“Plano de Aula: Combate à Desinformação no 9º Ano”

Este plano de aula é uma ferramenta inovadora e prática para auxiliar os educadores a ensinar aos alunos do 9º ano questões pertinentes sobre a disseminação de notícias falsas e a produção textual argumentativa. O tema é extremamente relevante no cotidiano dos alunos, uma vez que a desinformação é uma realidade nas redes sociais e impacta diretamente na formação da opinião pública e nas relações sociais. Este plano de aula busca desenvolver habilidades críticas e construtivas nos alunos, preparando-os para se tornarem leitores e produtores de conteúdo mais conscientes e informados.

O foco na leitura crítica e na produção textual argumentativa permitirá que os alunos analisem diferentes fontes de informação e desenvolvam um olhar crítico sobre a veracidade das notícias que consomem. Aula após aula, eles estarão aptos a identificar falácias e desinformações, contribuindo, assim, para uma sociedade mais bem informada e participativa. Com o auxílio da BNCC, o plano garantirá que os alunos atinjam habilidades fundamentais para seu desenvolvimento acadêmico e pessoal.

Tema: Habilidade EF09ER01: Análise da disseminação de notícias falsas e produção de textos argumentativos.
Duração: 50 minutos
Etapa: Ensino Fundamental 2
Sub-etapa: 9º Ano
Faixa Etária: 13 e 14 anos

Objetivo Geral:

Planejamentos de Aula BNCC Infantil e Fundamental

Desenvolver a capacidade crítica dos alunos em relação à disseminação de notícias falsas nas redes sociais, capacitando-os a identificar informações verídicas e a produzir textos argumentativos de forma coerente e estruturada.

Objetivos Específicos:

– Promover a análise crítica de notícias e informações veiculadas nas redes sociais.
– Elaborar argumentos que fundamentem a posição do aluno sobre a veracidade de determinada informação.
– Desenvolver habilidades de escrita que respeitem a norma padrão da língua portuguesa.

Habilidades BNCC:

– (EF09LP01) Analisar o fenômeno da disseminação de notícias falsas nas redes sociais e desenvolver estratégias para reconhecê-las, a partir da verificação/avaliação do veículo, fonte, e outros critérios.
– (EF09LP03) Produzir artigos de opinião, argumentando de acordo com a estrutura própria desse tipo de texto e utilizando diferentes tipos de argumentos.
– (EF89LP01) Analisar os interesses que movem o campo jornalístico e os efeitos das novas tecnologias.

Materiais Necessários:

– Acesso à internet (para pesquisa)
– Projetor ou televisão para apresentação
– Quadro branco e canetas
– Material de escritório (papel, canetas)

Situações Problema:

– Como identificar uma notícia falsa?
– Quais são os impactos da disseminação de desinformação na sociedade?
– Como podemos produzir um texto que critique ou defenda uma informação?

Contextualização:

Vivemos em um mundo marcado pela rápida disseminação de informações, especialmente nas redes sociais. Muitas vezes, o que consumimos como “notícia” é, na verdade, desinformação. Isso pode ter consequências profundas para a sociedade, influenciando eleições, comportamentos sociais e a percepção da realidade. Portanto, é essencial que os alunos aprendam a analisar criticamente as informações que recebem e que sejam capacitados a elaborar textos que expõem suas opiniões fundamentadas.

Desenvolvimento:

1. Introdução (10 minutos):
– Comece a aula com uma discussão breve sobre o que os alunos entendem por “notícias falsas”.
– Apresente exemplos reais que tiveram grande repercussão. Pergunte como esses eventos impactaram a sociedade.

2. Atividade de Análise (20 minutos):
– Divida os alunos em grupos e forneça diferentes notícias (algumas verdadeiras e outras falsas).
– Cada grupo deve analisar as fontes, a redação e outros elementos informativos, usando uma folha de verificação que inclua: origem da informação, data da postagem, autor, e a presença de elementos que indicam credibilidade.
– Após a análise, cada grupo terá 5 minutos para apresentar suas descobertas.

3. Produção de Texto (15 minutos):
– Introduza a estrutura de um artigo de opinião, destacando a importância de uma introdução clara, desenvolvimento consistente e conclusão que reafirme a posição defendida.
– Peça que os alunos escolham uma das notícias analisadas (preferencialmente a que consideraram falsa) e que escrevam um breve artigo de opinião discutindo as implicações da desinformação e a necessidade de se validar informações.

