“Brincadeira ‘Morto e Vivo’: Aprendizado Lúdico no 2º Ano”
A proposta deste plano de aula é compartilhar e explorar uma brincadeira tradicional, conhecida como “Morto e Vivo”, que provoca uma conexão entre a atividade lúdica e o aprendizado de habilidades importantes para o desenvolvimento das crianças no 2º ano do Ensino Fundamental. É uma oportunidade de proporcionar um ambiente de aprendizado dinâmico e interativo, onde as crianças podem se divertir enquanto exercitam habilidades de linguagem, raciocínio lógico, e socialização.
O plano inclui maneiras de integrar a brincadeira com a aprendizagem em Português, Matemática, e Educação Física, abordando a importância das brincadeiras populares na cultura. Com isso, visa desenvolver não só o conhecimento teórico, mas também a experiência prática e vivencial. As atividades propostas também se alinham com as diretrizes da BNCC, possibilitando que os alunos adquiram competências essenciais para a sua formação.
Tema: Brincadeiras Morto e Vivo
Duração: 50 minutos
Etapa: Ensino Fundamental 1
Sub-etapa: 2º Ano
Faixa Etária: 7-8 anos
Objetivo Geral:
Proporcionar aos alunos a vivência da brincadeira “Morto e Vivo”, promovendo o desenvolvimento de habilidades de raciocínio lógico, comunicação e socialização, além de explorar a cultura popular brasileira.
Objetivos Específicos:
1. Estimular a expressão oral através da comunicação durante as dinâmicas da brincadeira.
2. Desenvolver habilidades matemáticas, como contagem e ordenação.
3. Integrar elementos da cultura popular ao contexto educacional.
4. Promover a socialização e o trabalho em grupo.
Habilidades BNCC:
– Português: (EF02LP07), (EF02LP10), (EF02LP14), (EF12LP01)
– Educação Física: (EF12EF01), (EF12EF03), (EF12EF11)
– Matemática: (EF02MA01), (EF02MA03)
Materiais Necessários:
– Espaço amplo para a realização da brincadeira.
– Um apito ou sino (opcional), para marcar o início e o fim da atividade.
– Cartões com palavras e números (opcional, para contar).
– Lápis e papel para anotações.
Situações Problema:
1. Como podemos organizar a turma para que todos participem de forma justa na brincadeira?
2. De que forma a brincadeira pode nos ajudar a entender conceitos matemáticos?
Contextualização:
A brincadeira “Morto e Vivo” faz parte do folclore e da cultura popular brasileiras, onde se ensina o respeito pelas regras e pela parceria. Pretende-se que, além de se divertir, os alunos compreendam a importância de respeitar o próximo, trabalhar em equipe e desenvolver suas habilidades sociais.
Desenvolvimento:
1. Introdução à brincadeira: Apresentar brevemente o objetivo da atividade. Conversar sobre as regras da brincadeira e demonstrar como ela se realiza. Explicar que o “morto” representa quem fica parado e o “vivo” representa quem se move.
2. Execução da brincadeira: Montar os alunos em um espaço amplo onde será feita a brincadeira. O professor inicia a contagem, e quando disser “morto”, todos devem ficar parados, e ao dizer “vivo”, eles devem correr em direção ao ponto de referência que for estabelecido. Repetir diversas vezes.
3. Debate pós-brincadeira: Conversar sobre como foi a experiência, o que eles sentiram, e como se sentiram em estar parados e em movimento.
Atividades sugeridas:
Atividade 1: Criação de palavras
Objetivo: Explorar a produção escrita e o vocabulário.
Descrição: Peça aos alunos que escrevam palavras relacionadas à brincadeira ou ao tema apresentados.
Instruções:
1. Forneça aos alunos lápis e papel.
2. Peça que criem uma lista de palavras que eles associam com o jogo.
3. Ajude-os a segmentar as palavras em sílabas e a formar novas palavras, se possível.
4. Incentive a leitura das palavras em voz alta em grupo.
Materiais: Lápis e papel.
