“Concordância Nominal e Verbal: Aprendizado Prático no 9º Ano”

O ensino da concordância nominal e verbal é fundamental para garantir que a comunicação escrita e falada dos alunos seja clara, precisa e correta. Este plano de aula é destinado aos alunos do 9º ano do Ensino Fundamental, com idades entre 13 e 14 anos, e busca não apenas ensinar as regras gramaticais que regem a concordância, mas também contextualizar sua importância na produção de textos e na comunicação do cotidiano. A abordagem será prática e interativa, permitindo que os alunos desenvolvam habilidades que serão úteis em várias áreas do conhecimento e em sua vida pessoal.

Neste plano, os alunos serão envolvidos em uma variedade de atividades que os levarão a compreender tanto a concordância verbal, que se refere à relação entre o sujeito e o verbo, quanto a concordância nominal, que aborda a relação entre o substantivo e seus termos. Dominar essas regras linguísticas é crucial para evitar erros gramaticais e expressar ideias de forma eficaz. A proposta de desenvolvimento inclui situações problemáticas, discussões em grupo e atividades práticas para garantir um aprendizado abrangente e bem fundamentado.

Tema: Concordância Nominal e Verbal
Duração: 180 minutos
Etapa: Ensino Fundamental 2
Sub-etapa: 9º Ano
Faixa Etária: 13 a 14 anos de idade

Objetivo Geral:

Planejamentos de Aula BNCC Infantil e Fundamental

Capacitar os alunos a compreender e aplicar as regras de concordância nominal e verbal em suas produções textuais e orais, aprimorando suas habilidades de comunicação, aprimorando a análise gramatical e multiplicando as possibilidades de expressão.

Objetivos Específicos:

1. Identificar as regras que regem a concordância nominal e verbal.
2. Aplicar as regras de concordância em frases e textos produzidos pelos alunos.
3. Desenvolver a habilidade de reconhecer erros de concordância em textos lidos e escritos.
4. Promover discussões que relacionem o uso eficaz da língua à comunicação em contexto real.

Habilidades BNCC:

– (EF09LP04) Escrever textos corretamente, de acordo com a norma-padrão, com estruturas sintáticas complexas no nível da oração e do período.
– (EF09LP05) Identificar, em textos lidos e em produções próprias, orações com a estrutura sujeito-verbo de ligação-predicativo.
– (EF09LP06) Diferenciar, em textos lidos e em produções próprias, o efeito de sentido do uso dos verbos de ligação.

Materiais Necessários:

– Texto impresso ou digital sobre concordância nominal e verbal.
– Quadro branco e marcadores.
– Recursos audiovisuais (apresentações de slides ou vídeos sobre o tema).
– Cópias de exercícios práticos sobre concordância.
– Materiais de escrita (papel, canetas, lápis).
– Textos literários ou jornalísticos com erros de concordância para análise.

Situações Problema:

1. Análise de Textos: Os alunos receberão um texto que apresenta diversas falhas de concordância. O desafio é identificar e corrigir os erros, discutindo em grupos as regras que justificam as correções realizadas.
2. Jogo de Concordância: Dividir a turma em grupos e criar um quiz sobre concordância, onde perguntas e respostas precisam seguir as regras de concordância.
3. Produção Textual: Os alunos devem criar uma narrativa em que estejam atentos ao uso correto da concordância, depois apresentar suas histórias em pequenos grupos para serem discutidas e corrigidas, se necessário.

Contextualização:

A compreensão e aplicação da concordância nominal e verbal são essenciais para a produção textual no cotidiano dos alunos, uma vez que a domínio da norma-padrão é uma habilidade valorizada em diversos contextos, como o acadêmico e o profissional. Ao aprender a aplicar as regras de concordância, os alunos se tornam mais aptos a expressar suas ideias de forma clara e eficaz, aumentando a qualidade de suas comunicações em diferentes mídias — seja em dissertações, artigos jornalísticos ou mesmo em interações nas redes sociais.

Desenvolvimento:

O desenvolvimento do plano de aula se dará em três etapas:

1. Introdução ao Tema (30 minutos):
– Apresentação teórica da concordância nominal e verbal, explicando as definições e regras principais. Utilizar exemplos de frases para ilustrar cada tipo de concordância e promover uma interação inicial com os alunos, solicitando que deem exemplos de suas próprias experiências.

2. Atividade em Grupo (60 minutos):
– Dividir a turma em grupos e distribuir textos com erros de concordância. Cada grupo terá a tarefa de identificar os erros, discutir sobre as regras que foram infringidas e propor correções. Após as discussões, os grupos compartilharão suas conclusões com a turma.
– Dinâmica de correção em tempo real. O professor pode fazer uso do quadro branco para anotar as concordâncias corretas em comparação aos erros encontrados.

