Plano de Aula: Coordenação motora fina colagem e rabiscos (Educação Infantil) – Bebês
Este plano de aula foi desenvolvido com o objetivo de promover o desenvolvimento da coordenação motora fina em bebês, utilizando atividades lúdicas que envolvem colagem e rabiscos. As atividades que serão propostas visam não apenas a interação com os materiais, mas também a exploração de sensações e a criação de vínculos com educadores e outros bebês, promovendo um ambiente acolhedor e estimulante.
A coordenação motora fina é vital para o desenvolvimento das habilidades de manipulação, criação e expressão em crianças pequenas. Através de atividades que incentivem essas habilidades, podemos observar e promover a interação entre as crianças e o ambiente que as rodeia. Este plano foi estruturado considerando as diretrizes da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), assegurando que as atividades sejam adequadas, seguras e estimuladoras para a faixa etária de 2 anos.
Tema: Coordenação motora fina colagem e rabiscos
Duração: 15 minutos
Etapa: Educação Infantil
Sub-etapa: Bebês
Faixa Etária: 2 anos
Objetivo Geral:
Desenvolver a coordenação motora fina dos bebês através de atividades de colagem e rabiscos, promovendo a exploração sensorial e a interação social.
Objetivos Específicos:
– Proporcionar experiências que estimulem a preensão, encaixe e manipulação de diferentes materiais.
– Favorecer a expressão de emoções e desejos através do rabiscar e da colagem.
– Incentivar a interação social entre as crianças e adultos durante as atividades.
Habilidades BNCC:
– EI01EO01: Perceber que suas ações têm efeitos nas outras crianças e nos adultos.
– EI01CG05: Utilizar os movimentos de preensão, encaixe e lançamento, ampliando suas possibilidades de manuseio de diferentes materiais e objetos.
– EI01TS02: Traçar marcas gráficas, em diferentes suportes, usando instrumentos riscantes e tintas.
– EI01EF06: Comunicar-se com outras pessoas usando movimentos, gestos, balbucios, fala e outras formas de expressão.
Materiais Necessários:
– Papéis coloridos de diferentes texturas.
– Tesouras de ponta arredondada (manuseadas pelo educador).
– Cola atóxica.
– Tinta não tóxica.
– Pincéis grossos e esponjas para pintura.
– Superfície grosseira ou papel kraft para a atividade de rabisco.
Situações Problema:
– Como podemos criar uma linda colagem usando esses papéis?
– O que você sente quando utiliza a tinta?
– Que formas e desenhos podemos fazer no papel?
Contextualização:
Neste plano, a proposta é criar um espaço lúdico onde os bebês possam explorar as texturas e as cores, além de observar a interação entre eles. Os educadores desempenharão um papel fundamental, facilitando o manuseio dos materiais e contando histórias de acordo com o que as crianças estão criando. Essa colaboração irá enriquecer a experiência e fortalecer as habilidades sociais dos bebês.
Desenvolvimento:
1. Preparação do ambiente: Organizar mesas ou tapetes com papel kraft ou superficies grossas onde as crianças poderão se sentar e trabalhar. Colocar os materiais ao alcance delas.
2. Introdução da atividade: Apresentar os materiais de forma lúdica, mostrando as texturas e cores, incentivando as crianças a explorarem com as mãos. Falar sobre cada item de maneira animada.
3. Colagem: Provocar a criança a escolher papéis coloridos, rasgar com as mãos e colar em um suporte. Ajudar na manipulação da cola e estimulá-las a colar de diferentes formas.
4. Rabisco: Com a tinta, fornecer pincéis grossos e incentivar as crianças a fazer rabiscos, mostrando que não existem formas certas, apenas a expressão de sua imaginação.
5. Interação social: Durante as atividades, promover a interação entre as crianças, fazendo perguntas sobre o que elas estão criando e incentivando o diálogo.
Atividades sugeridas:
– Atividade 1: Colagens Texturizadas
*Objetivo:* Trabalhar a preensão e manipulação
*Descrição:* Crianças utilizam papéis de diferentes texturas (lisas, ásperas) para criar colagens.
*Instruções:* Ajudar as crianças a rasgar e colar, explicando as texturas.
*Materiais:* Papéis texturizados e cola atóxica.
