“Desenvolvendo Comunicação Oral em Bebês de 2 Anos: Plano de Aula”
Este plano de aula busca desenvolver as habilidades de comunicação oral entre bebês de 2 anos. O foco está na prática do diálogo face a face, onde os pequenos podem exercitar a adequação da linguagem em diferentes situações comunicativas. Através de brincadeiras e interações, as crianças poderão explorar suas emoções e necessidades, além de se familiarizar com o uso de gestos e sons como formas de expressão.
A proposta é promover um ambiente acolhedor e estimulante, onde as crianças possam se sentir seguras para se expressar. O diálogo face a face é importante para que os bebês possam perceber a conexão com os adultos e colegas, entender que suas ações têm efeitos sobre os outros e que se comunicam através de ações e palavras. Este contato direto e a troca de olhares favorecem a aprendizagem social e emocional.
Tema: Comunicação – Diálogo Face a Face
Duração: 50 minutos
Etapa: Educação Infantil
Sub-etapa: Bebês
Faixa Etária: 2 anos
Objetivo Geral:
Proporcionar oportunidades de interação e comunicação entre os bebês, utilizando diálogos face a face, para que possam expressar suas emoções e necessidades, desenvolvendo habilidades linguísticas e sociais.
Objetivos Específicos:
1. Fomentar o reconhecimento e o uso de gestos e sons para a comunicação.
2. Promover a interação entre as crianças e os adultos no ambiente escolar.
3. Estimular a capacidade de observar e imitar gestos e expressões de outros.
Habilidades BNCC:
– Campo de Experiências “O EU, O OUTRO E O NÓS”
(EI01EO04) Comunicar necessidades, desejos e emoções, utilizando gestos, balbucios e palavras.
(EI01EO06) Interagir com outras crianças da mesma faixa etária e adultos, adaptando-se ao convívio social.
– Campo de Experiências “CORPO, GESTOS E MOVIMENTOS”
(EI01CG01) Movimentar as partes do corpo para exprimir corporalmente emoções, necessidades e desejos.
– Campo de Experiências “ESCUTA, FALA, PENSAMENTO E IMAGINAÇÃO”
(EI01EF06) Comunicar-se com outras pessoas usando movimentos, gestos, balbucios, fala e outras formas de expressão.
Materiais Necessários:
– Brinquedos que estimulem a interação (bloquinhos, bonecos, instrumentos musicais).
– Espelho grande ou individual para cada bebê.
– Almofadas coloridas para os bebês sentarem.
– Livros de histórias ilustrados com grandes figuras.
Situações Problema:
Iniciar a aula com situações que envolvam a necessidade de se comunicar, como pedir um brinquedo ou expressar a vontade de algo, para que os bebês possam perceber a importância das palavras, gestos e expressões faciais na comunicação.
Contextualização:
Os bebês estão em uma fase de exploração do ambiente e de si mesmos. A comunicação é uma parte central do seu desenvolvimento, sendo essencial para suas interações sociais. A proposta deste plano é criar um momento de diálogo onde as crianças se sintam motivadas a se expressar, permitindo que utilizem diferentes formas de comunicação, seja através da fala, gestos ou sons, enfatizando a abordagem lúdica.
Desenvolvimento:
1. Introdução (10 minutos):
– Iniciar com uma roda de conversação onde o educador chama cada bebê pelo nome, incentivando que respondam com sons ou gestos.
– Utilize um espelho, para que possam ver suas expressões enquanto falam.
2. Atividade de Chamadas (15 minutos):
– Dividir os bebês em pequenos grupos com brinquedos. O educador se coloca no meio, chamando-os pelo nome e pedindo que tragam um brinquedo.
– Ao trazer o brinquedo, eles devem usar gestos e sons para comunicar que o trouxeram.
3. Mudança de Estímulo (15 minutos):
– Introduza livros ilustrados com grandes figuras. Leia em voz alta, fazendo gestos e alterando o tom de voz para estimular a atenção e a participação dos bebês.
– Permita que os bebês apontem para as figuras e tentem repetir as palavras.
4. Brincadeiras Musicais (10 minutos):
– Utilize instrumentos simples como tambor ou chocalho, encorajando-os a fazer sons.
