“Explorando Códigos de Estátua: Comunicação Não-Verbal no Ensino”

Este plano de aula foi elaborado com o propósito de proporcionar uma experiências enriquecedora sobre os códigos de estátua. A proposta é que os alunos do 3º ano do Ensino Fundamental possam compreender a importância da linguagem corporal e a comunicação não-verbal, utilizando a arte como ferramenta pedagógica. Com uma abordagem prática, os estudantes serão incentivados a expressar suas emoções e a se conectarem com o movimento, não apenas como forma de arte, mas também como forma de diálogo e interação entre eles.

O uso de códigos de estátua é uma forma lúdica que pode despertar o interesse dos alunos por temas relevantes, como o respeito ao próximo, a construção de empatia e a expressão de sentimentos através de movimentos. A atividade prática também favorece o desenvolvimento cognitivo e emocional, assim como fortalece a autoexpressão e a criatividade, alinhando-se a diversos objetivos de aprendizagem presentes na Base Nacional Comum Curricular (BNCC).

Tema: Códigos de Estátua
Duração: 45 minutos
Etapa: Ensino Fundamental 1
Sub-etapa: 3º Ano
Faixa Etária: 6 a 8 anos

Objetivo Geral:

Planejamentos de Aula BNCC Infantil e Fundamental

Proporcionar uma experiência prática e lúdica sobre os códigos de estátua, desenvolvendo a comunicação não-verbal, a expressão corporal e a empatia entre os alunos.

Objetivos Específicos:

1. Identificar e explorar a linguagem do corpo e sua relação com a expressão de sentimentos.
2. Promover a interação entre os alunos por meio da atividade em grupo, fortalecendo o respeito às diferenças de cada um.
3. Desenvolver habilidades motoras e a percepção do espaço através da imobilidade e da criatividade no movimento.

Habilidades BNCC:

– (EF03LP06) Identificar a sílaba tônica em palavras, classificando-as em oxítonas, paroxítonas e proparoxítonas.
– (EF03LP08) Identificar e diferenciar, em textos, substantivos e verbos e suas funções na oração: agente, ação, objeto da ação.
– (EF03LP14) Planejar e produzir textos injuntivos instrucionais, com a estrutura própria desses textos e mesclando palavras, imagens e recursos gráfico-visuais.
– (EF15AR01) Identificar e apreciar formas distintas das artes visuais, cultivando a capacidade de simbolizar e o repertório imagético.
– (EF35EF03) Descrever, por meio de múltiplas linguagens, as brincadeiras e os jogos populares do Brasil e de matriz indígena e africana.

Materiais Necessários:

– Espaço amplo para desenvolver a atividade com segurança.
– Músicas de fundo para criar o ambiente desejado.
– Papel e canetas coloridas para que os alunos desenhem ou escrevam sobre suas experiências.
– Câmera ou celular para registrar as atividades.

Situações Problema:

1. Como podemos nos comunicar sem palavras?
2. De que forma a expressão corporal pode mostrar nossos sentimentos para os outros?

Contextualização:

A atividade com códigos de estátua apresenta aos alunos uma maneira inovadora de explorar a comunicação não-verbal. Por meio da prática, os alunos vão perceber a importância do corpo na transmissão de sentimentos e as diversas formas de interpretação que uma pose ou movimento podem ter. As habilidades de observar e expressar comportamentos são essenciais para a formação de um cidadão mais empático e consciente.

Desenvolvimento:

1. Início da aula (10 minutos): Comece a aula explicando o conceito de códigos de estátua. Pergunte aos alunos sobre experiências que tiveram em que se comunicaram sem usar palavras.
2. Demonstração (5 minutos): Mostre alguns exemplos de poses e expressões que possam transmitir diferentes sentimentos e peça para que eles tentem adivinhar o que cada pose representa.
3. Atividade prática (20 minutos): Divida os alunos em duplas ou grupos pequenos. Cada grupo deve criar uma sequência de 3 a 5 poses que ao serem apresentadas juntos, contem uma “história”. O grupo deve agir como estátuas imobilizadas durante 10 segundos. Após, as duplas se revezam para mostrar suas sequências.
4. Registro (10 minutos): Após a atividade prática, entregue papel e canetas coloridas para que cada grupo desenhe ou escreva sobre a história que contaram com suas poses. Conversem sobre como se sentiram e o que aprenderam.

