“Explorando a Influência Holandesa na Arte e Ciência do Brasil”
A proposta deste plano de aula é explorar a rica e complexa história do período da presença holandesa no Brasil, especificamente a atuação dos artistas e cientistas durante o governo de João Maurício de Nassau. O intuito é compreender como esse período influenciou a cultura e a ciência no Brasil, promovendo o intercâmbio entre diferentes saberes e práticas. A aula visa não apenas a transmissão de conhecimento, mas também a formação de uma postura crítica e reflexiva em relação à história e à sua importância para a identidade brasileira atual.
Este plano está indicado para o 8º ano do Ensino Fundamental II, sendo uma excelente oportunidade para os alunos investigarem, discutirem e produzirem conhecimento a respeito da arte, da ciência e das transformações sociais ocorridas no Brasil durante a ocupação holandesa. A abordagem interdisciplinar temática possibilita a articulação de saberes que vão além da História, permitindo também a inserção de aspectos relevantes relacionados ao Português e à Arte.
Tema: Nassau no Brasil holandês: artistas e cientistas no Brasil holandês
Duração: 50 minutos
Etapa: Ensino Fundamental II
Sub-etapa: 8º Ano
Faixa Etária: 13 a 14 anos
Objetivo Geral:
Desenvolver uma compreensão crítica sobre a presença holandesa no Brasil, destacando as contribuições dos artistas e cientistas no contexto sociocultural da época, e suas repercussões no cenário contemporâneo brasileiro.
Objetivos Específicos:
– Analisar as obras e pesquisas realizadas durante o governo de João Maurício de Nassau.
– Compreender a importância do intercâmbio cultural e científico entre o Brasil e a Europa no século XVII.
– Produzir textos e reflexões críticas sobre a influência holandesa na arte e ciências da época.
Habilidades BNCC:
– (EF08HI05) Explicar os movimentos e as rebeliões da América portuguesa, articulando as temáticas locais e suas interfaces com processos ocorridos na Europa e nas Américas.
– (EF08HI22) Discutir o papel das culturas letradas, não letradas e das artes na produção das identidades no Brasil do século XIX.
– (EF69AR01) Pesquisar, apreciar e analisar formas distintas das artes visuais tradicionais e contemporâneas, em obras de artistas brasileiros e estrangeiros de diferentes épocas.
Materiais Necessários:
– Projetor multimídia.
– Recursos audiovisuais e textos impressos sobre a presença holandesa no Brasil.
– Imagens de obras de artistas que se destacaram no período (ex.: Frans Post, Albert Eckhout).
– Fichas explicativas sobre a vida e os trabalhos de cientistas da época (ex.: Georg Marggraf).
Situações Problema:
– Como a presença holandesa no Brasil impactou o desenvolvimento da arte e da ciência no contexto do século XVII?
– Quais foram os principais artistas e cientistas envolvidos e quais suas contribuições?
– De que forma a cultura brasileira contemporânea pode ser vista como um reflexo dessa época?
Contextualização:
A presença dos holandeses no Brasil durou entre 1624 e 1654, período em que o governo de João Maurício de Nassau se destacou pela promoção das artes e da ciência, impulsionando o desenvolvimento cultural da época. Este plano de aula deve levar os alunos a compreender como a troca cultural entre o Brasil e a Europa foi enriquecedora para ambos os lados, aprofundando a formação da identidade brasileira.
Desenvolvimento:
1. Introdução (10 minutos): Iniciar a aula apresentando a figura de João Maurício de Nassau e discutindo suas ações como governador da Nova Holanda. Perguntar aos alunos o que eles sabem sobre o impacto cultural desse período na história do Brasil.
2. Exposição de Conteúdo (20 minutos): Utilizar o projetor para mostrar imagens de obras de Frans Post e Albert Eckhout, discutindo suas técnicas, temas e a importância da representação do Brasil. Apresentar também informações sobre cientistas como Georg Marggraf e suas contribuições ao conhecimento sobre a flora e fauna brasileira.
3. Reflexão e Debate (10 minutos): Fomentar uma discussão em grupo sobre as questões problemáticas apresentadas. Incentivar os alunos a expressarem suas opiniões sobre como esses artistas e cientistas moldaram a visão europeia sobre o Brasil e como isso impactou a cultura local.
4. Atividade prática (10 minutos): Dividir a turma em grupos e solicitar que cada grupo crie uma breve apresentação (de 2 a 3 minutos) sobre um artista ou cientista estudado, destacando suas principais obras ou pesquisas. Os grupos devem usar os materiais disponíveis (imagens, fichas, textos) para a elaboração.
Atividades sugeridas:
Semana de Atividades
1. Atividade 1: Pesquisa sobre Frans Post
Objetivo: Compreender a estética e o significado das obras de Frans Post.
Descrição: Os alunos deverão investigar sobre a vida e as obras deste artista, discutindo seu impacto.
