“Vivência Lúdica com Contos Folclóricos na Educação Infantil”
O presente plano de aula tem como objetivo abordar os contos folclóricos dentro da etapa de Educação Infantil, visando uma vivência lúdica e enriquecedora para crianças pequenas, com idades entre 4 e 5 anos. O foco central está nas figuras icônicas da nossa cultura, como a Iara, Curupira, Caipora, Cuca e o Negrinho do Pastoreiro. Essas histórias são essenciais para a formação da identidade cultural dos pequenos, proporcionando não apenas entretenimento, mas também o desenvolvimento de valores como respeito, empatia e cooperação.
Com uma duração total de 180 minutos, a aula será dividida em momentos de escuta, movimento e criatividade, permitindo que as crianças descubram e explorem de forma abrangente o universo dos contos folclóricos brasileiros. Serão realizadas atividades que estimulem a expressão pessoal e a valorização cultural, aliando aprendizado e diversão em um ambiente acolhedor e estimulante.
Tema: Contos Folclóricos
Duração: 180 minutos
Etapa: Educação Infantil
Sub-etapa: Crianças Pequenas
Faixa Etária: 4 anos
Objetivo Geral:
Promover o conhecimento e a apreciação dos contos folclóricos brasileiros, facilitando a expressão cultural, o respeito à diversidade e o desenvolvimento de habilidades sociais e emocionais nas crianças.
Objetivos Específicos:
– Proporcionar momentos de escuta e apreciação das histórias.
– Estimular a criatividade e a expressão através de atividades artísticas.
– Desenvolver habilidades de comunicação, respeitando os sentimentos e opiniões dos colegas.
– Fomentar a empatia e a cooperação entre os alunos através de jogos e dinâmicas grupais.
– Valorizar a cultura brasileira por meio da vivência de contos folclóricos.
Habilidades BNCC:
CAMPO DE EXPERIÊNCIAS “O EU, O OUTRO E O NÓS”
(EI03EO01) Demonstrar empatia pelos outros, percebendo que as pessoas têm diferentes sentimentos, necessidades e maneiras de pensar e agir.
(EI03EO04) Comunicar suas ideias e sentimentos a pessoas e grupos diversos.
(EI03EO06) Manifestar interesse e respeito por diferentes culturas e modos de vida.
CAMPO DE EXPERIÊNCIAS “CORPO, GESTOS E MOVIMENTOS”
(EI03CG01) Criar com o corpo formas diversificadas de expressão de sentimentos, sensações e emoções, tanto nas situações do cotidiano quanto em brincadeiras, dança, teatro, música.
(EI03CG02) Demonstrar controle e adequação do uso de seu corpo em brincadeiras e jogos, escuta e reconto de histórias.
CAMPO DE EXPERIÊNCIAS “ESCUTA, FALA, PENSAMENTO E IMAGINAÇÃO”
(EI03EF01) Expressar ideias, desejos e sentimentos sobre suas vivências, por meio da linguagem oral e escrita (escrita espontânea), de fotos, desenhos e outras formas de expressão.
(EI03EF04) Recontar histórias ouvidas e planejar coletivamente roteiros de vídeos e de encenações.
Materiais Necessários:
– Livros ilustrados que contenham as histórias da Iara, Curupira, Caipora, Cuca, e Negrinho do Pastoreiro.
– Materiais de arte (papel colorido, giz de cera, pincéis, tintas).
– Fantasias ou objetos que representem os personagens das histórias.
– Itens de natureza para jogos ao ar livre (folhas, pedras, cordas).
– Espaço amplo para as atividades físicas e artísticas.
Situações Problema:
– Como podemos respeitar e valorizar as histórias que fazem parte da nossa cultura?
– O que podemos aprender sobre nós mesmos e sobre os outros ao contar essas histórias?
– Como podemos nos expressar através do movimento e da arte ao representar os personagens?
Contextualização:
Os contos folclóricos são parte fundamental da identidade cultural brasileira, carregando a sabedoria popular e refletindo valores que são passados de geração para geração. Ao abordar figuras como a Iara e o Curupira, as crianças têm a chance de entrar em contato com a riqueza da nossa cultura, além de compreender a importância de respeitar o meio ambiente e os seres vivos. Isso será explorado através de diferentes atividades que incentivam a interação e a expressão criativa dos alunos.
Desenvolvimento:
As atividades serão distribuídas ao longo de uma semana, com ênfase na ludicidade e no envolvimento das crianças:
Atividade 1: Contação de História
– Objetivo: Apresentar os contos folclóricos de forma interativa.
– Descrição: O professor contará a história de um dos personagens (por exemplo, Iara), fazendo uso de diferentes entonações e recursos visuais.
