“Aprendendo Números com o Osso de Ishango: Aula Interdisciplinar”

A proposta deste plano de aula é utilizar o osso de Ishango, um artefato pré-histórico, como tema para uma aula interdisciplinar, que abrange diversas áreas do conhecimento. O objetivo é explorar a importância da contagem e do uso dos números em diferentes contextos, envolvendo o brincar e a percepção sensorial dos alunos. Com isso, pretende-se desenvolver não só o conhecimento científico, mas também competências sociais e criativas.

Nessa aula, os alunos terão a oportunidade de aprender sobre a história do osso de Ishango, um dos primeiros registros de contabilidade, além de trabalhar os sentidos de forma divertida e dinâmica. Isso contribuíra para que as crianças compreendam melhor a utilização dos números no seu cotidiano e se relacionem de maneira mais significativa com as diferentes disciplinas.

Tema: Osso de Ishango e os sentidos
Duração: 40 minutos
Etapa: Ensino Fundamental 1
Sub-etapa: 1º Ano
Faixa Etária: 5 e 6 anos

Objetivo Geral:

Planejamentos de Aula BNCC Infantil e Fundamental

Desenvolver a compreensão das crianças sobre a importância da contagem e dos números, utilizando o osso de Ishango como recurso didático e estimulando a percepção sensorial dos alunos.

Objetivos Específicos:

1. Caracterizar o osso de Ishango e sua função histórica.
2. Explorar a relação entre números e contagem através de brincadeiras.
3. Identificar e estimular os cinco sentidos dos alunos por meio de atividades lúdicas.
4. Refletir sobre a importância da contagem no dia a dia.

Habilidades BNCC:

– Português:
(EF01LP01) Reconhecer que textos são lidos e escritos da esquerda para a direita e de cima para baixo da página.
(EF01LP02) Escrever, espontaneamente ou por ditado, palavras e frases de forma alfabética – usando letras/grafemas que representem fonemas.
(EF01LP16) Ler e compreender, em colaboração com os colegas e com a ajuda do professor, quadras, quadrinhas, parlendas, dentre outros gêneros do campo da vida cotidiana, considerando a situação comunicativa e o tema/assunto do texto e relacionando sua forma de organização à sua finalidade.
– Matemática:
(EF01MA04) Contar a quantidade de objetos de coleções até 100 unidades e apresentar o resultado por registros verbais e simbólicos, em situações de seu interesse.
(EF01MA06) Construir fatos básicos da adição e utilizá-los em procedimentos de cálculo para resolver problemas.

Materiais Necessários:

– Imagens do osso de Ishango.
– Objetos diversos para brincadeiras de contagem (bolinhas, blocos, etc.).
– Materiais para desenho (papel, canetinhas, lápis de cor).
– Materiais para estimulação sensorial (toques macios, ásperos, cheiros diversos).
– Histórias e textos simples sobre a contagem.

Situações Problema:

– Como utilizamos os números em nosso cotidiano?
– O que você acha que é o osso de Ishango e por que ele é importante?

Contextualização:

Iniciar a aula apresentando o osso de Ishango e falar sobre a sua importância histórica, destacando que ele é um dos primeiros registros utilizados para contagem. Perguntar aos alunos se eles já viram ou usaram algo que também ajuda a contar (como dedos, objetos, etc.). Assim, conectar a história à prática do dia a dia deles.

Desenvolvimento:

1. Apresentação: Mostrar imagens do osso de Ishango.
2. Leitura: Contar uma história que envolve contagem, que pode ser uma parlenda ou um poema.
3. Brincadeira de Contar: Organizar os alunos em duplas e proporcionar diferentes objetos para que contem.
4. Exploração Sensorial: Oferecer diferentes materiais (macios, ásperos, cheiros) para que as crianças explorem com os sentidos.
5. Desenho: Pedir para que os alunos desenhem o osso de Ishango e escrevam um número que representa algo para eles (como a quantidade de brinquedos que têm).

