Plano de Aula: quem sou eu (Educação Infantil) – Bebês

Este plano de aula foi idealizado para trabalhar o tema “Quem Sou Eu”, focando no desenvolvimento da autoconhecimento e no reconhecimento do próprio corpo entre os bebês, de 1 a 2 anos. Ao longo da aula, busca-se promover atividades lúdicas que estimulem a percepção da criança sobre si mesma e sobre suas emoções, alicerçando uma base sólida para a formação de laços sociais e habilidades de comunicação. Serão estimuladas práticas que vão engajar os pequenos em atividades sensoriais e motoras, sempre com um olhar atento às suas necessidades e características individuais, respeitando o ritmo de cada um.

A proposta é proporcionar um ambiente seguro e acolhedor, onde o bebê possa se expressar livremente, aliando a interação com os adultos e as brincadeiras. A importância desse desenvolvimento inicial é fundamental para que a criança comece a reconhecer seu corpo e suas emoções, apoiando o engajamento social e a comunicação com os outros. Este plano de aula segue as diretrizes da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), assegurando que as atividades estejam alinhadas às habilidades necessárias para essa faixa etária.

Tema: Quem Sou Eu
Duração: 30 minutos
Etapa: Educação Infantil
Sub-etapa: Bebês
Faixa Etária: 1 a 2 anos

Objetivo Geral:

Planejamentos de Aula BNCC Infantil e Fundamental

Promover o autoconhecimento e a percepção do próprio corpo através de atividades lúdicas, interações e expressões corporais.

Objetivos Específicos:

– Reconhecer as partes do próprio corpo e suas funções.
– Comunicar e expressar emoções e sensações por meio de gestos e vocalizações.
– Interagir com outras crianças e adultos durante as atividades.
– Explorar diferentes texturas e sons, utilizando o corpo como instrumento.

Habilidades BNCC:

– CAMPO DE EXPERIÊNCIAS “O EU, O OUTRO E O NÓS”:
(EI01EO01) Perceber que suas ações têm efeitos nas outras crianças e nos adultos.
(EI01EO04) Comunicar necessidades, desejos e emoções, utilizando gestos, balbucios, palavras.
(EI01EO05) Reconhecer seu corpo e expressar suas sensações em momentos de alimentação, higiene, brincadeira e descanso.

– CAMPO DE EXPERIÊNCIAS “CORPO, GESTOS E MOVIMENTOS”:
(EI01CG01) Movimentar as partes do corpo para exprimir corporalmente emoções, necessidades e desejos.
(EI01CG02) Experimentar as possibilidades corporais nas brincadeiras e interações em ambientes acolhedores e desafiantes.

– CAMPO DE EXPERIÊNCIAS “TRAÇOS, SONS, CORES E FORMAS”:
(EI01TS01) Explorar sons produzidos com o próprio corpo e com objetos do ambiente.

– CAMPO DE EXPERIÊNCIAS “ESCUTA, FALA, PENSAMENTO E IMAGINAÇÃO”:
(EI01EF02) Demonstrar interesse ao ouvir a leitura de poemas e a apresentação de músicas.
(EI01EF06) Comunicar-se com outras pessoas usando movimentos, gestos, balbucios, fala e outras formas de expressão.

Materiais Necessários:

– Almofadas e tapetes macios para o chão.
– Espelhos de segurança ou objetos reflexivos.
– Brinquedos que emitam sons (chocalhos, sinos, etc.).
– Materiais de diferentes texturas (tecidos, papel bolha, borracha, etc.).
– Livros ilustrados ou de tecido.
– Música de fundo suave para ambientes propícios à interação.

Situações Problema:

– Como a criança reage ao ver seu próprio reflexo no espelho?
– Quais sons ela produz com diferentes materiais?
– Como ela se expressa quando reconhece partes do corpo e suas funções?

Contextualização:

Os primeiros anos de vida são cruciais para a formação da identidade e do autoconhecimento. As interações que a criança estabelece com o ambiente ao seu redor, as respostas dos adultos e a exploração do próprio corpo são fundamentais para o seu desenvolvimento. Este plano de aula pretende usar esses elementos para ajudar os bebês a explorar quem eles são, proporcionando experiências sensoriais e motoras que irão enriquecer seu repertório de descobertas e conhecimentos sobre si mesmos. Os adultos, por sua vez, desempenham um papel fundamental nessa descoberta, pois são os mediadores que ajudam os bebês a nomear e expressar o que sentem e percebem.

Desenvolvimento:

Iniciaremos a aula com uma roda de conversa onde os educadores apresentarão a atividade. Para começar, será feito um “quebrar do gelo” com musicas suaves, estimulando os movimentos dos pequenos enquanto eles escutam. Em seguida, todos serão convidados a explorar o espaço de forma livre, interagindo com outros bebés e os materiais dispostos. A prioridade é observar as reações e as interações, quando necessário, os educadores podem intervir para fomentar a comunicação e interação.

