Plano de Aula: Promovendo a inclusão brincando (Ensino Fundamental 1) – 2º Ano

A proposta de aula que se segue busca promover a inclusão através da brincadeira, ressaltando a importância da jogatina colaborativa na interação entre estudantes. A ideia central é que as atividades lúdicas sirvam como uma ferramenta eficaz de inclusão social, proporcionando um ambiente onde todas as crianças, independentemente de suas habilidades, possam participar e se sentir acolhidas. Dessa forma, o plano de aula integra teoria e prática, utilizando as palavras de Paulo Freire, que defende a brincadeira como uma forma de educação que vai além do conteúdo formal, promovendo o aprendizado através da vivência e do respeito às diferenças.

O presente plano de aula é direcionado para o 2º ano do Ensino Fundamental e se alinha aos princípios da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), abordando as habilidades pertinentes ao desenvolvimento das crianças nesta faixa etária. O principal objetivo é garantir que a aprendizagem ocorra de maneira divertida e inclusiva, permitindo que os alunos se conheçam melhor e construam laços de amizade e respeito por meio de atividades lúdicas e de socialização.

Tema: Promovendo a inclusão brincando
Duração: 2 horas
Etapa: Ensino Fundamental 1
Sub-etapa: 2º Ano
Faixa Etária: 7 anos

Objetivo Geral:

Planejamentos de Aula BNCC Infantil e Fundamental

Promover a inclusão de todas as crianças através de brincadeiras e jogos, favorecendo a interação, o respeito às diferenças e a construção de vínculos afetivos.

Objetivos Específicos:

1. Desenvolver a habilidade de trabalhar em equipe e respeitar as ideias dos colegas.
2. Proporcionar oportunidades para que cada aluno possa expressar sua individualidade e criatividade.
3. Estimular a comunicação e a compreensão entre os alunos.
4. Explorar diferentes modalidades de brincadeiras, enfatizando a inclusão e a diversidade.

Habilidades BNCC:

EF12EF01: Experimentar, fruir e recriar diferentes brincadeiras e jogos da cultura popular presentes no contexto comunitário e regional, reconhecendo e respeitando as diferenças individuais de desempenho dos colegas.
EF12EF02: Explicar, por meio de múltiplas linguagens (corporal, visual, oral e escrita), as brincadeiras e os jogos populares do contexto comunitário e regional, reconhecendo e valorizando a importância desses jogos e brincadeiras para suas culturas de origem.

Materiais Necessários:

– Brinquedos de diversas culturas (ex. peteca, bolinhas de gude, ioiô).
– Materiais para confecção de cartazes (papel, canetinhas, tesoura, cola).
– Aparelho de som para tocar músicas e cantigas.

Situações Problema:

– Como podemos brincar juntos, respeitando as habilidades e limitações de cada um?
– Que tradições e brincadeiras existem em nossas diferentes culturas e como elas podem ser incluídas em nossos jogos?

Contextualização:

A brincadeira é uma atividade natural na vida das crianças e um meio poderoso de inclusão e aprendizado. Através da brincadeira, as crianças são capazes de expressar suas emoções, fazer amigos e entender a diversidade que as cerca. Esse plano de aula utiliza a brincadeira como ferramenta pedagógica, enfatizando a necessidade de um ambiente que atenda às diversas capacidades e características de cada aluno.

Desenvolvimento:

A aula se desenvolverá em diferentes etapas, intercalando momentos de atividade lúdica com reflexões sobre a inclusão.

1. Abertura: Iniciar com uma roda de conversa, onde os alunos poderão compartilhar suas brincadeiras e jogos favoritos. O professor pode fazer perguntas como: “Quais brincadeiras você gosta e por quê?” e “Alguém aqui já teve dificuldade em brincar com os outros? Como se sentiu?”.
2. Apresentação das Brincadeiras: Após a roda, o professor introduz uma seleção de brincadeiras tradicionais que envolvam todos. Exemplos:
Queimada Inclusiva: Todos participam, independente da habilidade.
Cabo de guerra: Dividir a turma em grupos, alternando para equilibrar os times.
3. Atividade Principal: Formação de grupos (heterogêneos com alunos de diferentes habilidades). Cada grupo deve escolher uma brincadeira para apresentar para a turma, explicando seu funcionamento e a importância da inclusão.
4. Confecção de Cartazes: Depois das apresentações, os alunos deverão criar cartazes representando as brincadeiras escolhidas, destacando como cada uma pode ser adaptada para incluir todos, independente das diferenças.

