Plano de Aula: : Exploração sonora (Ensino Fundamental 1) – 5º Ano

A exploração sonora é uma atividade fascinante que pode ser desenvolvida de forma lúdica e educativa com os alunos do 5º ano do Ensino Fundamental. Este plano de aula visa promover o aprendizado por meio da exploração de várias fontes sonoras, desde as que podem ser produzidas pelo próprio corpo, até as que encontramos na natureza e em objetos do cotidiano. Ao explorar esses sons, os alunos poderão reconhecer os elementos constitutivos da música e as características de diferentes instrumentos.

O plano de aula é estruturado para que os alunos experimentem, analisem e criem suas próprias composições sonoras, promovendo não apenas o desenvolvimento da percepção auditiva, mas também a criatividade e o trabalho em grupo. Os professores poderão observar uma evolução significativa nas habilidades sonoras e musicais dos alunos ao longo da atividade, promovendo um ambiente de aprendizado colaborativo e enriquecedor.

Tema: Exploração Sonora
Duração: 100 minutos
Etapa: Ensino Fundamental 1
Sub-etapa: 5º Ano
Faixa Etária: 10 a 11 anos

Objetivo Geral:

Planejamentos de Aula BNCC Infantil e Fundamental

Proporcionar aos alunos a possibilidade de explorar diferentes fontes sonoras, permitindo o reconhecimento dos elementos constitutivos da música e características de instrumentos musicais.

Objetivos Específicos:

– Explorar sons do próprio corpo (palmas, batidas, voz).
– Identificar sons da natureza e como utilizá-los em composições.
– Experimentar a sonoridade de objetos cotidianos.
– Criar uma composição sonora coletiva a partir das fontes exploradas.

Habilidades BNCC:

(EF15AR01) Identificar e apreciar formas distintas das artes visuais, cultivando a percepção, o imaginário, a capacidade de simbolizar e o repertório imagético.
(EF15AR04) Experimentar diferentes formas de expressão artística (desenho, pintura, colagem, quadrinhos, dobradura, escultura, modelagem, instalação, vídeo, fotografia etc.), fazendo uso sustentável de materiais, instrumentos, recursos e técnicas convencionais e não convencionais.
(EF15AR15) Explorar fontes sonoras diversas, como as existentes no próprio corpo (palmas, voz, percussão corporal), na natureza e em objetos cotidianos, reconhecendo os elementos constitutivos da música e as características de instrumentos musicais variados.

Materiais Necessários:

– Gravadores de áudio ou celulares para gravação.
– Instrumentos musicais simples (instrumentos de percussão, como tambores, xilofones, etc.).
– Objetos do cotidiano que produzam sons (panelas, garrafas, copos, etc.).
– Materiais de papelaria (papel, canetas, lápis, etc.) para anotações e esboços.
– Um espaço amplo para movimentação e experimentação sonora.

Situações Problema:

– De que maneiras diferentes fontes sonoras podem ser utilizadas para criar uma música?
– Como podemos usar o nosso próprio corpo como instrumento musical?
– Quais sons da natureza podemos incorporar em nossas composições?

Contextualização:

A música é uma das formas de expressão mais poderosas e universais da humanidade. Desde o início dos tempos, os seres humanos utilizaram diferentes fontes sonoras para se comunicar, celebrar e expressar suas emoções. Neste plano de aula, a proposta é mergulhar nesse universo sonoro, explorando as possibilidades criativas que podemos encontrar nas coisas que nos cercam.

Desenvolvimento:

1. Abertura (10 minutos): Realizar uma roda de conversa onde os alunos compartilham os sons que mais gostam e como eles se fazem sentir. Perguntar o que é música para eles e como os sons estão presentes no dia-a-dia.

2. Exploração do Corpo (20 minutos): Orientar os alunos a utilizarem o próprio corpo como instrumento. Eles podem fazer palmas, estalar os dedos e bater nos joelhos. Propor que formem grupos e criem pequenos ritmos com essas percussões corporais.

3. Sons da Natureza (20 minutos): Levar os alunos para um espaço externo (se possível) e pedir que escutem atentamente os sons da natureza ao redor (pássaros, vento, folhas, etc.). Após observação, cada grupo deve escolher um som que gostou e refletir sobre como poderiam incorporá-lo em suas composições.

