“Contação de Histórias: Aprendizado e Magia para Bebês”

A contação de histórias é uma prática extremamente rica e importante no desenvolvimento das crianças, especialmente na educação infantil. Ao contar histórias, os educadores criam um momento único que pode estimular a imaginação e a criatividade dos pequenos, além de proporcionar a oportunidade de interação e desenvolvimento de habilidades sociais. Neste plano de aula, voltado para bebês de 0 a 1 ano e 6 meses, propomos uma experiência de contação de histórias, onde os educadores poderão explorar o universo mágico das narrativas infantis, utilizando técnicas que envolvem sons, gestos e interações que atraem a atenção e o interesse dos bebês, promovendo assim um aprendizado significativo.

O momento da contação de histórias não é apenas uma forma de entreter; ele cria oportunidades para a construção de vínculos afetivos entre o educador e as crianças, além de ajudar a desenvolver capacidades linguísticas e motoras. A escolha de histórias ricas em imagens, sons e rimas será fundamental para manter o interesse dos bebês e possibilitar que explorem suas emoções e sensações durante a atividade. Através das histórias, os bebês poderão não apenas escutar, mas também participar ativamente, explorando os sons, os gestos e as cores que compõem a narrativa.

Tema: Contação de História
Duração: 20 minutos
Etapa: Educação Infantil
Sub-etapa: Bebês
Faixa Etária: 0 a 1 ano e 6 meses

Objetivo Geral:

Planejamentos de Aula BNCC Infantil e Fundamental

Proporcionar uma experiência de contação de histórias que estimule a linguagem, a comunicação e a imaginação dos bebês, promovendo interações e vínculos afetivos.

Objetivos Específicos:

1. Estimular a percepção auditiva e visual através de sons e ilustrações durante a contação.
2. Promover a interação entre os bebês e o educador, utilizando gestos e expressões faciais.
3. Desenvolver a capacidade de atenção dos bebês, promovendo o interesse pela leitura e pelas histórias.
4. Estimular a comunicação por meio de gestos e balbucios ao longo da atividade.

Habilidades BNCC:

CAMPO DE EXPERIÊNCIAS “O EU, O OUTRO E O NÓS”
(EI01EF03) Demonstrar interesse ao ouvir histórias lidas ou contadas, observando ilustrações e os movimentos de leitura do adulto-leitor (modo de segurar o portador e de virar as páginas).
(EI01EF05) Imitar as variações de entonação e gestos realizados pelos adultos, ao ler histórias e ao cantar.

CAMPO DE EXPERIÊNCIAS “CORPO, GESTOS E MOVIMENTOS”
(EI01CG01) Movimentar as partes do corpo para exprimir corporalmente emoções, necessidades e desejos.

CAMPO DE EXPERIÊNCIAS “TRAÇOS, SONS, CORES E FORMAS”
(EI01TS01) Explorar sons produzidos com o próprio corpo e com objetos do ambiente.

Materiais Necessários:

– Livros de imagens grandes e coloridos, de preferência com texturas para serem explorados pelos bebês.
– Objetos que produzam sons, como chocalhos ou instrumentos simples.
– Fantoches ou bonecos que possam ser utilizados para representar os personagens da história.
– Tapete ou colchonete como espaço para a atividade.

Situações Problema:

Durante a contação de histórias, é comum que os bebês se distraiam ou se sintam incomodados. Como o educador pode conduzir a atividade de forma a manter todos engajados e confortáveis?

Contextualização:

A prática da contação de histórias é essencial na formação de leitores. Ao estimular a curiosidade e o prazer pela leitura desde os primeiros anos, possibilitamos que os bebês desenvolvam um vocabulário mais rico e uma maior capacidade de compreensão de mundo.

Desenvolvimento:

1. Preparação do ambiente: O educador deve organizar um espaço confortável, com tapetes e almofadas, onde os bebês possam se sentar ou deitar, criando um ambiente seguro e acolhedor.
2. Introdução da atividade: Inicie com uma apresentação suave, chamando os bebês pelo nome e criando um clima lúdico. Utilize um objeto sonoro para chamar a atenção.
3. Contação da história: Escolha uma história simples e rica em ilustrações. Use variações de entonação e expressões faciais para capturar a atenção dos bebês. Faça pausas para permitir que os bebês interajam, apontem ou toquem nas imagens.
4. Incorporação de sons e movimentos: Durante a história, utilize fantoches ou bonecos para simular os personagens. Instruir os bebês a imitar sons pode ser uma forma divertida de engajá-los.
5. Encerramento: Após a história, encoraje os bebês a expressarem como se sentiram em relação à narrativa usando gestos, balbucios ou movimentos corporais.

