“Aprendizado Divertido: Brincadeiras Antigas e Jogos Matemáticos”

A seguir, apresento um plano de aula detalhado voltado para o tema “Brincadeiras Antigas e Jogos Matemáticos”. Este plano foi desenvolvido para atender as necessidades educacionais específicas do 2º ano do Ensino Fundamental, com duração de 1 hora. O objetivo é promover o aprendizado de conteúdos matemáticos de forma lúdica por meio de brincadeiras tradicionais que exercitem a lógica e o raciocínio dos alunos.

Tema: Brincadeiras Antigas e Jogos Matemáticos
Duração: 1h
Etapa: Ensino Fundamental 1
Sub-etapa: 2º Ano
Faixa Etária: 8 e 9 anos

Objetivo Geral:

Proporcionar aos alunos uma experiência de aprendizado lúdica através de brincadeiras antigas que envolvem conceitos matemáticos, desenvolvendo a habilidade de solucionar problemas, raciocínio lógico e vivência de experiências sociais significativas.

Objetivos Específicos:

Planejamentos de Aula BNCC Infantil e Fundamental

1. Compreender e aplicar conceitos matemáticos básicos através de jogos e brincadeiras.
2. Desenvolver a capacidade de trabalhar em grupo, respeitando e valorizando a colaboração entre os colegas.
3. Estimular a criatividade dos alunos ao criar suas próprias regras e adaptações de jogos antigos.
4. Aprender a resolver problemas matemáticos de forma divertida.

Habilidades BNCC:

Matemática:
– (EF02MA06) Resolver e elaborar problemas de adição e de subtração, envolvendo números de até três ordens, com os significados de juntar, acrescentar, separar, retirar.
– (EF02MA07) Resolver e elaborar problemas de multiplicação (por 2, 3, 4 e 5) com a ideia de adição de parcelas iguais.
Educação Física:
– (EF12EF01) Experimentar, fruir e recriar diferentes brincadeiras e jogos da cultura popular presentes no contexto comunitário e regional.

Materiais Necessários:

– Fichas ou cartões com números
– Materiais para desenho (papel, lápis, canetinhas)
– Um dados (ou mais, dependendo do número de grupos)
– Fitas ou cordas para demarcar áreas

Situações Problema:

1. Organizar as crianças em grupos e propor a resolução de um problema prático, como o “quem consegue montar a maior coleção de fichas em um minuto utilizando adição e multiplicação”.
2. Realizar um jogo de dados em que os alunos devem criar somas ou multiplicações a partir dos números tirados, e realizar a contagem do total de jogadas ao final.

Contextualização:

As brincadeiras antigas, como “Amarelinha” e “Bola de Gude”, não apenas proporcionam interação social, mas também apresentam diversas oportunidades de aprendizado matemático. Utilizar essas brincadeiras em sala de aula contextualiza o conteúdo matemático de forma divertida e dinâmica, permitindo que os alunos se conectem com suas experiências e memórias.

Desenvolvimento:

1. Aquecimento (10 minutos): Inicie a aula apresentando uma brincadeira antiga. Proponha que os alunos relembrem ou aprendam a “Amarelinha”, que envolve saltos e contagem. Explique que cada número representa uma soma e que a brincadeira pode ser um ótimo momento para exercitar a matemática com movimento.

2. Atividade principal (40 minutos): Divida a turma em grupos. Cada grupo escolherá uma brincadeira antiga que conhecem ou uma nova para aprender. As atividades devem envolver estratégias matemáticas, tais como:
Bola de Gude: proposta de contagem e comparação utilizando os pontos que podem ser obtidos nas jogadas. Os alunos devem registrar o resultado em um gráfico simples.
Bingo Matemático: criar cartões com operações de adição e subtração, onde os alunos devem calcular para preencher seus cartões.
Jogo dos Dados: dois dados serão lançados, e o resultado da soma ou multiplicação deles deve ser anotado, além de criar desafios entre grupos para calcular os resultados com mais rapidez.

3. Encerramento (10 minutos): Com todos os grupos reunidos, peça que apresentem suas experiências e resultados. Promova uma discussão sobre como as brincadeiras ajudaram na compreensão dos conceitos matemáticos e qual foi a mais divertida ou fácil de aplicar.

Atividades sugeridas:

Dia 1: Introduzir a “Amarelinha” com contagens até 10. Destaque a importância de seguir a ordem numérica e faça a contagem em conjunto.
Dia 2: Realizar o “Bingo Matemático” com operações simples. Crie cartões de bingo e promova rodadas com operações orais.
Dia 3: Propor o “Jogo dos Dados” para comparar os resultados entre grupos. O objetivo é contar quem fez o maior total em um número fixo de jogadas.
Dia 4: NÃO ensinar uma nova brincadeira, mas dar liberdade para que os alunos criem suas próprias regras e joguem entre si, utilizando matemática em suas criações.
Dia 5: Realizar uma apresentação em grupo, onde cada um poderá mostrar sua brincadeira para a classe e explicar as regras e a matemática por trás dela.

Discussão em Grupo:

Promover uma conversa reflexiva onde os alunos podem compartilhar o que aprenderam sobre matemática e sobre a importância de brincadeiras tradicionais em suas vidas. Devem discutir o que torna cada atividade gostosa e significativa.

Perguntas:

1. Como as brincadeiras ajudam na sua compreensão de matemática?
2. Quais são os sentimentos que as brincadeiras e jogos antigos despertam em você?
3. O que você sentiu ao criar suas próprias regras para os jogos?

