“Explorando Nosso Espaço: Aulas de Geografia para Crianças”

Este plano de aula foi elaborado para promover o aprendizado e a exploração do espaço em que vivemos, utilizando imagens aéreas e mapas, bem como promovendo uma pesquisa significativa. O enfoque será na identificação de objetos e lugares conhecidos, como escola e moradia, o que permitirá aos alunos desenvolver a sua visão geográfica, além de estimular o interesse em investigar e compreender o contexto em que estão inseridos. O projeto visa também trabalhar com questões problematizadoras que ajudem os estudantes a refletir sobre o seu ambiente de vivência.

Durante as 8 aulas propostas, os alunos terão a oportunidade de interagir com diversas atividades que integram diferentes disciplinas, permitindo uma aprendizagem significativa, colaborativa e integrada. Além disso, o plano de aula considera a necessidade de adaptar as atividades a diferentes perfis de alunos, garantindo assim um acesso democrático ao conhecimento.

Tema: Identificação de objetos e lugares de vivência à partir de imagens aéreas e mapas
Duração: 8 aulas de 45 min
Etapa: Ensino Fundamental 1
Sub-etapa: 2º Ano
Faixa Etária: 8 anos

Objetivo Geral:

Planejamentos de Aula BNCC Infantil e Fundamental

Desenvolver a capacidade dos alunos em identificar objetos e lugares de vivência, como escola e moradia, através de imagens aéreas, mapas e fotografias, promovendo pesquisas que estimulem o entendimento do seu entorno e a reflexão sobre a importância da geografia em suas vidas.

Objetivos Específicos:

– Identificar e descrever espaços de vivência a partir de representações visuais.
– Desenvolver a habilidade de ler e interpretar mapas e imagens.
– Promover o trabalho colaborativo em projetos de pesquisa.
– Estimular a curiosidade e a investigação acerca do espaço escolar e residencial.
– Incentivar a produção de textos informativos sobre os lugares identificados.

Habilidades BNCC:

– (EF02GE09) Identificar objetos e lugares de vivência (escola e moradia) em imagens aéreas e mapas (visão vertical) e fotografias (visão oblíqua).
– (EF02LP22) Planejar e produzir, em colaboração com os colegas e com a ajuda do professor, pequenos relatos de experimentos, entrevistas, verbetes de enciclopédia infantil, dentre outros gêneros do campo investigativo, digitais ou impressos, considerando a situação comunicativa e o tema/assunto/finalidade do texto.
– (EF02LP20) Reconhecer a função de textos utilizados para apresentar informações coletadas em atividades de pesquisa.

Materiais Necessários:

– Imagens aéreas e mapas da escola e do bairro
– Fotografias de espaços da escola e da moradia dos alunos
– Papéis, lápis de cor, tesoura, cola e cartolina
– Computadores ou tablets com acesso à internet (opcional)
– Projetor multimídia (opcional)

Situações Problema:

1. Como podemos identificar a nossa escola se olharmos de cima?
2. O que podemos ver em um mapa que não conseguimos ver em uma fotografia tradicional?
3. Quais objetos e espaços da nossa comunidade são importantes para a nossa convivência?

Contextualização:

Os alunos serão introduzidos ao tema através de uma discussão sobre a importância de conhecer e entender o espaço em que vivem. Propostas de debate sobre como eles se sentem em relação aos diferentes espaços da escola e da moradia serão utilizadas para criar uma ligação pessoal e emocional com o conteúdo. Os alunos também podem ser incentivados a trazer imagens de suas próprias casas e de lugares que consideram significativos.

Desenvolvimento:

– Aula 1: Introdução ao tema através de uma apresentação visual sobre a cidade, com ênfase em imagens aéreas e mapas. Explique como esses diferentes tipos de imagens podem nos ajudar a aprender sobre o nosso espaço.
– Aula 2: Atividade prática onde os alunos devem observar e identificar os objetos e lugares em uma imagem aérea da escola. Perguntas como “O que você consegue identificar?” e “Onde você está na imagem?” devem ser apresentadas.
– Aula 3: Pesquisa em grupos sobre a moradia e espaços do bairro. Cada grupo pode escolher um lugar para investigar e apresentar.
– Aula 4: Criação de um mapa simples da escola e do bairro, onde cada aluno pode desenhar os locais importantes que identificaram.
– Aula 5: Instrução sobre como escrever pequenos relatos sobre os lugares a partir da pesquisa realizada. Os relatos devem incluir informações sobre a função e importância dos locais.
– Aula 6: Apresentação dos relatos em um formato expositivo, onde as crianças podem compartilhar suas descobertas e reflexões.
– Aula 7: Discussão em grupo sobre como os mapas e as imagens podem mudar conforme a perspectiva com a que olhamos. Essa aula pode incluir atividades de comparação de imagens.
– Aula 8: Reflexão final sobre o aprendizado da unidade, onde os alunos são encorajados a pensar sobre como a geografia impacta suas vidas diárias. Os alunos podem expressar suas opiniões e sentimentos por meio de desenhos e palavras.

