“Plano de Aula: Dominando a Escrita da História no 6º Ano”
A seguir, apresentamos um plano de aula detalhado focado no tema da escrita da História e suas regras básicas, idealizado para alunos do 6º ano do Ensino Fundamental 2. Este plano pretende desenvolver a compreensão sobre as particularidades da escrita histórica, seus métodos e regras fundamentais, por meio de atividades práticas e reflexivas, alinhadas às diretrizes da BNCC, assegurando uma experiência educacional enriquecedora.
Este plano é construído para ajudar os alunos a entenderem a importância da escrita na História, além de desenvolver habilidades críticas em relação aos textos que consomem e produzem. A escrita histórica não é apenas um registro dos fatos; é também uma construção interpretativa que exige do escritor uma atitude crítica em relação à seleção de informações e ao uso da linguagem.
Tema: A escrita da História e suas regras básicas
Duração: 1:40
Etapa: Ensino Fundamental 2
Sub-etapa: 6º Ano
Faixa Etária: Alunos aproximadamente de 11 a 12 anos
Objetivo Geral:
Proporcionar aos alunos um entendimento amplo sobre as regras básicas da escrita da História, enfatizando a importância da interpretação, do uso de fontes e da construção de narrativas coesas e coerentes.
Objetivos Específicos:
– Identificar diferentes tipos de fontes históricas e suas características.
– Compreender a importância da organização na narrativa histórica.
– Desenvolver habilidades para elaborar textos históricos de maneira crítica e reflexiva.
– Promover a análise e o debate sobre o que constitui uma boa escrita histórica.
Habilidades BNCC:
– (EF06LP01) Reconhecer a impossibilidade de uma neutralidade absoluta no relato de fatos e identificar diferentes graus de parcialidade/imparcialidade.
– (EF06LP11) Utilizar, ao produzir texto, conhecimentos linguísticos e gramaticais: tempos verbais, concordância nominal e verbal, regras ortográficas, pontuação etc.
– (EF06HI02) Identificar a gênese da produção do saber histórico e analisar o significado das fontes que originaram determinadas formas de registro em sociedades e épocas distintas.
Materiais Necessários:
– Projetor e computador
– Quadro e marcadores
– Textos de fontes históricas curtas (excertos de livros, jornais da época, relatos de testemunhas)
– Papel e caneta ou lápis para cada aluno
– Folhas com perguntas reflexivas sobre o uso de fontes históricas.
Situações Problema:
– Como a escolha de uma determinada fonte pode influenciar a leitura do evento histórico?
– O que torna um relato histórico mais confiável do que outro?
– Quais são as regras essenciais para se construir uma narrativa histórica coerente?
Contextualização:
A escrita da História é um campo que exige não apenas conhecimento sobre os eventos passados, mas também uma capacidade crítica de análise dos textos que nos relatam esses eventos. Os alunos devem entender que a História é escrita com base em informações coletadas de diversas fontes, e a interpretação dessas fontes depende de muitos fatores, incluindo a perspectiva do autor e o contexto em que a escrita é realizada. Reconhecer a subjetividade da escrita histórica ajuda a desenvolver uma visão crítica nos alunos, que se tornam consumidores mais conscientes dos relatos oferecidos.
Desenvolvimento:
1. Introdução ao tema (20 min): Inicie a aula apresentando a ideia de que a História é contada por meio de relatos que têm origens variadas, que compreendem documentos, testemunhos e interpretações. Peça que os alunos discutam, em grupos pequenos, o que consideram uma boa narrativa histórica.
2. Apresentação de fontes históricas (30 min): Mostre exemplos de diferentes fontes históricas, explicando a importância de cada tipo. Discuta as características de fontes primárias e secundárias, e faça uma breve atividade onde os alunos possam identificar exemplos de cada uma.
3. Elaboração de textos (30 min): Instrua os alunos a elaborar um pequeno texto histórico, utilizando uma das fontes discutidas anteriormente como base. Peça que se atentem às regras da escrita que foram apresentadas, como coesão e coerência, além do uso correto da gramática.
