avaliar o desenvolvimento individual de cada criança. A participação e o envolvimento nas atividades sensoriais serão os principais critérios de avaliação.
Encerramento:
Ao final das duas semanas, haverá um momento para as crianças compartilharem suas experiências e interagirem em roda. Poderá ser organizada uma exposição das atividades realizadas, onde cada criança poderá mostrar aos colegas o que mais gosta nas bandejas de exploração. Esta é uma oportunidade de promover o reconhecimento social e emocional, valorizando a expressão individual de cada aluno.
Dicas:
– Esteja sempre atento aos materiais utilizados, assegurando que sejam seguros e adequados para a faixa etária.
– Estimule a expressão verbal e não-verbal dos alunos durante as atividades.
– Varie as atividades conforme o interesse dos alunos, permitindo adaptações e novas propostas de acordo com a dinâmica observada nas interações.
Texto sobre o tema:
A exploração sensorial é um aspecto fundamental no desenvolvimento das crianças na primeira infância. Através dela, os bebês têm a oportunidade de vivenciar o mundo ao seu redor de forma concreta e divertida. Essa vivência não apenas estimula a curiosidade, mas também contribui para o aprimoramento da coordenação motora, do reconhecimento de texturas e cores, e da identificação de sons e sensações. O uso de bandejas de exploração é uma prática pedagógica que proporciona uma riquíssima jornada de descobertas.
Dentro desse contexto, a prática da interação entre crianças e adultos se torna essencial. Através do contato com diferentes materiais e conceitos, os crianças podem se aventurar em um mundo de possibilidades, testando suas habilidades e expressando suas emoções. As bandejas de exploração podem ser vistas como laboratórios de aprendizagem, explorando tanto o cognitivo quanto o emocional. Dessa forma, as crianças emergem em um universo de criatividade e descoberta.
Por fim, a importância de criar um ambiente seguro e acolhedor onde as crianças possam explorar, experimentar e interagir com confiança não pode ser subestimada. Cada atividade proposta nas bandejas de exploração serve como uma vitrine para o aprendizado. O papel do educador é fundamental neste processo, sendo um mediador das experiências, capaz de instigar questões e guiar a aprendizagem de maneira enriquecedora.
Desdobramentos do plano:
Ao final do plano de aula, é esperado que haja uma ampliação do interesse das crianças pela exploração sensorial, refletindo-se em suas atividades cotidianas. As bandejas de exploração não devem ser vistas apenas como um recurso temporário, mas sim como uma porta de entrada para novas experiências e aprendizagens. A prática pode ser continuada e adaptada conforme as preferências e as curiosidades das crianças se manifestam ao longo das atividades.
Outra possibilidade de desdobramento é integrar as bandagens de exploração a outras áreas do conhecimento, como artes, ciências e linguagens. Por exemplo, uma atividade de pintura pode ser enriquecida com a exploração de diferentes materiais, promovendo uma abordagem multidisciplinar que valoriza a interconexão entre as várias dimensões do aprendizado. Esse olhar abrangente sobre a educação infantil permite que as crianças sejam vistas como protagonistas do seu próprio aprendizado.
Além disso, é válido refletir sobre a importância de documentar as aprendizagens ocorridas durante as atividades. Isso pode ser feito por meio de fotos, diários de bordo ou relatos com as crianças. Essa documentação não só fornece um registro do desenvolvimento de cada criança, mas também serve como uma ferramenta de avaliação e reflexão sobre as práticas pedagógicas, permitindo ajustes e melhorias nas próximas atividades realizando um ciclo de aprendizado contínuo.
Orientações finais sobre o plano:
É fundamental que o educador esteja atento às reações e interações dos alunos durante as atividades propostas. Cada criança é única e pode responder de maneira diferente às experiências sensoriais. Por isso, a flexibilidade é um aspecto chave no desenvolvimento deste plano de aula. O educador deve estar preparado para adaptar as atividades, monitorar o envolvimento e fazer intervenções quando necessário, sempre visando ao bem-estar e à satisfação dos pequenos.
Além de adaptar as atividades conforme necessário, é importante criar um ambiente que estabeleça conexões emocionais e sociais entre as crianças. Através dessa interação, elas aprendem a compartilhar e a cooperar, habilidades fundamentais para o desenvolvimento social e emocional na infância. Assim, ao promover a exploração, o educador também deve valorizar momentos de troca, risos e aprendizados coletivos.
Por último, incentivar as famílias a participar desse processo de aprendizado é uma ótima maneira de ampliar a experiência da educação infantil. Sugestões de atividades que podem ser feitas em casa, envolvendo pais e filhos, podem fortalecer os laços familiares e criar um ambiente ainda mais rico para o aprendizado da criança. A educação infantil é uma fase crucial, e cada contribuição feita por educadores, familiares e crianças será um passo importante para o desenvolvimento integral dos pequenos.
5 Sugestões lúdicas sobre este tema:
1. Caça às Texturas: Propor um percurso sensorial em que as crianças, acompanhadas de educadores, possam descobrir diferentes superfícies (ásperas, lisas, suaves) ao toque. Utilize materiais do dia a dia, como papel de lixa, tecidos variados, plástico bolha, etc. O objetivo é estimular a curiosidade e a sensibilidade tátil.
2. Oficina de Sons com Reciclagem: Criar instrumentos com materiais recicláveis (garrafas, latas) e permitir que as crianças explorem os sons. A atividade pode incluir uma apresentação onde cada criança pode mostrar seu instrumento e como usá-lo, promovendo a interação e a expressão sonora.
3. Criação de Fantoches Artísticos: Utilizando meias, papéis e outros materiais, as crianças podem criar seus fantoches. A atividade, além de permitir a exploração de formas e cores, estimula a criatividade e a narração de histórias enquanto brincam.
4. Brincadeira do Espelho Mágico: Propor momentos em que as crianças se olham em um espelho e imitam os gestos e expressões. O objetivo é desenvolver a percepção corporal e a autoestima, permitindo que cada um se veja como um ser único e especial.
5. Arte com Natureza: Reunir elementos da natureza (folhas, flores, pedras) e montar uma bandeja de exploração. As crianças podem manipular esses elementos para criar colagens ou pequenos arranjos, integrando aprendizado sobre a natureza com a criatividade e a estética.
Essas sugestões foram elaboradas com o intuito de estimular uma experiência lúdica e enriquecedora, considerando as especificidades do desenvolvimento infantil no cotidiano das crianças de 1 a 2 anos.