Atividades sugeridas:

Atividade 1: Observação de Imagens
Objetivo: Familiarizar os alunos com a leitura de imagens aéreas.
Descrição: Utilizar imagens aéreas da escola e do bairro para que os alunos identifiquem objetos conhecidos.
Instruções: Apresentar a imagem em forma de projeção na sala e listar os itens que eles conseguem identificar.
Materiais: Imagens aéreas e papel para anotações.

Atividade 2: Mapa do Bairro
Objetivo: Criar um mapa do bairro com informações coletadas.
Descrição: Os alunos trabalharão em grupos para desenhar um mapa incluindo a escola e locais significativos.
Instruções: Após as discussões, cada grupo deve apresentar seu mapa para a turma.
Materiais: Cartolina, lápis de cor.

Atividade 3: Pesquisa em Casa
Objetivo: Incentivar a pesquisa sobre a moradia.
Descrição: Pedir aos alunos que entrevistam familiares para juntar informações sobre a casa, como seu ano de construção, cômodos e importância para a família.
Instruções: Os alunos trarão as informações para a escola e compartilharão em grupos.
Materiais: Papel e caneta para anotações.

Atividade 4: Redação Criativa
Objetivo: Produzir textos informativos sobre as moradias.
Descrição: Os alunos devem escrever um pequeno relato sobre a sua casa com o que consideram mais interessante.
Instruções: Eles podem ilustrar o texto se desejarem.
Materiais: Papel, lápis de cor.

Atividade 5: Apresentação dos Projetos
Objetivo: Compartilhar aprendizados com os colegas.
Descrição: Em grupos, os alunos poderão compartilhar o que aprenderam sobre o que identificaram nas suas pesquisas.
Instruções: Organizar uma “exposição” onde os alunos poderão circular entre os grupos.
Materiais: Espaço para apresentações, materiais de apoio fornecidos.

Discussão em Grupo:

1. O que vocês acham que é mais útil: um mapa ou uma imagem aérea?
2. Como o nosso bairro mudou ao longo do tempo?
3. Que objetos em nossas casas são mais importantes para nós e por quê?

Perguntas:

– Quais objetos você reconheceu na imagem da sua escola?
– Por que é importante conhecer a nossa comunidade?
– O que você aprendeu sobre a forma como a nossa vida é influenciada pelo espaço em que vivemos?

Avaliação:

A avaliação será realizada de forma contínua, considerando a participação e engajamento dos alunos nas atividades propuestas. Além disso, será avaliados a entrega dos relatos escritos e a apresentação dos grupos sobre os mapas e pesquisas realizadas. A autoavaliação e a avaliação entre pares também são encorajadas.

Encerramento:

O encerramento consistirá em uma reflexão coletiva sobre o que cada um aprendeu com as atividades, destacando a importância do entendimento do espaço de vivência e das novas amizades que se formaram durante o processo. Possivelmente, um mural coletivo pode ser elaborado, onde cada aluno coleciona suas impressões ao longo do projeto.

Dicas:

– Crie um ambiente de aprendizagem seguro, onde todos se sintam à vontade para compartilhar suas ideias.
– Utilize recursos visuais, como mapas e imagens, para facilitar a compreensão.
– Esteja aberto a sugestões e adaptações dos alunos durante o andamento do plano, permitindo um aprendizado mais dinâmico.

Texto sobre o tema:

A reflexão sobre o espaço em que vivemos é fundamental para o desenvolvimento e a aprendizagem dos estudantes. O conhecimento geográfico permite que as crianças compreendam as relações entre os diferentes elementos que compõem a sua realidade. Um dos pontos mais importantes a serem trabalhados na geografia escolar é a identificação de objetos e lugares que fazem parte do cotidiano dos alunos, como a escola e a moradia. Ao abordarmos imagens aéreas e mapas, proporcionamos uma nova perspectiva sobre ambientes conhecidos, ajudando a despertar o olhar crítico e a curiosidade das crianças.

Imagens aéreas e mapas não apenas fornecem informações sobre a localização de lugares, mas também ajudam os estudantes a visualizar a conexão entre diferentes pontos de uma comunidade. Ao olhar para o céu, a perspectiva muda, e isso pode gerar uma nova compreensão sobre a própria vida dos alunos. Eles começam a observar não apenas onde estão, mas também onde estão localizados em relação a outros locais significativos, como a casa de um amigo ou a praça do bairro. Essa visão expandida é crucial no desenvolvimento da competência espacial e da consciência geográfica.