4. Análise e revisão (20 min): Após a redação dos textos, promova um momento de revisão em duplas, onde os alunos devem ler o texto do colega e dar feedback, com ênfase na clareza, uso de fontes, e estrutura narrativa.
5. Discussão em grupo (10 min): Finalize a atividade com uma discussão em grupo em que os alunos compartilham os desafios que encontraram ao escrever e como se sentiram sobre as críticas que receberam.
Atividades sugeridas:
Dia 1: Introdução ao tema da escrita histórica
– Objetivo: Compreender o que é a escrita da História.
– Atividade: Debate em grupos sobre a importância da narrativa histórica.
– Materiais: Quadro, canetas.
Dia 2: Análise de fontes
– Objetivo: Aprender a distinguir fontes históricas.
– Atividade: Investigar textos e classificar como fontes primárias e secundárias.
– Materiais: Textos impressos com diferentes fontes históricas.
Dia 3: Produção de texto
– Objetivo: Aplicar o conhecimento das fontes para escrever.
– Atividade: Redação de um breve texto histórico a partir de uma fonte.
– Materiais: Papel e caneta.
Dia 4: Revisão e feedback
– Objetivo: Melhorar a escrita.
– Atividade: Leitura em duplas e feedback.
– Materiais: Textos escritos pelos alunos.
Dia 5: Apresentação final
– Objetivo: Compartilhar e discutir as produções.
– Atividade: Apresentação dos textos e discussão sobre o que foi aprendido.
– Materiais: Quadro para anotações.
Discussão em Grupo:
– O que torna um relato histórico mais confiável?
– Como diferentes perspectivas influenciam a escrita da História?
– De que forma a escolha das palavras pode alterar a narrativa?
Perguntas:
– Você acha que é possível contar a História de forma neutra? Por quê?
– Quais foram os maiores desafios que você enfrentou ao escrever seu texto histórico?
– Como as diferentes fontes influenciaram sua escrita?
Avaliação:
– Participação nas discussões em grupos.
– Qualidade e clareza dos textos elaborados.
– Capacidade de análise e feedback durante a revisão dos textos.
Encerramento:
Ao final da aula, enfatize a importância da crítica na produção de textos históricos. Reforce que a escrita não é apenas sobre registrar fatos, mas sim sobre dar sentido a esses fatos por meio da interpretação e análise. Incentive os alunos a continuarem refletindo sobre o papel da história em suas vidas.
Dicas:
– Incentive os alunos a lerem diferentes versões sobre os mesmos eventos históricos.
– Diversifique as fontes que os alunos podem usar para suas pesquisas.
– Utilize exemplos contemporâneos que podem ser relacionados à História, conectando mais facilmente o tema à vida dos alunos.
Texto sobre o tema:
A escrita da história é uma prática que remonta aos tempos antigos. Desde os relatos em muriços até as detalhadas crônicas propostas pelos historiadores do Renascimento, a forma como os eventos são documentados sempre refletiu a cultura e a sociedade que os criaram. Ao longo dos séculos, essa prática evoluiu, e a percepção de que a História é uma narrativa construída, sujeita a interpretações e reinterpretações, tornou-se cada vez mais evidente.
Um dos principais desafios enfrentados por quem escreve História é a noção de que toda informação é sujeita a um certo grau de parcialidade. Nenhum relato é completamente isento de opinião, e o historiador deve ser capaz de reconhecer suas próprias preconceitos ao examinar e interpretar as fontes. Isso não apenas enriquece o entendimento do evento em questão, mas também promove uma leitura crítica e responsável da História.
Além disso, a construção de uma narrativa histórica eficaz exige habilidades de escrita que vão além da simples descrição dos fatos. É necessário aprender a articular as informações, utilizando coesão e coerência, e a apresentar as ideias com clareza. A forma como se escolhem as palavras pode moldar a compreensão do leitor sobre os eventos. Portanto, a escrita da História é um exercício tanto de pesquisa quanto de análise crítica e criatividade.
