“Percussão Criativa: Aprenda Música com Canetas no Ensino Médio”
Neste plano de aula, abordaremos a percussão utilizando canetas, através do livro “Batucanetas: Manual prático de percussão com canetas”, que inspira a aplicação de ritmos e sons de maneira inovadora e prática. O objetivo é apresentar ao aluno a possibilidade de criar música e ritmo com objetos simples do cotidiano, promovendo a expressão artística e a percepção musical. Além disso, a prática da percussão oferece uma oportunidade para desenvolver a coordenação motora e a concentração dos estudantes.
Durante a aula, os alunos serão guiados por exercícios práticos que envolvem batidas e ritmos, explorando diferentes técnicas utilizando canetas como instrumentos percussivos. O objetivo é fomentar um ambiente de aprendizado musical, onde todos os estudantes possam se expressar, experimentar e desenvolver habilidades rítmicas.
Tema: Batucanetas: Manual prático de percussão com canetas (Batucatudo Livro 1)
Duração: 50 minutos
Etapa: Ensino Médio
Sub-etapa: 1º Ano Médio
Faixa Etária: 15 a 18 anos
Objetivo Geral:
Proporcionar aos alunos a vivência de ritmos e dinâmicas percussivas utilizando canetas, desenvolvendo habilidades musicais e habilidades motoras de forma lúdica e criativa.
Objetivos Específicos:
– Apresentar o conceito de percussão e os diferentes tipos de instrumentos.
– Ensinar técnicas básicas de percussão usando canetas como instrumentos.
– Promover a interação entre os alunos através de atividades em grupo.
– Fomentar a expressão musical de cada aluno.
Habilidades BNCC:
– EM13LGG201: Utilizar as diversas linguagens (artísticas, corporais e verbais) em diferentes contextos, valorizando-as como fenômeno social, cultural e histórico.
– EM13LGG603: Expressar-se e atuar em processos de criação autorais individuais e coletivos nas diferentes linguagens artísticas e suas intersecções.
– EM13CNT101: Analisar e representar, com ou sem o uso de dispositivos e de aplicativos digitais específicos, as transformações e conservações em sistemas que envolvam a quantidade de matéria e energia.
Materiais Necessários:
– Canetas ou lápis (preferencialmente canetas esferográficas em boas condições)
– Um metrônomo ou aplicativo que funcione como metrônomo (opcional)
– Folhas de papel para anotações
– Aparelho de som (para tocar músicas ou gravações, se necessário)
Situações Problema:
– Como transformar um objeto cotidiano em um instrumento musical?
– Quais ritmos podem ser criados a partir da simples batida de canetas?
Contextualização:
A percussão é uma das formas mais ancestrais de expressão musical presente na cultura humana. Com canetas, uma ferramenta corriqueira, podemos explorar sons e ritmos de maneira acessível e divertida. Esta atividade não só incentiva a criatividade musical, mas também nos convida a repensar a forma como utilizamos os objetos do nosso cotidiano.
Desenvolvimento:
1. Apresentação do livro “Batucanetas”: Iniciar a aula apresentando o livro e como ele utiliza canetas para criar percussionistas. Discutir brevemente a história da percussão e o seu papel em diferentes culturas.
2. Aquecimento: Propor a prática de batidas simples de ritmo em duplas. Cada aluno deve escolher um ritmo e tocar junto com seu colega, considerando tempo e sincronia. Isso ajuda a desenvolver a habilidade coletiva e a coordenação.
3. Exercícios de técnica: Ensinar figuras rítmicas básicas, como batidas simples e complexas com as canetas, utilizando o livro como guia. Dividir a turma em grupos e desafiá-los a criar suas próprias sequências rítmicas.
4. Criação e apresentação de ritmos: Cada grupo deve apresentar a sequência que criou utilizando canetas, podendo trabalhar em conjunto com outros instrumentos, se houver interesse.
5. Discussão sobre a prática: Após as apresentações, realizar uma roda de conversa onde os alunos possam compartilhar suas experiências, dificuldades e o que aprenderam com a atividade.
Atividades sugeridas:
Atividade 1: Introdução à Percussão
– Objetivo: Entender os conceitos básicos de percussão.