– Instruções Práticas: Utilize um livro ilustrado e convide as crianças a interagirem, fazendo perguntas durante a narrativa. Utilize fantoches para tornar a história mais envolvente.
– Materiais: Livro ilustrado sobre Iara e fantoches.
Atividade 2: Movimento do Personagem
– Objetivo: Expressar a história por meio do corpo.
– Descrição: Após a contação, as crianças deverão imitar os movimentos do personagem (ex: nadando como a Iara).
– Instruções Práticas: Organize um espaço amplo, toque músicas e incentive a movimentação, transformando a narrativa em uma dança.
– Materiais: Música e espaço livre.
Atividade 3: Oficina de Artes
– Objetivo: Criar representações visuais dos personagens.
– Descrição: As crianças poderão desenhar ou colorir seus personagens favoritos dos contos.
– Instruções Práticas: Forneça materiais variados e promova um momento de compartilhamento das obras.
– Materiais: Papel, tintas, giz de cera, cola.
Atividade 4: Dramaturgia Imaginativa
– Objetivo: Recontar a história através de encenação.
– Descrição: Em grupos, as crianças irão representar partes da história utilizando fantasias e objetos disponíveis.
– Instruções Práticas: Auxilie as crianças a criarem um roteiro simples e organize uma apresentação para a turma.
– Materiais: Fantasias e objetos que representem a natureza.
Atividade 5: Jogo ao Ar Livre
– Objetivo: Dirigir um jogo envolvendo os personagens e sua interação com a natureza.
– Descrição: Crie uma brincadeira em que cada criança representa um personagem e deve interagir respeitando as regras do meio ambiente.
– Instruções Práticas: Organize dinâmicas que levem em consideração o espaço da escola, promovendo cooperação e respeito.
– Materiais: Itens da natureza como folhas ou pedras.
Discussão em Grupo:
Após as atividades, realize uma roda de conversa onde cada criança poderá compartilhar suas experiências e expressar o que aprenderam sobre os personagens folclóricos e a importância do respeito cultural e ambiental.
Perguntas:
– O que você mais gostou da história que ouviu?
– Como você se sentiu ao imitar o personagem?
– Por que é importante respeitar a natureza como a Iara e o Curupira ensinam?
Avaliação:
A avaliação será feita de forma contínua, observando a participação, o envolvimento nas atividades, a interação com os colegas e a capacidade de expressão. O professor poderá registrar observações em um caderno de classe, anotando cada avanço e dificuldade que os alunos apresentarem ao longo da semana.
Encerramento:
Ao final da semana, uma exposição dos trabalhos artísticos e encenações será realizada, permitindo que as crianças celebrem o aprendizado e a vivência dos contos folclóricos. Essa apresentação poderá ser aberta para outros turmas, promovendo um intercâmbio cultural.
Dicas:
– Utilize diversas formas de contar histórias, como teatro, música e dança, para manter o interesse das crianças.
– Utilize a natureza como aliada, promovendo passeios ao ar livre onde os contos podem ser contados em meio à natureza.
– Envolva as famílias no processo, sugerindo que façam leituras em casa e tragam suas próprias versões de contos folclóricos.
Texto sobre o tema:
Os contos folclóricos constituem a essência da cultura brasileira e carregam em si a sabedoria das gerações passadas. Histórias como as da Iara, Curupira, Caipora, Cuca e Negrinho do Pastoreiro não são apenas narrativas, mas representam valores, ensinamentos e também uma forma de conectar as crianças com suas raízes. Por meio dessas histórias, os pequenos podem aprender sobre respeito à natureza, a importância da solidariedade e os costumes de diversas regiões do Brasil.
Cada figura desses contos possui características marcantes que instigam a imaginação. Por exemplo, a Iara, com sua beleza e habilidade de encantar, representa o amor e o respeito que devemos ter pelos rios e pela natureza. O Curupira, com seus pés virados, é um guardião das florestas, uma representação dos valores de proteção ao meio ambiente e à importância de cuidarmos da terra. Ao trabalhar esses personagens em sala de aula, os educadores têm a oportunidade de introduzir discussões sobre a preservação ambiental e a cultura local de uma maneira lúdica e acessível às crianças.
Além de estimular a imaginação, os contos fornecem ferramentas valiosas para o desenvolvimento das crianças. Por meio das narrativas, os alunos exercitam a escuta atenta, a fala e a expressão artística através de danças e encenações. As histórias também promovem a empatia, já que as crianças aprendem a se colocar no lugar dos personagens e compreender suas vivências e sentimentos. Incentivar essa habilidade é essencial no processo de socialização da infância, contribuindo para formar cidadãos mais conscientes e respeitosos.
