Plano de Aula: contagem oral em sitruaçoes contextualizadas (Educação Infantil) – crianças_pequenas
A contagem oral em situações contextualizadas é uma atividade lúdica que promove a interação e o desenvolvimento das habilidades cognitivas das crianças pequenas. Este plano de aula tem como enfoque tornar a aprendizagem dos números um momento agradável e significativo, por meio de experiências que envolvem o cotidiano dos alunos. Ao trabalhar a contagem de maneira registrada e contextualizada, as crianças conseguem compreender a importância dos números em suas vidas e nas interações sociais.
A proposta visa não apenas a aprendizagem matemática, mas também o desenvolvimento de competências sociais e emocionales, mostrando como os números estão presentes em nosso dia a dia. Dessa forma, a contagem oral torna-se uma ferramenta valiosa para a formação de cidadãos mais críticos e conscientes. Através da brincadeira, as crianças se sentem mais confortáveis para expressar seus sentimentos e construir relacionamentos significativos com os outros.
Tema: Contagem oral em situações contextualizadas
Duração: 50 minutos
Etapa: Educação Infantil
Sub-etapa: Crianças pequenas
Faixa Etária: 3 anos
Objetivo Geral:
Fomentar a contagem oral das crianças pequenas em situações contextualizadas, promovendo a interação social e o desenvolvimento cognitivo através de atividades lúdicas.
Objetivos Específicos:
– Desenvolver a habilidade de contar de forma oral, associando números a objetos do cotidiano.
– Fomentar a comunicação e expressão dos sentimentos, incentivando a interação entre os alunos.
– Promover a empatia e o respeito às diferenças através de atividades coletivas.
– Estimular a brincadeira como meio de aprendizagem, encorajando a experimentação e a descoberta.
Habilidades BNCC:
– (EI03ET07) Relacionar números às suas respectivas quantidades e identificar o antes, o depois e o entre em uma sequência.
– (EI03EO01) Demonstrar empatia pelos outros, percebendo que as pessoas têm diferentes sentimentos, necessidades e maneiras de pensar e agir.
– (EI03EF04) Recontar histórias ouvidas e planejar coletivamente roteiros de vídeos e de encenações, definindo os contextos, os personagens, a estrutura da história.
– (EI03CG01) Criar com o corpo formas diversificadas de expressão de sentimentos, sensações e emoções, tanto nas situações do cotidiano quanto em brincadeiras, dança, teatro, música.
Materiais Necessários:
– Cartões com números (de 1 a 10)
– Brinquedos que representem quantidades (ex: blocos, bonecos, frutas de brinquedo)
– Papel e lápis coloridos
– Música que envolva contagem
Situações Problema:
– Como podemos contar as frutas no mercado?
– Quantos alunos estão na sala?
– Se cada um de vocês trouxer um brinquedo, quantos brinquedos teremos?
Contextualização:
Para contextualizar a contagem oral, os educadores podem levar as crianças a um passeio imaginário ao mercado ou ao parque, onde elas poderão visualizar diferentes itens e quantidades. Isso cria um vínculo entre os números e a realidade dos alunos, tornando o aprendizado mais significativo. As crianças deverão contar os itens que imaginarem, como frutas ou brinquedos, e relacionar esse conhecimento ao seu cotidiano.
Desenvolvimento:
1. Abertura e Introdução (10 minutos): Inicie a aula com uma breve conversa sobre o que as crianças acharam do último passeio ao mercado. Pergunte se elas conseguiram contar os itens que viam. Isso já introduz a ideia de contagem.
2. Atividade de Contagem com Música (15 minutos): Posicione as crianças em círculo e inicie uma música que envolva contagem. Cada vez que a música parar, eles devem levantar um cartão com um número correspondente à quantidade de pulos que deram. Depois, incentivá-los a contar em voz alta juntos.
3. Contagem com Brinquedos (15 minutos): Divida as crianças em pequenos grupos e forneça diferentes brinquedos. Cada grupo deve contar quantos brinquedos têm e registrar essa quantidade em papel. Depois, cada grupo apresenta ao restante da turma.
4. História da Contagem (10 minutos): Leve as crianças a uma roda, onde você lerá uma história que envolve contagem (pode ser uma história conhecida ou criada por você), incentivando as crianças a contar com você durante a leitura.