Adaptação: Para alunos com dificuldade, você pode sugerir listas de palavras para que possam escolher.
Atividade 2: Jogos de contagem
Objetivo: Desenvolver a habilidade de contagem e comparação.
Descrição: Dividir a turma em grupos e propor desafios de contagem e comparação.
Instruções:
1. Crie uma situação em que eles precisam contar quantas crianças ficam paradas e quantas estão se movendo.
2. Depois, peça que comparem as quantidades e discutam quem está “a mais”, “a menos” ou “igual”.
3. Os alunos poderão registrar as contagens em pequenos papéis.
Materiais: Papel e lápis para registrar.
Adaptação: Use objetos como contagem para os que têm mais dificuldade.
Atividade 3: Reflexão em grupo
Objetivo: Estimular a reflexão e a construção de narrativas.
Descrição: Após a brincadeira, formar grupos para que compartilhem suas impressões.
Instruções:
1. Dividir a turma em grupos de 4-5 alunos.
2. Pedir para que cada grupo discuta o que aprenderam durante a atividade e compartilhem entre eles.
3. Cada grupo pode criar uma narrativa curta sobre a experiência da brincadeira.
Materiais: Papel e lápis.
Adaptação: Fornecer um guia com perguntas para estimular a discussão.
Discussão em Grupo:
Promover um debate sobre a importância de respeitar as regras, trabalhar em equipe e como as brincadeiras ajudam no nosso desenvolvimento. Estimular as crianças a falarem sobre suas experiências e sensações durante a atividade.
Perguntas:
1. O que você sentiu ao ficar parado? Foi fácil ou difícil?
2. O que aconteceu durante a brincadeira quando alguém não respeitou as regras?
3. Como podemos usar o que aprendemos na brincadeira em outras atividades?
Avaliação:
A avaliação será feita por meio da observação do envolvimento dos alunos durante a atividade, a participação nas discussões em grupo e a entrega das produções escritas. Questões a considerar: Estavam todos engajados? As respostas dadas nas discussões revelam a compreensão sobre a atividade proposta?
Encerramento:
Finalizar com um agradecimento a todos pela participação e reforçar a aprendizagem com as palavras que foram escritas e aprendidas. O professor pode fazer uma breve síntese do que foi aprendido e reforçar a importância das brincadeiras no convívio escolar.
Dicas:
– Sempre esteja atento ao espaço e segurança durante a realização da brincadeira.
– Incentive a participação de todos, lembrando que o foco é a inclusão.
– Utilize a conversa após a atividade para aprimorar a reflexão sobre as regras e a importância da interação.
Texto sobre o tema:
A brincadeira “Morto e Vivo” é uma manifestação cultural rica que representa a importância de práticas lúdicas em nossa sociedade. Essa brincadeira não só promove o desenvolvimento motor e social, mas também é uma forma de preservar a cultura popular. No contexto escolar, é fundamental que as crianças sejam expostas a atividades que estimulem a concentração, o trabalho em equipe e o respeito às regras, sendo o jogo um meio eficaz para tais aprendizados.
Além do desenvolvimento físico, as brincadeiras proporcionam oportunidades para que os alunos desenvolvam habilidades sociais e emocionais. Promover o diálogo, a empatia e o respeito é essencial para a construção de uma convivência harmoniosa. O jogo, ao trazer desafios, fortalece esses laços, permitindo que as crianças aprendam a lidar com vitórias e derrotas, e que possam ser agentes ativos na formação de relacionamentos interpessoais saudáveis.
Os educadores, ao inserirem brincadeiras tradicionais em suas aulas, conseguem conectar o currículo escolar com a cultura. É através de atividades assim que se preserva e se valoriza a memória coletiva, contribuindo para a formação de indivíduos críticos e conscientes do seu papel na sociedade. As brincadeiras são, portanto, muito mais do que passatempo; elas são ferramentas de educação e vivência cultural que devem ser valoradas e promovidas dentro das escolas.
