“Brinquedos Não Estruturados: Aprendizado na Educação Infantil”
A educação infantil é um momento fundamental para o desenvolvimento integral das crianças. O uso de brinquedos não estruturados propicia uma rica oportunidade de exploração e aprendizado, permitindo que os pequenos experimentem, criem e transformem a realidade ao seu redor. Neste plano de aula, o foco será em como esses brinquedos estimulam o desenvolvimento das habilidades motoras, sociais e cognitivas dos bebês, proporcionando interações significativas e experiências sensoriais importantes para a faixa etária de 1 ano a 1 ano e 6 meses.
Iniciaremos com atividades que incentivem a exploração livre e a interação entre os bebês e os objetos, sempre buscando respeitar o ritmo e as necessidades de cada criança. Através de brincadeiras que envolvem a movimentação, a comunicação e a descoberta, os educadores poderão observar as interações, emoções e aprendizagens que ocorrem de forma natural e espontânea.
Tema: Brinquedos não estruturados
Duração: 30 minutos
Etapa: Educação Infantil
Sub-etapa: Bebês
Faixa Etária: 1 ano a 1 ano e 6 meses
Objetivo Geral:
Estimular a exploração e a interação dos bebês com brinquedos não estruturados, promovendo o desenvolvimento motor, social e comunicacional, respeitando o ritmo individual de cada criança.
Objetivos Específicos:
– Proporcionar experiências sensoriais que explorem as características dos objetos.
– Incentivar a interação entre as crianças e os educadores durante a brincadeira.
– Facilitar a expressão de emoções e desejos por meio de diferentes formas de comunicação.
– Fomentar o movimento e a exploração corporal em um ambiente seguro e acolhedor.
Habilidades BNCC:
CAMPO DE EXPERIÊNCIAS “O EU, O OUTRO E O NÓS”
– (EI01EO01) Perceber que suas ações têm efeitos nas outras crianças e nos adultos.
– (EI01EO02) Perceber as possibilidades e os limites de seu corpo nas brincadeiras e interações das quais participa.
– (EI01EO03) Interagir com crianças da mesma faixa etária e adultos ao explorar espaços, materiais, objetos, brinquedos.
CAMPO DE EXPERIÊNCIAS “CORPO, GESTOS E MOVIMENTOS”
– (EI01CG02) Experimentar as possibilidades corporais nas brincadeiras e interações em ambientes acolhedores e desafiantes.
– (EI01CG05) Utilizar os movimentos de preensão, encaixe e lançamento, ampliando suas possibilidades de manuseio de diferentes materiais e objetos.
CAMPO DE EXPERIÊNCIAS “ESCUTA, FALA, PENSAMENTO E IMAGINAÇÃO”
– (EI01EF06) Comunicar-se com outras pessoas usando movimentos, gestos, balbucios, fala e outras formas de expressão.
Materiais Necessários:
– Brinquedos não estruturados (ex: caixas de papelão, tecidos de diferentes texturas, garrafas plásticas, objetos de diferentes formatos e tamanhos).
– Colchonetes ou mantas macias para assegurar um espaço seguro para exploração.
– Instrumentos musicais simples (chocalhos, tambores) para potenciais atividades juntas.
– Espaço amplo e seguro para a realização das atividades.
Situações Problema:
Como os bebês podem explorar diferentes objetos e como as interações com os outros ajudam no processo de aprendizado e desenvolvimento?
Contextualização:
Os brinquedos não estruturados são fundamentais para o desenvolvimento das crianças nessa faixa etária, pois permitem que os bebês manipulem, experimentem e interajam de forma criativa com o ambiente. A exploração por meio dessas ferramentas lúdicas favorece a descoberta das próprias habilidades e limites e possibilita o desenvolvimento de vínculos afetivos com os adultos e outras crianças.