3. Produção Textual e Apresentação (90 minutos):
– Orientar os alunos a produzirem um texto curto de sua escolha (conto, crônica, descrição), que deve estar em conformidade com as regras de concordância. Eles devem revisá-lo em duplas, identificar e corrigir possíveis falhas, e, posteriormente, apresentar a produção oralmente para a turma.

Atividades sugeridas:

1. Atividade de Correção:
– Objetivo: Reconhecer e corrigir erros de concordância.
– Descrição: Fornecer textos curtos com erros de concordância. Os alunos devem trabalhar em duplas ou grupos e identificar as falhas.
– Materiais: Cópias de textos com erros.
– Adaptação: Para alunos com dificuldade, pode-se dar dicas sobre onde estão os erros.

2. Criação de Jogo de Cartas:
– Objetivo: Aprender regras de concordância de maneira lúdica.
– Descrição: Cada aluno deve criar cartas com frases corretas e incorrectas, e os colegas devem identificar os erros, se houver.
– Materiais: Cartões ou papel.
– Adaptação: Os cartões podem ser coloridos com diferentes dificuldades para alunos em diferentes níveis.

3. Análise de Texto de Publicidade:
– Objetivo: Relacionar a concordância ao cotidiano.
– Descrição: Escolher anúncios publicitários que apresentam erros de concordância. Os alunos devem analisar e discutir como isso afeta a mensagem.
– Materiais: Recortes de anúncios, jornais ou revistas.
– Adaptação: Grupos podem ser formados com base em interesses para discutir anúncios de diferentes áreas (moda, comida, tecnologia).

4. Discussão em Grupo:
– Objetivo: Fomentar o debate sobre a importância da norma-padrão.
– Descrição: Dividir a turma em grupos para discutir a importância da concordância na comunicação diária. Cada grupo deve apresentar suas ideias.
– Materiais: Não são necessários materiais para esta atividade, apenas um espaço para discussão.
– Adaptação: Grupos menores podem ser formados para alunos mais tímidos.

5. Produção e Revisão de Texto:
– Objetivo: Produzir textos respeitando as regras de concordância.
– Descrição: Após uma proposta de tema, os alunos devem criar um texto e revisá-lo buscando erros de concordância.
– Materiais: Papel e caneta/lápis.
– Adaptação: Oferecer um modelo de revisão a ser seguido para aqueles que podem precisar de mais apoio.

Discussão em Grupo:

Após as atividades, será promovida uma discussão em grupo onde os alunos poderão dialogar sobre como a concordância impacta a clareza das mensagens. Questões como “Por que é importante respeitar as regras de concordância?” e “De que forma a falta de concordância pode alterar o sentido de uma frase?” poderão ser levantadas.

Perguntas:

1. O que você entende por concordância verbal e nominal?
2. Como a falta de concordância pode prejudicar a comunicação?
3. Você já notou erros de concordância em textos que leu? Como isso afetou sua compreensão?
4. Quais estratégias você pode adotar para evitar erros de concordância em seus textos?

Avaliação:

A avaliação será feita com base na participação dos alunos durante as atividades práticas, na precisão com que identificam e corrigem erros de concordância, e na qualidade das produções textuais criadas. Além disso, o professor pode aplicar um teste escrito ao final do plano de aula para avaliar a compreensão dos conceitos abordados.

Encerramento:

Ao finalizar as atividades, será realizado um resumo dos principais pontos abordados sobre concordância nominal e verbal. Os alunos serão incentivados a refletir sobre a aplicação prática desse conhecimento em suas vidas diárias, reforçando a importância da comunicação clara.

Dicas:

1. Usar exemplos do cotidiano para facilitar a compreensão dos alunos.
2. Incentivar as discussões em grupo, tornando-as um espaço seguro para o compartilhamento de ideias.
3. Propor a leitura de textos variados para que os alunos possam analisar a concordância em diferentes contextos.

Texto sobre o tema:

A concordância é um aspecto fundamental da língua portuguesa que garante a coerência e a clareza nas comunicações, tanto escritas quanto orais. Em regras simples, a concordância verbal refere-se à relação entre o sujeito e o verbo, assegurando que estejam sempre em harmonia. Por exemplo, em uma frase como “Os alunos estudam”, a forma do verbo “estudam” está no plural, concordando com o sujeito “alunos”. Se mudássemos para “O aluno estuda”, o verbo também deve ser ajustado para o singular.

