“Plano de Aula: Contação de Histórias para Crianças de 2 a 5 Anos”
A contação de histórias é uma prática central na educação infantil, e este plano de aula busca fomentar o amor pela literatura desde os primeiros anos. Nessa faixa etária de 2 a 5 anos, as crianças estão se desenvolvendo em várias dimensões, e a narrativa torna-se uma ferramenta poderosa para estimular a criatividade, a imaginação e o vínculo social entre as crianças e educadores. Com o poema “Leilão no Jardim”, as crianças terão a oportunidade de se envolver com sons, rimas e personagens, tornando a experiência de leitura ainda mais rica e ilustrativa.
Neste plano de aula, o enfoque está na multimodalidade do aprendizado, onde a contação de histórias será complementada por atividades de criação e exploração sensorial. As crianças também participarão da confecção de um livrinho ilustrado, que servirá como um registro das imagens e sons que exploraram ao longo da atividade. Este plano é especialmente adaptado para crianças bem pequenas, respeitando seu desenvolvimento e capacidades, e visa promover não apenas a escuta atenta, mas também a expressão criativa e a socialização.
Tema: Contação de história
Duração: 50 minutos
Etapa: Educação Infantil
Sub-etapa: Crianças bem pequenas
Faixa Etária: 2 a 5 anos
Objetivo Geral:
Proporcionar às crianças uma experiência rica em contação de história, através do poema “Leilão no Jardim”, estimulando a imaginação, a socialização e a expressão artística.
Objetivos Específicos:
– Favorecer a escuta e a atenção durante a leitura do poema.
– Estimular a interação entre as crianças durante a contação de história e a atividade de criação.
– Promover a expressão artística e a coordenação motora fina na criação do livrinho ilustrado.
– Encorajar a comunicação e o compartilhamento de ideias durante as atividades.
Habilidades BNCC:
Campo de Experiências “O EU, O OUTRO E O NÓS”:
(EI02EO01) Demonstrar atitudes de cuidado e solidariedade na interação com crianças e adultos.
(EI02EO04) Comunicar-se com os colegas e os adultos, buscando compreendê-los e fazendo-se compreender.
Campo de Experiências “CORPO, GESTOS E MOVIMENTOS”:
(EI02CG05) Desenvolver progressivamente as habilidades manuais, adquirindo controle para desenhar, pintar, rasgar, folhear, entre outros.
Campo de Experiências “TRAÇOS, SONS, CORES E FORMAS”:
(EI02TS01) Criar sons com materiais, objetos e instrumentos musicais, para acompanhar diversos ritmos de música.
(EI02TS02) Utilizar materiais variados com possibilidades de manipulação, explorando cores, texturas, superfícies, planos, formas e volumes ao criar objetos tridimensionais.
Campo de Experiências “ESCUTA, FALA, PENSAMENTO E IMAGINAÇÃO”:
(EI02EF01) Dialogar com crianças e adultos, expressando seus desejos, necessidades, sentimentos e opiniões.
(EI02EF03) Demonstrar interesse e atenção ao ouvir a leitura de histórias e outros textos, diferenciando escrita de ilustrações.
Materiais Necessários:
– Livro com o poema “Leilão no Jardim” (ou cópia impressa).
– Materiais para ilustração (papel sulfite, lápis de cor, canetinhas).
– Sons de natureza (como gravadores ou dispositivos móveis).
– Materiais para a confecção do livrinho (papel colorido, tesouras de segurança, cola).
Situações Problema:
– Como os sons da natureza podem ajudar a contar uma história?
– Quais personagens podem ser criados a partir do poema “Leilão no Jardim”?
Contextualização:
A leitura literária, especialmente em um ambiente lúdico e acolhedor, é uma das formas mais eficazes de desenvolvimento de habilidades sociais e culturais. Este momento de contação de história é propício para que as crianças percebam a importância da criatividade e da expressão artística.
Desenvolvimento:
1. Introdução (10 minutos): O educador apresentará o poema “Leilão no Jardim”, criando expectativas sobre a história. Ele pode fazer perguntas sobre o que as crianças podem esperar encontrar na história.
2. Leitura do Poema (15 minutos): O professor fará a leitura do poema, explorando os sons e as rimas, usando entonação e dramatização para prender a atenção das crianças. Pode incluir sons de fundo que representem a natureza.
