“Meu Crespo é de Rainha: Celebrando Africanidades na Educação”

O presente plano de aula tem como foco central a temática das africanidades, com o título “Meu crespo é de rainha”. Esta proposta visa promover o respeito e a valorização das culturas africanas, permitindo que as crianças de 5 a 6 anos possam explorar as riquezas culturais, estéticas e identitárias que envolvem a sua trajetória ancestral. Através de uma variedade de atividades lúdicas e educativas, espera-se que as crianças desenvolvam um olhar crítico e empático sobre as diferentes expressões culturais que existem no mundo, com um foco especial nas particularidades que fazem parte da cultura afro-brasileira.

O plano abrange atividades que utilizam contos, cartazes, desenhos, murais, painéis e outras formas de expressão artística. Ao longo do semestre, as crianças serão instigadas a criar, compartilhar, e refletir sobre suas produções, além de se conectarem com as tradições africanas que influenciam a cultura brasileira. O intuito é proporcionar um espaço onde as crianças se reconheçam, não apenas como indivíduos, mas como parte de uma comunidade diversa e rica em histórias.

Tema: Africanidades – Meu crespo é de rainha
Duração: Semestral
Etapa: Educação Infantil
Sub-etapa: Crianças Pequenas
Faixa Etária: 5 a 6 anos

Objetivo Geral:

Planejamentos de Aula BNCC Infantil e Fundamental

Promover o reconhecimento e a valorização das africanidades através de atividades de expressão cultural, artística e social, visando fomentar a empatia, o respeito à diversidade e a identidade.

Objetivos Específicos:

1. Ensinar sobre as diferentes culturas e tradições africanas, suas influências na cultura brasileira.
2. Desenvolver as habilidades de expressão artística das crianças através de diferentes técnicas (desenho, pintura, recorte e colagem).
3. Fomentar relações interpessoais saudáveis e colaborativas entre os alunos.
4. Estimular a empatia e o respeito pelas diferenças por meio de atividades lúdicas e contação de histórias.

Habilidades BNCC:

Campo de Experiência: O EU, O OUTRO E O NÓS
– (EI03EO01) Demonstrar empatia pelos outros, percebendo que as pessoas têm diferentes sentimentos, necessidades e maneiras de pensar e agir.
– (EI03EO05) Demonstrar valorização das características de seu corpo e respeitar as características dos outros (crianças e adultos) com os quais convive.
– (EI03EO06) Manifestar interesse e respeito por diferentes culturas e modos de vida.

Campo de Experiência: CORPO, GESTOS E MOVIMENTOS
– (EI03CG01) Criar com o corpo formas diversificadas de expressão de sentimentos, sensações e emoções.
– (EI03CG02) Demonstrar controle e adequação do uso de seu corpo em brincadeiras e atividades artísticas.

Campo de Experiência: TRAÇOS, SONS, CORES E FORMAS
– (EI03TS02) Expressar-se livremente por meio de desenho, pintura, colagem, dobradura e escultura.

Campo de Experiência: ESCUTA, FALA, PENSAMENTO E IMAGINAÇÃO
– (EI03EF01) Expressar ideias, desejos e sentimentos sobre suas vivências, por meio da linguagem oral e escrita (escrita espontânea), de fotos, desenhos e outras formas de expressão.
– (EI03EF04) Recontar histórias ouvidas e planejar coletivamente roteiros de vídeos e de encenações.

Materiais Necessários:

– Papel de várias cores
– Tintas e pincéis
– Lápis de cor e canetinhas
– Revistas para recorte
– Cola, tesoura
– Materiais recicláveis (papelão, garrafas plásticas)
– Livros de contos africanos
– Cartolina para murais

Situações Problema:

– O que significa ter cabelo crespo e como isso se relaciona com a identidade das pessoas?
– Como podemos expressar nosso respeito e valorização por outras culturas?
– Quais histórias conhecemos sobre a cultura africana e como podemos compartilhá-las?

Contextualização:

As atividades abordadas neste plano decorrem do desejo de promover a compreensão e o respeito pelas culturas africanas, frequentemente negligenciadas no cotidiano escolar e social. Ao apresentar as africanidades às crianças, introduzimos um aspecto fundamental da formação de suas identidades enquanto cidadãos conscientes e respeitosos, que conseguem apreender a diversidade do mundo que os cerca. As crianças serão incentivadas a explorar e expressar sua própria identidade por meio das atividades, celebrando a beleza de suas heranças.