4. Sons do Cotidiano (20 minutos): Conduzir uma atividade onde os alunos podem experimentar sons de objetos do cotidiano. Trazer panelas, garrafas e outros objetos que façam som. Eles deverão criar percussões variadas utilizando esses objetos.

5. Criação da Composição Sonora (20 minutos): Organizar os alunos em grupos para que criem uma pequena apresentação que una os sons do corpo, da natureza e dos objetos. Cada grupo deve decidir como quer apresentar a sua composição sonora, podendo incluir movimentos, encenações, etc.

Atividades sugeridas:

Atividade 1: Exploração dos Sons Corporais
Objetivo: Compreender a sonoridade que podemos criar com nosso próprio corpo.
Descrição: Os alunos se organizam em círculo e cada um deve apresentar um som que pode ser produzido pelo corpo. Eles podem criar uma sequência de ritmos e todos devem repetir.
Materiais: Nenhum material necessário.
Adaptação: Para alunos com dificuldades motoras, podem realizar sons com partes do corpo que consigam mover.

Atividade 2: Coleta de Sons da Natureza
Objetivo: Identificar e registrar sons presentes na natureza.
Descrição: Os alunos devem pegar gravadores e se espalhar pela área externa, captando sons como o canto de aves, o som do vento nas árvores ou água correndo.
Materiais: Gravadores de áudio ou celulares.
Adaptação: Alunos com limitações de locomoção podem escutar ao redor do espaço da sala.

Atividade 3: Exploração de Sons Cotidianos
Objetivo: Reconhecer diferentes sons em objetos do dia a dia.
Descrição: Em grupos, alunos devem identificar e experimentar com objetos diversos que fazem sons, discutindo sobre o tom, volume e timbre de cada um.
Materiais: Panelas, garrafas, copos, etc.
Adaptação: Todos os alunos podem participar, garantindo que escolham panos ou objetos leves para manusear.

Atividade 4: Montagem da Composição Musical
Objetivo: Criar uma apresentação sonora coletiva.
Descrição: Após experimentarem os sons, os alunos se reúnem em grupos para criar uma apresentação que combine as sonoridades exploradas.
Materiais: Gravadores para registrar apresentações e recursos visuais se desejado.
Adaptação: Grupos podem apresentar sem a necessidade de se moverem muito, focando apenas nos sons.

Atividade 5: Apresentação das Composições
Objetivo: Compartilhar a criação com os colegas.
Descrição: Cada grupo apresentará sua composição para a turma. Depois de todas as apresentações, abrir um espaço para comentários e feedbacks.
Materiais: Mesa para os gravadores, se for utilizado.
Adaptação: Para alunos tímidos, pode-se permitir uma apresentação em grupo reduzido.

Discussão em Grupo:

Promover um momento de discussão após as apresentações, onde alunos podem compartilhar como foi sua experiência nas atividades, quais sons os impactaram e por que escolheram determinadas sonoridades.

Perguntas:

– Quais foram os sons que você mais gostou de explorar e por quê?
– Como a combinação de diferentes sons pode afetar a música que criamos?
– De que maneira a exploração sonora pode nos ajudar a entender a importância da música em nossas vidas?

Avaliação:

A avaliação será baseada na participação dos alunos durante as atividades, na colaboração durante a criação das composições sonoras e na apresentação final, observando o quanto os alunos estiveram envolvidos e criativos na exploração sonora proposta.

Encerramento:

As atividades se encerram com uma roda de conversa onde os alunos poderão refletir sobre o que aprenderam durante as sessões. É importante ressaltar o valor da musicalidade presente em nosso cotidiano e como ela pode ser utilizada de forma criativa em diversas situações.

Dicas:

É essencial que o professor esteja aberto a diferentes interpretações e explorações sonoras que os alunos possam trazer. A improvisação deve ser encorajada, assim como a expressão individual de cada aluno. Além disso, garantir que todos se sintam confortáveis para experimentar e se expressar é fundamental para um ambiente de aprendizado eficaz.

Texto sobre o tema:

A exploração sonora é um das formas mais primitivas e autênticas de expressão humana. Ao longo da história, sons da natureza, do próprio corpo e objetos utilizados do dia a dia têm sido fundamentais para a criação musical. As pessoas, independente de cultura ou tempo, sempre usaram esses recursos sonoros para comunicar sentimentos e emoções, contar histórias e celebrar a vida.