Instruções: Pesquisa em livros e na internet a respeito de Frans Post. Redigir um breve texto dissertativo sobre o artista e apresentar à turma. Os alunos podem ser divididos em grupos e usar recaudos audiovisuais.
2. Atividade 2: Criação de Cartazes
Objetivo: Criar uma representação visual do que aprenderam sobre os artistas e cientistas holandeses.
Descrição: Usar cartolina para criar um cartaz que destaque os principais artistas, cientistas e suas contribuições.
Instruções: Cada grupo deve apresentar os cartazes para a turma, explicando as escolhas gráficas e textuais.
3. Atividade 3: Debate sobre Interferência Cultural
Objetivo: Debater sobre a influência da Holanda no Brasil e suas repercussões.
Descrição: Organizar um debate em sala de aula para discutir se a presença holandesa foi benéfica ou não para o Brasil.
Instruções: Dividir os alunos em dois grupos e estimular que um defenda a afirmação e o outro negue.
4. Atividade 4: Análise de Texto
Objetivo: Praticar leitura e interpretação.
Descrição: Distribuir textos sobre o impacto da ciência promovida por Georg Marggraf.
Instruções: Os alunos deverão destacar as informações mais relevantes e apresentar à turma.
5. Atividade 5: Oficina de Artes
Objetivo: Produzir uma obra inspirada nas técnicas de Frans Post.
Descrição: Os alunos devem recriar uma paisagem utilizando técnicas de pintura.
Instruções: Os alunos receberão os materiais (tintas, pincéis e papel) e terão um tempo para trabalhar em suas criações.
Discussão em Grupo:
– Qual a importância da arte e da ciência no entendimento das culturas?
– Como a história da arte pode refletir um momento sócio-político?
– Quais as informações que consideram essenciais para a formação da identidade brasileira?
Perguntas:
– Quais os impactos sociais da presença holandesa no Brasil?
– Como as obras de Frans Post e Albert Eckhout foram recebidas na Europa?
– Em que medida a ciência de Georg Marggraf pode ser vista como um avanço para a época?
Avaliação:
A avaliação será contínua e ocorrerá através da observação do envolvimento dos alunos nas atividades propostas, qualidade das apresentações e debates, bem como das produções escritas e visuais.
Encerramento:
Reforçar a importância do legado cultural e científico deixado pelos holandeses e seu impacto na formação da identidade brasileira. Pedir que os alunos pensem em como esse conhecimento pode ser refletido em contextos contemporâneos e a importância de uma valorização adequada da diversidade cultural.
Dicas:
– Incentivar o uso de recursos audiovisuais para a apresentação das pesquisas.
– Propor que os alunos encontrem conexões entre as obras analisadas e suas próprias experiências culturais.
– Estimular a curiosidade dos alunos para investigar mais sobre o período em questão.
Texto sobre o tema:
Durante o século XVII, o Brasil foi cenário de um dos capítulos mais interessantes da sua história: a administração de João Maurício de Nassau, governador do que ficou conhecido como a Nova Holanda. Este período, que se estendeu de 1637 a 1644, não foi marcado apenas por conflitos bélicos e disputas de território, mas também pela efervescência cultural e científica que trazia um sopro de modernidade e novos saberes ao nosso país. Nassau, interessado em promover uma visão europeia do Brasil, buscou reunir artistas e cientistas que pudessem registrar a fauna, a flora, a cultura e os costumes indígenas e coloniais de maneira a projetar uma nova imagem do Brasil europeu.
Os artistas como Frans Post, que ficou conhecido por suas paisagens, e Albert Eckhout, que documentou a diversidade étnica do Brasil, são exemplos do legado artístico que ficaram dessa época. Suas obras não apenas traziam a beleza da natureza brasileira, mas também ressaltavam a complexidade da vida cotidiana em meio ao conflito e à transformação social. Por outro lado, cientistas como Georg Marggraf foram fundamentais para o desenvolvimento do conhecimento naturalista, contribuindo com estudos sobre as peculiaridades da biodiversidade brasileira. Esse intercâmbio cultural não só enriqueceu a arte e a ciência, mas também influenciou a percepção que os europeus tinham sobre as terras tropicais e seus habitantes.
Ainda hoje, os vestígios desse passado permeiam a cultura brasileira. A arte, ao refletir as influências holandesas, se torna um elo entre o passado e o presente, moldando a identidade cultural brasileira e intensificando a necessidade de uma reflexão crítica sobre o nosso legado histórico. Este reconhecimento é fundamental, pois a compreensão das raízes de nossa cultura é indispensável para o fortalecimento de uma identidade plural e democrática, que reconhece e valoriza a diversidade de influências que resultaram no Brasil contemporâneo.