3. Atividade de Sonoridade (10 minutos): Após a leitura, as crianças serão convidadas a contribuir com sons que representem a história, utilizando seus próprios corpos ou pequenos instrumentos simples. O educador pode estimular a identificação com os sons da natureza mencionados no poema.
4. Criação do Livrinho (15 minutos): Cada criança receberá materiais para ilustrar seu próprio “livrinho ilustrado”, onde desenharão personagens que imaginaram da história. O educador deve auxiliar em todos os passos, desde a escolha dos materiais até a colagem.
Atividades sugeridas:
Atividade 1: Escuta e Identificação de Sons
– Objetivo: Desenvolver a atenção e a percepção auditiva.
– Descrição: O educador tocará diferentes sons da natureza. As crianças devem identificar e imitar os sons.
– Materiais: Gravações de sons da natureza.
Atividade 2: Dramatização do Poema
– Objetivo: Estimular a expressão corporal e a comunicação.
– Descrição: As crianças poderão representar partes do poema usando movimentos e sons.
– Materiais: Não são necessários materiais adicionais.
Atividade 3: Confecção do Livrinho Ilustrado
– Objetivo: Desenvolver a coordenação motora fina.
– Descrição: Cada criança fará uma ilustração de sua parte favorita do poema.
– Materiais: Papel, lápis, canetinhas, tesouras, cola.
Discussão em Grupo:
Após a confecção dos livrinhos, demarcar um espaço para que as crianças compartilhem suas criações com o grupo, incentivando-as a narrar a história de seus desenhos e fortalecendo a comunicação entre elas.
Perguntas:
– Qual parte da história você mais gostou?
– Que som você imagina que o jardim faz?
– Como você desenhou seu personagem?
Avaliação:
A avaliação será contínua e observará o envolvimento das crianças nas atividades, sua capacidade de comunicar-se e expressar suas ideias, bem como sua interação com os colegas e o educador.
Encerramento:
Reunir as crianças para finalizar o encontro, fazendo um momento de reflexão sobre o que aprenderam e sentiram. Explicar que podem levar seus livrinhos para casa e contar para seus familiares a história que ajudaram a criar.
Dicas:
– Utilize um ambiente acolhedor, com almofadas e iluminação suave durante a leitura do poema.
– Para as crianças mais tímidas, ofereça a opção de desenhar e não forçá-las a falar se não se sentirem confortáveis.
– Esteja preparado para adaptar as atividades de acordo com o nível de atenção e interesse do grupo.
Texto sobre o tema:
A contação de histórias é uma prática essência na formação de crianças. Ela não apenas desenvolve a linguagem e a capacidade de escuta, como também fortalece a empatia e a conexão entre as crianças. É importante que os educadores utilizem histórias que ressoem com a experiência da infância, proporcionando uma gama de emoções para serem reconhecidas e expressadas. “Leilão no Jardim”, por exemplo, com suas sonoridades e rimas, é uma ferramenta poderosa para estimular a imaginação infantil.
A literatura infantil, bem utilizada, pode ser um meio de abrir portas para o conhecimento do mundo ao redor da criança. Através do reconhecimento de sons, cores e formas, além do contato com a ilustração, as crianças desenvolvem uma percepção mais ampla sobre a vida e sobre si mesmas. Promover momentos de contação de histórias é garantir que as crianças se sintam ouvidas e valorizadas, formando o alicerce para um pensamento crítico e criativo no futuro.
A escolha do poema como ponto de partida para esta aula é estratégica, pois proporciona uma ligação direta com a natureza, um tema que fascina as crianças nessa faixa etária. A interação com elementos sonoros também oferece uma experiência sensorial que é fundamental para o desenvolvimento neurológico e emocional da criança. Ao documentar suas experiências por meio do livrinho ilustrado, cada criança se torna autora de sua própria história, promovendo a autoimagem positiva e a construção de uma identidade.
Desdobramentos do plano:
A contação de história é um ponto de partida que pode ser ampliado para diversas temáticas. O desdobramento de projetos posteriores pode incluir atividades como piqueniques em um jardim, onde as crianças podem observar a natureza e relatar suas descobertas. Esta atividade é rica em oportunidades para interações e diálogos sobre o meio ambiente, ajudando a construir uma consciência ambiental desde cedo. Além disso, o contato direto com a natureza pode influenciar nas criações artísticas das crianças, sendo uma fonte de inspiração para novas histórias.