Atividades sugeridas:
– Dia 1: Música da Contagem
Objetivo: Associar movimentos à contagem.
Descrição: Use uma música simples, onde crianças dancem e parem com a música. Na pausa, cada criança deve erguer um cartão com o número que escolher.
Materiais: Cartões de números, música.
Adaptação: Para crianças com dificuldade de falar, podem levantar objetos em vez de cartões.
– Dia 2: Jogo de Contar Frutas
Objetivo: Aprender contagem com objetos.
Descrição: Cada criança recebe um número de frutas de brinquedo e conta.
Materiais: Frutas de brinquedo.
Adaptação: Ofereça frutas com diferentes texturas para crianças que aprendem mais com estímulos sensoriais.
– Dia 3: Contagem de Passos
Objetivo: Identificar a contagem em ações físicas.
Descrição: Realizar uma corrida onde, ao valor de 10 passos, elas devem gritar o número.
Materiais: Espaço aberto para correr.
Adaptação: Se necessário, respeitar o ritmo de cada criança.
– Dia 4: Pintando Números
Objetivo: Desenvolver a coordenação motora e identificação dos números.
Descrição: Pintar números em folhas grandes.
Materiais: Tintas, pincéis.
Adaptação: Incentivar o uso das mãos, ou carimbos para garantir que todos participem.
– Dia 5: Jogo da Memória com Números
Objetivo: Memorizar números e suas quantidades.
Descrição: Um jogo de memória, onde as crianças devem encontrar cartões com o número e a figura correspondente.
Materiais: Jogos de memória.
Adaptação: Formar pequenos grupos onde as crianças ajudem umas às outras.
Discussão em Grupo:
– Como a contagem pode nos ajudar no nosso dia a dia?
– Quais objetos você mais gosta de contar?
– Como podemos trabalhar juntos para contar mais rápido?
Perguntas:
– Quantas frutas você vê na mesa?
– Se eu trouxer 3 brinquedos e você trouxer 2, quantos teremos juntos?
– Qual número você acha que é o mais importante? Por quê?
Avaliação:
A avaliação será contínua e formativa, observando a participação, interação e a habilidade em contar dos alunos durante as atividades propostas. Serão consideradas as contribuições individuais e em grupo, assim como o envolvimento na execução das atividades.
Encerramento:
Para encerrar a aula, faça uma roda onde as crianças podem contar um número que escolheram como sendo o seu favorito e um objeto que contaram durante a aula. Essa interação final proporciona um momento de reflexão e reforço do aprendizado coletivo.
Dicas:
– Incentive a inclusão, onde todos tenham a oportunidade de expressar suas ideias e números.
– Faça uso de recursos visuais para auxiliar as crianças que têm dificuldades de memorização.
– Utilize o jogo e a música como recursos essenciais para o aprendizado, tornando a aula leve e agradável.
Texto sobre o tema:
A contagem oral é uma habilidade fundamental no processo de aprendizagem das crianças, especialmente na faixa etária de 3 anos. Nesta fase, as crianças começam a perceber o mundo ao seu redor de forma mais intensa. Elas estão curiosas, observando os objetos, as cores e principalmente os números que caracterizam aquilo que vêem. A atuação do educador nesse contexto é crucial, pois ele deve promover situações lúdicas que estimulam a contagem e a socialização entre os alunos.
Ao abordar a contagem em situações contextualizadas, as crianças são levadas a vivenciar experiências de contagem que fazem parte do seu cotidiano. Isso é essencial para a fixação do conceito, uma vez que elas associam o número à quantidade real de objetos ou pessoas que conhecem. Por exemplo, contar quantas maçãs estão na mesa ou quantos alunos estão presentes na sala pode despertar nelas um interesse maior pelo aprendizado, pois se sente desafiadas e mais envolvidas em suas descobertas.
O trabalho com a contagem também valoriza as relações interpessoais. Quando as crianças trabalham juntas para contar objetos, elas promovem a troca de conhecimentos e experiências. Nesses momentos, é possível observar como a empatia e o respeito são fundamentais para que todos se sintam parte do processo. O educador pode potencializar essas aprendizagens, criando tarefas que exijam a colaboração e o trabalho em equipe, estimulando-as a comunicar suas ideias e sentimentos.