Atividades sugeridas:

1. Exploração do Corpo
Objetivo: Reconhecer as partes do corpo.
Descrição: Os educadores mostrarão as partes do corpo usando um espelho. Estimular as crianças a tocarem e movimentarem as partes que são nomeadas (por exemplo, “onde está seu nariz?”).
Instruções práticas: Sente-se em círculo com os pequenos, utilizando espelhos. Cada criança deve ter um momento para se olhar e explorar.
Materiais: Espelhos de segurança.
Adaptação: Para crianças que não têm consciência ainda do próprio reflexo, oferecer apoio físico no rosto e nas partes do corpo.

2. Sessão de Sons
Objetivo: Explorar sons do corpo e objetos.
Descrição: Imitar sons utilizando batidas das mãos, pés e criando sons com objetos.
Instruções práticas: Incentivar as crianças a baterem palmas, stomparem os pés ou sacudirem os brinquedos.
Materiais: Brinquedos sonoros e objetos diversos.
Adaptação: Para alunos que não conseguem emitir sons, ajudar a segurar os brinquedos e produzir os sons juntos.

3. Brincadeira com Texturas
Objetivo: Sensibilizar as crianças com diferentes texturas.
Descrição: Criar uma mesa sensorial com diferentes materiais e deixar que as crianças explorem por meio do toque.
Instruções práticas: Apresentar os materiais e observar reações enquanto músicas suaves tocam ao fundo.
Materiais: Tecidos de várias texturas e papel bolha.
Adaptação: Para aqueles que têm dificuldade, oferecer suporte e guiá-los durante a exploração.

4. Leitura de Histórias
Objetivo: Estimular a percepção auditiva e visual.
Descrição: Ler histórias ilustradas ou de tecidos de forma interativa, fazendo gestos e expressões.
Instruções práticas: Sentar com as crianças e mostrar as imagens enquanto narra a história.
Materiais: Livros ilustrados.
Adaptação: Utilizar livros que têm som ou interatividade.

5. Roda da Dança
Objetivo: Promover interação e movimento corporal.
Descrição: Dançar livres, promovendo a movimentação e a expressividade corporal.
Instruções práticas: Criar um espaço para a dança, deixando as crianças se expressarem a vontade, incentivando os gestos e movimentos.
Materiais: Música ao fundo.
Adaptação: Para as que não conseguem dançar, realizar movimentos leves junto com o educador ou em apoio a um outro coleguinha.

Discussão em Grupo:

Ao final das atividades, realizar uma roda de conversa onde as crianças poderão expressar como se sentiram durante as atividades, estimulando a comunicação e a escuta. Esta troca de experiências é essencial para o desenvolvimento social e emocional, permitindo que elas reconheçam a importância das interações.

Perguntas:

Quais partes do corpo vocês gostaram mais de explorar?
Como vocês fazem para se comunicar quando sentem algo?
O que vocês gostaram mais na brincadeira com os sons?

Avaliação:

A avaliação será contínua e ocorrerá durante a observação das interações e das reações das crianças nas atividades propostas. Perguntas informais e diálogos com as crianças também servirão como base para identificar o reconhecimento e a expressão de emoções, ações e interações. A evolução do desenvolvimento motor e da comunicação verbal ou não verbal também será um critério a ser considerado.

Encerramento:

Finalizaremos a aula com uma atividade calma, convidando as crianças para se sentarem em círculo e, utilizando alguns dos objetos explorados, cantaremos uma música que envolve as partes do corpo. Este momento servirá para relaxá-las e reforçar o aprendizado realizado. Agradeceremos a participação de todos, criando um clima de celebração do que vivemos juntos.

Dicas:

– É importante sempre observar as reações de cada criança, respeitando seu tempo e disposição.
– Varie os elementos visuais e sonoros durante a aula para manter o interesse das crianças.
– Encoraje a participação dos adultos durante as atividades, pois eles também são fundamentais para o desenvolvimento emocional dos bebês.

Texto sobre o tema:

O reconhecimento de si mesmo é um aspecto crucial no desenvolvimento infantil. Desde muito cedo, as crianças começam a formar uma compreensão de quem elas são, o que inclui não apenas a consciência física de seus corpos, mas também suas emoções e interações com o ambiente. Neste estágio de desenvolvimento, a exploração do corpo e o reconhecimento de suas partes são fundamentais. Ao se verem no espelho, as crianças começam a entender que são indivíduos distintos, com características específicas que as diferenciam dos outros.

As interações sociais desempenham um papel vital nessa formação. As crianças observam e imitam comportamentos dos adultos e das outras crianças, criando uma rede social de aprendizado que apoia seu desenvolvimento emocional e cognitivo. É através de gestos, vocalizações e expressões corporais que as crianças comunicam suas emoções e necessidades, permitindo uma comunicação eficaz antes mesmo da linguagem verbal ser compreendida. As experiências sensoriais, por sua vez, são fundamentais, visto que atividades que envolvem diferentes texturas e sons auxiliam na construção de conexões cerebrais que permeiam o aprendizado.