Desenvolvimento:

O desenvolvimento das atividades se dará ao longo do semestre, possibilitando que as crianças se imerjam na temática das africanidades. As atividades propostas incluem:

Contação de histórias: a partir de contos africanos que celebram a cultura e a tradição. As crianças também serão estimuladas a criar suas próprias histórias relacionadas ao tema.
Atividades artísticas: em que os alunos representarão as histórias contadas através de desenhos e pinturas, utilizando diversos materiais.
Painéis e Murais: onde as crianças poderão expor suas produções e criar um ambiente educativo que reflita a diversidade cultural.

Atividades sugeridas:

1. Contação de História – A professora inicia com uma história africana sobre tradições de beleza e aceitação do cabelo crespo.
Objetivo: Desenvolver a imaginação e a escuta atenta.
Instruções: Escolher um livro ilustrado que relate a cultura africana, fazer a leitura e discutir as emoções sentidas pelas personagens.
Materiais: Livro de contos africanos.

2. Vivência Artística – Pintura do Cabelo Crespo
Objetivo: Celebrar a diversidade estética do cabelo crespo.
Instruções: Cada criança pintará seu próprio cabelo numa folha de papel, utilizando cores e formas variadas, discutindo o que cada cor e forma representam em seus sentimentos.
Materiais: Tintas, pincéis, papel, aventais.

3. Criação de Mural – Nossos Crespos
Objetivo: Criar um mural colaborativo que celebre os diferentes estilos de cabelo e a identidade.
Instruções: As crianças assinarão suas produções artísticas e ajudarão a montar o mural na sala.
Materiais: Cartolinas, cola, tesoura, quadros para a exposição.

4. Exploração Musical – Sons da África
Objetivo: Iniciar as crianças na diversidade dos sons africanos.
Instruções: Ouvir canções africanas e discutir como a música pode contar histórias. As crianças poderão imitar ritmos.
Materiais: Aparelho de som, músicas africanas, instrumentos diversos (maracas, tambores).

5. Brincadeiras Culturais
Objetivo: Fomentar interação e colaboração através de jogos típicos africanos.
Instruções: Apresentar jogos de roda ou com bola, adaptando as regras para a participação ativa de todos.
Materiais: Bola, cordas, espaço ao ar livre.

Discussão em Grupo:

Após as atividades, os alunos serão convidados a compartilhar o que aprenderam sobre as cultura africana e quais foram suas produções artísticas. Questões como “O que mais gostou de ouvir ou fazer?” ou “O que o cabelo crespo significa para você?” serão discutidas.

Perguntas:

– O que podemos aprender com as histórias africanas?
– Como nos sentimos em relação ao nosso próprio cabelo?
– Quais diferenças notamos entre os estilos de cabelo que vemos?

Avaliação:

A avaliação será contínua e processual, dedicada a observar a participação das crianças nas atividades, suas interações, e como expressam suas ideias e sentimentos relacionados ao tema. Produções artísticas e a discussão em grupo também serão consideradas para avaliação.

Encerramento:

Ao final do semestre, será realizado um evento de encerramento onde os pais serão convidados a visitar a turma. As produções dos alunos serão expostas, e as crianças poderão compartilhar o que aprenderam sobre africanidades, o que potencializa o reconhecimento de suas aprendizagens e valorização da identidade cultural.

Dicas:

1. Sempre incentive a participação ativa e as contribuições individuais das crianças.
2. Utilize recursos visuais, como imagens e vídeos, que podem enriquecer as discussões sobre africanidades.
3. Esteja atenta às dinâmicas do grupo, promovendo um ambiente inclusivo e respeitoso, onde todos se sintam confortáveis para compartilhar.

Texto sobre o tema:

À medida que a sociedade avança em suas discussões sobre diversidade e inclusão, torna-se crucial reconhecer a rica e multifacetada herança cultural das comunidades africanas e afro-brasileiras. Essas comunidades trazem consigo uma riqueza de saberes, crenças, e tradicionais que influenciam significativamente a formação da identidade nacional. O cabelo crespo e suas diferentes representações culturais oferecem um campo fértil para refletir sobre a autoestima, aceitação e o orgulho de quem somos. Histórias e tradições que cercam a estética afro são poderosas afirmativas de identidade que legitimam a individualidade de cada pessoa.

Promover atividades que explorem e celebrem as africanidades é uma maneira de estabelecer diálogos que amplifiquem o reconhecimento das diversas culturas presentes em nosso país. É indispensável que as crianças tenham a oportunidade de explorar essas realidades e se identifiquem com as narrativas que ressoam com suas vivências. Ao dar voz aos contos africanos, às danças, e aos sons originários, estamos instigando nelas o espírito investigativo e a empatia necessária para interagir em um mundo diverso.