Por outro lado, a concordância nominal diz respeito à relação entre um substantivo e seus modificadores, como adjetivos e artigos. Um exemplo pode ser visto na expressão “As meninas inteligentes”, onde o adjetivo “inteligentes” concorda em gênero e número com “meninas”. Com a prática e a observação diária, os alunos podem aprender como estas regras não são apenas um conjunto de normas gramaticais, mas ferramentas essenciais para transmitir suas ideias com precisão.

Ao longo do estudo da concordância, os educadores devem ter em mente a relevância de encorajar os alunos a questionar e discutir as regras. Isto não só promove o entendimento crítico das normas linguísticas, mas também instiga um uso mais consciente da língua. Quando bem compreendido, o domínio da concordância melhora a habilidade dos alunos em expressar suas opiniões, argumentar temas relevantes em discussões e, com isso, se preparar para os desafios que a vida em sociedade lhes apresenta.

Desdobramentos do plano:

Os aprendizados resultantes do estudo da concordância nominal e verbal abrem portas para a compreensão mais profunda da língua portuguesa. Ao dominar esses conceitos, os alunos adquirem uma nova perspectiva sobre a importância da gramática na comunicação cotidiana. É fundamental que eles entendam que essa não é apenas uma matéria escolar, mas um recurso valioso em todas as esferas da vida. Um uso consciente da norma-padrão pode impactar positivamente suas relações sociais e profissionais, tornando-os comunicadores mais habilidosos.

Além disso, o domínio da concordância permite que os estudantes desenvolvam a habilidade de analisar outros gêneros textuais, como artigos de opinião e notícias, onde a clareza e a precisão na utilização da língua são essenciais. Eles aprenderão que a linguagem é um reflexo do seu pensamento e, por isso, a prática deve ser contínua. Incorporando debates sobre textos cotidianos e variações linguísticas, os educadores podem estimular a formação de cidadãos críticos que se sentem confortáveis ao expressar suas idées em diferentes contextos.

Por fim, o reconhecimento dos erros comuns que muitos falantes e escritores cometem pode ajudar os alunos a se desenvolverem. Isso pode levar a um sentimento de empatia ao se depararem com as dificuldades de outros em usar a língua de maneira correta. Assim, ao proporcionar um ambiente respeitoso e inclusivo, os educadores não apenas formam melhores alunos, mas também cidadãos conscientes e capazes de contribuir significativamente para a sociedade.

Orientações finais sobre o plano:

Ao implementar este plano de aula, os educadores devem estar atentos ao nível de envolvimento dos alunos e adaptar suas abordagens conforme necessário. A interação é chave para o aprendizado; quanto mais os alunos estiverem dispostos a participar, mais significativas serão as experiências de aprendizado. Isso significa também estar aberto a ouvir as opiniões dos alunos e integrar os reflexos da realidade deles nas discussões sobre a língua portuguesa.

As correções e feedbacks são essenciais para o processo de aprendizado. Torne as correções parte do desenvolvimento e evite criar um ambiente punitivo quando os alunos cometerem erros. A ideia é aprender com os erros. Isso deve ser transmitido de forma que eles entendam que a gramática é uma construção social e que todos nós estamos em constante aprendizado.

Por último, após o término das atividades, os educadores podem considerar a continuidade do trabalho com a concordância, através de revisões periódicas e inserções em outros conteúdos que envolvem a produção textual, a fim de consolidar esses conceitos na prática cotidiana dos alunos, garantindo assim que se tornem comunicadores cada vez mais habilidosos e críticos.

5 Sugestões lúdicas sobre este tema:

1. Concurso de Correção: Organize um concurso onde os alunos devem corrigir o maior número de frases erradas de acordo com as regras de concordância. O grupo que acertar mais, por um critério previamente acordado, ganha um prêmio simbólico.

2. Quebra-cabeça da Concordância: Crie peças de quebra-cabeça onde em uma metade há uma frase correta e na outra metade uma com erro de concordância. Os alunos devem se juntar para consertar as frases, observando as regras aplicadas.

3. Teatro da Concordância: Proponha que os alunos criem pequenas skits onde os personagens cometam erros de concordância, e outros alunos devem corrigi-los durante ou após a apresentação.

4. Gramática e Música: Selecione músicas que contenham erros de concordância e peça aos alunos para reescrever a letra corretamente. Além de divertido, isso ajuda a fixar o assunto de um modo mais informal.

5. Clube do Livro: Organize um clube do livro onde toda semana os alunos devem apresentar um trecho de um livro e discutir como a concordância está sendo utilizada, podendo também propor correções.

Essas atividades não apenas facilitam a compreensão dos conceitos, mas também tornam o aprendizado mais prazeroso e significativo, utilizando elementos lúdicos que mantêm os alunos engajados e motivados.


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