“Exploração Sensorial: Descubra Texturas na Educação Infantil”

A exploração sensorial é uma prática fundamental na Educação Infantil, especialmente para bebês. Através da pedagógica do tato, é possível estimular a curiosidade e desenvolver as percepções sensoriais desde os primeiros anos de vida. O contato com diferentes texturas é uma maneira eficaz de promover a interação com o ambiente e fortalecer as conexões emocionais e sociais. Neste plano de aula, buscamos proporcionar uma experiência rica que ajudará as crianças a descobrir o mundo ao seu redor de forma lúdica e educativa.

Os bebês, ao interagir com texturas, não apenas trabalham suas habilidades motoras, mas também começam a reconhecer e expressar suas emoções e sensações. Além disso, estas atividades favorecem a formação de vínculos com o espaço educativo e favorecem a comunicação entre os pequenos e os educadores. A seguir, apresentamos um plano estruturado para uma aula inteira voltada para a exploração sensorial de texturas.

Tema: Exploração sensorial: texturas
Duração: Uma aula inteira
Etapa: Educação Infantil
Sub-etapa: Bebês
Faixa Etária: 1 ano

Objetivo Geral:

Planejamentos de Aula BNCC Infantil e Fundamental

Proporcionar aos bebês uma experiência sensorial rica através da exploração de diferentes texturas, estimulando a curiosidade, o tato e a interação social.

Objetivos Específicos:

– Desenvolver a habilidade de reconhecer e nomear diferentes texturas.
– Promover a interação entre as crianças e os educadores durante as atividades sensoriais.
– Estimular a expressão de emoções e sensações através do contato com diversos materiais.

Habilidades BNCC:

– CAMPO DE EXPERIÊNCIAS “O EU, O OUTRO E O NÓS”
(EI01EO01) Perceber que suas ações têm efeitos nas outras crianças e nos adultos.
(EI01EO03) Interagir com crianças da mesma faixa etária e adultos ao explorar espaços, materiais, objetos, brinquedos.
(EI01EO05) Reconhecer seu corpo e expressar suas sensações em momentos de alimentação, higiene, brincadeira e descanso.

– CAMPO DE EXPERIÊNCIAS “CORPO, GESTOS E MOVIMENTOS”
(EI01CG05) Utilizar os movimentos de preensão, encaixe e lançamento, ampliando suas possibilidades de manuseio de diferentes materiais e objetos.

– CAMPO DE EXPERIÊNCIAS “ESPAÇOS, TEMPOS, QUANTIDADES, RELAÇÕES E TRANSFORMAÇÕES”
(EI01ET01) Explorar e descobrir as propriedades de objetos e materiais (odor, cor, sabor, temperatura).
(EI01ET05) Manipular materiais diversos e variados para comparar as diferenças e semelhanças entre eles.

Materiais Necessários:

– Materiais com diferentes texturas como: papel seda, algodão, papelão ondulado, lixa fina, feltro, pelúcia, espuma, fita adesiva, entre outros.
– Bandejas ou potes rasos para a disposição das texturas.
– Lenços umedecidos para higienização.
– Cartazes ou livros com imagens de texturas variadas.

Situações Problema:

Como podemos identificar e descrever as diferentes texturas que encontramos ao nosso redor? O que sentimos ao tocar em cada uma delas?

Contextualização:

Nesta aula, os bebês terão a oportunidade de tocar, sentir e explorar uma variedade de texturas. O objetivo é que cada criança possa se familiarizar com essas diferenças, promovendo o reconhecimento sensorial enquanto se divertem em um ambiente seguro e acolhedor.

Desenvolvimento:

Abertura da Aula: Iniciar com uma roda de conversa, convidando as crianças a expressar o que sentem ao tocar em determinadas superfícies. Propor que cada uma toque um macio e um rugoso e tentar descrever a sensação.

Exploração das Texturas: Organizar os materiais em bandejas. Incentivar as crianças a tocar em cada um e explorar como eles se sentem. O professor deve interagir, fazendo perguntas como: “Como é isso ao toque?”, “É suave ou áspero?”.

Observação e Reflexão: Após cada interação com um material, esclarecer o que foi sentido, permitindo que os bebês utilizem gestos ou balbucios para expressar suas reações. Facilitar a comunicação entre os pequenos e os educadores.

Atividades sugeridas:

1. Papel Seda e Algodão: Propor que as crianças toquem um pedaço de papel seda e um pedaço de algodão. Objetivo: Reconhecer a suavidade de ambos os materiais. Descrição: Coloque ambos os materiais nas mãos das crianças e observe suas reações. Pergunte como cada um se sente. Materiais necessários: Papel seda, algodão. Adaptação: Para crianças que ainda não conseguem segurar, ofereça os materiais para que sejam tocados com a palma da mão.