Desenvolvimento:
1. Apresentação dos Materiais (5 minutos): O educador deve apresentar os brinquedos não estruturados de forma lúdica, incentivando os bebês a observarem, tocarem e explorarem os objetos ao seu próprio ritmo. A interação dos adultos é vital para que eles se sintam seguros e motivados.
2. Exploração Livre (15 minutos): Proporcione um espaço amplo para que as crianças façam a exploração. É importante que o educador observe as interações e intervenha quando necessário, ajudando a mediar as atividades, incentivando a troca de brinquedos entre as crianças e observando como cada uma reage e interage com os objetos disponíveis.
3. Atividade Musical (5 minutos): Após a exploração, o educador pode reunir as crianças para uma atividade musical. Utilizando os instrumentos simples, encoraje os bebês a fazerem sons e ritmos diferentes, fortalecendo a conexão entre som e movimento.
4. Encerramento (5 minutos): Finalize a atividade com um momento de conversa informal, onde as crianças poderão expressar, mesmo que de forma gestual ou com balbucios, o que mais gostaram na atividade.
Atividades sugeridas:
1. Exploração tátil (Explorar texturas): Ofereça tecidos de diferentes texturas (macios, ásperos, coloridos) para que os bebês sintam e explorem.
– Objetivo: Desenvolver a percepção sensorial.
– Materiais: Tecidos variados.
– Após a exploração, pergunte sobre como eles se sentem com cada textura (mesmo que não possam responder verbalmente, encoraje gestos e expressões faciais).
2. Empilhamento de Objetos: Brincar com caixas e objetos que podem ser empilhados.
– Objetivo: Trabalhar habilidades motoras grossas e coordenação mão-olho.
– Materiais: Caixas de tamanhos variados.
– Incentive-os a empilhar e derrubar com cuidado e segurança, observando suas reações.
3. Brinquedos sonoros: Introduza um momento com instrumentos sonoros, onde eles poderão chacoalhar, bater e ouvir os sons.
– Objetivo: Desenvolver a percepção auditiva e coordenação motora fina.
– Materiais: Chocalhos, pequenos tambores.
– Crie um pequeno ritmo e encoraje as crianças a imitarem, estimulando a criatividade.
Discussão em Grupo:
Promover um diálogo informativo com os educadores sobre a importância do brincar livre, observando as experiências proporcionadas pelos brinquedos não estruturados.
Perguntas:
1. O que você mais gostou de explorar?
2. Como você se sentiu ao tocar os diferentes objetos?
3. Você pode mostrar para nós o que você fez com os brinquedos?
Avaliação:
As avaliações devem ser feitas de forma contínua e observacional, focando em como os bebês interagem com os materiais, se comunicam e demonstram suas emoções durante a atividade. A observação do desenvolvimento motor e social deve ser registrada para identificar os progressos e as necessidades individuais.
Encerramento:
Finalize a aula reforçando a importância do brincar como maneira de explorar o mundo e desenvolver as habilidades necessárias para a vida, agradecendo a participação e enchendo o ambiente de afeto e alegria.
Dicas:
– Sempre respeitar o tempo de cada criança e permitir espaços de pausa.
– Adaptar as atividades conforme as necessidades especiais de cada bebê.
– Incentivar a interação bairro-bebê e entre os bebês, promovendo um ambiente acolhedor e de afeto.
Texto sobre o tema:
Os brinquedos não estruturados desempenham um papel essencial na educação infantil, especialmente na fase das crianças pequenas. São esses materiais que possibilitam um aprendizado ativo, onde a exploração se torna a principal ferramenta de desenvolvimento. O contato com objetos de diferentes formas, texturas e sons enriquece a experiência dos bebês, permitindo descobertas sobre suas próprias capacidades e o mundo ao seu redor.
Ao brincar, os bebês não apenas desenvolvem a motricidade grossa e fina, mas também exploram a sociabilidade e a comunicação. Brincadeiras com colegas permitem que eles aprendam a compartilhar, aguardar sua vez e até resolver pequenas disputas, que são experiências enriquecedoras para seus vínculos sociais. O brincar, portanto, não é só uma forma de entretenimento, mas um meio de construção de identidades e relações sociais significativas.