– Atividade 2: Pintura com Pincéis
*Objetivo:* Estimular a coordenação motora fina
*Descrição:* Crianças usam pincéis grossos para pintar em papel kraft.
*Instruções:* Mostrar como usar o pincel e explorar tipos de traços.
*Materiais:* Tinta não tóxica, pincéis e papel kraft.
– Atividade 3: Música e Movimento
*Objetivo:* Promover a expressão corporal
*Descrição:* Ao som de músicas, as crianças irão imitar movimentos com os braços e explorar diferentes formas expressivas.
*Instruções:* Facilitar a dança e os movimentos.
*Materiais:* Aparelho de som e músicas infantis.
– Atividade 4: Jogo das Cores
*Objetivo:* Aprender sobre cores
*Descrição:* Criar uma colagem com as cores que cada criança mais gosta, conversando sobre elas.
*Instruções:* Perguntar as preferências de cada um e estimulá-los a interagir.
*Materiais:* Papéis coloridos e cola.
– Atividade 5: Rascunho Livre
*Objetivo:* Estimular a criatividade
*Descrição:* Oferecer um espaço para que as crianças possam rabiscá-los livremente.
*Instruções:* Proporcionar utensílios variados para rabiscar.
*Materiais:* Lápis de cor, giz de cera e papel em branco.
Discussão em Grupo:
Nesse espaço, os educadores podem promover um momento de roda com raros:
– O que você achou de colar os papéis?
– Como você se sentiu fazendo a pintura?
– Qual foi a sua parte favorita da atividade?
Perguntas:
– O que você gosta de fazer com a tinta?
– Como os papéis se sentem quando você colou?
– Quais cores você usou na sua colagem?
Avaliação:
A avaliação será baseada na observação das interações e nas tentativas de manipulação dos materiais. O educador deve atentar-se para como cada criança explora as atividades, sua disposição para interagir e expressar-se.
Encerramento:
Reunir as crianças para um momento de apreciação das criações. Falar sobre a experiência, o que cada uma gostou mais e como se sentiu com as atividades. Isso ajudará a fortalecer a sensação de pertença e do trabalho em grupo.
Dicas:
– Permita que as crianças explorem os materiais livremente.
– Esteja presente e atencioso a cada interação, oferecendo suporte sempre que necessário.
– Valorize cada tentativa e criações das crianças, reforçando a confiança sobre a expressão artística e motoras.
Texto sobre o tema:
A coordenação motora fina é uma das habilidades mais importantes a serem desenvolvidas na primeira infância. Ela envolve a capacidade de usar músculos pequenos das mãos e dedos de forma coordenada para realizar tarefas que exigem destreza, como desenhar, recortar e colar. A prática de atividades que estimulem esse tipo de habilidade é essencial na formação do desenvolvimento cognitivo, social e emocional das crianças. Quando os bebês têm a oportunidade de explorar diferentes texturas e aprender a manipular materiais de várias formas, eles estão, na verdade, construindo a base para habilidades motoras mais complexas que serão utilizadas ao longo de suas vidas.
Ao desenvolver atividades de colagem e rabiscos, nós não apenas facilitamos o aprendizado da coordenação motora, mas também abrimos espaço para que as crianças expressem suas emoções, desejos e imaginações. O ato de criar algo com suas mãos promove a autoconsciência e a autoconfiança, essencial para o desenvolvimento da identidade da criança. Além disso, o manuseio de diferentes materiais possibilita uma interação rica com o mundo que as cerca, levando-as a uma descoberta constante de novas sensações e aprendizado.
Nesse processo, é importante que o educador não apenas supervise, mas também participe e interaja com as crianças, criando um espaço seguro e encorajador. A relação entre o bebê e o adulto é fundamental para que as crianças se sintam motivadas a explorar e experimentar. Brincadeiras que envolvem colagem e rabiscos são, portanto, mais do que apenas atividades lúdicas, são oportunidades valiosas de aprendizado e desenvolvimento emocional, social e motor.
Desdobramentos do plano:
Após a realização da atividade, o educador pode observar o impacto que as experiências de colagem e rabiscos tiveram no dia a dia das crianças. A partir das criações, novas atividades podem surgir, como um exposição das obras em uma galeria no ambiente escolar, o que fornece um reconhecimento social e valoriza ainda mais o que foi produzido. Além disso, ao observar as interações entre as crianças, o educador pode identificar amigos com quem elas se conectam, fortalecendo laços e promovendo a convivência harmoniosa entre elas.