4. Encerramento (5 minutos):
– Solicite a alguns alunos voluntários que leiam suas produções e realizem comentários sobre as diferentes opiniões apresentadas.

Atividades sugeridas:

Dia 1: Introdução ao tema e análise das notícias
– Objetivo: Compreender a importância da verificação de informações.
– Descrição: Discussão introdutória seguida de atividades em grupo, onde os alunos analisam e debatem.
– Materiais: Notícias impressas, quadro branco, canetas.

Dia 2: Produção de artigos de opinião
– Objetivo: Produzir um texto crítico baseado em uma notícia analisada.
– Descrição: Aula dedicada à escrita, onde os alunos escrevem um artigo com base nas discussões do dia anterior.
– Materiais: Papel, canetas.

Dia 3: Apresentação e feedback
– Objetivo: Compartilhar e discutir os textos produzidos.
– Descrição: Alunos compartilham seus textos e recebem feedback dos colegas e do professor.
– Materiais: Quadro branco, canetas.

Dia 4: Discussão sobre a ética na comunicação
– Objetivo: Refletir sobre a responsabilidade de jornalistas e consumidores de notícias.
– Descrição: Debate sobre ética, comunicação e responsabilidade social.
– Materiais: Textos de apoio e vídeos que ilustram o tema.

Dia 5: Avaliação
– Objetivo: Avaliar a compreensão dos alunos sobre o tema.
– Descrição: Prova ou projeto em grupo sobre a identificação de notícias falsas e produção de um artigo.
– Materiais: Enunciados impressos, espaço disponível para apresentação do projeto.

Discussão em Grupo:

– Como podemos ser consumidores mais críticos de notícias?
– Quais são as responsabilidade dos jornalistas na disseminação de informações?
– Como a desinformação afeta a opinião pública?

Perguntas:

1. O que você considera uma notícia falsa?
2. Quais critérios vocês usariam para validar uma fonte de informação?
3. Como a desinformação pode afetar uma sociedade?

Avaliação:

A avaliação será feita através da participação nas discussões, a qualidade dos artigos produzidos e a capacidade dos alunos de apresentar suas análises e ideias de maneira fundamentada.

Encerramento:

Na conclusão da aula, reforce a importância da análise crítica e da responsabilidade ao compartilhar informações. Encoraje os alunos a aplicarem as habilidades adquiridas em sua vida cotidiana e a se tornarem agentes ativos na luta contra a desinformação.

Dicas:

– Utilize notícias atuais e relevantes para os alunos.
– Promova um ambiente inclusivo que respeite diferentes opiniões.
– Foque em desenvolver a empatia e a ética na comunicação.

Texto sobre o tema:

Nos dias de hoje, a disseminação da informação é rápida e, muitas vezes, sem o filtro necessário. As redes sociais desempenham um papel central nesse processo, permitindo que qualquer pessoa compartilhe um conteúdo, independentemente da veracidade. A desinformação pode ser um fenômeno devastador, afetando eleições, opiniões coletivas e até mesmo a saúde pública. Portanto, a análise crítica é essencial para garantir que os alunos desenvolvam um olhar atento e investigativo, capacitando-os a discernir entre notícia e ficção.

Um fenômeno associado à disseminação de notícias falsas é a dinâmica das câmaras de eco, onde aqueles que compartilham informações tendem a interagir com pessoas que já possuem opiniões semelhantes. Esse comportamento pode reforçar crenças erradas e ampliar a polarização dentro da sociedade. Consequentemente, desenvolver habilidades de análise crítica é fundamental para que os indivíduos não apenas consumam informações, mas também façam escolhas conscientes sobre o que compartilhar.

Além disso, é essencial que os alunos compreendam a importância da responsabilidade social ao se envolver com conteúdo online. Eles precisam se sentir empoderados para perguntar e buscar a verdade, em vez de simplesmente aceitar informações como factíveis. A produção de texto argumentativo contribui para essa habilidade, permitindo que os alunos expressem seus pontos de vista e aprendam a defender suas opiniões de forma embasada e respeitosa.