Desdobramentos do plano:
O entendimento profundo da presença holandesa no Brasil constitui uma ferramenta essencial para o conhecimento das raízes da cultura brasileira. Ao explorar as diversas influências que moldaram a identidade nacional, os alunos não apenas se tornam mais conscientes de suas origens, mas também aprendem a valorizar a diversidade que compõe a sociedade contemporânea. Ao longo nas aulas, a discussão sobre a criação artística e científica no período holandês permite abrir espaço para reflexões sobre a importância do patrimônio cultural e da história, com ênfase na necessidade de preservação e no papel da educação na formação de cidadãos críticos e conscientes de seu ambiente.
Além disso, a prática de atividades interdisciplinares, envolvendo artes, ciências e história, promove uma formação mais integrada e coesa. Os alunos serão estimulados a perceber as relações e interconexões entre os conhecimentos, desenvolvendo, assim, uma visão mais ampla dos eventos históricos. Este método educativo possibilita que os alunos utilizem sua capacidade crítica e analítica ao refletir sobre como a cultura é dinâmica e em constante transformação, moldada por uma diversidade de fatores políticos, sociais e econômicos.
Finalmente, este plano de aula pode ser desdobrado em outras áreas do conhecimento, possibilitando um aprofundamento em questões atuais, como a globalização, a diversidade cultural e a importância do diálogo intercultural. Através do legado da presença holandesa, os educadores têm a oportunidade de fomentar uma discussão rica e diversificada, preparando os alunos para serem protagonistas em um mundo cada vez mais plural e complexo.
Orientações finais sobre o plano:
Ao se planejar a aula, é fundamental que o professor atente para o perfil da turma e suas características específicas. Isso garante que todos os alunos consigam se envolver ativamente nas atividades propostas. Além disso, é importante assegurar que todas as modalidades de aprendizado sejam contempladas, incluindo recursos visuais, sonoros e práticos. Isso ajudará a promover uma experiência de aprendizado rica e inclusiva, onde todos os alunos possam encontrar sua forma de se expressar e compreender o conteúdo apresentado.
O professor deve também estar preparado para responder a perguntas e questões que possam surgir durante a aula. O espaço para a curiosidade e o questionamento deve ser incentivado, assegurando um ambiente onde os alunos sintam-se seguros para expressar suas opiniões e reflexões. A capacidade de conduzir diálogos e discussões em grupo pode enriquecer a experiência de aprendizagem, levando a um aumento da compreensão e do envolvimento dos alunos com o conteúdo.
Finalmente, a avaliação deste plano de aula deve ser contínua e formativa, permitindo que o educador possa acompanhar o desenvolvimento dos alunos ao longo das atividades e fazer os ajustes necessários. Isso não apenas irá beneficiar o aprendizado dos alunos, mas também permitirá que eles tenham um papel ativo em seu processo formativo, refletindo sobre seu próprio aprendizado e reconhecendo suas conquistas. Um docente atento às necessidades de sua turma e aberto a novas abordagens será fundamental para o sucesso deste plano.
5 Sugestões lúdicas sobre este tema:
1. Jogo de Memória com Artistas e Cientistas
Objetivo: Reforçar o reconhecimento dos principais artistas e cientistas do período.
Descrição: Criar cartas de memória com imagens e informações sobre artistas, cientistas e suas obras.
Instruções: Os alunos irão jogar em grupos, fazendo pares e aprendendo sobre cada figura ao completar o jogo.
2. Teatro de Sombras
Objetivo: Encenação de pequenas peças que reflitam a cultura holandesa.
Descrição: Os alunos farão um teatro de sombras representando aspectos da vida no Brasil holandês.
Instruções: Os alunos criarão figuras para o teatro de sombras e atuarão representando diferentes cenas da época.
3. Mural Interativo
Objetivo: Criar um mural interativo que represente o legado holandês.
Descrição: Os alunos poderão colar imagens, textos e informações ao longo do mural ao longo das aulas.
Instruções: Podem destacar as obras de arte e a ciência, e fazer conexões entre diferentes elementos.
4. Jogo de Adivinhação
Objetivo: Aprender sobre a história de maneira lúdica.
Descrição: Um aluno descreve um artista ou cientista sem mencionar o nome e os colegas devem adivinhar quem é.
Instruções: Estimular os alunos a fazer perguntas e promover um debate sobre as contribuições dos cada um.
5. Criação de Livro de Receitas Culturais
Objetivo: Relacionar a culinária com a história.
Descrição: Criar um livro de receitas que inclua pratos típicos da época e que foram influenciados pelos holandeses.
Instruções: Os alunos deverão pesquisar receitas e o contexto cultural por trás das mesmas, apresentando o livro à turma.
Este plano de aula fornece uma abordagem abrangente sobre a influência holandesa na arte e ciência no Brasil, estimulando o aprendizado ativo e a reflexão crítica dos alunos. Através de atividades interativas e lúdicas, os alunos poderão explorar esse período fascinante da história, contribuindo para uma formação mais ampla e integrada.

