“Ensine Números Simples na Educação Infantil de Forma Lúdica”

Este plano de aula foi criado para fornecer uma experiência educativa rica e significativa para crianças pequenas na etapa da Educação Infantil. O foco está no entendimento de números simples, com ênfase no desenvolvimento de habilidades matemáticas de forma lúdica e interativa. O intuito é estimular o aprendizado através de atividades que envolvem o corpo, os gestos, as vozes e, principalmente, a interação entre os alunos, promovendo um ambiente de aprendizado cooperativo e prazeroso.

Trabalhar com números simples na Educação Infantil é fundamental, pois é através dessa base que as crianças começam a desenvolver uma compreensão maior sobre o mundo ao seu redor. O objetivo é que, ao final das atividades, elas consigam associar os números às quantidades reais que vêem no dia a dia, criando um vínculo inicial e saudável com a matemática.

Tema: Números Simples
Duração: 30 minutos
Etapa: Educação Infantil
Sub-etapa: Crianças Pequenas
Faixa Etária: 5 anos

Objetivo Geral:

Planejamentos de Aula BNCC Infantil e Fundamental

Proporcionar às crianças a compreensão básica dos números simples, estimulando a habilidade de contar e associar números a quantidades através de atividades lúdicas e práticas.

Objetivos Específicos:

– Estimular a contagem verbal de maneira dinâmica e divertida.
– Promover a identificação numérica associando números a grupos de objetos.
– Fomentar a interação social entre as crianças durante as atividades propostas.
– Valorizar as conquistas individuais e coletivas em relação ao aprendizado dos números.

Habilidades BNCC:

– EI03ET07: Relacionar números às suas respectivas quantidades e identificar o antes, o depois e o entre em uma sequência.
– EI03EO03: Ampliar as relações interpessoais, desenvolvendo atitudes de participação e cooperação.
– EI03CG02: Demonstrar controle e adequação do uso de seu corpo em brincadeiras e jogos.

Materiais Necessários:

– Papel colorido com números (de 1 a 10).
– Objetos de diferentes tamanhos e cores (bloquinhos, frutas de brinquedo, etc.).
– Fichas ou cartões numéricos.
– Música animada para jogos e dança.
– Espaceiro (tapete ou área delimitada).

Situações Problema:

– “Quantas maçãs são necessárias para fazer uma salada?”, propondo que as crianças contem e relacionem o número de maçãs a sua quantia.
– “Se temos dois amigos e três brinquedos, quantos brinquedos cada um pode pegar?” Essa situação estimula a contagem e a divisão.

Contextualização:

As crianças serão inseridas em um ambiente onde os números estão presentes em seu cotidiano. Através de brincadeiras de teatro de fantoches que promovem a contagem de brinquedos e objetos, as crianças poderão vivenciar a matemática de maneira engajante. O trabalho em grupo permitirá que elas aprendam a respeitar e ouvir o outro, criando um espaço seguro para a expressão de ideias numéricas.

Desenvolvimento:

1. Abertura (5 minutos): Iniciar a aula com uma breve conversa sobre os números no cotidiano: “Quantas pessoas vocês veem na sala?”, “Quantos braços e pernas temos?”.
2. Atividade 1 – Contando e Movimentando (10 minutos): Enquanto toca uma música, peça para as crianças contarem até 10 pulando ou dançando. Ao parar a música, cada criança deve mostrar um número com os dedos. Se necessário, utilize um cartaz com os números para orientá-las.
3. Atividade 2 – Caça ao Número (10 minutos): Espalhe os cartões numéricos pela sala. Peça que cada criança encontre um cartão e traga um grupo de objetos que corresponda ao número do cartão encontrado, por exemplo, se pegou o número 3, deve trazer três blocos.
4. Atividade 3 – A Dança dos Números (5 minutos): Com todas as crianças com os números na mão, organize uma dança onde elas devem trocar números com os colegas dependendo da música. Ao parar, elas devem se reunir em grupos conforme o número que possuem.

Atividades sugeridas:

Dia 1: “Brincando com os Números” – Usar imagens de diferentes quantidades de frutas. Peça às crianças que contem e associate a quantidade com o número correto.
Dia 2: “Contando Passos” – Enquanto se movimentam, as crianças devem contar em voz alta quantos passos dão até chegar ao final da sala.
Dia 3: “Formando Grupos” – Em rodinha, peça para que se agrupem conforme um número que escolherem. Cada grupo deve conter o número exato de crianças correspondente.
Dia 4: “Jogos de Tabuleiro” – Leve um tabuleiro simples onde as crianças precisam contar as casas para avançar, utilizando dados.
Dia 5: “História Contada com Números” – Ler uma história onde os números sejam protagonistas; pedir para as crianças identificarem quantidades na narrativa.

Discussão em Grupo:

Promover uma conversa sobre como foi contar as coisas, o que acharam mais fácil, e como se sentiram ao trabalhar em grupo.

Perguntas:

– “Quantas maçãs temos aqui? Podemos contar juntas?”
– “Como vocês se sentiram jogando os jogos com os números?”
– “Alguém consegue me falar um número e mostrar com os dedos?”

Avaliação:

A avaliação acontecerá de forma contínua, observando a participação, a interação entre pares e a capacidade de contar e associar números às quantidades. O professor poderá fazer anotações sobre o desempenho de cada aluno.

Encerramento:

Finalizando, será feita uma roda de conversas onde será abordada a importância de contar e como isso nos ajuda no nosso dia a dia. As crianças terão a oportunidade de compartilharem suas impressões sobre as atividades da aula.