Outra forma de desdobramento é a elaboração de um projeto que leve as crianças a explorarem diferentes formas de arte, como pintura e escultura, utilizando elementos encontrados na natureza. Por exemplo, elas podem fazer uma exposição em que compartilham as obras inspiradas no poema, reforçando a criatividade, a comunicação e o trabalho em grupo. Este aspecto colaborativo das atividades é fundamental para desenvolver um sentimento de pertencimento e encourage atitudes de solidariedade entre os pequenos.
Além disso, futuras atividades podem englobar a parceria com as famílias, convidando-os a participar da contação de histórias em casa. Através desse envolvimento, a continuidade da experiência se estende para fora da escola, permitindo que as crianças vivenciem a literatura em diversos contextos, fomentando a cultura do “contar histórias” como uma prática cotidiana em suas vidas.
Orientações finais sobre o plano:
É essencial que o professor crie um ambiente acolhedor, onde as crianças sintam-se à vontade para expressar seus sentimentos e opiniões. Uma boa prática é promover sempre a retroalimentação das atividades, permitindo que os pequenos compartilhem suas vivências com o grupo, o que fortalece a coletividade e a interação social. Além disso, as orientações sobre o uso de materiais devem ser claras, sempre respeitando o nível de desenvolvimento de cada aluno, e proporcionando desafios que estimulem a criatividade.
Outro ponto importante é ficar atento às reações das crianças durante a contação de histórias. Muitas vezes, a leitura pode levar a um desdobramento inesperado, como perguntas ou comentários que podem enriquecer a experiência da aula. Estar aberto às propostas das crianças e incluí-las nas decisões sobre o que fazer pode resultar em um momento muito mais significativo e produtivo para todos. Portanto, é crucial que o educador mantenha-se flexível e preparado para adaptar a aula às necessidades e interesses do grupo.
Por fim, ao finalizar as atividades, faça questão de celebrar as conquistas de cada criança, mesmo as pequenas. Isso garantirá que cada um se sinta valorizado e reconhecido, o que é fundamental para o desenvolvimento da autoestima e para a construção de um ambiente de aprendizagem positivo e inspirador.
5 Sugestões lúdicas sobre este tema:
Sugestão 1: A Caça aos Sons
– Faixa etária: 2 a 5 anos.
– Objetivo: Estimular a identificação e criação de sons da natureza.
– Descrição: Organize uma caça aos sons em que as crianças são divididas em grupos e devem “capturar” sons da natureza usando instrumentos ou fazendo sons com seus próprios corpos.
– Materiais: Pequenos instrumentos de percussão e objetos que podem ser usados para produzir sons.
Sugestão 2: Jogo de Rimas
– Faixa etária: 3 a 5 anos.
– Objetivo: Desenvolver a percepção rítmica através de rimas.
– Descrição: Apresente rimas iniciando com a primeira parte e deixe que as crianças completem com a rima apropriada, incentivando-as a desenvolver novas rimas.
– Materiais: Cartões com partes de rimas escritas.
Sugestão 3: Jardim Sensorial
– Faixa etária: 2 a 5 anos.
– Objetivo: Proporcionar uma ligação direta com a natureza.
– Descrição: Crie um pequeno jardim sensorial na sala de aula com diferentes texturas (areia, folhas, águas) onde as crianças possam explorar e relacionar com a história.
– Materiais: Terrário com elementos naturais, potes de areia e água.
Sugestão 4: A Hora do Contar
– Faixa etária: 2 a 5 anos.
– Objetivo: Estimular a fala e a narrativa.
– Descrição: Separe momentos específicos durante a semana em que as crianças são organizadas para contar suas próprias histórias, mesmo que em um formato simples, como “o que vi no parque”.
– Materiais: Tapete ou almofadas para sentar em círculo.
Sugestão 5: Teatrinho de Fantoches
– Faixa etária: 4 a 5 anos.
– Objetivo: Estimular a dramatização e a narrativa.
– Descrição: As crianças poderão criar fantoches com materiais recicláveis e apresentaram um pequeno teatro sobre o poema, ajudando a fixar a história em suas memórias.
– Materiais: Materiais recicláveis (caixas, papel, lã), palitos de picolé.
Este plano proporciona uma oportunidade rica em educação, desenvolvimento e conexão entre crianças e educadores, sempre respeitando o tempo e o espaço de cada pequeno.