Além disso, a interação com objetos que eles podem manipular livremente oferece uma rica base para que experimentem causa e efeito, promovendo curiosidade e criatividade. Por meio dos brinquedos não estruturados, os bebês compreendem as propriedades dos materiais, desenvolvendo um olhar crítico e atencioso para o que está à sua volta, fundamentos essenciais para formação de pensadores e solucionadores de problemas.
Desdobramentos do plano:
Este plano de aula pode ser expandido em diferentes direções, considerando as necessidades e o contexto da turma. As atividades podem ser adaptadas para aprofundar essas experiências sensoriais e motoras, como a criação de um mundo sensorial que estimule diferentes sentidos. Isso pode incluir envios de pacotes sensoriais para casa, onde os pais podem incentivar a exploração em casa do mesmo jeito que foi praticado na escola.
Além disso, é possível incluir as histórias sensoriais, onde os adultos podem narrar histórias simples enquanto as crianças interagem com elementos que representam a história. Este método proporciona um aprendizado que conecta a linguagem à experiência, aumentando o vocabulário dos bebês e ajudando-os a se familiarizarem com a linguagem da narrativa, além de estimular a imaginação.
As atividades também podem ser incorporadas ao cuidado diário, como durante a hora do lanche, onde os bebês podem explorar diferentes texturas de alimentos e desenvolver habilidades motoras ao manusear utensílios, promovendo uma alimentação consciente e prazerosa.
Orientações finais sobre o plano:
É crucial que os educadores estejam totalmente investidos neste plano, facilitando um ambiente de aprendizado seguro e acolhedor. A observação atenta durante as atividades permitirá ao educador compreender as necessidades de cada indivíduo, bem como ajustar o ritmo da atividade conforme necessário.
O desenvolvimento emocional e social dos bebês deve ser sempre priorizado, garantindo que o ambiente encoraje a exploração e permita que os pequenos tomem iniciativa em suas descobertas. Educar nesta fase é respeitar o tempo e os limites de cada criança enquanto se cria um espaço rico em possibilidades.
Por fim, os educadores devem estar sempre abertos ao feedback das crianças e dos pais, usando essas informações para aprimorar continuamente as experiências oferecidas. Um diálogo claro sobre os objetivos do plano de aula e como ele se relaciona com o desenvolvimento infantil pode fortalecer a confiança dos responsáveis na abordagem utilizada. Assim, o brincar se transforma em um ato de aprendizado significativo e essencial para a formação integral das crianças.
5 Sugestões lúdicas sobre este tema:
1. Caixa de Sons: Uma atividade onde os bebês exploram sons provenientes de diferentes caixinhas. Materiais: pequenas caixas com instrumentos ou objetos sonoros. Objetivo: desenvolver a audição e criatividade e criar uma orquestra experimental.
2. Brincadeiras de Imitar: Os bebês poderão imitar sons e ações de outros, criando um espaço de interação e aprendizado social. Objetivo: promover a comunicação e a socialização.
3. Jogos de Esconder e Revelar: Esconder objetos sob panos e deixar os bebês revelarem; isso estimula a curiosidade visual. Materiais: panos coloridos e diferentes objetos. Objetivo: desenvolver coordenação e percepção visual.
4. Dança dos Objetos: Usar brinquedos enquanto toca músicas divertidas, incentivando os bebês a se moverem com liberdade. Objetivo: promover o movimento e a autoestima.
5. Exploração Livre de Água: Em um ambiente supervisionado, permitir que os bebês brinquem com água, usando recipientes para despejar e misturar. Objetivo: explorar as propriedades da água, promovendo aprendizado sensorial.
Essas sugestões foram elaboradas para serem atraentes e acessíveis aos bebês, garantindo que cada atividade seja rica em ensinamentos e experiências significativas.