Além disso, a educação infantil desempenha um papel fundamental na formação das personalidades e valores das crianças. Portanto, apresentar a elas a riqueza das africanidades significa proporcionar uma base sólida para o desenvolvimento de indivíduos respeitosos, sensíveis e culturalmente conscientes. Esse reconhecimento da diversidade é ainda mais potente ao transformar os educandos em agentes de mudança, pois a aceitação e o respeito pelo outro começam nas experiências compartilhadas e no entendimento do que nos une e nos distingue ao mesmo tempo.

Desdobramentos do plano:

Este plano de aula tem um potencial de expansão para além do semestre proposto, visto que a discussão sobre africanidades pode ser perenizada e integrada a diversos temas abordados na educação. Ao considerar as ricas tradições e práticas culturais africanas, é possível discutir temas como direitos humanos, igualdade racial, e a importância da preservação cultural. Estas questões são extremamente relevantes no contexto atual e oferecem uma oportunidade para que as crianças se tornem agentes ativos em suas comunidades, aprendendo desde cedo o valor da diversidade e a necessidade de respeitá-la.

Outra possibilidade de desdobramento consiste na implementação de um projeto intercultural, onde as trocas com diferentes escolas, especialmente aquelas que têm um enfoque na valorização da cultura afro-brasileira, podem promover interações enriquecedoras. Este projeto poderia incluir convites a especialistas que falem sobre cultura, tradições e até mesmo modos de viver das diversas comunidades africanas que habitam o Brasil, levando em conta o convite à diversidade na formação educacional.

Ainda, a avaliação contínua das atividades pode gerar um relato que inspire novas práticas pedagógicas e o desenvolvimento de novos recursos didáticos para futuras turmas. Os relatos das experiencias das crianças serão um poderoso material didático que pode contribuir para a formação da comunidade escolar, visando um ambiente de educação mais compreensivo e inclusivo.

Orientações finais sobre o plano:

Ao implementar este plano de aula, é imprescindível que o educador esteja preparado para criar um ambiente de acolhimento e respeito, onde as diferenças sejam tratadas como aprendizados e não como barreiras. Manter o foco na escuta ativa é vital para que as crianças se sintam seguras em expressar suas ideias e emoções. As histórias e relatos são parte integrante desse espaço, onde cada criança se torna uma protagonista de sua própria narrativa.

É igualmente essencial que o educador esteja atento às necessidades dos alunos, adaptando as atividades conforme a dinâmica do grupo e o desenvolvimento individual de cada criança. Algumas crianças podem ter mais facilidade com a expressão artística, enquanto outras podem se destacar na oralidade. Diversificar as estratégias utilizadas ajudará a engajar todos os alunos e a promover a inclusão.

Por fim, o monitoramento do progresso das crianças deve ser contínuo e atencioso, buscando não apenas o resultado final das produções, mas também o processo de aprendizagem que está envolvido na construção do conhecimento. As interações, o compartilhamento de experiências e a reflexão contínua são partes fundamentais do aprendizado, tornando-se essenciais para garantir que o ensino das africanidades seja significativo e duradouro.

5 Sugestões lúdicas sobre este tema:

1. “Coroas de Rainha”
Faixa etária: 5 a 6 anos
Objetivo: Trabalhar a autoestima e a valorização da ancestralidade.
Materiais: Papel, tesoura, cola, fitas, strass, e outros adereços.
Como conduzir: As crianças irão cortar e decorar cartolinas na forma de coroas, personalizando-as com elementos que representam suas histórias.

2. “Dança dos Orixás”
Faixa etária: 5 a 6 anos
Objetivo: Introduzir os ritmos africanos e a simbologia dos Orixás.
Materiais: Música, lenços coloridos.
Como conduzir: Apresentar a música relacionada aos Orixás e ensinar passos de dança, encorajando a liberdade de expressão.

3. “A Feira das Africanidades”
Faixa etária: 5 a 6 anos
Objetivo: Vivenciar a tradição da feira e o comércio na cultura africana.
Materiais: Produtos (fakes) como frutas, tecidos, artesanato.
Como conduzir: Organizar um dia de “feira” na sala de aula, onde as crianças poderão “trocar” produtos uns com os outros, proporcionando um aprendizado sobre comércio e troca cultural.

4. “Pintura Coletiva”
Faixa etária: 5 a 6 anos
Objetivo: Trabalhar a colaboração e a mistura de cores como simbolismo de união.
Materiais: Grande tela ou papel kraft, tintas.
Como conduzir: Cada criança poderá contribuir com uma parte da pintura coletiva, simbolizando as cores e a diversidade das culturas.

5. “C arte e Crespo”
Faixa etária: 5 a 6 anos
Objetivo: Aprender mostrar a beleza do cabelo crespo através da arte.
Materiais: Tecidos, lãs coloridas e adesivos.


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