Atividades sugeridas:

1. Dia 1 – Apresentando o Osso de Ishango:
Objetivo: Introduzir o tema e sua importância.
Descrição: Apresentar imagens do osso de Ishango e conversar sobre a importância da contagem.
Instruções: Mostrar imagens e narrar uma história breve sobre o osso.

2. Dia 2 – Contagem Lúdica:
Objetivo: Praticar contagem em grupo.
Descrição: Utilizar objetos e formar grupos para que as crianças contem em duplas.
Instruções: Levar bolinhas e outras pequenas coisas, e cada dupla deverá contar e registrar.

3. Dia 3 – Explorando os Sentidos:
Objetivo: Estimular os sentidos dos alunos.
Descrição: Criar estações com diferentes texturas e cheiros.
Instruções: A ideia é que os alunos passem por cada estação e relatem o que sentem.

4. Dia 4 – Criando Histórias:
Objetivo: Promover a expressão oral e escrita.
Descrição: Em grupos, criar uma pequena história usando números.
Instruções: A professora pode ajudar a estruturar a história, e cada grupo apresenta.

5. Dia 5 – Artes Visuais:
Objetivo: Criar um desenho do osso de Ishango.
Descrição: Cada aluno desenha o osso e representa um número pessoal com ele.
Instruções: Proporcionar materiais e inspirar os alunos com exemplos para os desenhos.

Discussão em Grupo:

Conduzir uma discussão sobre como os alunos se sentiram em relação ao uso de números e contagem nas atividades. Perguntas como: “Qual atividade você achou mais divertida?”, “Como podemos usar os números em nosso dia a dia?” podem ser levantadas.

Perguntas:

1. O que você sentiu ao tocar os diferentes materiais?
2. Como você usa os números em casa?
3. Por que você acha que a contagem é importante?

Avaliação:

A avaliação será feita por observação durante as atividades e pela participação dos alunos nas discussões. Além disso, a produção artística (desenho) e a capacidade de contar objetos também serão consideradas.

Encerramento:

Finalizar a aula relembrando os principais conceitos discutidos. Estimular que os alunos levem uma contagem para casa, como contar quantos passos têm até a escola, e voltar no dia seguinte para compartilhar.

Dicas:

– Encorajar os alunos a trazerem objetos de casa que podem ser contados na próxima aula.
– Propor desafios de contagem diferentes, como contar o número de pétalas de uma flor.
– Criar um mural na sala de aula onde os alunos possam registrar suas descobertas sobre números.

Texto sobre o tema:

O osso de Ishango é um artefato monumental encontrado no que hoje é a República Democrática do Congo. Este objeto, datado de cerca de 20.000 a.C., possui inscrições que indicam a utilização de contagem, revelando que os seres humanos já utilizavam números para representar quanidades e calcular. É fascinante como a matemática começou a ser praticada de maneira tão primitiva, com as contagens inscritas bieno, e até mesmo relacionadas a ciclos lunares. O uso do osso revela uma forma de pensamento avançada para a época, indicando que as pessoas estavam já se preocupando com a contabilidade de recursos.

Contar é uma atividade intrínseca ao ser humano e está presente em nosso cotidiano. Desde a infância até a idade adulta, contamos nosso tempo, nossas experiências e, claro, também nossas posses. A contagem permanece um fenômeno fascinante, e compreendê-la é fundamental para o desenvolvimento das habilidades matemáticas. Dessa forma, educar sobre a história do osso de Ishango proporciona um contexto histórico para o aprendizado numérico, conectando o passado ao presente.

Essas lições de contagem nos ajudam a entender não apenas a matemática, mas também a estruturar nosso raciocínio, preparando-nos para a vida e as interações sociais. Nos dias de hoje, a contagem também é um aspecto central de muitas profissões e atividades do cotidiano, como controle financeiro, gestão de estoques e até mesmo em brincadeiras e jogos. Portanto, resgatar esse contexto histórico nos permite refletir sobre a evolução do conhecimento humano e das interações sociais em torno dos números.

