“Plano de Aula: Posições Espaciais para o 1º Ano do Ensino Fundamental”
Este plano de aula tem como tema “Frente e Atrás, Perto e Longe, Dentro e Fora”, e é estruturado para ser utilizado no 1º ano do Ensino Fundamental. O conteúdo explorará conceitos de posições espaciais e suas aplicações práticas, permitindo que os alunos desenvolvam um melhor entendimento sobre as relações espaciais no seu cotidiano. Essa abordagem é fundamental para a formação cognitiva e social das crianças, pois as ajudam a se orientarem melhor em seu ambiente, desenvolvendo a percepção espacial e a comunicação.
Os alunos, com idades entre 6 e 7 anos, serão desafiados a pensar sobre as posições relativas de objetos e pessoas ao seu redor. A aula terá uma duração total de 1 hora, permitindo que sejam realizadas atividades práticas e lúdicas que introduzam os conceitos de forma dinâmica e acessível.
Tema: Frente e Atrás, Perto e Longe, Dentro e Fora
Duração: 1 hora
Etapa: Ensino Fundamental 1
Sub-etapa: 1º Ano
Faixa Etária: 6 a 7 anos
Objetivo Geral:
Desenvolver a compreensão dos alunos sobre posições e distâncias no espaço, utilizando a terminologia apropriada para descrever essas relações e fomentar a comunicação clara entre os colegas.
Objetivos Específicos:
1. Identificar e nomear os conceitos de “frente”, “atrás”, “perto”, “longe”, “dentro” e “fora”.
2. Aplicar esses conceitos em atividades lúdicas que incentivem a movimentação e a interação.
3. Estimular a observação e a descrição das relações espaciais entre os objetos e as pessoas no ambiente escolar.
Habilidades BNCC:
Neste plano de aula, serão trabalhadas as seguintes habilidades da BNCC para o 1° ano de Matemática e Geografia:
– (EF01MA11) Descrever a localização de pessoas e de objetos no espaço em relação à sua própria posição, utilizando termos como à direita, à esquerda, em frente, atrás.
– (EF01GE09) Elaborar e utilizar mapas simples para localizar elementos do local de vivência, considerando referenciais espaciais (frente e atrás, esquerda e direita, em cima e embaixo, dentro e fora) e tendo o corpo como referência.
Materiais Necessários:
– Fichas ilustradas com os conceitos (frente, atrás, perto, longe, dentro, fora).
– Espelhos pequenos (um para cada aluno, se possível).
– Fita adesiva para demarcar espaços no chão.
– Brinquedos variados (como bonecos, bolas, caixas) para atividades práticas.
– Quadro branco e marcadores.
Situações Problema:
1. “Onde está o brinquedo? Está perto ou longe de você?”
2. “Você pode me mostrar algo que está dentro da caixa e algo que está fora?”
3. “Quem está na frente da fila e quem está atrás?”
Contextualização:
Os conceitos de espaço são fundamentais no dia a dia das crianças. Muitas vezes, elas precisam se organizar (em filas, por exemplo), orientar-se (encontrar objetos, por exemplo) e descrever o que veem ao seu redor. Compreender termos como “frente”, “atrás”, “perto”, “longe”, “dentro” e “fora” é essencial para o desenvolvimento de habilidades de comunicação e convivência. A aula promoverá interações onde os alunos poderão usar esses termos ativamente e perceber suas aplicações práticas.
Desenvolvimento:
1. Introdução (10 minutos):
– Apresentar as fichas ilustradas com cada um dos conceitos e explicá-los de modo simples e interativo.
– Perguntar aos alunos se eles conhecem exemplos de cada termo e incentivá-los a compartilhar suas experiências.
2. Atividade 1 – Jogo de Posicionamento (20 minutos):
– No espaço da sala de aula, demarcar áreas com fita adesiva (por exemplo, “frente”, “atrás”, “perto” e “longe”).
– Pedir aos alunos para se posicionarem de acordo com as orientações dadas e utilizarem os termos em voz alta.
– Exemplo: “Fiquem todos na frente da mesa” ou “Agora, quem está longe do quadro?”
– Logo após, solicitar que eles se movam conforme as novas instruções dadas, promovendo interação e diversão.
3. Atividade 2 – Espelho e Reflexão (10 minutos):
– Cada aluno deve se olhar no espelho e descrever em voz alta sua posição em relação a ele.
– Exemplos: “Eu estou em frente ao espelho”, “Meu rosto está dentro do espelho” ou “Eu estou perto do espelho”.
– Incentivar a criatividade, pedindo que façam caretas ou poses engraçadas enquanto se descrevem.
4. Atividade 3 – Brincadeira com Brinquedos (15 minutos):
– Distribuir brinquedos e pedir que, em duplas, um aluno coloque um brinquedo “perto” e o outro “longe” de um ponto de referência (como uma mesa ou outro brinquedo).