Desdobramentos do plano:
Os desdobramentos deste plano de aula podem incluir a ampliação das atividades de contagem para o uso de números em contextos mais complexos. Por exemplo, uma sequência de contagem que envolva a hora, que pode ser associada com momentos do dia, ou mesmo situações que envolvam a natureza, onde as crianças podem contar folhas, flores ou insetos durante um passeio. Esta integração do aprendizado com a realidade proporciona uma aprendizagem mais significativa.
Além disso, as interações entre as crianças podem ser valorizadas em outras atividades, envolvendo a contagem em diferentes contextos, como em brincadeiras para identificar a quantidade de participantes. Uma ideia é criar um jogo ao ar livre que envolva a contagem de passos até um determinado lugar ou mãos levantadas para reconhecer quantas crianças estão se divertindo brincando em equipe. Isso demonstra a importância da contagem na formação de relações.
Outra possibilidade é trabalhar com eventos ou festividades, onde as crianças contatem o número de pessoas que participam. Esse desdobramento conecta a contagem com a expressão cultural, promovendo o respeito às diferenças e a percepção da diversidade. Este ponto é essencial na educação infantil, pois ajuda na formação de uma percepção ampla e saudável sobre o outro, alimentando a empatia e a convivência pacífica entre todos.
Orientações finais sobre o plano:
As orientações finais para este plano destacam a importância de manter o ambiente estimulante. A contagem não deve ser apenas uma atividade de números. Ao invés disso, ela deve refletir experiências de vida, permitindo que os alunos conectem este conhecimento a algo que faça sentido em suas rotinas. Criar laços entre a contagem e as experiências do dia a dia ensinará as crianças a valorizar os números como elementos indispensáveis no seu cotidiano.
Além disso, a flexibilidade na abordagem é essencial. Cada turma possui diferentes dinâmicas e habilidades, e, portanto, cabe ao educador ajustar as atividades planejadas para que essa jornada de aprendizado seja para todos equitativa e inclusiva. As propostas de atividades devem ser adaptáveis para atender necessidades específicas, desde alunos que são mais tímidos até os que possuem maior facilidade de comunicação.
Por fim, estimular a curiosidade é um pilar que deve sempre estar presente. Manter os estudantes engajados num ambiente cheio de descobertas, onde eles próprios podem contar e questionar, permitirá que a contagem se torne uma ferramenta prazerosa de interações, cada vez mais instigante e relevante. Assim, não apenas o aprendizado em si é estabelecido, mas, acima de tudo, o amor pelo aprendizado se forma desde os primeiros anos.
5 Sugestões lúdicas sobre este tema:
– Estação de Contagem de Frutas: Organize uma mesa com diversas frutas (de plástico) e numere-as em um quadro. As crianças deverão contar e colocar as frutas corretamente nas suas respectivas numerações. Além de contar, elas também podem aprender sobre as cores e texturas das frutas. Isso estimula não apenas a contagem, mas a observação também.
– Roda de Números: Crie uma roda gigante dos números. Cada criança ao girar deve contar em sequência até o número que parou e dizer quantos objetos (de brinquedo) podem encontrar, promovendo assim uma atividade de exploração numérica em grupo.
– Caça ao Tesouro Numérico: Organize uma caça ao tesouro onde cada pista proposta consiste em uma contagem. As crianças devem encontrar um número específico de objetos escondidos, sendo premiadas ou recebendo uma surpresa quando elas atingirem a quantidade correta.
– Jogo de Imitação: As crianças devem formar pares e imitar a contagem oral em forma de diálogo. Uma criança fala e a outra deve replicar, facilitando a prática de oralidade e a interação entre elas.
– Contagem e Movimento: Criar uma dança onde as crianças movem seus corpos e contam o número de movimentos. Elas devem sincronizar as palmas, os pés e os braços com as contagens, ligando o ato de contar à expressão corporal e à musicalidade.
Essas sugestões são desenhadas para instigar o interesse e o engajamento dos alunos através do lúdico, integrada a atividades que ajudam na representação dos números e suas quantidades no mundo verdadeiro.