Outro desdobramento interessante é levar a prática de colagem e rabiscos para um ambiente externo, como um piquenique no parque, onde as crianças podem utilizar elementos naturais, como folhas e flores, para suas criações. Essa nova abordagem contribui não apenas para a exploração da arte, mas também para o aprendizado sobre a natureza e o meio ambiente, despertando ainda mais a curiosidade dos pequenos. Isso reforça a ideia de que a aprendizagem é um processo dinâmico e que pode acontecer em qualquer lugar.
Por fim, uma reflexão contínua sobre essas práticas pode gerar o desenvolvimento de novos projetos pedagógicos que abordem a coordenação motora fina de maneiras diferentes, incorporando outras linguagens artísticas, como a dança ou o teatro, e criando um ciclo contínuo de aprendizagem que respeita e valoriza os interesses dos bebês. As oportunidades de aprendizado são infinitas e podem ser adaptadas a cada grupo de crianças e seus níveis de desenvolvimento, sempre priorizando a ludicidade e a interação.
Orientações finais sobre o plano:
As orientações finais envolvem a importância de um planejamento bem estruturado, onde as atividades propostas proporcionem um espaço seguro, acolhedor e de livre exploração. É fundamental que o educador esteja atento aos sinais e comportamentos das crianças, respeitando seu tempo e suas escolhas, e sempre encorajando a interação e o diálogo. Além disso, é crucial que a comunicação seja clara e positiva, transmitindo apoio e amor, fundamentais para a autoestima e confiança das crianças em explorar novas experiências.
Outro ponto vital é a adaptação das atividades para que todos os bebês presentes possam participar de maneira adequada, respeitando suas particularidades, garantindo que cada um tenha a oportunidade de se expressar e desenvolver suas habilidades motoras a seu modo. O papel do educador é fundamental nesse processo, pois ele precisa atuar como um mediador, instigando a curiosidade e a criatividade, ao mesmo tempo em que fornece suporte e segurança.
Por último, ao final de cada atividade, é muito importante promover um momento de compartilhamento, onde as crianças possam mostrar suas criações e relatar suas experiências. Esse momento de escuta ativa por parte do educador e dos colegas fortalece os laços afetivos e a socialização entre as crianças. Com esses cuidados e reflexões, o plano de aula se torna um espaço rico em aprendizados e experiências significativas para as crianças.
5 Sugestões lúdicas sobre este tema:
1. Festa do Rabiscar: Organizar uma “festa do rabiscar” onde cada criança pode levar seus instrumentos de escrita e folhas personalizadas. Durante a atividade, toque músicas alegres e crie um clima de celebração para a exploração artística. *Objetivo:* Desenvolver o gosto pela expressão através do rabiscar.
2. Colagem Natural: Levar as crianças para o jardim ou parque e coletar folhas, flores e pequenas pedras coloridas. Voltar à sala e colar essas descobertas em papel kraft. *Objetivo:* Promover a interação com a natureza e a transformação desses elementos em arte.
3. Mural da Criatividade: Criar um mural em um painel de papel onde as crianças poderão colar suas criações diárias ao longo da semana. Isso estimula a comparação e a apreciação mútuas. *Objetivo:* Fortalecer o sentimento de pertencimento e identidade coletiva.
4. Experiência Sensorial: Organizar um dia de experiências sensoriais com tintas de diferentes texturas (cremosas, líquidas, grossas) e permitir que as crianças explorem livremente. *Objetivo:* Estimular as diferentes sensações ao toque e a criatividade.
5. Desenho Coletivo: Propor um grande papel no chão onde todas as crianças possam deitar e desenhar ao mesmo tempo. Essa atividade promove interação e faz com que as crianças percebam como podem criar juntas. *Objetivo:* Desenvolver a habilidade de trabalhar em grupo e a comunicação não-verbal.
Este conjunto de atividades complementa o plano inicial, reforçando a proposta de desenvolvimento da coordenação motora fina através da exploração lúdica, do trabalho em grupo, da criatividade e da comunicação, sempre de forma envolvente e prazerosa para os bebês.