– Discutir em grupo o que foi mais fácil ou difícil e revisar os termos utilizados.
Atividades sugeridas:
1. Atividade de Jogo da Memória da Posição (Duração: um dia):
– Objetivo: Reforçar os conceitos de perto e longe, dentro e fora.
– Descrição: Criar um jogo da memória com imagens que representam situações opostas, como “dentro” e “fora”, “perto” e “longe”. Os alunos jogam em duplas ou grupos, buscando combinar as figuras.
– Instruções práticas: O professor pode preparar as fichas antes da aula e orientar os alunos sobre como jogar em grupos.
– Materiais: Cartões ilustrados.
– Adaptações: Alunos com dificuldades motoras podem participar colocando as cartas em uma caixa para escolherem.
2. Atividade de Desenho dos Espaços (Duração: um dia):
– Objetivo: Compreender e ilustrar os conceitos de frente, atrás, dentro e fora em um desenho.
– Descrição: Pedir aos alunos que desenhem uma cena em que possam utilizar todos os conceitos discutidos.
– Instruções práticas: O professor ajuda os alunos a nomear os elementos que devem estar nas posições corretas.
– Materiais: Papéis e lápis de cor.
– Adaptações: Oferecer desenho guiado para alunos que precisem de mais auxílio.
3. Atividade de Teatro de Fantoches (Duração: um dia):
– Objetivo: Incorporar os conceitos de forma lúdica e expressiva.
– Descrição: Usar fantoches (ou criar fantoches com materiais recicláveis) para dramatizar histórias que incluam as relações espaciais aprendidas.
– Instruções práticas: Os alunos devem encenar e usar as expressões apropriadas nos diálogos.
– Materiais: Fantoches e acessórios simples.
– Adaptações: Para alunos que tiverem dificuldade em falar em público, permitir que eles escolham um papel que não os exponha tanto.
4. Atividade de Caça ao Tesouro (Duração: um dia):
– Objetivo: Aplicar os conceitos em um ambiente externo ou em sala de aula.
– Descrição: Criar pistas que levem os alunos a objetos escondidos, usando os conceitos (exemplo: “O tesouro está perto do lugar onde você senta”).
– Instruções práticas: O professor pode esconder os objetos enquanto os alunos estão fora da sala e depois dar as pistas.
– Materiais: Objetos para serem escondidos.
– Adaptações: Em grupos, para os alunos que precisam de mais apoio.
5. Atividade de Mapa do Tesouro (Duração: um dia):
– Objetivo: Criar um mapa que represente as posições aprendidas.
– Descrição: Os alunos desenham um mapa de sua sala com indicações de onde estão “perto” e “longe”.
– Instruções práticas: Orientar que incluam detalhes e legendas, ajudando na compreensão do espaço.
– Materiais: Papel kraft e canetas.
– Adaptações: Para aqueles com dificuldades motoras, permitir que eles façam o mapa em pares.
Discussão em Grupo:
Após as atividades, reunir a turma para uma discussão em grupo. O professor pode fazer perguntas para os alunos refletirem sobre o uso dos conceitos aprendidos. Por exemplo: “Como você se sentiu ao descrever onde estavam as coisas?”, “Por que é importante saber onde estamos?” ou “Pode dar um exemplo de algo que está na frente de você agora?”
Perguntas:
1. O que significa estar “perto” de algo?
2. Como você sabe quando está “dentro” de um lugar?
3. O que você faria para ajudar alguém que está “longe”?
4. Qual brinquedo está “atras” da mesa?
Avaliação:
A avaliação será contínua e baseada na observação das interações dos alunos durante as atividades. O professor deverá observar se os alunos conseguem reconhecer e aplicar os conceitos de fronteira, distância e posição e incentivá-los a se expressar de forma clara e segura. Um registro das participações nos jogos e discussões ajudará a mensurar o aprendizado.
Encerramento:
Concluir a aula reforçando a importância de orientar-se no espaço e como isso influencia o dia a dia das crianças. Fazer um pequeno resumo dos conceitos aprendidos e encorajar os alunos a identificar as relações espaciais em situações do cotidiano na família ou na escola.
Dicas:
1. Mantenha a sala de aula organizada para facilitar as atividades que envolvem movimentação.
2. Utilize música ou sons para criar um ambiente mais dinâmico e divertido durante as atividades.
3. Esteja sempre atento às necessidades dos alunos e adapte as atividades para garantir que todos participem e se sintam incluídos.
