“Explorando o Verbo ‘Tô Vê’: Variações Linguísticas no Ensino”
Este plano de aula é desenvolvido para o 1º ano do Ensino Médio e busca explorar o tema do verbo “tô vê”, enfatizando as variações linguísticas e a análise crítica de como esses elementos se manifestam nos textos. A intenção é trabalhar identificando os valores sociais e culturais trazidos por essa construção linguística e sua relação com a identidade do falante. Além disso, a aula propõe reflexões sobre as diferentes formas de uso da língua na comunicação cotidiana, promovendo o entendimento sobre as particularidades dos espaços em que a língua é usada. Esta é uma oportunidade vital para que os alunos percebam como a linguagem varia e se adapta a diferentes contextos, ampliando a habilidade de leitura e escrita crítica.
No desenvolvimento do plano, serão sugeridas atividades que abrangem leitura, interpretação e produção textual, utilizando o verbo “tô vê” como ponto de partida para discussões sobre a língua. A abordagem selecionada está alinhada às diretrizes da BNCC, garantindo que os alunos não apenas aprimorem sua forma de escrever, mas também desenvolvam uma maior consciência linguística e social. As atividades propostas são práticas e adequadas a essa faixa etária, proporcionando um ambiente de aprendizado colaborativo e significativo.
Tema: Verbo tô vê: Análise e atividades educativas
Duração: 35 horas
Etapa: Ensino Médio
Sub-etapa: 1º Ano
Faixa Etária: 15 anos
Objetivo Geral:
Proporcionar aos alunos a análise crítica e reflexiva do verbo “tô vê” em diferentes contextos linguísticos e sociais, incentivando a compreensão de como variações linguísticas refletem e influenciam a identidade cultural e social.
Objetivos Específicos:
1. Identificar e analisar a presença do verbo “tô vê” em obras literárias e textos informativos.
2. Promover discussões sobre as variadas formas de uso da língua no cotidiano e em textos.
3. Desenvolver habilidades de produção textual baseadas nas análises feitas.
4. Fomentar a reflexão crítica sobre a influência socioeconômica e cultural nas variações da língua.
Habilidades BNCC:
– EM13LGG102: Analisar visões de mundo, conflitos de interesse, preconceitos e ideologias presentes nos discursos veiculados nas diferentes mídias, ampliando suas possibilidades de explicação, interpretação e intervenção crítica da/na realidade.
– EM13LP05: Analisar, em textos argumentativos, os posicionamentos assumidos, os movimentos argumentativos (sustentação, refutação/contra-argumentação e negociação) e os argumentos utilizados para sustentá-los, para avaliar sua força e eficácia.
– EM13LP10: Analisar o fenômeno da variação linguística, em seus diferentes níveis e dimensões, de forma a ampliar a compreensão sobre a natureza viva e dinâmica da língua e combater preconceitos linguísticos.
– EM13LP12: Selecionar informações, dados e argumentos em fontes confiáveis e utilizá-los de forma referenciada.
Materiais Necessários:
– Textos literários e informativos contendo o uso do verbo “tô vê”.
– Quadro branco e canetas coloridas.
– Recursos audiovisuais (computador, projetor).
– Cópias de textos para análise.
– Fichas de atividades.
Situações Problema:
1. “Por que a variação linguística é importante na construção da identidade de uma pessoa?”
2. “Qual a diferença entre variação linguística e erro de língua?”
Contextualização:
O verbo “tô vê” é uma construção que exemplifica bem a variação linguística presente em diferentes regiões do Brasil. Essa expressão, embora muitas vezes considerada “incorreta” por normas gramaticais tradicionais, carrega um valor cultural e social significativo. Esse plano de aula visa promover a reflexão dos alunos sobre a importância da diversidade linguística e como diferentes formas de falar podem enriquecer o debate e a produção textual.
Desenvolvimento:
1. Introdução ao tema (1ª Aula): Apresentar o verbo “tô vê”, sua origem e variações através de uma breve exposição. Utilizar vídeos e textos que exemplificam o uso em várias regiões do Brasil. Conduzir uma discussão inicial sobre percepções e preconceitos relacionados à variação linguística.
2. Leitura e análise de textos (2ª a 4ª Aulas): Distribuir textos literários que utilizam o “tô vê” e solicitar que os alunos identifiquem a variação no discurso. Realizar uma atividade em grupos onde cada grupo analisa um texto diferente, buscando entender a intenção do autor em usar a expressão.
3. Produção textual (5ª a 7ª Aulas): Os alunos devem produzir um texto inspirado nas análises realizadas. Esse texto pode ser um conto, poema ou relato em que utilizam o verbo na sua forma correta, abordando temas como identidade e cultura.
