“Plano de Aula: Direitos das Mulheres com Perspectiva Decolonial”

A elaboração deste plano de aula visa proporcionar uma compreensão profunda e crítica sobre o Dia Internacional dos Direitos das Mulheres, explorando o tema sob uma perspectiva decolonial com foco nas experiências e vivências das crianças em relação à questão da humanidade. Este tema é de fundamental importância, pois busca despertar nas crianças a consciência sobre a igualdade de gênero, respeito e diversidade. Por meio de atividades lúdicas e educativas, os alunos terão a oportunidade de refletir sobre os direitos humanos e a importância de respeitar as diferenças, promovendo um ambiente escolar inclusivo e respeitoso.

O plano de aula está estruturado para o 1º ano do Ensino Fundamental, com duração de 40 minutos. Buscando uma abordagem acessível e significativa, este plano fomentará discussões que desafiem preconceitos e promovam um entendimento mais amplo dos direitos das mulheres na sociedade. Por meio de atividades dinâmicas, os alunos poderão expressar seus pensamentos e sentimentos sobre o tema, estabelecendo conexões com suas próprias vidas e com as vivências de mulheres em suas comunidades.

Tema: Dia Internacional dos Direitos das Mulheres: Uma Perspectiva Decolonial
Duração: 40 minutos
Etapa: Ensino Fundamental 1
Sub-etapa: 1º Ano
Faixa Etária: 5 e 6 anos

Objetivo Geral:

Planejamentos de Aula BNCC Infantil e Fundamental

Promover a conscientização sobre os direitos das mulheres, por meio de uma abordagem lúdica e crítica que possibilite às crianças entenderem o conceito de humanidade e a importância do respeito e da igualdade no ambiente escolar e na sociedade.

Objetivos Específicos:

– Discutir o conceito de direitos humanos e sua relevância nas relações diárias.
– Estimular a empatia e o respeito pelas diferenças entre as pessoas.
– Incentivar a expressividade através da arte e da linguagem oral.
– Relacionar experiências pessoais e coletivas em discussões sobre o tema.

Habilidades BNCC:

– (EF01ER01) Identificar e acolher as semelhanças e diferenças entre o eu, o outro e o nós.
– (EF01ER02) Reconhecer que o seu nome e o das demais pessoas os identificam e os diferenciam.
– (EF01ER03) Reconhecer e respeitar as características físicas e subjetivas de cada um.
– (EF01ER04) Valorizar a diversidade de formas de vida.

Materiais Necessários:

– Papel e caneta colorida
– Cartolina ou folhas grandes para trabalhos em grupo
– Tesoura
– Cola
– Revistas ou jornais para recortes
– Marcadores e lápis de cor

Situações Problema:

– Como podemos respeitar as diferenças entre as pessoas no nosso dia a dia?
– Por que é importante falar sobre os direitos das mulheres e respeitar a diversidade?

Contextualização:

O Dia Internacional dos Direitos das Mulheres é uma data que visa promover a igualdade de gêneros e garantir que todos tenham seus direitos respeitados. Ao discutir essa temática, as crianças podem refletir sobre a importância de respeitar as pessoas independentemente de suas características pessoais. Ao apresentar o tema de forma leve e acessível, a aula proporciona um espaço seguro para que as crianças expressem suas opiniões e aprendam sobre a diversidade.

Desenvolvimento:

Inicie a aula com uma breve conversa sobre o que significa o Dia Internacional das Mulheres. Pergunte aos alunos se eles já ouviram falar sobre essa data e o que ela representa. Em seguida, compartilhe uma história simples que ilustra a importância de respeitar as diferenças. Circulando pela sala, ouça as opiniões das crianças e fomente um clima de diálogo aberto. Explique de forma clara e simples a ideia de direitos humanos e como isso se relaciona com a vida cotidiana delas.