Neste contexto, a aula “Quem Sou Eu” é uma oportunidade valiosa para que as crianças se familiarizem com a exploração de si mesmas e dos sentimentos que emergem a partir de suas interações. Nesse espaço seguro e acolhedor, onde cada bebê pode explorar e descobrir, fomentamos não apenas o autoconhecimento, mas também o reconhecimento da importância dos relacionamentos que começam a se desenhar nas suas vidas cotidianas.

Desdobramentos do plano:

Este plano de aula pode ser expandido para outras atividades que estimulem diferentes campos de experiências. Por exemplo, pode-se integrar o uso de histórias que falem sobre diversidade e aceitação, familiarizando as crianças com a ideia de que cada um tem suas próprias características e suas próprias histórias. Uma prática contínua de atividades que promovam a identidade da criança poderia incluir trabalhos com artes, onde elas poderão desenhar ou até criar colagens representativas de elas mesmas.

O ambiente da sala pode também ser adaptado com murais que contemplem cada aluno, permitindo que eles reconheçam e compartilhem partes de sua vida e individualidade, promovendo o respeito por si e pelo próximo. Desta maneira, o reconhecimento de suas emoções e capacidades se torna um processo que dialoga diretamente com as experiências vividas continuamente, criando um ciclo de conhecimento que é reforçado durante todo o ano letivo.

Além disso, essa abordagem pode auxiliar na construção de uma cultura de respeito e empatia entre os alunos. Quando as crianças entendem e apreciam quem são, é mais provável que aprendam a valorizar as diferenças e semelhanças dos outros ao seu redor. Este valor é essencial, promovendo uma convivência harmoniosa e alegre desde a primeira infância.

Orientações finais sobre o plano:

A implementação desse plano de aula deve ter como prioridade a observação das crianças. O educador deve estar atento não apenas às interações durante as atividades, mas também ao modo como cada criança se expressa e reage a diferentes estímulos. Esse olhar cuidadoso permitirá adaptar conforme as necessidades do grupo. Isso é especialmente importante em uma fase em que as crianças estão descobrindo suas emoções e limites.

Além disso, é fundamental envolver a comunidade escolar nesse processo. Os pais e outros cuidadores podem ser convidados a participar de algumas atividades, promovendo o fortalecimento dos laços afetivos e proporcionando um ambiente mais familiar e confortável para as crianças. Isso não só enriquece a experiência de aprendizado, como também promove o envolvimento da família na educação dos filhos.

Por último, o educador deve estar sempre aberto a novas ideias e práticas que podem enriquecer esse espaço de aprendizagem. A troca com outros profissionais da educação pode resultar em novas abordagens e experiências, que são sempre bem-vindas para o desenvolvimento de práticas educativas inovadoras. Promover espaços de discussão e compartilhamento de experiências é essencial para o aprimoramento das metodologias utilizadas na Educação Infantil.

5 Sugestões lúdicas sobre este tema:

1. Atividade do Espelho Mágico: Disponibilizar espelhos de várias formas e tamanhos para que os bebês possam explorar seus reflexos. Objetivo: auto-reconhecimento. Materiais: espelhos variados, toalhas para proteção. Modo de conduzir: supervisionar os momentos de exploração, incentivando diversas expressões e reações.

2. Caminhada das Sensações: Criar um caminho com diferentes texturas que as crianças podem percorrer descalças. Objetivo: sensibilização tátil e proprioceptiva. Materiais: tapetes, cobertores e papel bolha. Modo de conduzir: guiar as crianças ao longo do caminho, incentivando-as a expressar suas sensações.

3. Dança das Emoções: Em um espaço aberto, tocar músicas variadas e pedir que as crianças dancem a cada emoção apresentada pela música. Objetivo: expressão emocional e corporal. Materiais: playlist de músicas. Modo de conduzir: estar atento a como cada criança reage e ajustar a música conforme necessário.

4. Caixa Musical: Criar uma caixa com vários itens que produzem sons (sineta, chocalho, entre outros) e deixar que as crianças explorem. Objetivo: exploração auditiva. Materiais: caixas de diferentes tamanhos e objetos sonoros. Modo de conduzir: permitir um tempo livre para brincadeiras e assistindo as interações.

5. Patrulha do Corpo: Dividir os pequenos em grupos e fazer um jogo onde eles precisam se movimentar para colocar a mão onde você pede (por exemplo, “coloque a mão no nariz”). Objetivo: reconhecimento das partes do corpo. Materiais: espaço livre. Modo de conduzir: ser divertido e gentil ao incentivar a dinâmica, garantindo a participação de todos.

Este plano foi elaborado com atenção ao desenvolvimento das habilidades dos bebês e ao respeito à sua individualidade, visando proporcionar uma experiência rica e significativa durante a atividade.


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