4. Apresentação e debate (8ª e 9ª Aulas): Reservar tempo para os alunos apresentarem seus textos e debaterem na turma sobre as variações no uso da língua. Promover discussões sobre a relevância da diversidade linguística e suas implicações sociais.
5. Reflexão crítica (10ª Aula): Encerrar com uma atividade escrita em que os alunos refletem sobre o que aprenderam em relação à variedade lingüística e como isso impacta suas próprias práticas linguísticas.
Atividades sugeridas:
1. Atividade de identificação (1ª a 3ª Aula): Os alunos deverão fazer uma leitura atenta de um texto que utiliza o verbo “tô vê”. Eles devem destacar a frase e refletir sobre o contexto no qual foi utilizado.
Objetivo: Identificar e compreender o uso do verbo em diferentes contextos.
Materiais: Textos impressos.
2. Criação de diálogos (4ª Aula): Em duplas, os alunos devem escrever um diálogo que inclua o uso do verbo “tô vê” de forma contextualizada.
Objetivo: Criar um ambiente de uso prático da variação linguística.
Materiais: Papéis e canetas.
3. Discussão em grupo (5ª Aula): Discutir em grupos sobre o preconceito linguístico e como ele afeta a comunicação entre diferentes regiões do Brasil.
Objetivo: Promover a empatia e a compreensão da diversidade linguística.
Materiais: Quadro para anotações de ideias.
4. Apresentações (6ª a 7ª Aula): Cada grupo deve apresentar as conclusões das suas discussões para o restante da classe, debatendo as diferenças identificadas.
Objetivo: Desenvolver a habilidade de argumentação e oratória.
Materiais: Quadro branco e projetor para apoio visual.
5. Reflexão escrita final (8ª a 10ª Aula): Os alunos devem redigir uma carta ao autor do texto lido no início, propondo melhorias ou alterações no uso do verbo “tô vê” em sua obra.
Objetivo: Reflexão crítica sobre o uso da língua e expressão pessoal.
Materiais: Papel, canetas ou computadores.
Discussão em Grupo:
Com base nas atividades realizadas, conduzir discussões em grupo sobre:
1. Quais foram as percepções mais marcantes sobre a variação do “tô vê”?
2. Como a cultura da região influencia o uso do verbo?
Perguntas:
1. O que significa para você o uso do verbo “tô vê” na comunicação diária?
2. Quais são os principais preconceitos enfrentados por quem usa variações linguísticas como essa?
3. Como a sua interpretação e produção textual mudaram após essa experiência?
Avaliação:
A avaliação será contínua e levará em conta a participação dos alunos nas discussões, a qualidade das produções textuais e a reflexão escrita final. Serão considerados critérios como: compreensão do conteúdo, criatividade, uso adequado da língua e engajamento nas atividades.
Encerramento:
Ao final da unidade, é importante refletir sobre o aprendizado e a importância da variação linguística. Encerrar com uma roda de conversa onde todos possam expressar suas opiniões sobre o que a diversidade linguística significa para eles.
Dicas:
1. Incentivar debate seguro e respeitador, em que todos possam expor suas opiniões sem medo de julgamento.
2. Utilizar exemplos locais de variação linguística como ponto de partida para discussões nas aulas.
3. Estimular a leitura de obras que abordem a temática da identidade cultural em suas produções.
Texto sobre o tema:
A variação linguística é uma característica inerente a todas as línguas vivas e dinâmicas. O português falado no Brasil, por exemplo, é riquíssimo em variações regionais, sociais e culturais. Essas variações não são apenas diferenças na forma de falar, mas refletem contextos históricos, geográficos e sociais que moldam a comunicação. O verbo “tô vê”, muito utilizado em algumas regiões, exemplifica essa pluralidade e nos convida a refletir sobre o que essa forma expressa sobre o indivíduo e sua identidade cultural.
Nesse sentido, o respeito às diferentes formas de verbalizar é essencial para a promoção de um ambiente inclusivo e democrático. Compreender a variação linguística permite, muitas vezes, uma aproximação maior entre grupos sociais distintos, desconstruindo preconceitos que cercam o uso de determinadas expressões. A educação tem aqui um papel fundamental: fomentar a análise crítica e a aceitação da diversidade como um elemento enriquecedor no diálogo.
Além disso, ao discutirmos sobre variações como o verbo “tô vê”, estamos também abordando tópicos relevantes como preconceito linguístico e identidade. Isso desafia os alunos a pensarem sobre sua forma de se expressar e como a língua está em constante transformação, moldada pelas experiências vividas e pelas interações sociais. Essa dinâmica linguística é fundamental para compreendermos a nossa história e a forma como dialogamos com o mundo.