Atividades sugeridas:

Atividade 1: Que Direitos São Esses?
Objetivo: Introduzir a ideia dos direitos de forma lúdica.
Descrição: Peça aos alunos que desenhem um direito que considerem importante (ex: direito a ser feliz, a brincar, a ser respeitado).
Instruções Práticas:
1. Forneça a cada aluno papel e canetas coloridas.
2. Indique que desenhem algo que represente o que é importante para eles.
3. Após desenhar, cada aluno deve apresentar seu desenho à turma e explicar o porquê de sua escolha.
Materiais: Papéis, canetinhas, lápis.
Adaptação: Para alunos com dificuldades motoras, permita que desenhem com a ajuda de um colega ou que usem figuras de revistas.

Atividade 2: Recortes e Colagens
Objetivo: Trabalhar a expressão artística e a valorização da diversidade.
Descrição: Montar um mural coletivo com imagens que representem mulheres de diversas culturas e profissões.
Instruções Práticas:
1. Separe revistas e jornais.
2. Peça aos alunos que cortem imagens que eles acham que representam mulheres fortes.
3. Em grupo, organizem um mural e expliquem ao restante da turma o significado das imagens escolhidas.
Materiais: Revistas, tesoura, cola, cartolina.
Adaptação: Para alunos que não conseguem usar a tesoura, ofereça figuras já cortadas para colagem.

Atividade 3: Contação de Histórias
Objetivo: Estimular a escuta e a reflexão sobre protagonistas femininas.
Descrição: Ler uma história que destaque mulheres que fizeram a diferença.
Instruções Práticas:
1. Selecione uma história curta que tenha como protagonista uma mulher forte.
2. Realize a leitura em voz alta, incentivando que as crianças façam perguntas sobre a história e a personagem.
Materiais: Livro de histórias.
Adaptação: Utilize fantoches para contar a história, se desejar.

Discussão em Grupo:

Ao final das atividades, promova um momento de discussão em grupo, onde cada criança poderá compartilhar o que aprendeu e como se sente sobre o tema. Incentive-as a falarem sobre o que encontraram interessante nas histórias e figuras que trabalharam.

Perguntas:

– O que mais gostaram de aprender sobre a história das mulheres?
– Por que é importante respeitar as diferenças?
– Como você se sente ao falar sobre os direitos das mulheres?

Avaliação:

A avaliação poderá ser observacional, pautada na participação dos alunos nas atividades, como se expressaram nas discussões e na qualidade do trabalho produzido. O professor deve observar o engajamento das crianças nas propostas e como se relacionam umas com as outras ao longo da aula.

Encerramento:

Finalizar a aula com um breve resumo do que foi aprendido. Reforce a importância do respeito e da empatia nas relações humanas e como cada um pode exercer seus direitos e respeitar os direitos dos outros.

Dicas:

– Incentive os pais a falarem sobre igualdade de gênero em casa.
– Conduza as crianças a refletirem sobre seus próprios direitos e sentimentos.
– Utilize recursos audiovisuais, caso tenha, para enriquecer a aula.

Texto sobre o tema:

O Dia Internacional dos Direitos das Mulheres é celebrado anualmente em 08 de março. Essa data é uma oportunidade para refletirmos sobre as questões de igualdade e os desafios enfrentados pelas mulheres ainda hoje. O movimento pelos direitos das mulheres surgiu de lutas históricas, onde mulheres reivindicavam não apenas seus direitos como cidadãos, mas também um reconhecimento das suas capacidades e do valor que trazem para a sociedade.

Um dos aspectos cruciais deste movimento é a noção de que todos somos humanos e, portanto, merecemos ser tratados com dignidade e respeito, independentemente do nosso gênero. A luta pelas desigualdades de gênero é também uma batalha pela equidade, que vai além da simples igualdade em termos de oportunidades. Trata-se, na verdade, de reconhecer as diversas vivências que moldam a identidade de cada indivíduo, incluindo interculturalidade, classe social, e idade.

Incentivar as crianças a se familiarizarem com esses conceitos é um passo importante para formar uma geração mais consciente, que reconheça a importância do respeito às diferenças e da busca pela igualdade. Ao tratar do tema em sala de aula, não só estamos educando as futuras gerações, mas também reforçando as bases da justiça e da solidariedade em nossa sociedade.