Atividades sugeridas:

Segunda-feira:
Objetivo: Introduzir o conceito de inclusão na brincadeira.
Descrição: Roda de conversa. Perguntar sobre experiências pessoais.
Instruções Práticas: Estimular a participação de todos, garantindo que nenhuma voz fique de fora.

Terça-feira:
Objetivo: Dinâmicas de integração.
Descrição: Dinâmica da teia de lã, onde todos se conectam.
Instruções Práticas: Cada aluno deve se identificar ao passar o novelo.

Quarta-feira:
Objetivo: Explorar brincadeiras do mundo.
Descrição: Levar brincadeiras de outras culturas para a sala.
Instruções Práticas: Ensinar e jogar juntos.

Quinta-feira:
Objetivo: Produção artística.
Descrição: Criação de cartazes.
Instruções práticas: Instruir sobre o que deve constar em cada cartaz.

Sexta-feira:
Objetivo: Apresentação dos trabalhos.
Descrição: Os alunos apresentam seus cartazes para os colegas.
Instruções práticas: Incentivar o respeito e a escuta ativa durante as apresentações.

Discussão em Grupo:

Conduzir uma discussão sobre o que aprenderam. Perguntar:
– O que é inclusão para você?
– Como se sentiram ao brincar com colegas que têm dificuldades?

Perguntas:

– Que brincadeiras nós conhecemos que ajudam a incluir outras pessoas?
– Como podemos fazer com que todos se sintam confortáveis para participar?

Avaliação:

– Observar a participação dos alunos nas atividades, leve em conta a interação e o respeito durante os jogos.
– Avaliar as reflexões expressas nos cartazes quanto à importância da inclusão nas brincadeiras.

Encerramento:

Finalizar a aula com uma música que todos possam cantar em conjunto, reforçando a união e a coletividade, e lembrar que a inclusão é uma prática cotidiana.

Dicas:

Incentivar os alunos a continuarem as brincadeiras em casa e a refletirem sobre a inclusão em sua vida diária. Reforçar a ideia de que a diversidade é um ponto forte nas relações sociais.

Texto sobre o tema:

A inclusão é um tema de suma importância na formação das crianças. Através da brincadeira, as crianças têm a oportunidade de se relacionar e interagir, permitindo que compreendam a diversidade presente em sua sociedade. O ambiente escolar deve ser um espaço seguro e acolhedor, onde cada aluno se sinta valorizado, respeitado e motivado a expressar-se livremente.

A convivência em meio a diferentes culturas e práticas lúdicas auxilia na construção da cidadania, educando para o respeito e a tolerância. É fundamental que os educadores utilizem a brincadeira não apenas como uma forma de entretenimento, mas também como uma poderosa ferramenta de aprendizado e de inclusão. Jogos e atividades lúdicas proporcionam experiências de empatia e solidariedade, formando cidadãos críticos e conscientes de suas responsabilidades sociais.

Implementar a inclusão no cotidiano escolar é um desafio que deve ser encarado com seriedade. Ao promover um ambiente inclusivo através das brincadeiras, os educadores ajudam a moldar o futuro de seus alunos, instigando o respeito pelas diferenças e a valorização da diversidade. A prática de brincar não é apenas um passatempo, mas uma das bases fundamentais para a construção de uma sociedade mais justa e igualitária.

Desdobramentos do plano:

O plano de aula pode ser adaptado para diferentes contextos, considerando as particularidades de cada turma e a diversidade presente. Além de promover a inclusão, a proposta abre espaço para a reflexão sobre temas como a cultura, as tradições, e a identidade dos povos. A partir das brincadeiras, pode-se explorar também as histórias e as tradições de cada aluno, promovendo assim uma troca rica de experiências e saberes.