Texto sobre o tema:
Os conceitos de posições espaciais são fundamentais no desenvolvimento cognitivo das crianças. Desde pequenas, elas precisam aprender a se orientar no espaço, tanto em relação às próprias pessoas quanto a objetos ao seu redor. Isso ajuda não apenas na comunicação, mas também na construção de habilidades matemáticas e de raciocínio lógico. Palavras como “frente”, “atras”, “perto” e “longe” são usadas frequentemente no dia a dia e, portanto, é importante que a criança aprenda-as de forma a incorporá-las em seu vocabulário e utilizá-las nas suas interações sociais.
Através de atividades lúdicas, as crianças não somente interiorizam os significados dessas palavras, mas também se sentem mais confiantes ao descrevê-las em diferentes contextos. Despertar a curiosidade e promover a exploração do espaço físico em que vivem ajudam a vincular os conceitos aprendidos à realidade delas. Além disso, essas questões espaciais se tornam um ponto de partida para o aprendizado em várias áreas do conhecimento, como a matemática e a geografia.
Por fim, incentivar esse aprendizado desde cedo proporciona uma base sólida para que as crianças desenvolvam não só o raciocínio lógico-matemático, como também habilidades socioemocionais essenciais na convivência, como a habilidade de se posicionar em relação ao outro e ao ambiente. Dessa maneira, seja através de jargões ou de situações cotidianas simples, é possível tornar o processo de aprendizagem mais significativo, prazeroso e construtivo.
Desdobramentos do plano:
Na sequência deste plano de aula, o professor pode desdobrar as atividades para incluir outros aspectos relacionados à localização e distância, por exemplo, integrando os conceitos aprendidos nas aulas delongatórias. Uma possibilidade é criar um “mapa da escola”, onde os alunos poderão identificar não só as salas, mas também indicar onde estão coisas que costumam usar, usando os novos conceitos de posição.
Além disso, é possível incluir uma atividade interdisciplinar, onde os alunos desenham um mapa da casa e demonstram onde estão seus objetos favoritos ou onde costumam brincar, escrevendo pequenas legendas com os termos “dentro”, “fora”, “perto” e “longe”, ajudando-os a relacionar o espaço da escola ao espaço da casa.
Para as aulas seguintes, pode-se criar um ambiente de “caça ao tesouro”, onde os alunos possam seguir pistas que utilizem os novos conceitos. Isso não só proporcionará um aprendizado prático, como também permitirá o desenvolvimento do espírito de equipe e a diversão no processo.
Por último, a evolução daquilo que foi aprendido pode culminar em um projeto maior, como um álbum fotográfico de “Minha Escola”, onde os alunos coletam imagens dos diferentes espaços e objetos, demonstrando como estão organizados em relação a eles e utilizando os termos corretos. Esta abordagem multicultural aumenta a conectividade das aprendizagens e possibilita um diálogo internacional entre escolas, contribuindo para um aprendizado ainda mais rico e significativo.
Orientações finais sobre o plano:
É crucial que o professor mantenha um ambiente de aprendizado seguro e acolhedor. As crianças nessa faixa etária estão mais propensas a participar ativamente quando se sentem respeitadas e incentivadas. Assim, reforçar positivamente as interações e as tentativas de comunicação dos alunos ajuda a construir a autoconfiança.
Outra orientação importante é ser flexível ao conduzir as atividades. Assegurar que cada aluno esteja no seu ritmo durante as tarefas e atividades é fundamental, porque cada um terá sua própria maneira de compreender e aplicar os novos conceitos. Usar diferentes métodos de ensino e aprendizado pode ajudar a acomodar as diversas necessidades da sala.
Por último, a comunicação com os pais é essencial. Informar sobre o aprendizado em sala e oferecer sugestões de ações para praticar em casa é vital para reforçar o conteúdo. Isso não apenas aproxima a família do processo pedagógico, como proporciona um espaço mais amplo para as crianças aplicarem os conceitos adquiridos, tornando-os significativos em seu cotidiano.
5 Sugestões lúdicas sobre este tema:
1. Brincadeira da Estátua: Os alunos devem se mover livremente pela sala, e quando a música parar, precisam congelar em uma pose que represente “frente”, “atrás”, “perto” ou “longe”. O educador pode então pedir que cada aluno descreva sua posição.
2. Jogo de Mímicas: Os alunos em grupos devem encenar ações que representem os conceitos de “dentro” e “fora”, enquanto o restante da turma tenta adivinhar qual conceito está sendo mímico.
3. Histórias Circulares: Os alunos sentam em círculo e contam uma história onde precisam incluir ações que usem os termos de espaço aprendidos. O narrador pode passar a história adiante, e cada aluno adiciona algo novo, respeitando os conceitos de movimentação.
4. Caixa Misteriosa: Em uma caixa, os alunos devem colocar objetos e, em seguida, descrever posicionamentos (perto, longe, dentro). O professor pode promover perguntas que ajudem a desenvolver as respostas, como “o que você sente ao estar perto do objeto?”
5. Rali de Posições: Organizar um rali na escola em que os alunos devem