Desdobramentos do plano:
Ao finalizar o plano de aula, é possível ampliar a abordagem com temas correlacionados à cultura brasileira. Promover um momento em que as crianças possam compartilhar outras brincadeiras que conhecem, trazendo suas experiências pessoais para a sala. Isso não apenas enriquece a discussão mas também permite que os alunos vejam a diversidade de brincadeiras que existem, valorizando sua própria cultura e também aprendendo a respeitar as diversidades.
Outra sugestão é realizar uma semana cultural, onde cada dia será dedicado a uma brincadeira diferente. Assim, os alunos poderão vivenciar não apenas o “Morto e Vivo”, mas também outras experiências lúdicas que contribuam para o seu desenvolvimento. Além disso, os alunos poderiam participar de um registro fotográfico das brincadeiras, criando uma galeria na escola ou um mural digital onde compartilharão suas histórias e aprendizados sobre a cultura popular.
Por fim, seria interessante integrar outras disciplinas ao tema, como música. Poderia-se incluir canções que remetem às brincadeiras tradicionais e que possam ser cantadas em conjunto, estimulando a memória musical e a coordenação motora. A música tem um poder imenso na construção de identidades culturais e ao cantar juntas, as crianças podem sentir-se mais conectadas com suas raízes e com o processo de aprendizado, criando assim um ciclo contínuo de aprendizagem e desenvolvimento.
Orientações finais sobre o plano:
A implementação do plano requer uma atenção especial às dinâmicas do grupo. É importante que o professor esteja disponível para escutar e responder as necessidades dos alunos, garantindo que todos tenham sua voz ouvida. Pode ser útil também observar como os alunos se comportam dentro da atividade e quais são suas preferências, isso pode ajudar a moldar futuras atividades e tornar as aulas mais efetivas.
Além disso, proporcionar um ambiente caloroso e encorajador pode fazer toda a diferença no engajamento dos estudantes. A valorização de cada contribuição e a adaptação das propostas de acordo com o perfil da turma é essencial para a inclusão e para a construção da aprendizagem colaborativa. Utilizar a ludicidade como base para o aprendizado é uma estratégia poderosa que deve ser explorada ao máximo.
O envolvimento dos alunos nas atividades propostas, quando bem mediadas, potencializa a aprendizagem e o desenvolvimento de habilidades fundamentais. Ao integrar ludicidade e ensino, o professor não está apenas transmitindo conhecimento, mas também promovendo experiências que ficarão marcadas na memória das crianças, enriquecendo sua formação integral.
5 Sugestões lúdicas sobre este tema:
1. Caça ao Tesouro: Organize uma caça ao tesouro na escola onde os alunos devem encontrar pistas e resolver desafios. Este desafio pode incluir contagens, adição de números ou identificação de letras.
2. Teatro de Sombras: As crianças podem criar cenários e personagens a partir da brincadeira, utilizando fitas de papel e lanternas. Isso poderá estimular a criatividade e a expressão através da arte.
3. Desafio do Movimento: Prepare diferentes estações com desafios físicos. Os alunos devem completar cada tarefa em grupos. Isso auxilia na cooperação e no entendimento de regras e camaradagem.
4. Criação de Música: Os alunos podem criar suas próprias canções sobre a brincadeira “Morto e Vivo”, utilizando instrumentos simples ou apenas batendo palmas. Isso os ajuda a trabalhar o ritmo e a melodia.
5. Dança das Cadeiras: Incorporando elementos de “Morto e Vivo“, utilize músicas e quando parar, as crianças devem ficar paradas. Isso introduz o tema musical também e reforça as regras de jogo.
Dessa forma, proporciona-se um plano de aula que atende às diretrizes da BNCC, oferece um aprendizado significativo ao abordar aspectos da cultura, movimento e linguagem de maneira lúdica e envolvente, garantindo uma experiência educativa rica e multifacetada.