Desdobramentos do plano:

Este plano de aula pode ser expandido com o uso de recursos digitais, como vídeos que representem a época em que o osso foi utilizado. Os alunos podem criar um projeto interativo que utilice ferramentas digitais, onde eles compartilhem sobre o osso de Ishango e sua importância nos dias de hoje. Isso incentiva a pesquisa e a curiosidade, além de desenvolver habilidades no uso de tecnologias.

Outro desdobramento é a integração com outras disciplinas, como Geografia, relacionando a localização do osso de Ishango e seus vestígios culturais com diversos povos que viviam na época. Isso contribui para uma visão mais holística da disciplina e suas inter-relações. Os alunos poderiam, por exemplo, explorar diferentes grupos que utilizam sistemas numéricos variados e suas aplicações, promovendo a valorização da diversidade cultural.

Por último, a relação com Artes pode ser explorada através da criação de representações artísticas do osso e das civilizações antigas. Os alunos poderiam se envolver em diversas práticas artísticas, sempre estilizando o objeto e sua história. Dessa maneira, estariam não apenas aprendendo a contar, mas também desenvolvendo competências criativas e artísticas, fundamentais para o desenvolvimento integral do aluno.

Orientações finais sobre o plano:

É importante adaptar as atividades conforme o perfil dos alunos, considerando suas particularidades, gosto e nível de desenvolvimento. Ensinar através de histórias, músicas e brincadeiras pode ser uma forma muito eficaz, pois torna o aprendizado prazeroso e engajante. Cada atividade deve ser revisada e, se necessário, ajustada para garantir que os alunos estejam não apenas compreendendo o conteúdo, mas também se divertindo ao mesmo tempo.

Além disso, é essencial promover um ambiente de sala de aula onde os alunos se sintam à vontade para expressar suas ideias e questionar. Isso os ajudará não apenas no aprendizado de conteúdos, mas também na construção de relações sociais, empatia e respeito às diferenças. A contação de histórias e a exploração sensorial são ferramentas poderosas que suportam essa experiência educativa e permitem que as crianças conectem conteúdos de forma significativa.

Por último, incentivar o trabalho em grupo pode promover habilidades sociais essenciais, como a colaboração e a comunicação. As atividades em duplas e grupos permitem que os alunos aprendam uns com os outros e fortaleçam suas relações interpessoais, criando um senso de comunidade dentro da sala de aula.

5 Sugestões lúdicas sobre este tema:

1. Contagem com os dedos: Pedir que as crianças utilizem seus dedos para contar diferentes objetos na sala. O objetivo é explorar a contagem colaborativa e também a percepção do corpo como ferramenta de cálculo. Materiais: brinquedos ou objetos pequenos.

2. Jogo dos Sentidos: Criar uma caixa sensorial com diferentes objetos (macios, ásperos, cheirosos), onde cada aluno deve descrever o que sente ao tocar cada objeto. O objetivo é aprimorar a percepção sensorial e relatar.

3. Parlendas sobre Contagem: Utilizar parlendas que envolvam a contagem, como “Um, dois, três, a rã pulou”. Os alunos podem criar suas variações dessas parlendas e apresentá-las, desenvolvendo habilidades linguísticas e criativas.

4. Caça ao Tesouro Numérica: Criar uma caça ao tesouro onde as pistas envolvem contagem e números, estimulando a interação entre os alunos e promovendo a lógica matemática. Materiais: pistas, pequenos tesouros.

5. História em Quadrinhos: Convidar os alunos a desenhar histórias em quadrinhos que envolvam contagem, permitindo que eles trabalhem com criatividade e aprendizado de forma lúdica e visual. Materiais: papel em branco e lápis de cor.

Essas sugestões e atividades proporcionarão uma rica experiência de aprendizado, conectando a história do osso de Ishango ao cotidiano e à prática lúdica das crianças, promovendo aprendizagens significativas e integradas.

Botões de Compartilhamento Social