Atividades sugeridas:

1. Atividade de sons: Utilize diferentes objetos sonoros durante a narrativa e peça para que os bebês reproduzam os sons.
– Objetivo: Desenvolver a percepção auditiva.
– Materiais: Chocalhos, instrumentos musicais simples.
– Instruções: Introduza um novo som a cada parte da história e incentive os bebês a imitarem.

2. Exploração tátil: Após a leitura da história, ofereça materiais com texturas semelhantes às ilustrações da história para que os bebês possam tocar e explorar.
– Objetivo: Estimular a sensibilidade tátil.
– Materiais: Tecido, papel de diferentes texturas.
– Instruções: Mostre os materiais e relacione-os com a história enquanto os bebês tocam.

3. Movimentação em grupo: Faça uma roda e reproduza os gestos de personagens da história.
– Objetivo: Desenvolver a coordenação motora.
– Materiais: Espaço amplo.
– Instruções: Demonstre os movimentos e incentive os bebês a acompanhá-lo.

Discussão em Grupo:

Após a atividade, crie um momento de interação onde os educadores e os bebês possam conversar sobre a história que foi contada, utilizando perguntas simples, como: “Qual cor você viu na história?” e “Onde está o personagem que você gostou?”.

Perguntas:

1. O que você mais gostou na história?
2. Que sons você ouviu?
3. Qual foi o personagem mais divertido?

Avaliação:

A avaliação deve ser contínua, observando o interesse e a interação dos bebês durante a atividade. Registre as reações e a participação deles para entender como estão respondendo às histórias e suas preferências.

Encerramento:

Finalize a atividade agradecendo a participação dos bebês e incentivando-os a continuar contando histórias em casa com suas famílias. É importante ressaltar o papel da leitura na formação pessoal e cultural de cada um.

Dicas:

1. Adapte a contação de histórias de acordo com o ritmo e a preferência dos bebês.
2. Aproveite as interações espontâneas, mesmo que as crianças se distraiam; isso faz parte do processo de aprendizagem.
3. Use músicas e canções relacionadas à história para enriquecer a experiência.

Texto sobre o tema:

A contação de histórias é uma prática ancestral que se mantém viva através dos tempos, encerrando em si não apenas o ato de contar, mas a conexão profunda entre o contador e seu público. Desde a infância mais tenra, o rato de histórias torna-se uma ponte entre o mundo real e o imaginário, onde as narrativas ajudam a moldar a compreensão da realidade dos pequenos. O carinho, a atenção e a magia que envolvem esses momentos são fundamentais.

Nos primeiros anos de vida, o contato com histórias traz benefícios inegáveis para o desenvolvimento infantil. Os bebês, que ainda estão no início da construção de sua linguagem verbal, respondem positivamente a estímulos sonoros e visuais. A combinação de ilustrações vibrantes e sons variados pode cativar a atenção. Estudos mostram que a exposição à literatura desde cedo, estimula o desenvolvimento cerebral, potencializando habilidades como memória, atenção e compreensão.

Na prática da contação de histórias, os educadores atuam como mediadores nesse encantador universo. Suas vozes, expressões e gestos transformam simples narrativas em experiências inesquecíveis. Cada livro lido se torna uma aventura, onde diferentes emoções são exploradas, e uma infinidade de possibilidades se abre para os bebês. Assim, a narrativa é um convite a sonhar, descobrir e construir um mundo rico em imaginação e aprendizado.

Desdobramentos do plano:

A contação de histórias para bebês pode ser expandida em vários aspectos, levando em consideração o potencial que essa prática tem em enriquecer o cotidiano da sala de aula. Uma das formas de desdobramento envolve a criação de um “clube do livro”. Neste espaço, os bebês poderiam ter facilidade em contar suas próprias histórias por meio de imagens e sons. O clube do livro proporcionaria um ambiente onde eles poderiam compartilhar experiências adquiridas em casa, junto com suas famílias, ampliando a relação entre o lar e a escola.