2. Feltro e Lixa Fina: Disponibilizar feltro e lixa fina. Objetivo: Estimular a percepção de dureza e suavidade. Descrição: Propor que as crianças toquem e, se possível, arrastem a mão sobre as texturas para “sentir” a diferença. Materiais necessários: Feltro, lixa fina. Adaptação: Demonstre como se deve tocar, incentivando o toque leve para não machucar.

3. Bandejas de Sensações: Criar bandejas com diferentes materiais como espuma, papelão ondulado e pelúcia. Objetivo: Comparar diferentes texturas. Descrição: Oferecer às crianças as bandejas para que elas explorem escolhendo em qual querem tocar e, depois, verbalizando as suas sensações. Materiais necessários: Bandejas, materiais diversos. Adaptação: Auxiliar as crianças que mostram insegurança ao tocar em novos materiais, segurando suas mãos.

4. Jogo de Cores e Texturas: Apresentar cartazes ou livros que mostram itens de diferentes texturas e cores. Objetivo: Estimular a associação entre texturas e nomenclaturas. Descrição: Solicitar que as crianças imitem a textura representada no livro com suas mãos ou dedos. Materiais necessários: Cartazes ou livros. Adaptação: Para estimular a fala, pedir que cada um aponte as texturas e relacionar com as que já foram exploradas.

5. Caminhada Sensória: Criar um espaço interativo no chão com diferentes texturas (tapete macio, papel bolha, grama artificial). Objetivo: Estimular a locomoção com a percepção do toque. Descrição: As crianças devem andar descalças e descrever como se sentem ao tocar a superfície enquanto andam. Materiais necessários: Tapetes de diferentes texturas. Adaptação: Incentivar o uso do carrinho ou dos pais para ajudar nas locomoções.

Discussão em Grupo:

Após a exploração, reunir as crianças em um círculo e perguntar sobre as texturas que mais gostaram. Incentivar que falem ou imitem com gestos, o que sentiram e que mostrem os objetos que mais chamaram a atenção. Fazer a conexão entre o que foi discutido e as atividades desenvolvidas.

Perguntas:

– Qual textura você mais gostou de tocar?
– Como você se sentiu ao tocar nesse material?
– Você consegue descrever como é essa textura?

Avaliação:

A avaliação será feita de forma contínua, observando a participação dos bebês nas atividades, a interação que eles apresentam com os materiais, e a capacidade de expressar suas sensações e sentimentos durante a exploração. O professor deve anotar quais interações foram mais significativas e quais texturas despertaram maior interesse.

Encerramento:

Finalizar a aula com uma roda de conversa onde todos possam compartilhar suas experiências e o que aprenderam sobre as texturas. Incentivar que as crianças se movimentem enquanto falam, para expressar suas emoções de forma mais completa.

Dicas:

– Utilize uma abordagem calma e gentil, permitindo que as crianças explorem livremente.
– Esteja atento a reações a texturas que possam provocar desconforto ou medo, e adapte as atividades conforme necessário.
– Sempre que possível, crie um ambiente que estimule o movimento e a troca de experiências entre os pequenos, fortalecendo o aprendizado social e emocional.

Texto sobre o tema:

A exploração sensorial é uma das práticas mais importantes na primeira infância, pois durante essa fase, os bebês desenvolvem habilidades que servirão como base para outros aprendizados. O tato é um dos sentidos mais aguçados ao nascer e, através dele, as crianças realizam descobertas significativas sobre o mundo à sua volta. Tocar, sentir e experimentar diferentes texturas ajuda a formar conexões neuronais que facilitam a aprendizagem futura.

Além disso, a exploração de texturas também desempenha um papel fundamental na expressão emocional. Quando os bebês interagem com diversos materiais, eles começam a entender suas próprias sensações, sejam elas boas ou ruins. Essa percepção é essencial para que, mais tarde, eles consigam comunicar de forma eficaz suas emoções e necessidades. A relação entre o corpo e o ambiente se estreita, permitindo que aos poucos os pequenos se sintam seguros para explorar mais a fundo.

Em um ambiente educacional que promove essa exploração sensorial, tanto os educadores quanto os bebês devem estar abertos a novas experiências. O toque é uma forma poderosa de comunicação entre eles. Bebês que têm a oportunidade de explorar diferentes texturas costumam expressar-se de maneira mais confiante, já que se sintam convidados a descobrir e compreender o novo.