Atividades sugeridas:

Semana de Atividades:

1. Dia 1
– Objetivo: Introduzir os códigos de estátua.
– Descrição: Discuta o conceito de comunicação não-verbal e faça uma atividade de aquecimento corporal.
– Materiais: Música, espaço livre.
– Adaptação: Usar instruções visuais para alunos com dificuldades auditivas.

2. Dia 2
– Objetivo: Criar sequências de poses.
– Descrição: Cada grupo deve criar uma cena que represente uma emoção (felicidade, tristeza, raiva).
– Materiais: Espaço amplo, câmeras (opcional).
– Adaptação: Proporcionar diferentes tempos e materiais para alunos com necessidades especiais.

3. Dia 3
– Objetivo: Mostrar e discutir as criações.
– Descrição: Cada grupo apresenta sua sequência e debate sobre o que sentiram e perceberam.
– Materiais: Papel, canetas.
– Adaptação: Criar um painel para expor imagens das apresentações.

4. Dia 4
– Objetivo: Aplicação prática da comunicação não-verbal em um jogo de imitação.
– Descrição: Um aluno faz uma pose, e o resto da turma imita.
– Materiais: Espaço amplo, música animada.
– Adaptação: Grupos menores para alunos tímidos.

5. Dia 5
– Objetivo: Refletir e avaliar a aprendizagem.
– Descrição: Discussão sobre o que aprenderam e como se sentem ao se expressar sem palavras.
– Materiais: Papel para diário, canetas coloridas.
– Adaptação: Alunos podem desenhar ao invés de escrever, se preferirem.

Discussão em Grupo:

Após a realização das atividades, reúna a turma para discutir as experiências. Pergunte como se sentiram ao usar as poses, se a comunicação foi clara e o que aprenderam sobre os sentimentos uns dos outros. Incentive o respeito e a empatia nas trocas de ideias.

Perguntas:

1. Como você se sentiu ao usar seu corpo para se comunicar?
2. Quais sentimentos você consegue expressar através de uma simples pose?
3. O que você aprendeu sobre a comunicação não-verbal com seus amigos?

Avaliação:

A avaliação será contínua, considerando a participação dos alunos nas atividades, suas contribuições durante as discussões e o empenho nas criações. Um feedback positivo será dado também aos que demonstrarem dificuldades, propiciando um ambiente acolhedor e encorajador.

Encerramento:

Para encerrar a aula, reforce a importância da comunicação não-verbal e como ela faz parte do nosso cotidiano. Pergunte aos alunos como eles podem usar essa habilidade em outras situações na escola e em casa. Ofereça um espaço para que compartilhem suas ideias e realizem uma última pose, refletindo a sensação de estarem juntos como turma.

Dicas:

– Utilize um ambiente bem iluminado e sem distrações para concentrar melhor o foco dos alunos.
– Encoraje a criatividade e elogie a diversidade de expressões.
– Use músicas ou sons relaxantes para criar um clima propício para a criação artística.

Texto sobre o tema:

O estudo da comunicação não-verbal é um tópico amplamente reconhecido por sua relevância no desenvolvimento humano. A linguagem corporal, que se manifesta de diversas formas, é uma ferramenta poderosa que todos utilizamos, muitas vezes de maneira inconsciente. A capacidade de expressar sentimentos, pensamentos e emoções sem o uso de palavras pode incluir gestos, expressões faciais e posturas corporais. Esse tipo de comunicação muitas vezes transmite mensagens mais eficazes e diretas do que as palavras, pois complementa e, por vezes, substitui a fala.

Nos dias de hoje, em um mundo dominado por mensagens digitais e comunicação virtual, a prática de se comunicar através do corpo se torna ainda mais crucial. As crianças, ao se envolverem em atividades práticas, aprendem a interpretar não apenas o que está sendo dito, mas também como as pessoas ao seu redor se sentem e reagem. Tais aprendizagens são particularmente importantes para alcançar um nível mais profundo de empatia e respeito pelo próximo. Ao trabalharmos com códigos de estátua, criamos um espaço seguro onde os alunos podem explorar diferentes formas de expressão e, assim, reconhecer que cada um possui uma forma única de se comunicar.