– Descrição: O professor explica a história da percussão e a importância dos ritmos nas diferentes culturas.
– Instruções: O aluno é convidado a fazer anotações sobre o que aprendeu e compartilhar suas opiniões sobre a música.
Atividade 2: Batidas Básicas
– Objetivo: Aprender a criar ritmos simples.
– Descrição: Em duplas, os alunos experimentam bater as canetas em diferentes superfícies (mesa, chão, palmas).
– Material: Apenas canetas.
Atividade 3: Criação em Grupos
– Objetivo: Criar sequências rítmicas em grupo.
– Descrição: Os alunos são divididos em grupos e devem criar um ritmo usando canetas que pode ser tocado em sincronia.
– Instruções: Cada grupo terá 10 minutos para criar seu ritmo e, depois, será apresentado para a turma.
Atividade 4: Apresentação e Reflexão
– Objetivo: Apresentar os ritmos criados e refletir sobre a experiência.
– Descrição: Os grupos se apresentam e falam sobre como criaram seus ritmos, seguido de uma discussão sobre o que aprenderam.
– Material: Papel para anotações e espaço para se apresentar.
Atividade 5: Jogo do Metrônomo
– Objetivo: Aprender a seguir o tempo de um metrônomo.
– Descrição: Usar um aplicativo ou metrônomo para tocar uma batida, e os alunos devem imitar isso com suas canetas.
– Instruções: Ajustar o metrônomo para várias velocidades e desafiar os alunos a manter o ritmo.
Discussão em Grupo:
Após as apresentações dos ritmos, conduza uma discussão em grupo sobre:
– O que cada um gostou mais na criação de ritmos?
– Qual a sensação de tocar em grupo em comparação a tocar sozinho?
– Como a música pode unir as pessoas?
Perguntas:
1. Quais foram as maiores dificuldades durante a atividade?
2. Como você descreveria a sensação de criar música com canetas?
3. Que outros objetos do cotidiano poderiam ser usados para criar música?
4. Como você se sentiu tocando em grupo?
Avaliação:
A avaliação será realizada de maneira formativa, considerando a participação dos alunos nas atividades, a criatividade demonstrada nas sequências rítmicas criadas e a capacidade de trabalhar em grupo. Além disso, a reflexão e discussão em grupo também serão avaliadas, pois essas atividades fomentam a comunicação e o aprendizado colaborativo.
Encerramento:
Finalizar a aula fazendo uma breve recapitulação das técnicas aprendidas e da importância da percussão na música. Encorajar os alunos a continuar explorando as possibilidades sonoras de objetos do dia a dia e a refletir sobre como podem trazer a música para suas vidas cotidianas.
Dicas:
– Incentive os alunos a escolherem diferentes tipos de canetas para experimentar diferentes sonoridades.
– Se possível, crie um espaço dedicado para a prática musical e a experimentação sonora.
– Utilize recursos visuais, como vídeos de percussão, para inspirar e motivar os alunos.
Texto sobre o tema:
A percussão é uma forma de expressão musical que data de tempos antigos e é encontrada em diversas culturas ao redor do mundo. A capacidade de transformar sons do cotidiano em música é uma característica humana fascinante, que revela nossa criatividade e necessidade de comunicação. O que torna a percussão tão acessível é o fato de que ela não requer equipamentos sofisticados, podendo ser realizada com quaisquer objetos que produzam som. Isso facilita o acesso à música e permite que mais pessoas experimentem essa forma de arte.
O uso de canetas como instrumentos de percussão é uma proposta criativa que pode ser desenvolvida em ambientes educacionais. As crianças e jovens podem se beneficiar desse tipo de atividade, pois não só aprendem conceitos de ritmo e musicalidade, mas também desenvolvem habilidades de concentração e de trabalho em equipe. Além disso, a execução de ritmos com canetas pode despertar no aluno um interesse maior pela música, incentivando-os a explorar outros instrumentos e a entender mais sobre a linguagem musical.