Desdobramentos do plano:

A exploração sensorial não se limita apenas ao dia da aula; ela pode se expandir através de diversas atividades ao longo da semana. Uma sugestão é criar uma caixa sensorial que as crianças possam acessar durante o período. Essa caixa pode conter diferentes objetos com texturas variadas, permitindo que as crianças explorem a cada dia algo novo. Este tipo de atividade fomenta a autonomia e o interesse contínuo pela exploração, elementos essenciais no desenvolvimento infantil.

Além disso, é possível fazer a conexão com outras linguagens e expressões. Ao longo da semana, os educadores podem introduzir músicas que mencionem texturas, como “A Casa”, onde as crianças dançam e imitam as texturas de objetos a partir da letra. Essa abordagem integra o movimento à exploração sensorial, aumentando o engajamento dos pequeninos.

Por fim, os educadores devem captar as reações dos bebês durante essas atividades, uma vez que essas interações podem revelar interesses e interesses potenciais. O acompanhamento contínuo da exploração sensorial pode oferecer dicas valiosas sobre áreas em que cada bebê se destaca ou que eventualmente requer mais atenção, permitindo desafios adequados ao desenvolvimento.

Orientações finais sobre o plano:

O desenvolvimento infantil é um processo singular e cada bebê traz sua própria perspectiva e ritmo. Ao implementar este plano de aula, é fundamental que os educadores permaneçam flexíveis e acolhedores, criando um ambiente seguro que encoraje tanto a exploração quanto a expressão. Cada experiência sensorial pode, de fato, tornar-se uma nova oportunidade de aprendizado, sendo importante oferecer suporte e intervenção conforme necessário.

O diálogo e a comunicação também são elementos chave neste plano. Incentivar cada bebê a se expressar, mesmo que por meio de gestos ou balbucios, contribui significativamente para o reconhecimento de suas próprias emoções e sensações. Portanto, sempre que possível, dedique um tempo para ouvir e entender o que cada criança tem a dizer em relação ao que sentiu durante as atividades.

Não menos importante, as tecnologias digitais podem ser utilizadas para complementar a experiência – como vídeos curtos que mostram diferentes texturas em ação, inserindo também a participação dos educadores e palestras. Para isso, a seleção cuidadosa de conteúdo audiovisual é essencial para não se perder nas complexidades de um mundo digital, garantindo sempre que a experiência sensorial se mantenha como o foco central.

5 Sugestões lúdicas sobre este tema:

1. Caixa das Texturas: Criar uma caixa com diferentes texturas escondidas. Cada criança deve colocar a mão dentro da caixa sem ver e descrever o que sente. *Objetivo*: Estimular a comunicação e o reconhecimento sensorial. *Materiais*: Caixa, objetos variados. *Como fazer*: Coloque objetos dentro da caixa com texturas diferentes, uma de cada vez. A criança deve trabalhar com um objeto de cada vez, para evitar a sobrecarga sensorial.

2. Sensores Naturais: Levar as crianças para uma mini-exploração ao ar livre, onde cada uma deve tocar em plantas, folhas e flores. *Objetivo*: Promover a percepção sensorial e a interação com o ambiente. *Materiais*: não são necessários. *Como fazer*: Crie um caminho seguro onde as crianças possam tocar nas texturas da natureza sob a supervisão dos educadores.

3. Canção das Texturas: Criar uma música simples que envolva descrições de texturas – suave, áspero, frio, quente. *Objetivo*: Fazer a conexão entre a música e as texturas através da memorização. *Materiais*: Atividades musicais. *Como fazer*: Treinar a canção ao longo da aula, associando gestos para cada textura mencionada.

4. Pintura Texturada: Utilizar tintas e materiais como bolinhas de papel, esponjas e pincéis. *Objetivo*: Estimular a criatividade e a exploração de diferentes texturas através da arte. *Materiais*: Tintas e diversas texturas para pinceladas. *Como fazer*: Cada grupo deve pintar algo focando em texturas diferentes, como espuma ou papel de seda.

5. Bicho de Pelúcia: Levar bichos de pelúcia com texturas diferentes e permitir que as crianças os toquem e se apresentem. *Objetivo*: Aumentar o conhecimento sobre texturas e a socialização. *Materiais*: Bichos de pelúcia. *Como fazer*: Criar um momento de leitura onde os professores interagem com os bichinhos, enfatizando suas sensações e toques, permitindo que as crianças também expressem suas emoções durante a atividade.

As atividades propostas visam enriquecer a experiência sensorial das crianças, favorecendo a exploração lúdica e essencial para o seu desenvolvimento integral, sempre respeitando seu ritmo e necessidade de interações.


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