Desdobramentos do plano:
Este plano de aula pode ser expandido para incluir atividades que envolvem pesquisa em campo, onde os alunos poderiam entrevistar idosos da comunidade sobre eventos históricos que vivenciaram. Isso traria uma riqueza de perspectivas e permitiria aos estudantes experimentar o papel do historiador em primeira mão. Além disso, a análise de como diferentes culturas e sociedades registram sua História pode ser um desdobramento interessante, ampliando a visão dos alunos sobre a diversidade das narrativas históricas.
Outro desdobramento importante deste plano seria a integração com outras disciplinas, como a Educação Artística, onde os alunos poderiam criar representações visuais de eventos históricos que escreveram sobre. Essa abordagem multi-disciiplina torna a aprendizagem mais holística, engajando diferentes formas de expressão e criatividade.
Por fim, a ideia de comparar relatos históricos de diferentes contextos (exemplo: a História do Brasil em comparação com a História dos Estados Unidos) pode ser uma excelente forma de conduzir debates críticos, estabelecendo conexões entre o passado e as realidades contemporâneas. Dessa forma, os alunos não apenas aprendem sobre História, mas também desenvolvem uma habilidade crítica para analisar eventos atuais sob a luz de diferentes perspectivas.
Orientações finais sobre o plano:
É crucial que os educadores se sintam à vontade para adaptar este plano de aula, levando em consideração o ambiente da sala de aula e as características dos alunos. A inclusão de tecnologias, como o uso de plataformas digitais para pesquisa, pode tornar a aula mais interativa e engajante. Além disso, incentivar a participação ativa dos alunos em discussões e revisões é um passo essencial para o desenvolvimento de suas habilidades críticas.
Os professores também devem estar atentos às diferenças de rendimento dos alunos, adaptando as atividades conforme necessário. Atividades que envolvem trabalho em grupo podem ser diferenciadas para atender alunos com várias necessidades e habilidades, promovendo ao mesmo tempo a inclusão no aprendizado. Essa diversidade nas estratégias de ensino pode ampliar o envolvimento e a compreensão dos alunos sobre a escrita da História.
Por fim, mantenha sempre um canal de comunicação aberto e encoraje os alunos a expressarem suas visões e opiniões sobre como a História é escrita e interpretada. Isso não apenas aprimora suas habilidades de comunicação, mas também os ajuda a se tornarem cidadãos críticos e informados.
5 Sugestões lúdicas sobre este tema:
1. Roda de Histórias: Os alunos se sentam em círculo e cada um deve contar uma parte de uma narrativa histórica, seguindo uma ordem pré-estabelecida, para desenvolver habilidades de coesão e continuidade.
– Materiais: Cartões com eventos históricos.
– Faixa Etária: Todos os alunos do 6° ano.
2. Teatro de Fatos: Estimular a apresentação de eventos históricos através de pequenas encenações, onde os alunos se revezam como narradores e personagens.
– Materiais: Roupas e acessórios para encenação.
– Faixa Etária: 6° ano, preferencialmente com algum suporte familiar.
3. Investigações Históricas: Propor uma pesquisa em pequenos grupos sobre uma figura histórica, culminando em uma apresentação com elementos multimídia (slides, vídeo).
– Materiais: Computadores ou tablets.
– Faixa Etária: Adequado para 6° ano.
4. Criação de um Jornal Escolar: Desenvolver um jornal onde os alunos escrevem relatos históricos fictícios, baseados em eventos reais, promovendo a criatividade com a escrita.
– Materiais: Brochuras, canetas, e tintas para impressão.
– Faixa Etária: 6° ano, para estimular a inclusão de textos informativos.
5. Linha do Tempo dos Descobrimentos: Cada aluno deve criar uma parte de uma linha do tempo, com foco em diferentes descobrimentos ou eventos históricos, conectando os pontos ao final, promovendo a coesão.
– Materiais: Cartolina, canetas coloridas.
– Faixa Etária: 6° ano, utilizando elementos visualmente atraentes.
Este plano de aula oferece um compreensivo e estruturado desdobramento sobre a escrita da História, contribuindo para formar estudantes mais críticos e conscientes na interpretação e elaboração de textos históricos.