Desdobramentos do plano:
O plano de aula voltado para os contos folclóricos pode ser expandido em múltiplas direções. Primeiramente, as atividades podem ser integradas ao currículo de Educação Ambiental, abordando questões como a preservação de habitats, a importância das árvores e dos rios, conectando as histórias dos personagens com a conscientização sobre a natureza. As experiências podem incluir atividades de plantio de árvores, passeios em áreas naturais, onde os alunos podem vivenciar de perto o que as histórias ensinam. Esse desdobramento gera um entendimento mais profundo e real da importância do meio ambiente, além de cultivar o amor pela natureza desde a primeira infância.
Além disso, as experiências com contos folclóricos podem ser ligadas ao campo da artesanato e cultura popular, promovendo uma série de oficinas onde as crianças criem objetos inspirados nas histórias, como bonecos de pano da Iara ou máscaras do Curupira. Essas oficinas não só desenvolvem habilidades motoras, mas também incentivam a criatividade e a autoconfiança, à medida que as crianças trazem suas percepções culturais para a prática.
Por fim, o plano pode incluir uma série de interações culturais com a comunidade local, uma vez que muitas cidades possuem contadores de histórias ou grupos de teatro que podem ser convidados a se apresentar. Essas interações não somente fortalecem o vínculo da escola com a comunidade, mas também proporcionam às crianças uma experiência mais rica e diversificada em relação ao mundo dos contos folclóricos.
Orientações finais sobre o plano:
Para garantir o sucesso do plano de aula, é fundamental que o professor esteja bem preparado para adaptar as atividades conforme o desenvolvimento de cada criança. Observar as reações e o nível de interesse dos alunos em relação às histórias e personagens será crucial para fazer ajustes ao longo do processo. Permitindo que as crianças sejam protagonistas de suas experiências, os educadores facilitarão um ambiente onde a curiosidade e o aprendizado fluem de maneira natural e prazerosa.
Outro ponto importante é a construção de um espaço de aceitação e livre expressão. Crianças pequenas frequentemente se expressam de maneira única e individual, e é papel do educador criar um ambiente onde cada interpretação seja valorizada e respeitada. Ao incentivar o diálogo e o compartilhamento durante e após as atividades, cria-se uma atmosfera de cooperação e empatia, refletindo o que é ensinado nas histórias.
Por fim, ao trabalhar com contos folclóricos, o educador deve lembrar que o principal objetivo é a formação de uma consciência cultural e social, atuando como um mediador que fomenta reflexões sobre a cultura e os sentimentos. Dessa forma, não apenas se ensina sobre histórias, mas constrói-se um conhecimento mais abrangente e significativo que acompanhará as crianças por muito além da escola.
5 Sugestões lúdicas sobre este tema:
1. Teatro de Fantoches: Crie um teatro de fantoches utilizando meias ou papelões, onde as crianças possam dramatizar os contos folclóricos que aprenderam. O objetivo é que elas exercitem a interpretação e desenvolvam o trabalho em equipe ao escolher as histórias e os enredos. Materiais necessários incluem fantoches artesanais, um painel para o teatro, e espaço para a apresentação. Essa atividade pode ser adaptada através da criação de novos personagens, permitindo que as crianças explorem sua criatividade.
2. Caça ao Tesouro da Cultura: Organize uma caça ao tesouro onde as crianças tenham que encontrar elementos que representam os contos (como objetos que remetam ao Curupira ou à Iara) espalhados por um espaço ao ar livre. Essa atividade promove a atividade física e a trabalho em equipe. Os alunos podem trabalhar em grupos e receber pistas que incentivem a caça aos elementos que representam a cultura folclórica brasileira.
3. Aula de Dança: Programe uma aula de dança onde as crianças possam criar movimentos que expressem os sentimentos dos personagens dos contos. A dança pode ser uma forma de liberar a criatividade e expressar a individualidade. Materiais como música folclórica podem ser utilizados para enriquecer a experiência.
4. Criação de Histórias em Quadrinhos: Proponha que as crianças desenhem em sequência as histórias que ouviram, criando um quadrinho simples. Essa atividade estimulará a linguagem e a narrativa visual, ajudando as crianças a relacionar a sequência de ações com os personagens dos contos.
5. Minhas Raízes: Organize uma atividade onde cada criança traga de casa um objeto que representa sua cultura. Após a apresentação de cada objeto, uma conversa sobre a importância da diversidade cultural e a conexão com os contos folclóricos pode ser feita, ressaltando o valor de respeitar e valorizar as histórias de cada um.
Com essa gama de atividades, a experiência de aprendizado através dos contos folclóricos será rica e significativa, promovendo não só o conhecimento, mas também a valorização das identidades culturais.