Por fim, a experiência de trabalhar com imagens representa a construção de um conhecimento que vai além da simples memorização de informações. Essa abordagem investigativa, que foca em questões problematizadoras e envolvimento dos alunos em pesquisas, promove uma aprendizagem significativa. Eles passam a valorizar o ambiente que os cerca, desenvolvendo o sentimento de pertencimento e responsabilidade em relação ao espaço urbano e à sua comunidade.

Desdobramentos do plano:

O plano de aula proposto abre espaço para a continuidade do aprendizado em diferentes direções. Os alunos podem desenvolver um projeto mais amplo sobre a história do seu bairro, investigando mudanças ao longo do tempo e coletando depoimentos de moradores. Essa atividade estimula a pesquisa e pode ser realizada em grupos. Uma das formas de aprofundar este conhecimento é, por exemplo, realizar entrevistas e coletar relatos sobre a história dos edifícios ou locais de interesse na comunidade.

Além disso, o tema pode ser abordado por meio das artes, onde os alunos, inspirados pela visualização de suas comunidades, podem produzir ilustrações e criações artísticas que retratem os lugares que consideram mais queridos e representativos. Isso não só reforça a identificação desses espaços, mas também valoriza as expressões culturais e artísticas dos alunos.

Integrações com a disciplina de história podem ser feitas oferecendo um espaço para que os alunos analisem as transformações que seus bairros sofreram ao longo do tempo. Questões como migrações, construção de casas e estabelecimento de comércio são relevantes e podem ser exploradas a partir dos relatos coletados e das investigações realizadas. Por fim, é essencial trabalhar com esses desdobramentos para que cada aluno sinta que sua comunidade é uma extensão de si e que, portanto, seus conhecimentos e vivências têm valor local e universal.

Orientações finais sobre o plano:

Ao trabalhar com a exploração do ambiente em que os alunos estão inseridos, é fundamental que se inspirem na curiosidade natural das crianças. Permitir que elas façam perguntas, explorem e busquem respostas sobre seu entorno formará não apenas alunos mais críticos, mas também cidadãos mais conscientes. Neste sentido, a mediação do professor é imprescindível, pois ele deve guiar as descobertas e garantir que cada aluno sinta-se valorizado e escutado.

É importante também que as atividades sejam desenhadas de modo a considerar a diversidade de perfis e estilos de aprendizagem presentes na sala. Cada grupo pode explorar o conteúdo de maneiras diferentes, permitindo que os alunos se sintam incluídos e participem ativamente do processo. Nesse processo, as questões levantadas ao longo das atividades devem ser sempre revisadas e discutidas, fortalecendo assim o aprendizado coletivo.

Para que o plano de aula seja verdadeiramente eficaz, ele deve ser adaptado e ajustado conforme a realidade e as experiências dos alunos. Por isso, a flexibilidade na aplicação das atividades e o diálogo constante são essenciais. Assim, garantimos que as aulas não só cumpram um conteúdo curricular, mas que também promovam um aprendizado significativo e envolvente, fazendo com que conhecimentos se conectem à vivência dos estudantes.

5 Sugestões lúdicas sobre este tema:

Jogo da Memória com Mapas: Criar cartinhas representando diferentes locais do bairro e da escola. As crianças devem encontrar os pares correspondentes, estimulando o reconhecimento de lugares significativos. O objetivo é reforçar a memorização dos locais de vivência usando um jogo tradicional que promove a socialização e o aprendizado lúdico.

Teatro de Sombras: Os alunos podem recriar a história de um lugar do bairro com bonecos e sombras. Com isso, criam um pequeno espetáculo em que cada grupo representará um “personagem” de um espaço, como uma casa ou um comércio. O objetivo aqui é cultivar a criatividade e a expressão artística, além de explorar a representação visual de lugares de convivência.

Desenho Mapa da Imaginação: Os alunos poderão desenhar um “mapa de sonho” de como gostariam que fosse seu bairro/escuela, incluindo seus elementos favoráveis. Essa atividade permite a livre expressão e a criatividade, enquanto eles pensam sobre o que pode ser acrescentado em seus ambientes.

Caça ao Tesouro: Criar uma atividade em que os alunos devem encontrar objetos ou lugares dentro da escola que estão representados por pistas em formato de imagens. Essa abordagem lúdica incentiva a observação das fontes de viva e a interação com o espaço escolar, possibilitando um aprendizado divertido.

Roda de Leitura de Histórias Locais: Propor uma roda de leitura onde cada aluno traz um conto ou uma história sobre um lugar que representa uma parte significativa de sua vida. Esta atividade estimula a oralidade e valoriza narrativas singulares, reforçando a identidade e a cultura local.

Essas sugestões visam estimular o aprendizado de forma lúdica e interativa, focando em experiências que assimilem conteúdos e favoreçam a aprendizagem através da prática cotidiana.


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