Plano de Aula: A escrita nas brincadeiras de faz de conta (Educação Infantil) – crianças_pequenas

A escrita é uma ferramenta poderosa que pode ser utilizada de maneiras lúdicas e criativas, especialmente na infância. A proposta deste plano de aula é integrar a escrita nas brincadeiras de faz de conta, estimulando a imaginação, a comunicação e a habilidade motora das crianças pequenas. Ao se engajar nesse tipo de atividade, os alunos não apenas se divertem, mas também se tornam mais familiarizados com os conceitos básicos da linguagem escrita, desenvolvendo um gosto pela leitura e escrita desde cedo.

Neste plano de aula, os educadores terão a oportunidade de trabalhar de maneira interdisciplinar, utilizando recursos que abrangem diferentes campos de experiências. As brincadeiras de faz de conta são uma maneira efetiva de promover a expressão oral e escrita, além de auxiliar na formação da identidade social e emocional dos alunos. Através de atividades diversificadas que envolvem jogos, encenações e criações artísticas, buscaremos valorizar o reunir-se e compartilhar experiências, respeitando a singularidade de cada criança.

Tema: A escrita nas brincadeiras de faz de conta
Duração: 50 minutos
Etapa: Educação Infantil
Sub-etapa: Crianças pequenas
Faixa Etária: 5 a 6 anos

Objetivo Geral:

Planejamentos de Aula BNCC Infantil e Fundamental

Estimular a escrita e a expressão oral nas crianças por meio de brincadeiras de faz de conta, promovendo a criatividade, o uso da imaginação e a interação social.

Objetivos Específicos:

– Desenvolver a escrita espontânea em contextos de brincadeira.
– Promover a socialização e a empatia durante as atividades em grupo.
– Incentivar a expressão de sentimentos e ideias por meio da linguagem oral e escrita.
– Estimular a motricidade fina através de atividades lúdicas.

Habilidades BNCC:

– (EI03EF01) Expressar ideias, desejos e sentimentos sobre suas vivências, por meio da linguagem oral e escrita (escrita espontânea), de fotos, desenhos e outras formas de expressão.
– (EI03EF06) Produzir suas próprias histórias orais e escritas (escrita espontânea), em situações com função social significativa.
– (EI03EO01) Demonstrar empatia pelos outros, percebendo que as pessoas têm diferentes sentimentos, necessidades e maneiras de pensar e agir.
– (EI03CG01) Criar com o corpo formas diversificadas de expressão de sentimentos, sensações e emoções.

Materiais Necessários:

– Papel em branco (tamanhos variados)
– Lápis de cor, canetinhas e giz de cera
– Fantoches de dedo ou de mão
– Cartões com palavras simples e figuras ilustrativas
– Caixa de fantoche ou cenário simples para a encenação
– Livros infantis para leitura e inspiração

Situações Problema:

As crianças poderão vivenciar a situação-problema pela qual um grupo de super-heróis precisa buscar ajuda para resolver um conflito em uma cidade fictícia. Como eles podem se comunicar para encontrar soluções? Como podem contar essa história de maneira divertida e lúdica?

Contextualização:

As brincadeiras de faz de conta formam um espaço de criatividade e descoberta em que as crianças podem explorar sua identidade e o mundo ao seu redor. Utilizando a escrita de forma lúdica, as crianças são convidadas a expressar suas histórias e sentimentos, desenvolvendo não apenas habilidades linguísticas, mas também a capacidade de se colocar no lugar do outro.

Desenvolvimento:

A aula será dividida em etapas, começando com uma breve introdução ao tema “brincadeiras de faz de conta” e a importância da escrita nesse contexto. Seguindo, será realizada uma atividade onde as crianças criarão suas próprias histórias, fazendo uso da escrita espontânea. O educador pode orientar as crianças a usarem as figuras do cartão como inspiração.

Atividades sugeridas:

1. Contação de história com fantoches:
Objetivo: Estimular a imaginação e a oralidade.
Descrição: O educador irá contar uma história simples usando fantoches, fazendo perguntas abertas para as crianças.
Instruções: Após a contação, as crianças podem criar seus próprios fantoches e recontar a história ou inventar uma nova, utilizando os livros como referência para as narrativas e a escrita de alguns trechos.
Materiais: Fantoches, papel, lápis.
Adaptação: Alunos que preferirem não usar fantoches podem dramatizar a história livremente.