Dicas:

Estimule sempre a participação ativa e o respeito entre os alunos. Quando uma criança contar ou mostrar um número, encoraje os outros a participarem e elogiarem a atitude. Use sempre exemplos do cotidiano para tornar o aprendizado mais significativo.

Texto sobre o tema:

Os números são elementos fundamentais para a construção do saber matemático desde a infância. Proporcionar atividades lúdicas que envolvam a contagem e a identificação dos números pode transformar a maneira como pais e educadores percebem essa disciplina. De forma lúdica, as crianças aprendem a reconhecer as quantidades que os números representam, desenvolvendo também o pensamento lógico e a capacidade de resolução de problemas. A matemática se torna, assim, não uma disciplina isolada, mas uma forma de interação com o mundo que as cerca. Um ambiente seguro, onde pertencer àquele espaço é respeitado e valorizado, proporciona a confiança necessária para que as crianças se sintam à vontade para explorar e aprender.

Tornar os números visíveis e palpáveis na vida cotidiana das crianças é uma maneira eficaz de facilitar a aprendizagem. Atividades práticas que envolvem movimento, música e interação social estimulam não apenas o conhecimento matemático, mas também promovem o desenvolvimento social e afetivo. Dessa forma, os educadores têm a responsabilidade de promover experiências que unifiquem estes conhecimentos, sempre buscando a inclusão e a colaboração entre os alunos.

A importância da construção do conhecimento matemática na primeira infância não pode ser subestimada. Os fundamentos que aqui estabelecemos servem tanto para a formação de habilidades acadêmicas quanto para a formação de um indivíduo capaz de interagir socialmente. Quando uma criança aprende a contar, não está apenas aprendendo um conceito matemático; está construindo a base de suas futuras interações com o conhecimento.

Desdobramentos do plano:

Os desdobramentos desse plano de aula poderão incluir outras áreas do conhecimento, como a linguagem através de narrativas que promovem a contagem, incentivos à arte por meio da colagem de números, ou ainda a integração com a natureza ao contar folhas, flores e até mesmo pequenos insetos. Essas possibilidades de desdobramentos visam a criação de um ambiente educativo extremamente rico e multifacetado. Também é possível realizar uma exposição dos trabalhos desenvolvidos pelas crianças em uma mostra na escola, permitindo que as conquistas sejam compartilhadas com a comunidade escolar.

O engajamento com os familiares é outra maneira de desdobrar as aprendizagens da aula, incentivando os pais a trabalharem os números com as crianças em casa, promovendo atividades como medição de componentes da casa ou contagem de objetos do dia a dia. Envolver a família neste processo é um fator crucial para reforçar a aprendizagem e consolidar o aprendizado adquirido na escola.

Por último, a avaliação do aprendizado deve ser contínua, com o professor observando a evolução das crianças ao longo do tempo. Isso não apenas ajudará a avaliar o progresso individual mas permitirá ajustar as próximas atividades. Ao criar um ambiente relacional e interativo, o aprendizado em matemática pode tornar-se um processo prazeroso e significativo para as crianças.

Orientações finais sobre o plano:

As orientações finais para este plano são essenciais para garantir que a adoção das estratégias sugeridas seja eficaz. Primeiramente, é importante que o professor se sinta confortável e confiante ao aplicar as atividades, isso estimulará um ambiente de aceitação e engajamento por parte dos alunos. Ao demonstrar empatia e adaptabilidade, o educador poderá alterar o ritmo das atividades de acordo com a resposta das crianças, garantindo que todas se sintam incluídas e parte do processo de aprendizagem.

Além disso, a dinâmica de grupo deve ser sempre incentivada. A matemática é frequentemente percebida como uma disciplina solitária, mas a colaboração permite que as crianças aprendam umas com as outras. O respeito à individualidade e os tempos de aprendizagem de cada criança são cruciais durante o desenvolvimento do plano. Por isso, é importante observar as necessidades e os interesses distintos de cada aluno.

Por fim, é fundamental que o professor use uma linguagem clara e encorajadora, reforçando a ideia de que errar faz parte do processo de aprendizado. Estimular a curiosidade e o desejo de descobrir, ao invés de apenas buscar resultados corretos, cria uma abordagem mais amorosa e agradável à matemática, fazendo com que as crianças desenvolvam um respeito e amor pelo conhecimento que perdurará ao longo de suas vidas.

5 Sugestões lúdicas sobre este tema:

1. A Corrida dos Números: Organizar um jogo onde os alunos devem correr até cartões numéricos espalhados pela sala. Ao alcançarem um cartão, devem retornar e contar quantos passos foram dados, aliando a quantidade a cada número. Materiais: cartões, espaço aberto.
2. Teatro de Números: Criar uma pequena peça onde cada aluno representa um número e precisa juntar-se em grupos (e.g., “Os três patinhos foram passear”). Materiais: figurinos simples, como chapéus numerados.
3. Contagem de Amiguinhos: Brincar de “Um, Dois, Três, Pulguinha!” em roda, contando em voz alta até o número determinado, ou basta contar os amiguinhos sentados, incentivando a participação. Materiais: nunca é demais um tambor ou pandeiro para marcar o ritmo.
4. Arte Com Números: Criar uma colagem onde as crianças adornarão um grande cartaz de números colando formas e diversas texturas. Materiais: papel, cola, tesoura (apenas com supervisão).
5. Explorando a Natureza: Durante uma aula ao ar livre, as crianças devem recoletar elementos naturais e contar quantas folhas, pedras ou flores conseguiram, associando a quantidade ao número correspondente. Materiais: cestas para coleta.

Essas sugestões visam enriquecer o aprendizado dos números de forma divertida e acessível, adaptável para todos os alunos.


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