Desdobramentos do plano:
Com a conclusão do plano de aula sobre o verbo “tô vê”, é possível estender a temática a outras áreas de linguagem e comunicação. Um desdobramento interessante é criar um projeto que explore diferentes variações da língua em outras regiões do Brasil, promovendo sementes de troca cultural e linguística. Essa iniciativa pode incentivar os alunos a entrevistar pessoas de suas comunidades, coletando histórias e expressões que revelam a riqueza de suas identidades linguísticas.
Além disso, a análise crítica das diferentes formas de uso da língua pode ser integrada a disciplinas como História e Sociologia. Os alunos poderão investigar como a construção de uma língua se entrelaça com questões sociais, poder e identidade, contribuindo para um entendimento mais robusto do fenômeno social da linguagem. Essa visão integrada pode gerar um projeto de trabalho mais abrangente, abordando as intersecções entre diferentes disciplinas.
Por fim, um desdobramento prático dessas atividades pode ser a organização de um evento escolar, onde os alunos apresentem os resultados de suas pesquisas, textos e reflexões. Esse evento pode incluir oficinas e debates, promovendo um espaço para a troca de ideias e valorização da diversidade linguística e cultural. Tal atividade não só engaja a comunidade escolar como amplia o diálogo sobre a importância do respeito e da valorização das particularidades linguísticas que cada um traz consigo.
Orientações finais sobre o plano:
É essencial que o professor esteja atento às necessidades e às particularidades dos alunos durante o desenvolvimento deste plano de aula. A variação linguística é um tema sensível e pode suscitar reações diversas entre os estudantes. Criar um espaço seguro onde todos se sintam confortáveis para compartilhar suas experiências e opiniões é fundamental. As orientações são que o professor promova a empatia e a escuta ativa, estimulando os alunos a se colocarem no lugar do outro e refletirem sobre seus próprios hábitos linguísticos.
Além disso, é possível adaptar as atividades de acordo com a dinâmica da turma. Se alguns alunos demonstrarem interesse em aprofundar aspectos históricos ou sociológicos, o professor pode buscar recursos adicionais, fazendo conexões com outros conteúdos do currículo. Essas adaptações podem enriquecer a discussão e torná-la ainda mais relevante. O professor deve permanecer flexível e aberto a novas ideias que possam surgir durante as aulas.
Por último, é importante que o plano de aula não se restrinja ao aprendizado do uso do verbo “tô vê”, mas que abra um leque de reflexões sobre a linguagem e suas nuances. Incentivar os alunos a se tornarem defensores da diversidade linguística em suas comunidades permite um impacto que vai além das paredes da sala de aula. Este tipo de consciência crítica é o que forma cidadãos mais preparados para lidar com um mundo multicultural.
5 Sugestões lúdicas sobre este tema:
1. Teatro de Marionetes (para alunos de 15 anos): Organizar uma peça curta onde os alunos usam o verbo “tô vê” em diálogos, explorando diferentes contextos sociais.
Objetivo: Compreender as variações do idioma através da dramatização.
Materiais: Materiais para confecção de marionetes e cenário.
2. Jogo de Perguntas e Respostas (para todos os estudantes): Crie um jogo de quiz sobre variações linguísticas, onde cada pergunta relacionada ao uso do verbo resulta em pontos.
Objetivo: Reforçar o aprendizado de maneira divertida.
Materiais: Cartões de perguntas.
3. Oficina de Escrita Criativa (para 1º ano): Propor que os alunos escrevam um conto incorporando “tô vê” e outras variações.
Objetivo: Praticar a escrita e o uso consciente das variações.
Materiais: Papel e caneta.
4. Competição de Vídeos (para alunos de 15 anos): Organizar uma competição onde os alunos gravam um vídeo usando o verbo “tô vê” em diferentes situações cotidianas.
Objetivo: Promover a expressão oral e criativa.
Materiais: Câmeras ou smartphones.
5. Caça ao Tesouro Linguístico (para diferentes idades): Criar uma caça ao tesouro onde os alunos buscam exemplos de variações linguísticas na escola.
Objetivo: Incentivar a observação crítica da língua ao seu redor.
Materiais: Lista de itens para buscar.
Essas atividades, quando bem integradas ao plano de aula, podem enriquecer a experiência educacional, permitindo que os alunos desenvolvam um entendimento mais sólido sobre a variação linguística e seus valores sociais.