2. Escrevendo uma história coletiva:
Objetivo: Desenvolver a habilidade de escrever coletivamente.
Descrição: Em roda, as crianças poderão contribuir com frases para uma história que será escrita pelo educador no quadro ou em papel grande.
Instruções: Cada criança sugere uma frase que o professor escreverá, ao final, todos ouvirão a história lida em voz alta.
Materiais: Papel grande, canetas.
Adaptação: Os alunos mais tímidos podem ilustrar ao invés de escrever.

3. Criação de cartões de “palavras mágicas”:
Objetivo: Estimular o vocabulário e a criatividade.
Descrição: As crianças criarão “cartões mágicos” com palavras que podem ser usadas em suas histórias.
Instruções: O professor mostra exemplos de palavras e ele mesmo pode criar um cartão junto à turma.
Materiais: Papel cartão, canetinhas.
Adaptação: Alunos que não conseguem escrever podem desenhar a palavra que representam.

4. Brincadeira do mercado:
Objetivo: Trabalhar a escrita de forma funcional.
Descrição: As crianças criarão um mercado na sala de aula, onde poderão “vender” produtos fictícios.
Instruções: Cada aluno escreve um nome para seu produto e educador ajuda a escrever etiquetas.
Materiais: Caixas, papel, lápis e objetos de brincadeira.
Adaptação: Criar produtos reais com doações de materiais reciclados.

5. Criação de livros ilustrados:
Objetivo: Incentivar a produção pessoal e expressões artísticas.
Descrição: Cada criança poderá criar um mini-livro onde colocará uma história curta e ilustrações.
Instruções: Acompanhado do professor, criar um “livro da turma” com as histórias individuais.
Materiais: Papel dobrado em forma de livreto, lápis, canetas, tesoura.
Adaptação: Trabalhar em duplas para a confecção do livro.

Discussão em Grupo:

Após as atividades, promover discussões em pequenos grupos sobre o que aprenderam e como se sentiram ao criar e compartilhar suas histórias. Questões para guiá-los podem incluir: “O que você mais gostou de fazer hoje?” e “Como o seu personagem se sentiu na história?”

Perguntas:

– Qual parte da brincadeira você mais gostou?
– Como a sua história poderia continuar?
– Que sentimentos você expressou através da escrita?
– Por que é importante contar histórias?

Avaliação:

A avaliação será feita por observação durante as atividades, focando na participação, criatividade e comunicação verbal e escrita das crianças. Fará parte da avaliação observar a interação e o desenvolvimento da empatia e colaboração entre os grupos.

Encerramento:

Finalizar a aula com uma leitura coletiva do livro produzido pela turma ou recontar uma das histórias mais populares do dia, incentivando as crianças a expressarem seu encantamento ou críticas.

Dicas:

– Incentivar a liberdade de expressão: As crianças devem sentir-se à vontade para expressar suas ideias sem medo de erros.
– Fomentar o respeito mútuo: É importante criar um ambiente onde cada ideia e sentimento é respeitado, promovendo a empatia.
– Variedade de materiais: Disponibilizar diferentes tipos de materiais para atender as necessidades de todos os alunos, acima de tudo, tornar as atividades ainda mais atrativas.

Texto sobre o tema:

A escrita nas brincadeiras de faz de conta é um elemento essencial para o desenvolvimento integral das crianças pequenas. É por meio desse tipo de brincadeira que as crianças conseguem explorar a linguagem oral e escrita de maneira natural e vantagens. Ao interagir com seus colegas, elas desenvolvem não apenas habilidades linguísticas, mas também sociais e emocionais. As aulas que incorporam a escrita em contextos lúdicos têm o potencial de aumentar a motivação dos alunos para aprender, pois envolvem criatividade e imaginação.

Além disso, é importante entender que as brincadeiras de faz de conta permitem que as crianças expressem suas ideias e sentimentos de formas diversificadas. Ao criarem e contarem histórias, elas exercitam a narrativa, a estruturação de pensamentos e a comunicação em grupo. Essa prática é fundamental na primeira infância, já que estabelece as bases para o aprendizado futuro de forma sólida e significativa.