Na educação, essa exploração sonora se torna uma ferramenta poderosa. Ao estimularmos as crianças a experimentarem diferentes sons, não apenas ajudamos no desenvolvimento de suas capacidades auditivas, mas, também, no desenvolvimento da criatividade e do trabalho em equipe. Os sons têm o poder de unir as pessoas, facilitando a comunicação em um nível mais emotivo e expressivo. Isso é fundamental para a formação de um aluno que compreenda a importância da música e de como ela pode ser integrada ao cotidiano, contribuindo para a construção de uma sociedade mais sensível e compreensiva.

Além disso, a exploração sonora é vital para a inclusão e diversidade nas escolas. Ela permite que cada aluno traga um pouco de sua própria cultura e história, enriquecendo a experiência coletiva. Por meio das diferentes formas de expressão sonora — seja ela corporal, instrumental ou ambiental — as crianças desenvolvem seu repertório cultural e aprendem a respeitar e apreciar as diferenças.

Desdobramentos do plano:

Este plano de aula pode ser desdobrado em várias direções, ampliando a exploração sonora para a criação de um projeto contínuo de musicalidade. Pode-se, por exemplo, criar um “Clube de Sons” onde os alunos se reúnem semanalmente para explorar novas fontes sonoras, aprender a tocar novos instrumentos ou compor músicas originais.

Outro desdobramento pode ser a organização de um evento escolar onde os alunos apresentam suas composições sonoras. Isso não apenas reforça a experiência de aprendizado, mas também cria um momento de celebração da musicalidade dentro da escola, promovendo a cultura e a expressão artística.

Além disso, os sons captados na natureza podem ser integrados a atividades de ciências, discutindo sobre a fauna e flora, e como esses sons estão relacionados ao ambiente. Essa intersecção entre as disciplinas enriquece o processo de aprendizagem e mostra aos alunos a relação entre arte e ciências naturais.

Orientações finais sobre o plano:

É importante que o professor observe as dinâmicas do grupo durante as atividades, resgatando a atenção e o interesse dos alunos a todo momento. Estimular cada aluno a participar e se sentir parte do processo é fundamental para promover um ambiente seguro e criativo.

Além disso, é essencial oferecer feedback aos alunos durante as atividades, valorizar suas tentativas e inovações sonoras. Cada proposta apresentada deve ser vista como um passo importante na valorização da musicalidade e da expressão individual de cada um. Dessa forma, o professor se torna um facilitador no processo de criação e descoberta dos alunos.

Por fim, deve-se manter um espaço de escuta e diálogo com os alunos, permitindo que eles compartilhem suas experiências com cada atividade proposta. A promoção de um ambiente de respeito e apreciação pelas diversidades sonoras resulta em um aprendizado mais significativo e duradouro.

5 Sugestões lúdicas sobre este tema:

1. Caça ao Som: Criar um jogo onde os alunos precisam encontrar e gravar diferentes sons da natureza. Cada grupo deve apresentar os sons que captaram à turma. O objetivo é estimular a observação atenta e a criatividade.

2. Cante e Toque: Propor que os alunos criem uma canção coletiva utilizando ritmos que eles mesmos inventaram. Eles devem inventar letras que remetam aos sons que ouviram e criar uma coreografia para acompanhar.

3. Sonhos Sonoros: Os alunos vão circular pela sala em silêncio e quando um sinal for dado, devem produzir o som que mais gostaram de explorar. Depois, cada um tentará adivinhar qual som foi produzido, promovendo uma atividade de escuta atenta.

4. A Orquestra do Cotidiano: Usando os objetos do dia a dia, os alunos devem se agrupar e criar uma orquestra. Cada aluno toma um papel diferente e, ao sinal do professor, começam a tocar juntos, criando uma composição harmônica.

5. Teatro Sonoro: Os alunos vão elaborar e apresentar uma pequena peça onde os sons também desempenham papéis importantes. Utilizando os elementos sonoros que exploraram, deverão integrar sons à narração, transformando a encenação em uma experiência sonora completa.

Essas sugestões lúdicas visam engajar os alunos de forma dinâmica, promovendo aprendizagens significativas e diversas formas de expressão musical.


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