Após o término das atividades, seria interessante investigar as tradições de diferentes culturas, possibilitando a criação de um mural multicultural na escola, onde alunos possam contribuir com informações sobre suas práticas lúdicas. A interação cultural pode ser um ponto de partida para desenvolver o trabalho pautado no respeito e na troca de saberes.

Finalmente, o desenvolvimento de um projeto de extensão pode ser elaborado, incluindo a comunidade nas atividades propostas. Ao convidar pais e familiares a participarem, cria-se um cenário onde a inclusão é vivida em múltiplas dimensões, envolvendo não apenas os alunos, mas todos que fazem parte do processo educativo. Essa experiência pode refletir diretamente na formação de uma cultura escolar mais inclusiva.

Orientações finais sobre o plano:

Ao trabalhar a temática da inclusão e da brincadeira, é crucial que toda a equipe pedagógica se empenhe em promover um ambiente acolhedor e seguro para os alunos. As brincadeiras devem ser sempre adaptadas, considerando as limitações e potencialidades de cada estudante. O professor precisa ser um mediador, facilitando a interação e o diálogo entre os alunos, de forma a garantir que todos se sintam incluídos.

Reforçar que o respeito pelas diferenças é um valor a ser cultivado não apenas na escola, mas na vida em geral. A prática das atividades lúdicas deve ser contínua, integrando-as ao cotidiano escolar para que os alunos se sintam motivados a participar e aprendam a importância da inclusão de uma forma natural e integrante.

As ações propostas no plano devem ter continuidade em outras disciplinas, permitindo que a inclusão não seja vista apenas como uma atividade pontual, mas como um princípio que permeia todo o processo educativo. Portanto, o papel da escola é fundamental para formar cidadãos mais conscientes e respeitosos, construindo um futuro onde a diversidade e a inclusão sejam sempre celebradas.

5 Sugestões lúdicas sobre este tema:

1. Brincadeira do Mundo: Crianças podem trazer brincadeiras de suas culturas ou regiões. O professor deve criar um espaço para que apresentem e ensinem aos colegas.
Objetivo: Explorar a diversidade cultural.
Materiais: Acessórios da brincadeira (ex. petecas).
Modo de condução: Os alunos se reúnem em grupos e se revezam no ensino das brincadeiras.

2. Teatro das Diferenças: Realizar uma encenação onde os alunos imitam diferentes personagens com características diversas para entender e respeitar as diferenças.
Objetivo: Desenvolver empatia e aceitação.
Materiais: Fantasias simples e objetos de cena.
Modo de condução: As crianças devem escolher temas e representar em grupos.

3. Jogo da Amizade: Um jogo de tabuleiro customizado onde cada espaço traz uma qualidade positiva que as crianças devem compartilhar sobre um colega.
Objetivo: Estimular a valorização das qualidades.
Materiais: Tabuleiro, figuras ou adesivos.
Modo de condução: Os alunos jogam e ao cair no espaço, falam sobre o colega que está ao seu lado.

4. Mural da Diversidade: Um painel onde cada aluno pode colar fotos, recortes ou desenhos que representem suas tradições.
Objetivo: Valorizar a identidade de cada um.
Materiais: Papel, tesoura, cola.
Modo de condução: Criar o mural coletivamente e depois fazer uma exposição.

5. Cine Inclusão: Apresentação de um filme ou um curta que trate sobre amizade e inclusão, seguido de um debate.
Objetivo: Refletir sobre a relação entre inclusão e amizade.
Materiais: Acesso a um projetor ou televisão.
Modo de condução: Após o filme, promover uma roda de conversa sobre as lições aprendidas.

Este conjunto de atividades adequadas à faixa etária de 7 anos possibilita uma abordagem inclusiva e lúdica, estimulando a relação e a colaboração entre os alunos. A prática da inclusão através do brincar amplia as possibilidades de aprendizado e garantir que todos os alunos possam se sentir especiais e parte do coletivo.


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