– Estimule o movimento e a imitação, encorajando os bebês a se movimentarem e se expressarem corporalmente.
Atividades sugeridas:
1. Roda de Nomes:
– Objetivo: Aumentar o reconhecimento de nomes e a comunicação verbal.
– Descrição: O educador vai chamando cada bebê pelo nome. Quando um bebê é chamado, ele deve responder com um som ou movimento.
– Materiais: Nenhum necessário.
– Adaptação: Para bebês mais tímidos, o educador pode auxiliar com gestos.
2. História em Movimento:
– Objetivo: Introduzir o conceito de narrativa de forma lúdica.
– Descrição: O educador lê uma história curta, onde os bebês são convidados a imitar os sons e movimentos dos personagens.
– Materiais: Livro ilustrado e espaço para a atividade.
– Adaptação: Se algum bebê não quiser participar, permite-se apenas a escuta.
3. Brinquedos que Falam:
– Objetivo: Estimular a comunicação através de sons.
– Descrição: Brincar com brinquedos que emitem sons, interagindo para que os bebês façam sons de resposta.
– Materiais: Brinquedos sonoros.
– Adaptação: Se necessário, o educador pode demonstrar a interação entre os brinquedos.
4. Música e Dança:
– Objetivo: Estimular o movimento e a expressão corporal.
– Descrição: Os bebês dançam ao som de músicas suaves, com movimentos simples e imitando os gestos do educador.
– Materiais: Música gravada.
– Adaptação: Para bebês que preferem ficar sentados, que façam gestos ao som da música.
Discussão em Grupo:
Na discussão em grupo, o educador deve encorajar os bebês a se comunicarem com gestos e sons sobre suas experiências durante as atividades. O educador pode fazer perguntas abertas, como “O que você mais gostou de fazer?” ou “Você gostou dos brinquedos?”.
Perguntas:
1. O que faz o seu brinquedo favorito?
2. Como você se sente quando escuta música?
3. Qual foi a parte mais divertida da nossa história?
Avaliação:
A avaliação será continua e informal, observando como os bebês interagem, se comunicam, e expressam-se durante as atividades. O educador irá notar se fazem uso de gestos, sons e se se envolvem nas dinâmicas propostas.
Encerramento:
Será importante finalizar a aula com um momento calmo, incentivando a quietude e a escuta. Poderá ser feita uma roda onde cada criança pode mostrar um gesto ou som que aprendeu, celebrando o aprendizado do dia.
Dicas:
– Mantenha o ambiente acolhedor, com luz suave e brinquedos à disposição.
– Esteja sempre atento às reações dos bebês, adaptando as atividades conforme o interesse deles.
– Use muita expressão facial e entonação na fala para capturar a atenção dos pequenos.
Texto sobre o tema:
O diálogo face a face é uma forma poderosa de comunicação, especialmente na primeira infância. Quando os bebês interagem diretamente com os adultos e com seus pares, eles têm a oportunidade de observar reações, escutar um tom de voz e ver expressões faciais, que são fundamentais na construção da linguagem. Essa interação não apenas ajuda no desenvolvimento da habilidade de falar, mas também na capacidade de compreender e responder ao que os outros estão dizendo. Através desse canal de comunicação, os pequenos aprendem a expressar suas emoções e a interagir de maneira social e afetiva.
Esse tipo de comunicação é mais do que simples troca de palavras; envolve gestos, olhares e expressões que colaboram para uma melhor compreensão do mundo que os cerca. O educador desempenha um papel crucial nesse cenário, pois a forma como se comunica e interage com os bebês impacta diretamente nas experiências deles. O uso de histórias, cantigas e atividades lúdicas ajuda a enriquecer esse processo, tornando-o mais dinâmico e engajador para os pequenos.
Além disso, a prática do diálogo face a face contribui significativamente para a socialização das crianças. Ao aprenderem a se expressar e a dialogar com os outros, elas desenvolvem habilidades emocionais que serão essenciais ao longo de toda a vida. O ambiente escolar deve ser um espaço onde a comunicação é encorajada, respeitando as individualidades e os ritmos de cada criança, proporcionando um aprendizado contínuo e significativo.