Outro desdobramento relevante é a integração da contação de histórias com as vivências no cotidiano da sala de aula. Isso pode ser feito ao relacionar histórias narradas com práticas do dia a dia, como higiene, alimentação e brincadeiras. Dessa forma, ao contar uma história sobre um personagem que busca o banheiro, por exemplo, as crianças podem se sentir mais à vontade para tocar nesses assuntos. Essa abordagem fará com que as histórias ganhem vida e continuem a dialogar com a realidade experimentada pelas crianças.

Finalmente, as contações de histórias podem ser vinculadas a outras mídias, como vídeos e músicas. Os bebês podem ouvir canções que remetem a histórias contadas ou assistir a animações curtas que exploram os temas abordados nas narrativas. Essa mistura de formatos enriquecerá a experiência, pois amplia a possibilidade de entendimento e interpretação do mundo ao redor. Assim, a contação de histórias para bebês não se limita a um momento lúdico, mas se transforma em uma ferramenta poderosa para a educação e desenvolvimento.

Orientações finais sobre o plano:

Quando se trata de educar bebês, é fundamental estar atento às suas necessidades e características. Cada criança é única, e o educador deve estar preparado para adaptar atividades e abordagens conforme o comportamento e o interesse dos pequenos. Durante a contação de histórias, aproveite para observar as reações dos bebês — se eles se mostram mais interessados em um determinado som, cor ou personagem, isso pode ser uma pista valiosa para futuras interações.

Além disso, ao contar histórias, utilize sempre uma linguagem rica em emoções, pausas e variações de entonação. A forma como você apresenta o que está sendo contado pode fazer toda a diferença na percepção da história pelos bebês. Uma abordagem dinâmica e enérgica geralmente atrai mais a atenção dos pequenos. A interação também deve ser incentivada. Permita que os bebês toquem nos livros, apontem para as imagens e até mesmo participem com sons — isso fará com que se sintam parte da narrativa.

Por último, é essencial reforçar a importância do envolvimento familiar nesse processo. A contação de histórias não deve ser uma prática isolada da escola; ao contrário, ela deve ser um convite à construção de laços familiares. Incentive pais e responsáveis a contarem histórias em casa, compartilhando experiências e contribuindo para a formação de um ambiente que valorize a leitura. Com essa troca constante, o amor pelas histórias e pela leitura se tornará uma experiência colaborativa, impactando significativamente o desenvolvimento dos bebés.

5 Sugestões lúdicas sobre este tema:

1. Roda de Sons: Organize uma roda onde cada bebê possa trazer um objeto que faça som. O objetivo é que cada um utilize seu objeto enquanto uma história é contada, criando uma sinfonia de sons.
– Materiais: Objetos sonoros de diferentes tipos.
– Execução: Permita que cada criança imite o som do objeto durante a história.

2. Músicas e Rimas: Crie músicas ou rimas simples relacionadas com a história lida. Utilize gestos para representar cada parte da música, permitindo que os bebês movam-se e imitem.
– Materiais: Fichas com desenhos das partes da música.
– Execução: Ensine as músicas utilizando gestos e danças, promovendo a participação.

3. Histórias Sensoriais: Crie um ambiente onde os bebês possam tocar materiais que representem a história contada, como grama, água ou areia.
– Materiais: Diferentes texturas e objetos.
– Execução: Durante a história, permita que os bebês explorem cada material enquanto ouvem a narrativa.

4. Teatro de Fantoches: Utilize fantoches para representar a história, fazendo uma pequena apresentação com participação das crianças.
– Materiais: Fantoches simples.
– Execução: Encoraje os bebês a manipular os fantoches e expressar as emoções dos personagens.

5. Contação de História Interativa: Proponha uma história onde os bebês possam escolher o que acontece a seguir, utilizando perguntas simples.
– Materiais: Livros ilustrados.
– Execução: Ao contá-las, faça pausas pedindo aos bebês que escolham entre diferentes opções apresentadas.

Essas sugestões são pensadas para abrigar a diversidade de interesses e habilidades dos bebês, garantindo que a experiência de contação de histórias seja sempre rica e útil para o desenvolvimento deles.


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