Além disso, a arte, quando incorporada ao processo de aprendizagem, tem a capacidade de transformar o ambiente escolar. Experimentar a prática de estatua através do movimento, da pausa e da observação permite que os alunos não apenas compreendam a transição entre a quietude e o movimento, mas também desenvolvam uma sensibilidade maior em relação aos sentimentos dos outros. No final, isso não apenas melhora a comunicação, mas também fomenta um ambiente escolar mais colaborativo e harmonioso.

Desdobramentos do plano:

As atividades sobre os códigos de estátua podem ser desdobradas de inúmeras maneiras para enriquecer ainda mais o aprendizado dos alunos. Em primeiro lugar, pode-se integrar a temática ao ensino da literatura, utilizando textos que retratem figuras de linguagem relacionadas à comunicação não-verbal. Isso ajudaria os alunos a relacionar o conteúdo prático às teorias literárias, compreendendo como as emoções podem ser descritas e exploradas por meio da escrita.

Em segundo lugar, a atividade pode ser expandida para incluir o ensino da história em relação às expressões artísticas ao longo do tempo. Os alunos poderiam investigar como diferentes culturas ao redor do mundo se expressam corporalmente em rituais e celebrações, promovendo um aprendizado mais amplo sobre a diversidade cultural e a riqueza da comunicação em diferentes sociedades.

Por fim, considerar o impacto social da comunicação não-verbal na vida cotidiana dos alunos pode gerar discussões enriquecedoras. Conduzir atividades em que outras formas de comunicação sejam incorporadas, como a dança ou a mímica, pode facilitar a conexão e o entendimento entre as experiências vividas da turma e suas percepções sobre o mundo ao seu redor.

Orientações finais sobre o plano:

É essencial que os educadores se sintam confortáveis e preparados para guiar os alunos através deste plano de aula. A organização prévia das atividades, assim como o entendimento dos objetivos, é fundamental para garantir a fluidez da aula. Além disso, deve-se promover um ambiente acolhedor e seguro, onde todas as crianças se sintam à vontade para expressar suas emoções e participar ativamente da dinâmica proposta.

As interações durante a aula devem ser incentivadas, permitindo que os alunos façam perguntas e compartilhem experiências. Essa abertura ajuda a construir um ambiente de aprendizado mais colaborativo e democrático. É importante que os educadores também estejam atentos às diferentes formas de comunicação que as crianças utilizam, respeitando e valorizando a individualidade de cada aluno.

Por fim, lembrar-se de refletir sobre os resultados da atividade pode oferecer insights valiosos para futuras aulas. Ao revisar o que funcionou bem e o que pode ser aprimorado, os educadores podem continuamente melhorar a experiência de aprendizagem dos alunos, assegurando que cada encontro seja significativo e impactante.

5 Sugestões lúdicas sobre este tema:

1. Jogo da Estátua Vivo: Os alunos dançam ao som de música e quando a música para, devem ficar parados na pose que escolheram. O professor pode visitar as “estátuas” e perguntar o que cada uma representa.
Materiais: Música animada.
Objetivo: Explorar a imobilidade e a capacidade de expressão através do corpo.

2. Teatro de Sombras: Usar lanternas para projetar sombras enquanto os alunos fazem poses. Isso pode ser transformado em uma história contada com as sombras.
Materiais: Lanternas, papel para criar silhuetas.
Objetivo: Combinar artes visuais com comunicação não-verbal.

3. Desafios de Expressão: Um aluno descreve uma emoção, e os outros alunos devem criar poses que representem essa emoção, fazendo um ‘desfile de estátuas’.
Materiais: Quadro branco para anotar emoções.
Objetivo: Desenvolver a empatia e entendimento das emoções alheias.

4. Caminhadas em Estátua: Criar um espaço ao ar livre onde os alunos devem caminhar e imitar a maneira que o professor indica (como um animal, por exemplo) e, ao sinal, devem se tornar estátuas.
Materiais: Espaço aberto.
Objetivo: Combinar movimento e imobilidade.

5. Cartões de Emoções: Criar cartões com diferentes emoções e, em duplas, os alunos devem pegar um cartão e ficar em estátua representando sem falar. O restante da turma deve adivinhar a emoção.
Materiais: Cartões com emoções desenhadas ou escritas.
Objetivo: Aprender a reconhecer e nomear emoções.

Essas sugestões oferecem maneiras variadas e lúdicas de explorar o tema dos códigos de estátua, tornando o aprendizado mais interativo e significativo.


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