Por fim, integrar a escrita nas brincadeiras transforma a atividade educacional em uma oportunidade de aprendizagem significativa. A escritura não deve ser vista apenas como uma regra a ser seguida, mas como um instrumento de expressão e abordagem da criatividade. As crianças são incentivadas a explorarem sua voz, descobrindo que a escrita pode ser uma experiência divertida e enriquecedora.

Desdobramentos do plano:

Este plano de aula poderá desdobrar-se em diversas direções, conforme o interesse e a curiosidade das crianças. Uma das possibilidades é continuar a investigação sobre personagens criados pelos alunos, ampliando a produção textual. É possível criar revistas ou diários ilustrados, nos quais as crianças poderão documentar suas vivências diárias através da escrita e da ilustração. Isso permitirá que as crianças continuem a exercitar a escrita em outros contextos, além da sala de aula.

Outro desdobramento interessante é a incorporação de temas como diversidade e cultura, promovendo a valorização de diferentes narrativas e modos de vida. As crianças poderão se inspirar em histórias de diferentes culturas, promovendo um espaço de respeito e empatia. Esse trabalho pode ser integrado com a leitura de livros que abordem temas relacionados a culturas diversas, fomentando discussões e reflexões sobre a importância do respeito às diferenças.

Por último, a ideia de criar um “clube do livro” onde crianças se reúnem semanalmente para compartilhar histórias pode ser um desenvolvimento atraente. Nesses encontros, as crianças podem contar suas histórias favoritas, além de incentivá-las a se tornarem leitoras e contadoras de histórias, criando um ciclo de aprendizagem e apreciação literária contínuo.

Orientações finais sobre o plano:

Neste plano de aula, enfatiza-se a importância de que cada criança se sinta valorizada e escutada durante as atividades. O educador desempenha um papel fundamental em promover um ambiente acolhedor, onde as ideias e expressões de cada aluno sejam respeitadas e incentivadas. O desenvolvimento da empatia e das relações interpessoais é crucial, especialmente em um espaço que envolve interação e brincadeira em grupo.

Adicionalmente, é vital que as atividades propostas sejam moldadas de acordo com o desenvolvimento individual de cada aluno, garantindo que todos possam se beneficiar das experiências lúdicas. Cada criança possui um ritmo próprio e habilidades diferenciadas, e o respeito a essa diversidade trará um aprendizado mais rico e inclusivo.

Por fim, a prática de flexibilidade durante a execução do plano de aula é essencial. O educador deve estar atento ao engajamento dos alunos e pronto para ajustar a atividade conforme necessário. Esse adaptabilidade não só enriquece a experiência educacional, mas também promove uma aprendizagem mais significativa e envolvente.

5 Sugestões lúdicas sobre este tema:

1. Oficina de criação de personagens: As crianças podem desenhar seus próprios personagens utilizando um modelo simples fornecido pelo educador. O objetivo é que cada criança crie um nome e uma história curta, estimulando a imaginação através de traços e cores. Os materiais necessários incluem papel, lápis e canetinhas.

2. Teatro de sombras: Usando uma lanterna e recortes de papel, organize uma apresentação de teatro de sombras, onde as crianças poderão contar suas histórias. Este formato ajudará no desenvolvimento da expressão corporal e oral, além de incorporar a escrita não-verbal.

3. Mímica de histórias: Crie um jogo em que as crianças devem representar histórias conhecidas ou novas que elas inventaram. O objetivo é estimular a comunicação não-verbal e a escuta ativa, assim como construir histórias coletivas a partir da atuação de cada um.

4. Estação de escrita: Crie um espaço na sala onde as crianças podem ir para escrever pequenas histórias em momentos livres. Esta atividade proporcionará um local dedicado ao ato de escrever, fazendo com que os alunos se sintam confortáveis para praticar a escrita de forma espontânea.

5. Canto das ideias: Organize um local na sala de aula onde as crianças possam deixar suas ideias escritas (uso de post-its, por exemplo) e depois escolher algumas para dramatizar em grupo. Essa prática incentivará a escrita e a escolha criativa, sem pressão.

Estas sugestões visam fomentar a aprendizagem de forma lúdica e criativa, respeitando sempre o desenvolvimento individual de cada criança, garantindo que a escrita e a comunicação se tornem parte de suas brincadeiras e experiências significativas.


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