Desdobramentos do plano:

Após a aula, o professor pode propor que as crianças continuem explorando o tema em casa, buscando informações sobre mulheres que admiram ou que fazem parte da vida delas. Essa prática não apenas reforça o que foi aprendido, mas também estimula a pesquisa e a descoberta de novas narrativas históricas. Os alunos poderão trazer essas informações para compartilhar com os colegas na próxima aula, criando um ambiente ainda mais colaborativo e rico em diversidade de experiências.

Além disso, o plano pode ser desdobrado em outras disciplinas, como Arte, promovendo uma atividade de criação artística onde os alunos poderão ilustrar histórias de mulheres importantes para eles. Integrando o tema a múltiplas áreas do conhecimento, os alunos irão vivenciar a interdisciplinaridade, fortalecendo a compreensão de que as questões sobre direitos humanos são atemporais e universais.

Por fim, atividades regulares que discutam o tema da desigualdade, dos direitos e do respeito devem ser realizadas ao longo do ano letivo. Deste modo, cria-se uma cultura de respeito e de conscientização nas relações interpessoais, incentivando o desenvolvimento dessa consciência crítica nas crianças de forma contínua e eficaz.

Orientações finais sobre o plano:

É fundamental que o professor não apenas introduza o tema, mas também conduza as discussões de maneira sensível e inclusiva. Compreender que cada criança possui uma percepção única sobre os direitos e a diversidade é o primeiro passo para criar um ambiente que promova o respeito e a convivência pacífica. O educador deve estar preparado para lidar com diferentes emoções e reações que podem surgir durante as discussões, sempre buscando esclarecer dúvidas e acolhendo as experiências pessoais.

Além disso, o envolvimento da comunidade escolar é essencial. Incentivar os pais a participarem das discussões e das atividades propostas pode enriquecer a experiência de aprendizado. A comunicação entre casa e escola deve ser estabelecida, reforçando que a promoção do respeito e dos direitos das mulheres é uma responsabilidade coletiva de todos.

Por último, as habilidades que serão desenvolvidas ao longo dessa aula não se limitam ao aprendizado sobre direitos humanos, mas também englobam competências emocionais e sociais, como empatia, solidariedade e respeito às diferenças. Essas habilidades são cruciais para a formação de cidadãos conscientes e respeitosos.

5 Sugestões lúdicas sobre este tema:

Sugestão 1: Teatro de Fantoches
Objetivo: Promover a compreensão dos direitos das mulheres através de narrativas lúdicas.
Materiais: Fantoches, um pequeno cenário montado (reutilizando caixas de papelão).
Como Fazer: As crianças podem criar pequenos fantoches representando figuras femininas de suas histórias e representar um breve diálogo sobre direitos.

Sugestão 2: Jogo da Memória dos Direitos
Objetivo: Reforçar o aprendizado sobre direitos e diversidade.
Materiais: Cartões com imagens de atividades, direitos e figuras femininas.
Como Fazer: Fazer duplas ou quadrilhas e jogar o jogo da memória, onde devem encontrar pares relacionados.

Sugestão 3: Construindo uma Linha do Tempo
Objetivo: Criar uma percepção histórica das conquistas das mulheres.
Materiais: Cartolina, canetas, imagens imprimíveis.
Como Fazer: Em grupo, as crianças montam uma linha do tempo destacando eventos importantes sobre a luta pelos direitos das mulheres.

Sugestão 4: Música e Dança da Igualdade
Objetivo: Estimular o movimento e a expressão corporal em relação ao tema.
Materiais: Música sobre igualdade e direitos humanos.
Como Fazer: Buscar e ensinar uma dança simples que represente a igualdade, utilizando movimentos que as crianças possam criar juntas.

Sugestão 5: Criação de um Livro Coletivo
Objetivo: Incentivar a escrita e a expressão criativa.
Materiais: Folhas, grampeadores, canetas coloridas.
Como Fazer: A cada aula, cada aluno pode contribuir com uma página sobre um direito que consideraram importante. Ao final, o professor reúne tudo em um livro que pode ser lido por todos.

Essas atividades lúdicas fomentam o aprendizado e a internalização dos conceitos discutidos, ajudando as crianças a se tornarem defensoras ativas dos direitos humanos, respeitadoras da diversidade e solidárias em suas relações.


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