Desdobramentos do plano:

Este plano de aula pode ser desenvolvido em sequência através de um concurso escolar de jornalismo investigativo, onde cada aluno pode criar seu próprio artigo e apresentar ao colegiado. Essa atividade fomentaria não só a escrita e a pesquisa, mas também estimularia a troca de ideias e o desenvolvimento do senso crítico nas discussões sobre a ética na informação.

Além disso, pode-se integrar a prática com o uso de ferramentas digitais que ajudam na verificação de fatos e informações, como sites de checagem que destacam a importância da responsabilidade na disseminação de informações. Isso poderia culminar na formação de um grupos de alunos, que se tornaria uma equipe de initial jornalismo investigativo na escola, revolucionando a forma como a comunicação e a ética são abordadas nas discussões do cotidiano.

Outra abordagem para desdobramento do plano seria a realização de workshops temáticos com profissionais da área de comunicação e jornalismo, trazendo especialistas que podem enriquecer o entendimento dos alunos sobre as realidades do jornalismo. Esses encontros podem fornecer insights sobre os desafios enfrentados pelos jornalistas e as práticas que eles utilizam para garantir a integridade da informação.

Por fim, a continuidade pode ocorrer através da criação de um blog ou um portal estudantil onde os alunos possam publicar suas análises, opiniões e artigos diante de diferentes temas sociais. Essa abordagem não apenas irá estimular a prática de escrita, mas também estabelecer uma plataforma de troca de ideias, reflexões e debates, ampliando o engajamento e o senso de comunidade entre os alunos.

Orientações finais sobre o plano:

É importante que os educadores estejam atentos ao ambiente de aprendizagem. Manter um espaço seguro e respeitoso onde os alunos se sintam à vontade para expressar suas opiniões, mesmo que divergentes, é fundamental para fomentar um aprendizado significativo. Além disso, é essencial que as discussões about notícias falsas sejam sempre abordadas com dados e exemplos reais, para garantir a relevância e a conexão com a realidade atual dos alunos.

Outra orientação é que os educadores incentivem o uso de tecnologias que auxiliam na verificação de fatos e que estejam a par das novas tendências de desinformação, como memes ou deepfakes, abordando esses tópicos com a geração atual que já faz parte de um mundo digital. É recomendado atualizar o conteúdo frequentemente, pois a velocidade com que as informações e as técnicas vão mudando é alta. Por fim, a reflexão contínua sobre o que foi aprendido nas aulas deve ser um processo coletivo, onde o feedback ajuda na construção de um entendimento mais profundo e crítico sobre a comunicação contemporânea.

5 Sugestões lúdicas sobre este tema:

1. Teatro de Fantoches: Os alunos podem criar fantoches que representem diferentes personagens que transmitem notícias. Cada grupo deve encenar cenários onde os personagens disseminam informações, mostrando a importância de verificar os fatos. O objetivo é mostrar a diferença entre uma notícia verdadeira e uma falsa de forma divertida e interativa.

2. Caça ao Tesouro Digital: Crie uma atividade onde os alunos precisarão encontrar notícias em diferentes sites usando pistas que fogem do senso comum e da superficialidade. Essa atividade ensina a pesquisar, comparar e validar fontes de informação.

3. Game de Board sobre Desinformação: Desenvolva um jogo de tabuleiro onde os alunos devem passar por diferentes desafios relacionados à desinformação, onde boas e más práticas jornalísticas são exploradas. A ideia é ensinar aprendizado de forma lúdica.

4. Campanha de Conscientização: Os alunos podem desenvolver uma campanha que use cartazes, vídeos curtos e outras mídias para educar a comunidade escolar sobre a verificação de informações. Cuidar do design e do conteúdo traz a eles a necessidade de envolver o público, visando a eficácia da mensagem.

5. Desafio dos Influenciadores: Em grupos, os alunos simulam ser influenciadores digitais. Eles devem criar posts que promovam a necessidade de checagem de informações, utilizando a linguagem das redes sociais, mas abordando o tema de forma crítica e educativa.

Ao seguir este plano de aula, os educadores potencializarão não apenas o conhecimento dos alunos sobre a análise de notícias, mas também contribuirão para o fortalecimento de um ambiente escolar mais crítico e consciente em relação à informação e à comunicação.


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