Por fim, as atividades com percussão promovem uma sensação de pertencimento e comunidade. Quando alunos se reúnem para tocar música juntos, eles estão, em essência, criando uma experiência compartilhada que vai além do aspecto técnico. Isso ajuda a fortalecer vínculos sociais e a enriquecer a experiência escolar como um todo, trazendo a música e a arte cada vez mais para a sala de aula.
Desdobramentos do plano:
A atividade pode ser expandida, permitindo que os alunos explorem diferentes ritmos e estilos musicais. Por exemplo, após a aula introdutória, é possível inserir um novo desafio semanal, onde grupos de alunos apresentam variações rítmicas de uma música conhecida. Isso não só estimula a colaboração e a criatividade, mas também ajuda a desenvolver habilidades de apresentação.
Além disso, a prática de criar música com canetas pode ser vinculada a criações de vídeos, onde os alunos podem compartilhar suas performances nas redes sociais, promovendo também uma reflexão sobre a importância da música nas suas vidas. Também é interessante explorar a interdisciplinaridade, ligando a percussão à matemática através de contagens rítmicas e padrões.
Por fim, outra possibilidade de desdobramento é a realização de uma apresentação aberta à comunidade escolar, onde os alunos poderão se apresentar em grupos e mostrar o que aprenderam. Assim, iniciamos um ciclo de valorização da música e da percussão, ressaltando sua relevância em diferentes contextos e experiências.
Orientações finais sobre o plano:
Ao implementar esta aula, é crucial que o professor esteja atento às dinâmicas do grupo, promovendo um ambiente acolhedor e respeitoso, onde todos se sintam à vontade para se expressar. É desejável que haja espaço para que cada aluno possa experimentar e encontrar sua própria voz musical.
Incentivar a autoexpressão e a criatividade ao trabalhar com canetas como instrumentos pode auxiliar na construção de um clima positivo em sala de aula, onde o erro é visto como uma parte do processo de aprendizado. É importante também que o professor partilhe de suas experiências e mostre-se entusiasmado com a atividade, pois isso ajuda a contagiar a turma e gera um aumento no engajamento dos alunos.
Assim, ao final do processo de ensino, os alunos não apenas aprenderão sobre a percussão e sobre o uso de canetas, mas farão isso em um ambiente que visa ao desenvolvimento de habilidades sociais e da autoestima, o que se refletirá não apenas no aprendizado musical, mas em outros aspectos de suas vidas.
5 Sugestões lúdicas sobre este tema:
Sugestão Lúdica 1: Caneta Orquestra
– Idade: A partir de 15 anos
– Descrição: Criar pequenas “orquestras” com diferentes grupos de canetas representando diferentes instrumentos (ex: canetas finas para flautas, canetas grossas para tambores). Cada grupo compõe e executa sua parte em uma peça musical.
– Materiais: Diferentes tipos de canetas.
Sugestão Lúdica 2: Desafio dos Ritmos
– Idade: A partir de 15 anos
– Descrição: Cada aluno deve criar um ritmo curto que incorpora elementos de sua cultura ou de suas experiências. Ao final, todos os ritmos são apresentados juntos.
– Materiais: Canetas e papel.
Sugestão Lúdica 3: Musicalizador de Rua
– Idade: Todas as idades
– Descrição: Levar as canetas para o pátio ou um local aberto da escola, onde os alunos poderão tocar e improvisar juntos. O ambiente diminui a inibição e melhora a performance.
– Materiais: Canetas e um espaço grande.
Sugestão Lúdica 4: Jogo de Sinfonia
– Idade: A partir de 15 anos
– Descrição: Organizar uma competição que envolva diferentes grupos onde os alunos tocam canetas ao som de músicas populares em sincronia.
– Materiais: Canetas e um dispositivo de som.
Sugestão Lúdica 5: Vídeo Musical Canetado
– Idade: A partir de 16 anos
– Descrição: Os alunos gravam um vídeo onde tocam suas canetas para uma música popular. Depois, apresentam para a turma.
– Materiais: Canetas, celular ou câmera e um programa de edição simples.
Essas sugestões visam promover a criatividade e a interdisciplinaridade, incentivando a autorresponsabilidade e a expressão individual e coletiva dos alunos na musicalidade com objetos do dia a dia.