Avaliação:

A avaliação será processual, observando a participação dos alunos durante as atividades práticas, a capacidade de trabalhar em grupo, a criatividade na resolução de problemas e a compreensão dos conceitos matemáticos apresentados.

Encerramento:

A aula termina com um momento de reflexão sobre a importância das brincadeiras e do aprendizado matemático no dia a dia, incentivando os alunos a continuarem a explorar jogos em casa e a trazerem novas ideias para as próximas aulas.

Dicas:

– Utilize emojis nas fichas e cartões para facilitar a identificação dos números.
– Faça um mural na sala de aula com as criações matemáticas dos alunos.
– Organize um “dia de jogos” onde os alunos possam trazer suas brincadeiras favoritas para partilhar.

Texto sobre o tema:

Brincadeiras antigas e jogos matemáticos fazem parte do cotidiano de muitas gerações, sendo uma rica fonte de aprendizado lúdico e significativo. Nos anos anteriores, as crianças se divertiam em praças e escolas com brincadeiras que exigiam habilidades matemáticas, mesmo sem perceberem. Esses jogos, além de propiciar a diversão, serviam como ferramentas valiosas para desenvolver o raciocínio lógico e a convivência social. Ao saltar na amarelinha, as crianças aprendem a contar, a somar, enquanto ao jogar bola de gude, ensaiam conceitos de probabilidade e estratégia.
Neste contexto, a inclusão de jogos matemáticos nas aulas demonstra a preocupação dos educadores em tornar o aprendizado mais atrativo e envolvente. O desafio é extrapolar a visão tradicional de sala de aula e integrar as experiências lúdicas à compreensão de conceitos matemáticos, tornando-os mais palpáveis e interativos.
Assim, o professor é convidado a resgatar essas brincadeiras e transformá-las em atividades pedagógicas, onde o aprendizado vai mais além dos números, integrando cultura, história e habilidades essenciais para a formação dos alunos, como a autonomia, o trabalho em equipe e a empatia.

Desdobramentos do plano:

Além da aplicação imediata do plano de aula, este conteúdo pode ser desdobrado em diversas disciplinas. Por exemplo, na disciplina de História, podemos explorar a origem das brincadeiras e a evolução delas ao longo do tempo, destacando como cada geração deu continuidade a esses jogos e, assim, preservou a cultura da brincadeira infantil. Pode-se realizar pesquisas e entrevistas com os mais velhos da comunidade sobre suas experiências com tais jogos.
Em Educação Física, os alunos podem aprofundar-se na importância do movimento e do trabalho em equipe. As atividades práticas podem ser relacionadas com os benefícios de manter o corpo ativo, além de discutir como as regras dos jogos contribuem para o bem-estar.
Por fim, em Artes, os alunos podem ser incentivados a criar representações visuais dos jogos, através de desenhos e maquetes, além de desenvolverem projetos em que explorem suas linhas criativas ao inventar novas brincadeiras com base nas antigas.

Orientações finais sobre o plano:

É essencial que o professor tenha flexibilidade durante a aplicação deste plano de aula, adaptando as atividades conforme a dinâmica e o interesse dos alunos. Ao observar como as crianças interagem entre si, o educador pode ajustar as brincadeiras e os jogos para que todas as crianças participem, evitando exclusões. Isso é especialmente importante para atender os diferentes níveis de desenvolvimento e habilidade na turma.
Além disso, incentivar a criatividade na abordagem de jogos matemáticos é fundamental. As regras e os desafios podem ser modificados a qualquer momento, de acordo com as ideias que surgirem durante as interações das crianças. O objetivo é que elas compreendam que a matemática está presente em várias situações, públicas ou privadas, e que a aprendizagem não é um processo linear.
Por fim, estimular uma reflexão ao final da aula é importante, pois ajuda a desenvolver o senso crítico dos alunos, permitindo que eles se questionem sobre o que aprenderam e como isso pode ser aplicado em suas vidas fora da escola. Fomentar esse tipo de discussão é um poderoso aliado na construção de um aprendizado duradouro e significativo.

5 Sugestões lúdicas sobre este tema:

1. Caça ao Tesouro Matemática: Crie um jogo em que os alunos precisam resolver problemas de matemática para encontrar pistas escondidas na escola. Cada pista leva a uma nova questão que devem resolver até chegar ao tesouro final que contém prêmios pequenos ou certificados.
2. Teatro de Sombras sobre Brincadeiras: Os alunos podem criar pequenas encenações que representem as brincadeiras antigas e suas respectivas regras, utilizando na estrutura elementos de matemática, como contagens em adereços.
3. Desafio de Matemática com Música: Aprender uma música que incorpore adições e subtrações. As crianças podem compor letras de canções que expliquem os jogos e matemáticas, utilizando rimas e brincadeira.
4. Criação de um Livro de Receitas de Brincadeiras: Os alunos podem desenhar ou escrever as regras de suas brincadeiras preferidas em um caderno, em forma de livro. Cada página pode trazer uma receita em forma de problema matemático que deve ser solucionado.
5. Brincadeiras com Movimentos e Cálculos: Desenvolver um tipo de gincana em que a cada vez que um aluno realiza uma atividade física, ele deve calcular um número de pontos baseados na rapidez e precisão de suas ações. Isso sugerirá uma conexão entre atividade física e matemática de forma lúdica.

Esse plano contempla diversos aspectos importantes da educação e visa não apenas ao aprendizado acadêmico, mas ao desenvolvimento integral da criança em um ambiente lúdico e colaborativo.


Botões de Compartilhamento Social