Desdobramentos do plano:
Essas atividades e estratégias de comunicação podem ser expandidas e reaplicadas em diferentes contextos educacionais. Uma vez que as crianças compreendem a importância da comunicação através do diálogo face a face, podem ser introduzidas novas atividades que envolvam mais interações em grupo, como jogos e dinâmicas que requerem troca de informações. Por exemplo, a incorporação de cantigas populares e brincadeiras de roda pode criar um espaço ainda mais rico para interação.
Professores podem começar a recriar cenas do dia a dia, onde as crianças podem “brincar de ser” em diferentes papéis, como o de um vendedor e um cliente, ou uma mãe e um bebê. Essas brincadeiras podem estimulá-los a entender melhor o mundo social à sua volta, permitindo que expressem suas necessidades e desejos em um ambiente controlado e seguro. As interações também podem ser gravadas ou fotografadas, e revisadas com as crianças, para que elas possam ver seu próprio desenvolvimento e compreender visualmente como se comunicam.
Outro desdobramento interessante poderia ser a união de diferentes turmas e a realização de atividades em conjunto, onde cada grupo traria suas próprias ideias de comunicação, ampliando o repertório de expressões e interações das crianças. Essas experiências enriquecedoras podem ajudar a construir um senso de comunidade e pertencimento aos pequenos, demonstrando que eles são valiosos e que suas vozes merecem ser ouvidas.
Orientações finais sobre o plano:
As orientações finais enfatizam a importância de adaptar as atividades às necessidades e interesses das crianças. Mesmo em um ambiente de sala de aula, cada bebê pode expressar-se de maneira diferente, e é vital que os educadores sejam flexíveis e criativos na abordagem do tema da comunicação. O uso de diferentes materiais, formatos de apresentação das atividades e adaptações para incluir todos os alunos são imprescindíveis para garantir que cada criança se sinta confortável e motivada a participar.
Reforça-se também a relevância do acompanhamento e da observação contínua, permitindo que os educadores entendam melhor como cada bebê está se desenvolvendo em termos de comunicação. Isso pode ser feito através de registros diversos, que ajudarão a mapear o progresso dos bebês em suas interações.
Por fim, é essencial que os educadores criem um espaço onde a comunicação seja um aspecto natural do dia a dia. Incentivar as crianças a falarem umas com as outras, a expressarem seus sentimentos e a praticarem o diálogo pode transformar as dinâmicas da sala de aula, tornando a aprendizagem coletiva muito mais rica e significativa para todos os envolvidos.
5 Sugestões lúdicas sobre este tema:
1. Jogo do Espelho:
– Objetivo: Estimular a imitação e o reconhecimento das expressões faciais.
– Materiais: Espelho grande/individual.
– Descrição: Coloque os bebês em frente ao espelho e peça para que imitem as expressões faciais que você faz. Ao mesmo tempo, faça sons que combinem com cada expressão.
2. Histórias Interativas:
– Objetivo: Desenvolver a escuta e expressão.
– Materiais: Livro ilustrado.
– Descrição: Conte histórias que tenham ações específicas e siga com atividades onde as crianças devem imitar os sons ou movimentos.
3. Dança dos Sons:
– Objetivo: Mostrar como o corpo se expressa com música.
– Materiais: Instrumentos musicais.
– Descrição: A cada ritmo diferente, as crianças devem criar um movimento diferente, incentivando a comunicação através do corpo e da música.
4. Brincadeiras de Teatro:
– Objetivo: Promover a expressão em grupo.
– Materiais: Bonecos ou fantoches.
– Descrição: O educador pode usar bonecos para encenar pequenas situações e incentivar os bebês a interagirem, fazendo seus próprios diálogos com os bonecos.
5. Cantos de Brincadeiras:
– Objetivo: Incentivar a socialização e o uso de sons.
– Materiais: Canções infantis e objetos que façam barulho.
– Descrição: Ao som das canções, cada criança pode usar um objeto para fazer sons na hora do cantar, incentivando a comunicação musical e afetiva.
Este plano de aula proporciona uma experiência rica e envolvente, garantindo que as crianças possam explorar suas habilidades de comunicação de maneira lúdica e afetiva. As intervenções do educador são essenciais para dar suporte e direção às interações, permitindo que cada bebê se sinta incluído e valorizado em suas expressões.

